segunda-feira, 12 de março de 2018

Lição 11 - As festas de Israel e o Ano do Jubileu

 Aula presencial dia 18 de março de 2018 

Estimado professor,   acredito que já tenha percebido que nosso SLIDE semanal traz uma abordagem DETALHADA de todos os pontos abordados na lição. É um resumo da lição fazendo uso de uma metodologia moderna de ensino,  tornando-o mais eficiente e efetivo. Aplica-se ao conteúdo da lição, ilustrações com figuras relacionadas com cada tópico a ser ensinado.  
Faça bom uso !  Baixe o Slide no formato desejado, Tenha liberdade de alterá-lo, Divulgue e Compartilhe !


1 - Mostrar o simbolismo das festas de Israel;
2 - Ensinar que as festas em Israel eram oportunidades de adoração a Deus;
3 - Revelar como Deus trabalha para a libertação do homem.

 Texto Áureo
"E santificareis o ano quinquagésimo e apregoareis liberdade 
na terra a todos os seus moradores; ano de jubileu vos será, 
e tornareis, cada um à sua possessão, e tornareis, 
cada um à sua família”. (Levítico 25:10)

Verdade Aplicada
   Deus trabalha na história do homem visando 
prover-lhe a libertação do pecado.

Motivo de Oração
Suplique a Deus pela unidade dos cristãos no Brasil e no mundo.

Hinos sugeridos.
Antes de Assistir os vídeos, se a radio do site estiver tocando, suba a página até a radio e 
toque no vídeo da musica que estiver tocando para interromper o som.

140 - A Segurança do Crente

272 - Quando Jesus Aparecer

383 -  O Sustento da Alma








 Levítico 23:4-6;25:8 
4 Estas são as solenidades do Senhor, as santas convocações, que convocareis no seu tempo determinado:
5  No mês primeiro, aos catorze do mês, pela tarde, é a páscoa do Senhor.
6  E,  aos quinze dias deste mês é a Festa dos asmos do Senhor: sete dias comereis asmos;

8 Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos.





Segunda-Feira –  Lv 23.4-8 
23: 4 Estas são as solenidades do Senhor, as santas convocações, que convocareis ao seu tempo determinado:
23: 5 No mês primeiro, aos catorze do mês, pela tarde, é a páscoa do Senhor.
23: 6 E aos quinze dias deste mês é a festa dos pães ázimos do Senhor; sete dias comereis pães ázimos.
23: 7 No primeiro dia tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis;
23: 8 Mas sete dias oferecereis oferta queimada ao Senhor; ao sétimo dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.

Terça-Feira –  Lv 23.10-22 
23: 10 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes entrado na terra, que vos hei de dar, e fizerdes a sua colheita, então trareis um molho das primícias da vossa sega ao sacerdote;
23: 11 E ele moverá o molho perante o Senhor, para que sejais aceitos; no dia seguinte ao sábado o sacerdote o moverá.
23: 12 E no dia em que moverdes o molho, preparareis um cordeiro sem defeito, de um ano, em holocausto ao Senhor,
23: 13 E a sua oferta de alimentos, será de duas dízimas de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta queimada em cheiro suave ao Senhor, e a sua libação será de vinho, um quarto de him.
23: 14 E não comereis pão, nem trigo tostado, nem espigas verdes, até aquele mesmo dia em que trouxerdes a oferta do vosso Deus; estatuto perpétuo é por vossas gerações, em todas as vossas habitações.
23: 15 Depois para vós contareis desde o dia seguinte ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão.
23: 16 Até ao dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cinqüenta dias; então oferecereis nova oferta de alimentos ao Senhor.
23: 17 Das vossas habitações trareis dois pães de movimento; de duas dízimas de farinha serão, levedados se cozerão; primícias são ao Senhor.
23: 18 Também com o pão oferecereis sete cordeiros sem defeito, de um ano, e um novilho, e dois carneiros; holocausto serão ao Senhor, com a sua oferta de alimentos, e as suas libações, por oferta queimada de cheiro suave ao Senhor.
23: 19 Também oferecereis um bode para expiação do pecado, e dois cordeiros de um ano por sacrifício pacífico.
23: 20 Então o sacerdote os moverá com o pão das primícias por oferta movida perante o Senhor, com os dois cordeiros; santos serão ao Senhor para uso do sacerdote.
23: 21 E naquele mesmo dia apregoareis que tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; estatuto perpétuo é em todas as vossas habitações pelas vossas gerações.
23: 22 E, quando fizerdes a colheita da vossa terra, não acabarás de segar os cantos do teu campo, nem colherás as espigas caídas da tua sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixarás. Eu sou o Senhor vosso Deus.

Quarta-Feira –  Lv 23.24-25 
23: 24 Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso, memorial com sonido de trombetas, santa convocação.
23: 25 Nenhum trabalho servil fareis, mas oferecereis oferta queimada ao Senhor.

Quinta-Feira –  Lv 23.27-31 
23: 27 Mas aos dez dias desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta queimada ao Senhor.
23: 28 E naquele mesmo dia nenhum trabalho fareis, porque é o dia da expiação, para fazer expiação por vós perante o Senhor vosso Deus.
23: 29 Porque toda a alma, que naquele mesmo dia se não afligir, será extirpada do seu povo.
23: 30 Também toda a alma, que naquele mesmo dia fizer algum trabalho, eu a destruirei do meio do seu povo.
23: 31 Nenhum trabalho fareis; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações em todas as vossas habitações.
  
Sexta-Feira –  Lv 23.34-39 
23: 34 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo será a festa dos tabernáculos ao Senhor por sete dias.
23: 35 Ao primeiro dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.
23: 36 Sete dias oferecereis ofertas queimadas ao Senhor; ao oitavo dia tereis santa convocação, e oferecereis ofertas queimadas ao Senhor; dia de proibição é, nenhum trabalho servil fareis.
23: 37 Estas são as solenidades do Senhor, que apregoareis para santas convocações, para oferecer ao Senhor oferta queimada, holocausto e oferta de alimentos, sacrifício e libações, cada qual em seu dia próprio;

23: 38 Além dos sábados do Senhor, e além dos vossos dons, e além de todos os vossos votos, e além de todas as vossas ofertas voluntárias, que dareis ao Senhor.
23: 39 Disse, pois, o Senhor a Moisés: Dize a Arão,Porém aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido do fruto da terra, celebrareis a festa do Senhor por sete dias; no primeiro dia haverá descanso, e no oitavo dia haverá descanso.

Sábado –    Lv 25.8-11 
25: 8 Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos; de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos.
25: 9 Então no mês sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta do jubileu; no dia da expiação fareis passar a trombeta por toda a vossa terra,
25: 10 E santificareis o ano qüinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores; ano de jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e cada um à sua família.
25: 11 O ano qüinquagésimo vos será jubileu; não semeareis nem colhereis o que nele nascer de si mesmo, nem nele vindimareis as uvas das separações,



IMPORTANTE
Apresento neste BLOG o Esboço da Lição e os comentários como 
professor de EBD em cima do PAE - PLANO DE AULA EXPOSITIVA 
NÃO APRESENTO O CONTEÚDO COMPLETO DIGITALIZADO DAS REVISTAS
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ESBOÇO DA LIÇÃO
Introdução
1. Festas: da Páscoa ao Pentecostes.
2. Festas: das Trombetas à dos Tabernáculos.
3. O Ano Jubileu

Conclusão
Clique aqui para Visualizar o PAE (Plano de Aula Expositiva) da Editora Betel



                   


TEXTO ÁUREO
"E santificareis o ano quinquagésimo e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores; ano de jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e tornareis, cada um à sua família”. (Levítico 25:10)
Obs. Explicação detalhada no tópico 3

VERDADE APLICADA
Deus trabalha na história do homem visando prover-lhe a libertação do pecado.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
1 - Mostrar o simbolismo das festas de Israel;
2 - Ensinar que as festas em Israel eram oportunidades de adoração a Deus;
3 - Revelar como Deus trabalha para a libertação do homem.

TEXTO REFERÊNCIA
Levítico 23.4-6; 25.8
4 Estas são as solenidades do Senhor, as santas convocações, que convocareis no seu tempo determinado:
5  No mês primeiro, aos catorze do mês, pela tarde, é a páscoa do Senhor.
6  E,  aos quinze dias deste mês é a Festa dos asmos do Senhor: sete dias comereis asmos;
8 Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos.

INTRODUÇÃO
Desde a queda do homem, Deus trabalha para que o ser humano obtenha a libertação do pecado, para servi-Lo e adorá-Lo, pois é o grande propósito do Senhor Deus para o homem.
Professor aproveite a introdução para esclarecer que:
Certas igrejas são ensinadas a celebrar as festas dos Tabernáculos (Lv 23.34; Dt 16.13), da Colheita (Êx 23.16; 34.22) e da Páscoa. Tais celebrações, juntamente com outras quatro mencionadas na Bíblia, eram consideradas sagradas e específicas do povo judeu.
A igreja não precisa festejar a páscoa judaica, uma vez que Cristo é a nossa páscoa (1 Co 5.7). Ela deve, sim, celebrar a Ceia do Senhor, que é uma festa genuinamente cristã, e que comemora o Novo Pacto inaugurado com o sangue de Jesus (1 Co 11.20,25; At 2.42).
(Lições CPAD Jovens e Adultos » 2007 » 2º Trim)

1. Festas: da Páscoa ao Pentecostes.
Estudaremos as quatro primeiras festas: Páscoa, Festa dos Asmos, Primícias e Pentecostes; fazendo a aplicação a momentos que marcaram as histórias de Israel e da Igreja e como seu cumprimento se realizou na vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Elas nos ensinam o que o nosso Deus faz para alcançar a comunhão com o Seu povo.Obs. Calendario das festas no final da página.

1.1. A Páscoa e a Festa dos Asmos.
Páscoa tem o seu cumprimento no sacrifício de Jesus na cruz do Calvário e o apóstolo Paulo afirma: “Alimpai-vos do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.” (1Co 5.7). Sabemos que o fermento é símbolo do pecado na Bíblia e nessas duas festas o fermento não podia ser achado nas casas dos judeus, simbolizando a santidade representada nessas duas festas. Na Páscoa temos a pessoa de Jesus morrendo e na Festa dos Asmos temos uma figura do cristão se oferecendo a Deus (1Co 15.31).
“O propósito de Deus em instituir a Páscoa era estabelecer o marco inicial para a libertação de Israel do cativeiro egípcio e proclamar a redenção alcançada pelo sangue do Cordeiro, já revelada no sacrifício de Isaque (Gn 22.1-19), conforme mais tarde escreveram os apóstolos Paulo e Pedro: ‘e demonstrar a todos qual seja a dispensação do ministério, que, desde os séculos esteve oculto em Deus’ (Ef 3.9); ‘[...] o qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, antes da fundação do mundo’ (1Pe 1.20).
Cristo é a nossa Páscoa (1Co 5.17). Ele é o Cordeiro de Deus (Jo 1.29). O cordeiro deveria ser separado para o sacrifício até ao décimo quarto dia do primeiro mês do ano (Êx 12.3-6) e tinha de ser sem defeito (Êx 12.5). Cristo cumpriu essa exigência (1Pe 1.18,19). Ele entrou em Jerusalém no dia da separação do cordeiro e morreu no mesmo dia do sacrifício. O cordeiro precisava ser imolado pela congregação, assim como Cristo foi sacrificado pelos líderes civis e religiosos de Israel e de Roma e pela vontade do povo. Nenhum osso do cordeiro poderia ser quebrado (Êx 12.46), também nenhum osso de Cristo foi partido (Jo 19.33-36)” (COHEN, A. C. Êxodo. 1 ed., RJ: CPAD, 1998, p.42).

A palavra Páscoa no hebraico é “pasach”, significa “saltar por cima”, “passar sobre”. Nesta festa a família estava ao redor do cordeiro, que tinha que ser assado. Conforme tudo o que Deus falava a Moisés. A nação de Israel deveria comemorar a Páscoa anualmente, pela libertação do Egito, e depois seguia-se a Festa dos Asmos, onde uma oferta queimada também era oferecida diariamente ao Senhor durante sete dias (Lv 23.8). A Páscoa deveria ser comida apressadamente, com ervas amargosas e pães asmos (Êx 12.8-12), significando que o salvo deve estar sempre pronto para sair deste mundo para ir ao encontro do Senhor. Na Páscoa, Deus estabeleceu um novo início para Israel (Êx 12.2), como também quando aceitamos a Cristo passamos a ser uma nova criatura (2Co 5.17).
(Revista do professor)
Segundo o Pr. Abraão de Almeida, a festa dos pães asmos simboliza a nossa comunhão com Cristo, após nossa redenção somos habilitados a viver uma vida santa (1Co5.6-8; 2Co7.1; Gl 5.7-9)

1.2. A Festa das Primícias.
Esta era uma festa para ser comemorada quando eles estivessem em Canaã (Lv 23.10). Um molho das primícias da colheita deveria ser trazido ao Senhor e dessa maneira eles seriam aceitos diante de Deus (Lv 23.11). Esse molho era uma oferta de movimento e era a colheita da cevada, que era anterior à colheita do trigo. Essa festa é o símbolo da ressurreição de Jesus Cristo que, após morrer e ressuscitar, nos tornou aceitos diante do Senhor Deus. Com a Sua morte e ressurreição Jesus Cristo torna o homem, que crê na obra que Ele realizou, agradável perante Deus.

Eles não tinham terra no Egito e nem no deserto, mas esta festa os vê na Terra Prometida que o Senhor os deu. A Igreja não tem herança aqui na Terra, mas recebeu como herança do Senhor todas as bênçãos espirituais (Ef 1.3). Tudo nos foi dado por graça e não por mérito. As bênçãos nos foram dadas pelo mérito do Senhor Jesus Cristo. Este propósito de Deus para com a Igreja se tornou possível através de Sua própria graça para Seu louvor e glória (Ef 1.6).(Revista do professor) 

1.3. A Festa de Pentecostes.
Era celebrada cinquenta dias depois da Páscoa. Esta festa também era chamada de Festa das Semanas (Êx 34.22). Pentecostes vem da palavra grega “pentekosté” que significa “quinquagésimo”. Nesta festa dois pães eram trazidos para oferta de movimento. Esta festa tem o seu cumprimento na história humana no dia de Pentecostes com o derramamento do Espírito Santo sobre a Igreja, no seu início. Os dois pães apresentados são um simbolismo dos judeus e gentios, que são unidos através do Espírito Santo para formarem a Igreja do Senhor. Esta era uma festa de agradecimento a Deus pelo início da colheita do trigo.

A Festa de Pentecostes é a festa em que era permitido o fermento na preparação dos pães (Lv 23.17). Na oferta movida eram oferecidos os pães com os dois cordeiros. O texto nos diz que eram santidade ao Senhor para o sacerdote (Lv 23.20).(Revista do professor)
Pentecostes
“Pentecostes era a segunda das três grandes festas de Israel (Dt 16.16). Suas principais passagens estão em Êxodo 23.16, Levítico 23.15-22, Números 28.26-31 e Deuteronômio 16.9-12. A palavra grega Pentecostes (pentekosté) significa ‘quinquagésimo’, referindo-se ao quinquagésimo dia depois da oferta de manjares durante a Festa dos Pães Asmos (At 2.1; 20.16; 1 Co 16.8).
Outro título pelo qual esta festa é conhecida é a Festa das Semanas (Êx 34.22; Dt 16.10,16; 2 Cr 8.13), que se refere a sete semanas após a oferta das primícias; a Festa da Colheita (Êx 23.16), referindo-se à conclusão das colheitas de grãos; o dia das primícias (Nm 28.26), falando das primícias de uma colheita terminada, e mais tarde os judeus a chamaram solenemente de assembleia, que foi aplicado ao encerramento da festa da estação da colheita. Embora as Escrituras não afirmem especificamente seu significado histórico, elas parecem indicar basicamente uma festa da colheita.
[...] Em Números 28.26 o Pentecostes é chamado tanto de Festa das Semanas como de Festa das Primícias. Esta Festa das Primícias não deve ser confundida com as primícias oferecidas durante os dias dos pães asmos.
No NT, o Pentecostes está relacionado ao dom do Espírito Santo (At 2.1-4). Cristo ascendeu como as primícias da ressurreição (1 Co 15.23), e 50 dias depois deste evento veio o derramamento do Espírito Santo, dando início ao cumprimento da profecia de Joel (Jl 2.28-32)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. RJ: CPAD, 2009, pp.1500-01).

2. Festas: das Trombetas à dos Tabernáculos.
As festas em Israel eram oportunidades de adoração coletiva. Todo o povo era convocado a deixar, nos dias estabelecidos, as atividades regulares do dia a dia, a fim de se dedicar exclusivamente à adoração a Deus e à celebração do que Ele tinha feito por eles. O povo não deveria se esquecer que pertencia ao Senhor Deus e, assim, deveria cultivar constantemente comunhão com Ele.

2.1. A Festa das Trombetas.
A festa das Trombetas ainda terá o seu cumprimento na história da nação de Israel, pois representa a convocação da nação: “Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso, memória de jubilação, santa convocação.” (Lv 23.24). Havia duas trombetas, que deveriam ser tocadas em algumas situações, e uma delas era para o ajuntamento da congregação (Nm 10.3). Quando da ocasião do arrebatamento, o som da trombeta estará presente (1Ts 4.16), ou seja, Jesus levando a Sua Igreja e Deus voltando a trazer Israel para os Seus propósitos e trabalhando a conversão da nação (Rm 11.26).
As três últimas celebrações eram comemoradas no sétimo mês. A Festa das Trombetas dava início à sequência dessas três últimas, que no nosso calendário equivale aos meses de setembro e outubro. Esta festa também tem o seu sentido simbólico, pois a nação de Israel, por causa do seu abandono ao Senhor Deus, foi espalhada entre as nações do mundo. A incredulidade de Israel os levou à dispersão, mas Deus os ajuntará novamente em sua terra nos últimos dias, quando se cumprirão as profecias dos profetas do Antigo Testamento, que profetizaram a respeito dessa época, quando o povo voltará para a terra da promessa (Is 60.8-9).
(Revista do professor)

A convocação de Israel
Para o povo israelita,o toque da trombeta significa o seu ajuntamento na sua propria terra,após o arrebatamento da igreja(Is 27.13;Jl 2.1) .É interessante observar como a voz de arcanjo está relacionada com o arrebatamento,em 1Ts4.16.Essa voz tem especial importância para Israel
(Dn 10.13,21;12.1;Jd9;Ap12.7) (Lições CPAD Jovens e Adultos » 1988 » 1º Trim)

2.2. O Dia da Expiação.
O Dia da Expiação era o dia mais importante do ano para Israel, era mais jejum do que uma festa e devia ser observada anualmente.
"Este é um decreto perpétuo para vocês: No décimo dia do sétimo mês vocês se humilharão a si mesmos e não poderão realizar trabalho algum, nem o natural da terra, nem o estrangeiro residente(Lv 16:29)
Na lição anterior estudamos sobre a liturgia referente a este dia e algumas de suas aplicações simbolicamente na vida da igreja, mas ela aponta, também, para a conversão nacional de Israel, quando o pecado da nação será expiado e toda a nação se converterá ao Senhor. Esta conversão é relatada pelo profeta Ezequiel. Será a conversão nacional dos israelitas que viverem quando Jesus Cristo voltar com a Sua Igreja para reinar neste mundo. O profeta Ezequiel teve esta visão em suas profecias, relatadas no livro de sua autoria: “E profetizei como ele me deu ordem; então o espírito entrou neles, e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em extremo.” ( Ez 37.10).

O Dia da Expiação apresenta dois simbolismos bastante importantes: a nação de Israel será reunida e também será purificada. O remanescente de Israel que sobreviverá ao período da grande tribulação se converterá e aceitará o Messias, Jesus Cristo, e se cumprirá a profecia que o próprio Jesus proferiu já nos dias finais do Seu ministério terreno: “Porque eu vos digo que, desde agora, me não vereis mais, até que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor.” (Mt 23.39).(Revista do professor)

2.3. A Festa dos Tabernáculos.
Esta era a última das festas anuais de Israel e lembra a nação as bênçãos que lhe foram concedidas no passado (Lv 23.43). A Festa dos Tabernáculos era um período de alegria e regozijo para a nação, que assim podia festejar, pois era logo após ao dia da expiação, que representava o dia do perdão nacional. Aprendemos que aqueles que desejam a paz e alegria sem a santidade não alcançarão os seus objetivos.
Nesta festa o povo habitava sete dias em tendas (Lv 23.42), que os levava a lembrar das tendas que habitaram durante a travessia do deserto por quarenta anos. Esta festa era uma comemoração da última colheita em que a nação descansava, apontando profeticamente para o descanso milenar (reinado de mil anos de Cristo na terra). Deus nos ensina por meio dessas festas que Ele deseja ter uma íntima relação com o Seu povo e, para os que lhe obedecem, Ele tem bênçãos físicas como também espirituais e essas bênçãos devem ser celebradas diante do Senhor com alegria e gratidão

3. O Ano do Jubileu.
O ano do jubileu
Três características distinguiam o ano do jubileu(ano este,que ocorria a cada cinqüenta anos).
1-Todos os escravos Israelitas eram libertos
2-Toda propriedade dos ascendentes que tivesse sido vendida era devolvida à família original.
3-A terra permanecia em repouso sem cultivo
O propósito de Deus ao instituir esse ano era garantir justiça e impedir os ricos de acumular e adquirir terras às custas dos pobres.

(bíblia de estudo pentecostal,CPAD)
O termo em hebraico “yowbel” (Lv 25.10), que é traduzido por jubileu tem o significado, entre outros, de “chifre de carneiro”. O ano do jubileu (marcado pelo sopro das trombetas, de acordo com o Strong’s Dictionary), era o ano da libertação, o ano em que cada um tornava à sua possessão e à sua família (Lv 25.10). Era um ano em Israel de liberdade na terra a todos os seus moradores.

3.1. Resgatado por um parente.
O texto afirma que, se alguém, empobrecendo, vendesse alguma porção da sua possessão, seu parente mais próximo poderia resgatar a propriedade. Se a pessoa não tivesse resgatador, e sua mão alcançasse o que bastava para o resgate, também podia efetuar o pagamento. O valor do preço do resgate era calculado conforme o número de anos desde o jubileu. Este resgate era para o caso de propriedades e de pessoas que fossem vendidas (Lv 25.8-55).
É importante observar o que se encontra no texto de Levítico 25.19-22, que fala do descanso da terra no ano sétimo, pois foi mencionada a não observância deste mandamento para o estabelecimento dos setenta anos do cativeiro babilônico (2Cr 36.21). No sexto ano, a bênção viria por três anos (Lv 25.21). Serviria para sustentar no ano sexto, sétimo e oitavo. No ano oitavo, eles voltavam a plantar e colhiam no ano nono.(Revista do professor)

3.2. O resgatador tinha que ter condição de pagar o resgate.
Para que o resgate fosse realizado pela própria pessoa ou por um parente seu, teria que ter o suficiente para pagar o preço exigido pelo resgate que era calculado com os anos que faltassem para o ano do jubileu. No livro de Rute podemos encontrar em detalhes como era realizado este preceito na nação israelita (Rt 2.20; 3.12-13; 4.1-12). A Bíblia detalha neste capítulo as várias situações que poderiam acontecer entre o povo e como procedia o resgate em cada situação. Havia situações em que uma propriedade não seria resgatada no ano do jubileu, como o caso de casas em cidades muradas, que só poderiam ser resgatadas no primeiro ano (Lv 25.29).
O homem pecou e tornou-se escravo do pecado e do diabo e, de sua própria mão, nunca alcançaria a condição para ser livre dessa escravidão ou algum parente seu poderia pagar esse resgate (Sl 49.7-8). Jesus, ao fazer carne, se tornou o nosso parente e pagou o alto preço do nosso resgate com o Seu próprio sangue, o sangue de um cordeiro imaculado, rasgando a cédula que nos era contrária e nos tornou livres da escravidão do pecado e daquele que tinha o império da morte (Cl 2.14; 1Pe 1.18-19). (Revista do professor)

3.3. O resgatador tinha que querer fazer o resgate.
O resgatador não apenas precisava ter condição de pagar o resgate, mas também tinha que desejar fazê-lo. Essas condições eram necessárias para ser resgatador. Tudo isso se cumpriu na pessoa de Jesus! Ele, e somente Ele, pode realizar a maravilhosa obra de salvação do homem. Ele mesmo disse que veio buscar e salvar o homem (Lc 19.10). O ano do jubileu era o ano do toque da trombeta: aconteceu com o crente alcançando a libertação, acontecerá também com a nação de Israel e, na eternidade, com toda a criação (Ap 21.24).
É lindo estudar a Palavra de Deus e compreendê-la. No livro de Rute havia um resgatador que tinha a prioridade em relação a Boaz, mas, temendo ser prejudicado, recusou fazê-lo (Rt 4.6). Esse resgatador pode ser comparado à lei, que nada pode fazer pelo homem pecador, já Boaz é uma figura de Cristo, que pode resgatar o homem por meio da graça. Alei só é útil para quem não peca, mas onde o pecado existe, a lei diz “morrerá”; já a graça é capaz de perdoar o pecador e conduzir o homem até a presença de Deus. Rute resgatada é uma figura da Igreja, uma gentia que alcança a bênção através de um judeu (Jo 4.22).(Revista do professor)

CONCLUSÃO
Deus estabeleceu preceitos e normas para Israel viver uma vida socialmente agradável e também que a terra viesse a produzir o melhor para eles, mas Israel se afastou do Senhor. Hoje a Igreja tem a promessa de bênçãos espirituais, devemos com fé tomar posse do que nos é dado pelo Senhor Jesus.


Bibliografia
[1] Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal - CPAD - ARC
Biblia de estudo pentecostal, Almeida revista e corrigida, Rio de Janeiro, CPAD
Bíblia do Culto - Editora Betel
Revista EBD Betel Dominical Professor - 1 trimestre 2018, ano 28, número 106 - Editora Betel
PAE - Plano de Aula Expositiva - Auxílio EBD - http://editorabetel.com.br/auxilio/beteldominical/

1. Na bíblia, o fermento é símbolo de quê?
R: Do pecado (1Co 5.7).

2. Qual festa era para ser comemorada quando o povo de Israel estivesse em Canaã?
R: A Festa das Primícias (Lv 23.10).

3. Qual era a última das festas anuais de Israel?
R: A Festa dos Tabernáculos (Lv 23.43).

4. Como era calculado o valor do preço do resgate?
R: Conforme o número de anos desde o jubileu (Lv 25.15).

5. O que Jesus disse que veio buscar e salvar?
R: O homem (Lc 19.10).

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Estimado Professor, segue abaixo o material de apoio para nossos estudos !

O ANO DO JUBILEU (Lv 25:8-17)
O Ano do Jubileu deveria ser comemorado a cada 50 anos. Ele incluía o cancelamento de todas as dívidas, a libertação de todos os escravos, e a devolução aos proprietários originais de todas as terras que foram vendidas. Não há nenhuma indicação na Bíblia de que o Ano do Jubileu tenha sido praticado pelos israelitas alguma vez. Se Israel tivesse seguido esta prática fielmente, teria sido permanentemente uma sociedade isenta de pobreza.
(Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal - CPAD - Pág.236)

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Achei este Quadro muito legal que facilita muito o entendimento das festas Bíblicas e seus significados, atente principalmente no aspecto profético e no aspecto pessoal.
Se possível imprima este quadro para distribuir para seus alunos, será de grande valia. (clique no quadro para ampliar)



                                                                                                                                                                              

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