segunda-feira, 19 de março de 2018

Lição 12 - Voto e dízimo

 Aula presencial dia 25 de março de 2018 

Estimado professor,   acredito que já tenha percebido que nosso SLIDE semanal traz uma abordagem DETALHADA de todos os pontos abordados na lição. É um resumo da lição fazendo uso de uma metodologia moderna de ensino,  tornando-o mais eficiente e efetivo. Aplica-se ao conteúdo da lição, ilustrações com figuras relacionadas com cada tópico a ser ensinado.  
Faça bom uso !  Baixe o Slide no formato desejado, Tenha liberdade de alterá-lo, Divulgue e Compartilhe !


1 - Explicar a importância dos votos e dízimos;
2 - Ensinar que dizimar é honrar a Deus;
3 - Mostrar a necessidade de investir no Reino de Deus.

 Texto Áureo
“No tocante a todas as dízimas de vacas e ovelhas, de tudo 
o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao Senhor”. (Levítico 27:32)

Verdade Aplicada
   A contribuição para a obra do Senhor deve ser feita com
alegria e regozijo no coração, pois é um grande privilégio poder 
ofertar e dizimar para a causa do Mestre.

Motivo de Oração
Peça a Deus que levante mantenedores para Sua obra.

Hinos sugeridos.
Antes de Assistir os vídeos, se a radio do site estiver tocando, suba a página até a radio e 
toque no vídeo da musica que estiver tocando para interromper o som.

18 - Grata Nova

196 - Uma Flor Gloriosa

390 - Um Coração Bondoso





 Levítico 27:1-4;32 
1 Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo:
2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando alguém fizer particular voto, segundo a tua avaliação serão as pessoas ao Senhor.
3 Se for a tua avaliação dum varão, da idade de vinte anos até à idade de sessenta, será a tua avaliação de cinquenta ciclos de prata, segundo o ciclo do santuário.
Porém, se for fêmea, a tua avaliação será de trinta ciclos.
32  No tocante a todas as dízimas de vacas e ovelhas, de tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao Senhor.





Segunda-Feira –  Lv 27.3-7 
27: 3 Se for a tua avaliação de um homem, da idade de vinte anos até a idade de sessenta, será a tua avaliação de cinqüenta siclos de prata, segundo o siclo do santuário.
27: 4 Porém, se for mulher, a tua avaliação será de trinta siclos.
27: 5 E, se for de cinco anos até vinte, a tua avaliação de um homem será vinte siclos e da mulher dez siclos.
27: 6 E, se for de um mês até cinco anos, a tua avaliação de um homem será de cinco siclos de prata, e a tua avaliação pela mulher será de três siclos de prata.
27: 7 E, se for de sessenta anos e acima, pelo homem a tua avaliação será de quinze siclos e pela mulher dez siclos.

Terça-Feira –  Lv 27.16-21 
27: 16 Se também alguém santificar ao Senhor uma parte do campo da sua possessão, então a tua avaliação será segundo a sua semente: um ômer de semente de cevada será avaliado por cinqüenta siclos de prata.
27: 17 Se santificar o seu campo desde o ano do jubileu, conforme à tua avaliação ficará.
27: 18 Mas, se santificar o seu campo depois do ano do jubileu, então o sacerdote lhe contará o dinheiro conforme aos anos restantes até ao ano do jubileu, e isto se abaterá da tua avaliação.
27: 19 E se aquele que santificou o campo de alguma maneira o resgatar, então acrescentará a quinta parte do dinheiro da tua avaliação, e ficará seu.
27: 20 E se não resgatar o campo, ou se vender o campo a outro homem, nunca mais se resgatará.
27: 21 Porém havendo o campo saído no ano do jubileu, será santo ao Senhor, como campo consagrado; a possessão dele será do sacerdote.

Quarta-Feira –  Lv 27.28-31 
27: 28 Todavia, nenhuma coisa consagrada, que alguém consagrar ao Senhor de tudo o que tem, de homem, ou de animal, ou do campo da sua possessão, se venderá nem resgatará; toda a coisa consagrada será santíssima ao Senhor.
27: 29 Toda a coisa consagrada que for consagrada do homem, não será resgatada; certamente morrerá.
27: 30 Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor; santas são ao Senhor.
27: 31 Porém, se alguém das suas dízimas resgatar alguma coisa, acrescentará a sua quinta parte sobre ela.

Quinta-Feira –  Ml 3:10-11 
3: 10 Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.
3: 11 E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos.
  
Sexta-Feira –  Mt 23:23 
23: 23  Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.

Sábado –    2 Co 9:7-8 
9 : 7  Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.
9 : 8  E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra;



IMPORTANTE
Apresento neste BLOG o Esboço da Lição e os comentários como 
professor de EBD em cima do PAE - PLANO DE AULA EXPOSITIVA 
NÃO APRESENTO O CONTEÚDO COMPLETO DIGITALIZADO DAS REVISTAS
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ESBOÇO DA LIÇÃO
Introdução
1. Votos e dízimos.
2. Dízimos no Antigo Testamento.
3. Dízimos no Novo Testamento.
Conclusão
Clique aqui para Visualizar o PAE (Plano de Aula Expositiva) da Editora Betel



                   


TEXTO ÁUREO
“No tocante a todas as dízimas de vacas e ovelhas, de tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao Senhor”. (Levítico 27:32)
Professor, nesta aula temos um desafio de ensinar que ofertas e dízimos não devem ser praticados por legalismo ou obrigação, os fariseus eram dizimistas, todavia eram exemplos que não deveriam ser seguidos...
Jesus disse: "porque vos digo que se a vossa justiça não exceder à dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos Céus" (Mt 5:20).
"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas" (Mt 23:23)

VERDADE APLICADA
A contribuição para a obra do Senhor deve ser feita com alegria e regozijo no coração, pois é um grande privilégio poder ofertar e dizimar para a causa do Mestre.
"Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria" (2Co 9:7).

OBJETIVOS DA LIÇÃO
1 - Explicar a importância dos votos e dízimos;
2 - Ensinar que dizimar é honrar a Deus;
3 - Mostrar a necessidade de investir no Reino de Deus.

TEXTO REFERÊNCIA
Levítico 27.1-4, 32
1 Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo:
2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando alguém fizer particular voto, segundo a tua avaliação serão as pessoas ao Senhor.
3 Se for a tua avaliação dum varão, da idade de vinte anos até à idade de sessenta, será a tua avaliação de cinquenta ciclos de prata, segundo o ciclo do santuário.
 Porém, se for fêmea, a tua avaliação será de trinta ciclos.
32  No tocante a todas as dízimas de vacas e ovelhas, de tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao Senhor.

INTRODUÇÃO
A santidade de Deus exige disciplina e padrões que o homem deve honrar e obedecer. No passado, para Israel,  e no presente, para a Igreja, esses padrões são essenciais para viver em santidade, conforme Deus ordena.

1. Votos e dízimos.
O voto particular de uma pessoa era opcional e voluntário e de caráter muito especial. Uma vez votado, o israelita não poderia deixar de cumprir o voto. Já o dízimo não era opcional e sim uma determinação da parte do Senhor, que deveria ser obedecida pelo israelita com prazer, por poder contribuir para a obra do Senhor.

1.1. Os votos.
O voto era algo de suma importância e poderia ser feito em agradecimento por bênçãos recebidas, como também por necessidade de receber um favor da parte do Senhor. O voto deveria ser feito com entendimento, para que pudesse ser cumprido o que votou, procurando evitar votos precipitados. Salomão assim afirma:
“Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o. Melhor é que não votes do que votes e não pagues.” (Ec 5.4-5).
O voto poderia ser com respeito a uma pessoa, um animal, uma casa ou campo. Tudo o que fosse dedicado a Deus deveria ser trazido ao sacerdote e poderia ser resgatado, conforme estabelecido pela lei.
O voto a Deus era uma prática comum entre o povo de Israel (Gn 28.20; Nm 30.2-16; 1Sm 1.11; 2Sm 15.8). Talvez um dos votos mais lembrados e debatidos seja o de Jefté (Jz 11.30-40). Existem duas correntes de interpretação: a que ele sacrificou a filha e outra que defende a manutenção da virgindade dela para sempre. No Novo Testamento não há orientação específica concernente à prática do voto, contudo alguns princípios são permanentes: cuidado para não usar a prática do voto com intuito de barganhar com Deus; Deus não se agrada de votos precipitados e promessas não cumpridas (Ec 5.4-6); o voto não é obrigatório para alcançarmos o favor de Deus (Mt 7.9-11; Tg 1.5); que todo o nosso ser seja oferecido em “sacrifício vivo, santo e agradável” (Rm 12.1-2).
(Revista do professor)

1.2. As bênçãos pela obediência.
Para iniciar este tópico pergunte para a classe: ”A obediência é o único motivo que os leva a ser um contribuinte da obra do senhor?”
Espera-se que os alunos respondam que é um dos motivos, mas quando contribuímos com uma obra de Deus somos movidos pela fé e alegria do Espírito Santo.
Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento.(Mc 12:44)
O desejo de Deus sempre é de abençoar o Seu povo, mas a obediência é uma exigência divina para que isto ocorra (Lv 26.3). As bênçãos se multiplicariam sobre o povo e a abundância estaria presente na existência de Israel; mas, se o povo se afastasse do Senhor, então o castigo viria com graus de intensidade, como um aviso para que se voltasse para Deus. Essas bênçãos decorrentes da obediência levariam o homem a dizimar como um ato de reconhecimento de que tudo o que recebera era uma dádiva da parte do Senhor.
Essas bênçãos que foram prometidas no capítulo vinte e seis do livro de Levítico, Israel as alcançará na sua plenitude na dispensação do milênio, , período em que Israel estará convertido ao Senhor como nação. Todas as bênçãos tinham o seu fundamento em só adorar a Deus (Lv 26.1), guardar o sábado (Lv 26.2), reverenciar o local da habitação de Deus (Lv 26.2) e obedecer a Palavra de Deus (Lv 26.3). Essa aliança de bênçãos foi dada a Israel, que Deus prometeu abençoar nesta terra. (Revista do professor)

1.3. Os dízimos.
O termo dízimo, do hebraico “ma’ aser ou ma’ asar (no plural) e no feminino ma’ asrah”, tem o sentido de décima parte, pagamento de uma décima parte. É uma doutrina da Palavra de Deus e muito questionada por aqueles que não servem ao Senhor, mas aceita com alegria por todos aqueles que, com um coração sincero, servem a Deus e são alcançados pela Sua benevolência e liberalidade. Tudo que o cristão faz para o Senhor deve ser feito com prazer. Portanto, contribuir com o dízimo é um grande privilégio que o Senhor concede aos Seus filhos.
Sendo a prática de dizimar alvo de questionamentos, levando muitos a difamar os pastores por causa do dízimo, não devemos nos envergonhar de sermos dizimistas, pois estamos obedecendo a Palavra de Deus. Observemos que Jesus disse: “Eu sou a porta”, isto é, quando O aceitamos, passamos “para o lado de dentro”. Fazendo uma ilustração, seria como se uma pessoa, estando do lado de fora da casa, quisesse discutir a respeito da disposição dos móveis dentro da casa. Ela não teria condição de dizer onde os móveis estariam melhor posicionados, mas quem tivesse dentro da casa teria condição de fazê-lo. Doutrina bíblica é para os que estão dentro, os que, “passaram pela porta”. Assim, nós, os que cremos, temos condição de saber que o dízimo é o melhor para nós, ainda que aqueles que estão do lado de fora nos critiquem.
Professor seria interessante esclarecer que vivemos dias difíceis com relação à credibilidade de algumas lideranças, todavia cada um prestará contas a Deus de tudo que fez ou está fazendo. Atualmente clamamos por transparência nas contas publicas e quando olhamos para algumas igrejas, lideres omitem de seus contribuintes a lisura na prestação de contas da Igreja local ou regional e tal fato é muito  prejudicial.Oremos para que Deus nos dê um coração semelhante ao da viúva e aos nossos lideres a sabedoria para utilizar as contribuições.Que haja um retorno às prestações de contas à igreja como era feito a alguns anos atrás( por exemplo década de 80/90).

2. Dízimos no Antigo Testamento.
O dízimo é a parte do Senhor e foi dado para aqueles que exercem o ministério na casa do Senhor: “E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo seu ministério da tenda da congregação.” (Nm 18.21). O dízimo também é dar honra a Deus.
Note que a base para as contribuições é a manutenção da obra de Deus.
Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa.(Ml 3:10)

2.1. Abraão dizimou.
A primeira menção do dízimo na Bíblia foi quando Abraão se encontrou com Melquisedeque (Gn 14.20), depois de ser abençoado por ele (Gn 14.19). É importante observar a sequência dos fatos: primeiro Abraão é abençoado, depois ele dizima. Assim acontece com os que servem a Deus. Abraão é o pai da fé dos que creem e como filhos espirituais devemos seguir o seu exemplo e trazer o que é do Senhor para a Sua casa. Abraão foi um homem possuidor de muitas riquezas, mas não se tornou um avarento, não tendo assim nenhuma dificuldade de entregar o seu dízimo.
O discípulo de Cristo não pode ser regido por dois interesses, o dele e o de Deus. Um deve ter a primazia sobre o outro e Deus quer ser o principal de nossas vidas. Quando uma pessoa pensa mais no seu interesse, terá muita dificuldade para cumprir o que Deus estabelece, principalmente quando se trata da área financeira. O homem se torna um avarento, amante do dinheiro, um verdadeiro idólatra, mas quando seu interesse principal é o Senhor, ele se torna uma pessoa abençoada, um fiel dizimista, um exemplo na casa do Senhor. Abraão acabara de libertar Ló porque era um homem livre de toda a avareza, como ficou demonstrado diante do rei de Salém e ao recusar as riquezas de Sodoma e Gomorra. Quem tem as riquezas de Deus não tem dificuldade de agradar ao Senhor que o enriqueceu.
Existe um mistério no ato de dizimar que não pode ser compreendido naturalmente, mas aqueles que o fazem entendem muito bem vivenciando tais experiências
Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido.(1 Co 2:14,15)

2.2. O voto de Jacó.
Jacó neto de Abraão, certamente ouvira seu pai Isaque o que seu avô fizera diante do rei de Salém e num momento de encontro com Deus faz um voto (Gn 28.20-22). É nítido que neste episódio, Jacó está tendo uma experiência com Deus em um momento marcante em sua vida. Notar que a expressão “dízimo” aparece no final do relato: Deus se revela, fala com ele e lhe faz promessas. A seguir vem a reação de Jacó: ele declara a grandeza e majestade de Deus e só então faz um voto. Porém, antes de mencionar o dízimo, ele declara: “O Senhor será o meu Deus”. O dízimo surge como consequência do Senhor ser o seu Deus!
Deus estabelece na lei a necessidade do ensino em família para que as gerações seguintes obedeçam aos mandamentos do Senhor. É essencial ensinar os filhos a serem dizimistas (Dt 6.6-7).
O melhor ensinamento continua sendo a prática, portanto não podemos negar que quando o assunto é continuidade o empirismo é fundamental.
Estamos sendo observados por nossos filhos em todos os aspectos.
Obs. O empirismo é o conhecimento que resulta de uma experiência. 

2.3. A bênção de ser dizimista.
É importante sabermos que a prática de dizimar não era restrita a Israel no antigo Oriente Médio. Existia entre os gregos , egípcios e mesopotâmicos, entre outros, conforme citações da literatura arcadiana. Em tais culturas, os dízimos eram pagos a deuses ou a templos, fazendo parte, assim, da piedade religiosa, conforme comentário de R. N. Champlin. Portanto, pelos relatos acerca de Abraão e Jacó nos tópicos acima, o dízimo não foi estabelecido em Israel pela lei mosaica. A lei deu conteúdo e forma à prática do dízimo (Lv 27; Nm 18; Dt 12, 14, 26).
A partir dos textos bíblicos mencionados, encontramos orientações básicas quanto ao ato de dizimar; como observou J. G. S. S. Thompson (citado no Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento): 1 – Dízimo de quê? De todos os bens e frutos do trabalho (Lv 27.30-34); 2 – Dízimo a quem? Levitas e sacerdotes (Nm 18.21-32); e 3 – Onde entregar? No lugar que o Senhor escolheu (Dt 12.1-14; 14.22-29). Quando há um despertamento e restauração de comprometimento a partir das Escrituras, resulta, entre outras coisas, em retorno às contribuições financeiras e participação  com bens materiais para a manutenção dos serviços religiosos (Ne 9.38; 10.28-29, 33-39; 2Cr 31.2-6). Porém, não havendo liderança e ensino, há abandono e desprezo, também, na aplicação dos bens e das finanças em relação ao serviço religioso (Ne 13.10-12).(Revista do professor)

3. Dízimos no Novo Testamento.
Não encontramos no Novo Testamento tantos textos que mencionam a prática de dizimar como no Antigo Testamento, conforme visto nos tópicos anteriores. Talvez, por esta causa, muitos consideram que não é uma prática legítima para a Igreja.

3.1. O tempo da graça.
Logo no primeiro livro do Novo Testamento, há o registro das palavras de Jesus sobre o dízimo (Mt 23.23). Lucas também registrou (Lc 11.42). Jesus censura os escribas e fariseus pelo fato de estarem desprezando a misericórdia, o juízo e a fé. E então o Senhor exorta que deveriam praticar o mais importante sem omitir a prática de dizimar. Portanto, não há suspensão dos princípios presentes no ato de dizimar, como: participação, proporcionalidade, generosidade, regularidade e objetivos bem estabelecidos.
2. O Novo Testamento.
Os que supõem estar a prática do dízimo restrita ao Antigo Testamento precisam entender que a natureza e os fundamentos do culto não mudaram. Mudou apenas a forma e a liturgia, mas não a sua função: a adoração a Deus deve ser em espírito e verdade! O culto levítico com seus rituais já não existe. Todavia, o princípio da adoração continua o mesmo (1 Pe 2.9; Ap 1.6). O dízimo levítico pertencia à ordem de Arão, que era transitória. Todavia, o dízimo cristão pertence à ordem de Melquisedeque que é eterna e, portanto, anterior à Lei de Moisés (Hb 5.10; 7.1-10; Sl 110.4).
Jesus não veio ab-rogar a lei, mas cumpri-la (Mt 5.17). Ele não apenas reconheceu a observância da prática do dízimo, mas a recomendou (Mt 23.23). Nas epístolas, Paulo faz referência ao dízimo levítico para extrair dele o princípio de que o obreiro é digno do seu salário (1 Co 9.9-14; Lv 6.16,26; Dt 18.1). Se o apóstolo não reconhecesse a legitimidade da prática do dízimo, jamais teria usado esses textos do Antigo Testamento.
(Lições CPAD Jovens e Adultos » 2012 » 1º Trim.)

Todos os discípulos de Cristo podem observar esses princípios, independente de condição sócio-econômica. Pois se trata de expressão de amor a Deus, fé, gratidão, reconhecimento e privilégio de sermos participantes na manutenção das igrejas locais. É um dos sinais da nossa fidelidade a Deus e de reconhecimento da nossa dependência dEle.
(Revista do professor)

3.2. O caminho da prosperidade.
Conforme o homem se ocupa com as coisas de Deus, Deus cuida em abençoar a sua vida (Sl 37.4). Sabemos que a prosperidade espiritual é a bênção que Deus deseja para a Sua Igreja e essa prosperidade é acompanhada com o prazer de servi-Lo, ter saúde, ter a bênção sobre a sua família, desfrutar da comunhão com o Senhor e de contentamento, conforme o apóstolo Paulo escreve a Timóteo: “Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.” (1Tm 6.8). Como servimos a um Deus abençoador, temos sido agraciados com bem mais do que merecemos. Por essa razão, devemos abrir mais as nossas mãos para a obra do Senhor.
 A bênção da provisão.
 Na Antiga Aliança, o Senhor prometeu “derramar bênçãos sem medida” sobre o seu povo (Ml 3.10). Na Nova Aliança, Ele deseja que o crente tenha “toda suficiência” (2 Co 9.8). A prosperidade bíblica é viver na suficiência de Cristo (2 Co 3.5; 9.8). Tal suficiência é vista como sendo a provisão divina para os filhos de Deus. Deve ser lembrado, no entanto, que essa suficiência não deve ser confundida simplesmente com a aquisição de posses materiais, mas o ter o necessário para viver com dignidade e, principalmente, possuir paz com Deus e alegrar-se nEle (Fp 4.11; 2 Ts 3.16). Por toda a Escritura, observamos o cuidado do Senhor no sentido de prover para o seu povo aquilo que é necessário para o seu viver (Mt 6.25-33). Quando conscientizarmo-nos que estamos honrando o Senhor com nossos dízimos e ofertas, Ele derramará sobre nós sua provisão. (Lições CPAD Jovens e Adultos » 2012 » 1º Trim.)

3.3. Semeando muito.
A lei da semeadura é simples: quem planta muito colhe muito e quem planta pouco colhe pouco (2Co 9.6). Nessa lei também temos que observar a qualidade da semente, pois quem planta com semente ruim colherá o fruto do que plantou (Gl 6.7). Temos que ter uma boa semente e plantar com abundância para colher um fruto bom e com abastança. O diabo quer nos distrair, fazendo com que gastemos o nosso dinheiro e deixemos de investir no Reino de Deus, mas os que investem no Reino de Deus estão fazendo o correto, como nos ensina Jesus: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.” (Mt 6.19.20).
Professor deixe claro que o termo “investir” utilizado sabiamente por nosso comentarista não tem o sentido de ofertar com intuito de receber de volta corrigido monetariamente. Ofertamos a Deus aquilo que já recebemos,como foi o caso de Abraão estudado nesta lição,portanto as bênçãos alcançadas ao dizimar são conseqüências da fidelidade de Deus à sua palavra,o que não pode ser confundido como uma exigência do ofertante,ou troca de favores.

CONCLUSÃO
O livro de Levítico nos ensina como Deus é santo e quer que Seus filhos sejam santos assim como Ele é, e que também devemos ser voluntários em ofertar para a Sua casa, para sustento dos que são chamados por Ele para servir na sua obra, manutenção do templo local e auxílio dos mais necessitados.


Bibliografia
[1] Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal - CPAD - ARC
Biblia de estudo pentecostal, Almeida revista e corrigida, Rio de Janeiro, CPAD
Bíblia do Culto - Editora Betel
Revista EBD Betel Dominical Professor - 1 trimestre 2018, ano 28, número 106 - Editora Betel
PAE - Plano de Aula Expositiva - Auxílio EBD - http://editorabetel.com.br/auxilio/beteldominical/

1. O desejo de Deus sempre é de abençoar o Seu povo, mas qual a Sua exigência para que isso ocorra?
R: A obediência (Lv 26.3).

2. Qual é a primeira menção do dízimo na Bíblia?
R: Quando Abraão se encontra com Melquisedeque (Gn 14.20), depois de ser abençoado por ele (Gn 14.19).

3. Quem, num momento de encontro com Deus, fez um voto?
R: Jacó (Gn 28.20-22).

4. O que a lei deu à prática do dízimo?
R: Conteúdo e forma (Lv 27; Nm 18; Dt 12, 14, 26).

5. Porque a lei da semeadura é simples?
R: Porque quem planta muito colhe muito e quem planta pouco colhe pouco (2Co 9.6).

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