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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Lição 6 - Oração - Uma Disciplina Indispensável aos Discípulos de Cristo


             
                 

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Nosso subsídio (comentário da lição) não é o mesmo conteúdo da revista Betel Dominical Adultos, é apenas um texto de auxílio complementar referente aos tópicos e subtópicos da lição

Introdução
Texto de Referência : 

Mateus 6:5-9  
5 - E, quando orares, não sejas como os hipócritas, pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
6 - Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê secretamente, te recompensará.
7 - E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos.
8 - Não vos assemelheis, pois, a eles, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.
9 - Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que está nos céus, santificado seja o teu nome.

1 - A Relevância da Oração
[Comentário em Edição] 

1.1 - Jesus nos Ensina como Orar
[Comentário em Edição]

1.2 - A Oração Modelo Ensinada por Jesus
[Comentário em Edição]

1.3 - Orando em Secreto
[Comentário em Edição]

2 - A Convicção na Eficácia da Oração
[Comentário em Edição]

2.1 - Deus está atento ao Cristão que Ora
[Comentário em Edição]

2.2 - O Pai conhece nossas Necessidades
[Comentário em Edição]

2.3 - Oração e Batalha Espiritual
[Comentário em Edição]

3 - Oração promove o Avivamento
[Comentário em Edição]

3.1 - A Falta de Oração leva ao Esfriamento Espiritual
[Comentário em Edição]

3.2 - A Religiosidade Vazia
[Comentário em Edição]

3.3 - O Avivamento vem da Perseverança
[Comentário em Edição]


Comentário 
Pr. Éder Tomé

Referências

[1] Bíblia Sagrada (ARC) – Sociedade Bíblica do Brasil - 4° edição - 2009
[2] Bíblia Sagrada King Jones – Atualizada – Fiel aos Originais
[3] Bíblia Sagrada (NTLH) - Linguagem de Hoje
[4] Revista Betel Dominical Adultos - 1T - 2026
[5] Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal - CPAD

domingo, 25 de janeiro de 2026

Lição 5 - A Importância do Jejum na Vida dos Discípulos de Cristo

           
                 

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Lei 9.610/98 (Direitos Autorais)

Nosso subsídio (comentário da lição) não é o mesmo conteúdo da revista Betel Dominical Adultos, é apenas um texto de auxílio complementar referente aos tópicos e subtópicos da lição

Introdução
Texto de Referência : 

Mateus 4:1-3  
1 - Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
2 - E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome.
3 - E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.

Mateus 6:16-18  
16 - E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas, porque desfiguram o rosto, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
17 - Porém tu, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto,
18 - para não pareceres aos homens que jejuas, mas sim a teu Pai, que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará.

1 - Compreendendo o Jejum
Precisamos compreender biblicamente qual é a maneira correta de fazer uso da prática do Jejum e o seu propósito.

1.1 - O Jejum Bíblico

O que é o Jejum Bíblico ?
O Jejum Bíblico é a abstinência voluntária de alimentos (ou de algo lícito), por um período determinado, com o propósito espiritual de buscar a Deus, humilhar-se diante d'Ele, consagrar-se, orar e alinhar o coração à Sua vontade.
O Jejum Bíblico não é um ritual para impressionar a Deus, mas uma disciplina espiritual que nos aproxima d'Ele, silencia a carne e fortalece o espírito.
O Jejum Bíblico não é uma dieta para perda de peso, um ritual mecânico, um meio de barganhar favores divinos ou uma demonstração pública de espiritualidade. 
O Jejum Bíblico não deve ser usado para tentar convencer Deus a fazer a vontade humana, nem como penitência para "pagar" pecados, pois isso ignora a Graça.

Na cultura bíblica,  o termo "Jejum" no hebraico é "Tsom" e no grego é "nesteia" ambos referem-se especificamente ao ato de comer alimentos. Isso acontece porque o alimento é a nossa dependência biológica mais básica. Ao jejuar comida, você declara: "A minha vida depende mais de Deus do que do pão".

Sobre Abstenção de Outros Prazeres
A Bíblia também apresenta o conceito de privação de outras coisas para fins espirituais. O apóstolo Paulo, por exemplo, fala sobre a abstinência temporária de relações sexuais no casamento para que o casal se dedique à oração (1Co 7:5).
Isso abre o precedente para que muitos cristãos chamam hoje de "Jejum de Propósito" que podem incluir: Deixar de lado por algum tempo o que consome muito do seu tempo e atenção para busca de valores espirituais em oração.

Quais são os Elementos centrais do Jejum Bíblico ?
(a) É espiritual, não apenas físico (Is 58:3-7; Mt 6:16-18)
(b) Envolve humilhação e arrependimento (Jl 2:12; Sl 35:13)
(c) Está ligado à oração (Dn 9:3; At 13:2-3)
(d) Expressa dependência total de Deus (Ed 8:21)
(e) Não é para exibição, mas para intimidade com Deus (Mt 6:16)

Divisão Didática das Modalidades de Jejum na Bíblia
Podemos fazer uma divisão por Modalidade de Jejum de acordo com a Bíblia para fins didáticos, que ajuda muito no Ensino na EBD. Segue uma Classificação clara e bíblica :

1. Quanto ao número de Pessoas

(a) Jejum Individual 
Praticado por uma pessoa, em busca pessoal diante de Deus.
Ênfase: Consagração, direção e fortalecimento espiritual.
Exemplos: Moisés (Êx 34.28), Daniel (Dn 10.2-3), Jesus (Mt 4.1-2).

(b) Jejum Coletivo (ou Congregacional)
Convocado para todo o povo ou comunidade
Ênfase: arrependimento, livramento e intervenção divina.
Exemplos : Israel em Mizpá (1Sm 7.6)
                   Jeosafá e Judá (2Cr 20.3-4)
                   Esdras (Ed 8.21)

2. Quanto à forma de alimentação

(a) Jejum Total
Abstinência completa de comida e bebida por um período curto.
Normalmente praticado por até 3 dias, em situações extremas de clamor. Exemplo: Ester 4:16; Atos 9:9.

(b) Jejum Parcial
Abstinência de certos alimentos, não de todos.
Daniel não comeu manjares finos, carne nem bebeu vinho (Dn 10:2-3). O Ato de Daniel não foi apenas o ato de recusar-se a se alimentar com determinadas comidas do rei, durante 21 dias Daniel pranteou, lamentou, orou e fez uma busca espiritual.

(c) Jejum Normal (ou Comum)
Abstinência de alimentos sólidos, mas com ingestão de água.
Foi o Jejum mais praticado em Israel.
Exemplo: Jesus no deserto (Mt 4:2; Lc 4:2).

3. Quanto à duração

(a) Jejum de Curta duração
Um dia ou poucas horas.
Exemplos: Juízes 20:26

(b) Jejum Prolongado
Vários dias ou semanas.
Exemplos: Daniel (21 dias - Dn 10)
                  Ester (3 dias - Et 4:16)
                  Jesus (40 dias e quarenta noites - Mt 4:2)

4 . Quanto ao Propósito Espiritual

(a) Jejum de Arrependimento
Acompanhado de confissão e quebrantamento.
Exemplos: Nínive (Jn 3.5-10) e Neemias (Ne 9.1-2)

(b) Jejum de Intercessão
Em favor de outros ou da nação.
Exemplos: Moisés por Israel (Dt 9.18)
                  Daniel pelo Povo (Dn 9.3)

(c) Jejum por Direção e Consagração
para buscar orientação divina.
Exemplos: Esdras (Ed 8.21-23) e Igreja de Antioquia (At 13.2-3)

5. Quanto à Atitude do Coração

(a) Jejum Verdadeiro 
Feito com humildade e sinceridade (Isaías 58:6-7)

(b) Jejum Hipócrita
Feito para aparência religiosa (Mateus 6:16-18)

1.2 - O Jejum dos Hipócritas
Conforme Leitura de Referência (Mt 6:16-18), Jesus condena o Jejum feito para aparência e autopromoção, quando a pessoa busca aprovação humana e não a de Deus. 
O Jejum dos Hipócritas transforma um ato espiritual em teatro religioso, exibindo tristeza para ser visto. O verdadeiro jejum é discreto, sincero e dirigido a Deus, que vê em secreto e recompensa conforme a intenção do coração.

1.3 - Humilhando-se diante de Deus
O jejum de Esdras e Neemias é exemplo de jejum legítimo e aceitável diante de Deus, marcado por humilhação, arrependimento e dependência total do Senhor.
Em ambos, o jejum não foi ritual nem exibicionista, mas ato de quebrantamento, acompanhado de oração, confissão e obediência e Deus respondeu.

O Jejum de Esdras (Ed 8:21-23)
Esdras proclamou jejum para buscar direção, proteção e favor de Deus, reconhecendo que a segurança vinha do Senhor, não da força humana.

O Jejum de Neemias (Ne 1:9; 9:1)
Neemias jejuou em lamento e intercessão, confessando pecados e clamando pela restauração do povo;

2 - A Importância do Jejum
A Importância do Jejum Bíblico está no seu valor espiritual, formativo e relacional com Deus, e não em mérito humano.
O Jejum Bíblico não substitui a santidade, mas sensibiliza o coração do cristão, fortalece a fé e aprofunda a comunhão com o Pai. Quando feito com sinceridade, a prática produz transformação interior e clareza espiritual.
Podemos pontuar a importância do Jejum da seguinte forma :

1 - Humilhação diante de Deus
O Jejum expressa dependência e quebrantamento 
(Sl 35.13; Ed 8.21)

2 - Intensifica a Oração
Não substitui a oração, mas a acompanha, tornando o clamor mais focado (Dn 9.3; At 13.2)

3 - Busca de direção e discernimento
Usado quando decisões espirituais precisam ser tomadas
(Ed 8.21-23; At 14.23)

4 - Arrependimento e Restauração
Relaciona-se à confissão e mudança de vida (Jn 3.5-10; Ne 9.1-2)

5 - Preparação Espiritual
Prepara o servo de Deus para ministério e batalhas espirituais (Mt 4.1-2)

6 - Domínio próprio e disciplina espiritual
Ajuda a submeter o corpo ao Espírito (1Co 9.27)

7 - Alinhamento com a Vontade de Deus
Conforme Isaías 58, o verdadeiro jejum leva à justiça, misericórdia e obediência.

2.1 - Jejum e Arrependimento
A Bíblia deixa claro que o valor do jejum está na postura do coração, não apenas na abstinência. Sem as Atitudes Corretas abaixo, o Jejum perde seu valor espiritual, a saber :
(a) Humilhação sincera diante de Deus (Ed 8.21; Sl 35.13)
(b) Arrependimento e quebrantamento (Jl 2.12-13)
(c) Oração e dependência do Senhor (Dn 9.3)
(d) Discrição, não ostentação (Mt 6.16-18)
(e) Alinhamento com justiça e obediência (Is 58.6-7)
(f) Busca da vontade de Deus, não de interesses egoístas.

O Jejum convocado por Jezabel (1Rs 21.9)
O Jejum convocado por Jezabel é um exemplo claro de jejum falso e perverso. Ela convoca um jejum "religioso" para dar aparência de santidade a um plano de injustiça: acusar falsamente Nabote e tomar sua vinha.
Embora fosse chamado de "jejum", Deus não o reconhece, pois não havia arrependimento, verdade nem temor.

Características desse Jejum:
(a) Aparência espiritual, mas intenção maligna
(b) Uso do Jejum como instrumento de manipulação
(c) Total desconexão entre culto e justiça
(d) Religião usada para encobrir pecado

Conclusão Didática do Jejum convocado por Jezabel
(a) O Jejum Bíblico exige pureza de intenção
(b) Nem todo jejum proclamado é aprovado por Deus
(c) Jejum sem justiça é hipocrisia (Is 58, Am 5.21-24)
(d) Deus rejeita o jejum que encobre o pecado em vez de confrontá-lo.

O Profeta Isaías denunciou o Jejum do Povo (Is 58.1-14)
Isaías denuncia o povo porque, embora jejuasse e buscasse a Deus externamente, o povo vivia em injustiça, opressão e egoísmo. O jejum deles era ritual sem transformação, acompanhado de contendas, exploração do próximo e indiferença ao necessitado.
Deus rejeita esse jejum e ensina que o verdadeiro jejum envolve libertar o oprimido, praticar justiça, socorrer o pobre e andar em obediência.
Quando o jejum é acompanhado de uma vida reta, Deus promete luz, restauração, direção e alegria no Senhor.

2.2 - Jejum e Oração
Jesus associa Oração e Jejum de forma clara no contexto da batalha espiritual, ao ensinar sobre a libertação do jovem endemoninhado: "Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela Oração e Jejum" (Mt 17.21).
O ensino é que certas lutas espirituais exigem maior profundidade, envolvendo oração intensa acompanhada de Jejum.
Além disso, em Mateus 6.5-18, Jesus trata Oração e Jejum juntos como práticas normais da vida espiritual ("quando orardes ... quando jejuardes"), mostrando que caminham lado a lado.
Jesus não separa Oração de Jejum porque :
(a) Oração expressa dependência
(b) Jejum intensifica essa busca
(c) Ambos fortalecem o crente para discernimento e vitória espiritual.

2.3 - Jejum e Domínio Próprio
A relação entre o Jejum Bíblico e o Domínio Próprio é direta e formativa: o jejum treina o crente a submeter os desejos naturais à direção do Espírito.
Fique claro que o Jejum não é punição do corpo, mas treinamento espiritual. 
O Jejum não produz domínio próprio automaticamente, mas coopera com o Espírito Santo para formar um coração disciplinado, sensível e obediente a Deus. 

Relação Bíblica do Jejum e Domínio Próprio, a saber :

1 - Submissão do corpo ao Espírito
Paulo ensina a "disciplinar o corpo" (1Co 9.27).
O Jejum é um exercício prático dessa disciplina.

2 - Fortalecimento do Domínio Próprio
Domínio próprio é fruto do Espírito (Gl 5.22-23).
Ao Jejuar, o cristão aprende a dizer "não" para obedecer a Deus.

3 - Prioridade do espiritual sobre o físico
Jesus declarou que o homem vive "não só de pão" (Mt 4.4).
O Jejum reafirma essa verdade na prática.

4 - Resistência à Tentação
Ao enfraquecer a tirania dos apetites, o jejum ajuda a resistir aos desejos desordenados (Tg 1:14-15).

3 - A Resposta ao Jejum do Justo
Deus não decretou o jejum como obrigação contínua, mas como prática voluntária, fruto de um coração quebrantado.
O Jejum que agrada a Deus nasce da devoção, não dá imposição.
Jesus disse "quando jejuardes" (Mt 6.16), não "se jejuardes" , mostrando que o Jejum é esperado na vida espiritual, não por uma imposição religiosa, mas deve ser uma prática feita livremente e com sinceridade.

A Bíblia mostra repetidas vezes que Deus respondeu orações acompanhadas de Jejum, quando feitas com fé, humildade e sinceridade. Exemplos claros de respostas divinas:
- Moisés (Êx 34.28; Dt 9.18-19)
- Esdras (Ed 8.21-23)
- Neemias (Ne 1.4; 2.1-8)
- Ester e os judeus (Et 4.16; 9.1)
- Josafá (2Cr 20.3)
- Daniel (Dn 9.3,23; Dn 10.12)
- Nínive (Jn 3.5-10)
- Igreja Primitiva (At 13.2-3)
Neste tópico abordaremos o Jejum de Ester, Josafá e Daniel.

3.1 - Ester enfrentou o Desafio com Jejum
Diante da ameaça de extermínio, Ester convocou um jejum coletivo de três dias, acompanhado de oração (Et 4.16), reconhecendo sua total dependência de Deus.
O Jejum precedeu sua atitude corajosa diante do rei e resultou em livramento, reversão do decreto e salvação do povo judeu.

3.2 - Josafá buscou a Deus com Oração e Jejum
Diante da grande ameaça militar, Josafá proclamou jejum em todo Judá e conduziu o povo em oração pública, confessando sua incapacidade e confiando no poder do Senhor (2Cr 20.3-12).
Como resposta, Deus trouxe direção profética e vitória, mostrando que a dependência espiritual precede a intervenção divina.

3.3 - Daniel Jejuou por amor à sua nação
Daniel movido por intercessão e arrependimento, se humilhou em oração e jejum pelos pecados de Israel, buscando misericórdia e restauração para o seu povo (Dn 9.3-19).
A Bíblia afirma que desde o primeiro dia do Jejum e da oração de Daniel, a resposta foi enviada, trazendo perdão, revelação e esperança para a nação (Dn 9.23; Dn 10.12).


Comentário 
Pr. Éder Tomé

Referências

[1] Bíblia Sagrada (ARC) – Sociedade Bíblica do Brasil - 4° edição - 2009
[2] Bíblia Sagrada King Jones – Atualizada – Fiel aos Originais
[3] Bíblia Sagrada (NTLH) - Linguagem de Hoje
[4] Revista Betel Dominical Adultos - 1T - 2026
[5] Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal - CPAD