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sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Lição 11 - A Vitória sobre a Morte - Jesus Ressuscita Lázaro

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Introdução
Texto de Referência :  

João 20.1-6,8
1 - E, no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro.
2 - |Correu, pois, e foi a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram.
3 - Então, Pedro saiu com o outro discípulo, e foram ao sepulcro.
4 - E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro.
5 - E, abaixando-se, viu no chão os lençóis; todavia, não entrou.
6 - Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis.
8 - Então entrou também o outro discípulo, que chegava primeiro ao sepulcro, e viu, e creu.

1 - A Prisão do Filho de Deus

A Acusação
A principal "acusação" levantada contra Jesus, no contexto da prisão, não é explicitamente mencionada por Judas ou pelos soldados no momento da captura. No entanto, a razão por trás da prisão era a percepção de que Jesus se proclamava "Filho de Deus" e "Rei dos Judeus", o que era visto pelas autoridades religiosas como blasfêmia e uma ameaça ao poder estabelecido, tanto judaico quanto romano. 

O Momento da Prisão
A prisão ocorreu no Getsêmani. Jesus estava com seus discípulos quando Judas Iscariotes, um dos doze apóstolos, chegou uma coorte de soldados romanos e guardas do templo enviados pelos chefes dos sacerdotes e fariseus. No Evangelho de João, Jesus não é pego de surpresa. Ele sabe o que vai acontecer e se identifica voluntariamente, perguntando a quem procuravam e se entregando para que seus discípulos pudessem partir em segurança. Portanto, a prisão de Jesus tinha caráter não apenas religioso, mas também político (João 11:47-53).

As Fases do Julgamento
O Capítulo 18 de João descreve a trajetória de Jesus após a prisão, passando por três figuras principais:

1. O Encontro com Anás
Após ser preso, Jesus é levado primeiramente a Anás, que era o sogro de Caifás e um ex-sumo sacerdote. Mesmo depois de deposto, continuou exercendo grande influência religiosa e política. A intenção de levá-lo a ele era, provavelmente, obter uma avaliação inicial antes do julgamento oficial. 
Em João 18:19, Anás questionou Jesus sobre seus discípulos e sua doutrina, tentando obter algo que pudesse incriminá-lo. Jesus, porém, respondeu com firmeza, afirmando que havia ensinado abertamente, deixando claro que nada havia feito em segredo.

2. O Julgamento de Caifás
Em seguida, Jesus é enviado a Caifás, o sumo sacerdote em exercício, que presidiu o julgamento de Jesus no Sinédrio (Tribunal religioso judaico).  Caifás era um homem de poder político e religioso, ligado à família sacerdotal de Anás. Ele organizou o julgamento noturno e ilegal que resultou na condenação de Cristo.
Em João 11:49-51, Caifás afirmou: "Convém que morra um só homem pelo povo, e que não pereça toda a nação", nas suas próprias palavras acabou revelando o propósito divino: a morte de Cristo para salvar a humanidade.

3. Jesus entregue a Pôncio Pilatos
Jesus é entregue a Pôncio Pilatos, o governador romano da Judeia. Os judeus não tinham autoridade para executar a pena de morte, por isso o levam a Pilatos, acusando-o de se proclamar Rei dos Judeus e de incitar o povo.

1.1 - O Filho de Deus é Julgado
Quando Jesus chega a Pilatos o fogo do julgamento muda.
Pilatos, em sua inquisição, pergunta a Jesus se ele é realmente o "Rei dos Judeus". Jesus responde que seu reino não é deste mundo. Pilatos, então, não encontra crime em Jesus de tenta libertá-lo, mas a multidão, manipulada pelos líderes religiosos, insiste em que ele seja crucificado. É um momento de grande tensão por parte de Pilatos, que acaba cedendo à pressão da multidão. O capítulo de João 19 termina com Pilatos entregando Jesus para ser açoitado e, posteriormente, crucificado.

1.2 - A Crucificação do Filho de Deus
A crucificação foi o mais cruel e desumano instrumento de morte da época de Jesus, mas Deus transformou a maior injustiça da história no maior ato de amor. Jesus, crucificado entre dois ladrões, mostra que veio para estar no meio dos pecadores e dar-lhes vida eterna. Por isso, a cruz não é apenas memória de dor, mas símbolo da vitória do amor de Deus sobre o pecado e a morte. 

A Crueldade da Crucificação
(a) A crucificação era a forma de execução mais cruel e desumana do Império Romano.
(b) Reservada a escravos, rebeldes e criminosos perigosos; cidadãos romanos eram geralmente poupados dessa pena.
(c) Era dolorosa (o condenado morria lentamente por asfixia, exaustão e perda de sangue), vergonhosa (exposição pública, nu diante da multidão) e humilhante (morte de maldição, conforme Deuteronômio 21:23; Gálatas 3:13).
(d) Para os judeus, morrer numa cruz era sinal de estar "maldito por Deus", mas para Deus foi o meio de manifestar sua maior graça.

A Cruz como centro do cristianismo
(a) O que era sinal de vergonha se tornou símbolo de salvação
(b) Paulo afirma: "A palavra cruz é loucura para os que perecem, mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus" (1Co 1:18)
(c) O cristianismo não tem como símbolo uma coroa, um trono ou uma espada, mas a cruz, porque nela Jesus venceu o pecado e a morte
(d) A cruz mostra que o caminho de Deus passa pela entrega, pelo sofrimento e pela vitória final na ressurreição.

Jesus entre dois ladrões
Jesus não morreu sozinho, mas foi crucificado entre dois criminosos, isso cumpre Isaías 53:12 que diz "E foi contado com os transgressores".

1.3 - A Morte do Filho de Deus
O texto abaixo é um dos textos mais profundos e messiânicos do Antigo Testamento, descrevendo a obra redentora de Cristo séculos antes da sua vinda: "Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados" (Isaías 53:4,5).

O Servo Sofredor carrega as nossas dores
Isaías anuncia que o Messias tomaria sobre si as nossas enfermidades e nossas dores, e isso não se limita apenas a doenças físicas, mas englobam todo o peso do pecado e suas consequências (culpa, sofrimento, separação de Deus). Os judeus, porém, não reconheceu: acharam que Jesus estava sendo castigado por Deus pelos próprios erros (João 19:7), quando na verdade sofria em lugar dos outros.

Substituição Vicária
Aqui está o coração do evangelho: Jesus morreu no nosso lugar: "Ferido pelas nossas transgressões, moído pelas nossas iniquidades" (Isaías 53:5). Pedro escreveu: "O justo sobre pelos injustos" (1 Pedro 3:18). A cruz não foi acidente histórico, mas o cumprimento do plano divino da redenção. 

Está Consumado 
Quando Jesus declarou na cruz "Está Consumado" (João 19:30), Ele afirmou que a sua morte concluiu plenamente o plano de Deus para a redenção. Tudo o que o Antigo Testamento havia anunciado sobre o Messias sofredor foi realizado, se cumpriu na cruz.
O sacrifício de Jesus foi perfeito e suficiente. Diferente dos sacrifícios repetidos do Antigo Testamento (Hebreus 10:11-14), a morte de Cristo foi uma vez por todas, trazendo perdão e reconciliação definitiva. 
"Está Consumado" foi a vitória sobre o pecado, a morte e Satanás (Cl 2:14-15). O véu do templo se rasgou (Mt 27:51), mostrando que o acesso a Deus estava aberto.       

2 - Jesus Ressuscitou
A ressurreição de Jesus é o coração do evangelho, três textos mostram sua importância em diferentes dimensões. Vamos ver cada um deles :

"E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo Jesus também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita" (Rm 18:11)
(a) A ressurreição de Jesus é garantia da nossa ressurreição futura
(b) Assim como o Espírito Santo deu vida ao corpo morto de Cristo, Ele dará vida também aos nossos corpos
(c) Importante: O cristão fiel tem esperança viva, certeza de que a morte não é o fim para os que estão em Cristo

"Lembra-te de Jesus Cristo, da descendência de Davi, ressuscitado dentre os mortos, segundo o meu evangelho" (2 Timóteo 2:8)
(a) Paulo destaca que o evangelho se fundamenta em dois pilares: Jesus é o Messias prometido (descendente de Davi) e ressuscitado dentre os mortos
(b) A ressurreição confirma que Jesus é o Cristo verdadeiro e vitorioso
(c) A ressurreição confirma que Jesus é o Cristo verdadeiro e vitorioso
(d) Importante: certeza de que o evangelho não é apenas uma filosofia, mas uma boa nova baseada em um fato histórico real.

"E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé" (1 Coríntios 15:14)
(a) Sem ressurreição, todo o cristianismo perde o sentido
(b) A fé, a pregação e a esperança seriam inúteis se Cristo continuasse no túmulo
(c) Importante: a ressurreição é a base da fé cristã, sem ela, não existe salvação, nem vitória sobre o pecado e a morte.

2.1 - O Sepulcro Vazio
"E no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro. Correu, pois, e foi a Simão Pedro e ao outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram" (João 20:1,2)

O Primeiro dia da semana 
(a) O evangelho faz questão de mencionar que a ressurreição acontece no primeiro dia da semana (domingo)
(b) O domingo se torna, desde então, o dia do Senhor, celebrado pela igreja como memória da ressurreição

O Testemunho das Mulheres
(a) Maria Madalena é a primeira a testemunhar o sepulcro vazio
(b) Isso é teologicamente significativo, porque na cultura judaica o testemunho feminino não tinha grande valor legal, mas Deus escolhe justamente uma mulher para ser a primeira testemunha
(c) Mostra que o evangelho quebra barreiras culturais e que o Reino de Deus se manifesta na graça, não nos padrões humanos.

O Sepulcro vazio como evidência da ressurreição
(a) A pedra removida não foi para deixar Jesus sair, mas para que os discípulos pudessem ver e crer
(b) O sepulcro vazio é a primeira evidência histórica da vitória de Cristo sobre a morte
(c) O anúncio de Maria ("Levaram o Senhor...") mostra a perplexidade inicial, mas abre caminho para a fé: a ausência do corpo não é derrota, mas sinal da vitória de Jesus sobre a morte

2.2 - João e Pedro chegam ao Túmulo Vazio
"Correu, pois, e foi a Simão Pedro e ao outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram. Então Pedro saiu com o outro discípulo, e foram ao sepulcro" (João 20:2,3)

Disposição imediata diante da notícia (prontidão)
João e Pedro ao ouvirem o relato de Maria Madalena, não ficaram parados, mas correm até o sepulcro. Isso mostra zelo espiritual e desejo de confirmar a verdade.
A atitude de João e Pedro nos ensina que a verdadeira fé responde com prontidão, amor e coragem diante do anúncio da ressurreição. Ambos, cada um com sua personalidade, foram levados pela mesma esperança: encontrar o Cristo vivo.
Aplicação: A fé cristã não é passiva; ela nos leva a agir, a buscar compreender e experimentar a realidade da ressurreição.

João, o discípulo amado - sensibilidade do coração
A reação de João é marcada pela sensibilidade e amor profundo por Cristo. João correu mais rápido, talvez pela juventude, mas também mostra um coração ansioso por estar perto do Senhor. Representa a dimensão afetiva da fé.

Pedro, o discípulo impulsivo - coragem mesmo após queda
Pedro havia negado Jesus (João 18:17,25-27), mas não se afastou do grupo. Ao ouvir a notícia, não hesita em ir até o sepulcro. Sua atitude revela coragem em meio à vergonha e desejo de restauração. Representa a dimensão da perseverança, mesmo após falhas.

2.3 - Ressurreição de Jesus: o Centro da Mensagem Cristã
O texto de Atos 2:24-36, no sermão de Pedro no dia de Pentecostes, fica claro que a ressurreição é um fato histórico e é crucial no plano divino da salvação.

Por que a ressurreição é fato histórico ?
(a) A ressurreição de Jesus não foi invenção, mas cumprimento de profecias do Antigo Testamento
(b) Pedro cita o Salmo 16 para mostrar que a ressurreição já estava nos planos eternos de Deus.
(c) Foi fato histórico porque teve testemunhas oculares, os apóstolos afirmam ter visto o Cristo ressuscitado, estavam dispostos a morrer por essa verdade, o que fortalece a credibilidade do testemunho
(d) De homens assustados e escondidos, tornaram-se testemunhas ousadas diante das multidões e autoridades. Esse poder vem da certeza de que Cristo vive.

Por que a ressurreição é crucial no plano divino da salvação ?
(a) É a vitória sobre a morte: a ressurreição mostra que a morte não pôde deter Jesus. Garante que quem crê em Jesus também terá vida eterna (Rm 6:5)
(b) É a exaltação de Cristo como Senhor: a ressurreição é a prova de que Jesus é o Messias prometido e o verdadeiro Senhor sobre toda a criação. Sem a ressurreição, não haveria entronização nem Reino de Deus.
(c) É o fundamento da pregação apostólica e da fé cristã: o sermão de Pedro no Pentecostes tem como núcleo a ressurreição. Sem ela, não há evangelho, nem perdão, nem esperança (conforme 1 Coríntios 15:17).

3 - As Testemunhas da Ressurreição
Antes da ascensão, a Bíblia registra várias aparições de Jesus ressuscitado a diferentes pessoas e grupos, confirmando que a ressurreição foi real e histórica, e não apenas simbólica. Veremos nesse tópico as principais testemunhas de Jesus ressuscitado:
1. Maria Madalena (João 20:11)
2. Outras Mulheres que foram ao sepulcro (Mateus 28:8-10)
3. Pedro (Simão) (Lucas 24:34; 1 Coríntios 15:5)
4. Dois discípulos a caminho de Emaús (Lucas 24:13-32)
5. Aos Dez dos onze apóstolos (exceto Tomé) (João 20:19-23)
6. Todos os Onze apóstolos (inclusive Tomé) (João 20:24-29)
7. Mais de Quinhentos irmãos (1 Coríntios 15:6)
8. Tiago (1 Coríntios 15:7)

As aparições de Jesus ressuscitado mostram que ele não voltou à vida de forma espiritual apenas, mas corporalmente, para que os discípulos tivessem certeza. Cada aparição serve a um propósito: testemunho, ensino, confirmação da fé, fortalecimento da missão. A Ressurreição estabelece a realidade histórica da ressurreição, base da fé cristã e da pregação apostólica.

3.1 - Jesus aparece a Maria Madalena
O texto de João 20:11-18 mostra que Maria Madalena estava junto ao túmulo, chorando, porque Jesus havia sido crucificado, enterrado e o sepulcro estava vazio.
Jesus aparece a Maria Madalena, mas ela não O reconhece.
Quando Jesus chama "Maria", ela O reconhece e O adora.
Jesus a envia para anunciar aos discípulos que Ele havia ressuscitado. Pontos teológicos :

1. Protagonismo feminino no Evangelho
Maria Madalena é escolhida como primeira testemunha, mesmo numa cultura que não valoriza o testemunho feminino. Deus mostra que o evangelho quebra barreiras sociais e culturais

2. A ressurreição é pessoal e relacional
Jesus chama Maria pelo nome, mostrando que Ele conhece cada um pessoalmente. A fé não é apenas intelectual, mas envolve encontro pessoal com o Cristo vivo.

3. Missão e anúncio
Maria recebe a tarefa de anunciar a ressurreição aos discípulos. A ressurreição não é só vitória sobre a morte, mas também impulso para missão e evangelização.

3.2 - Jesus aparece a Dez dos Onze Discípulos
Esse episódio é registrado em João 20:19-23, no primeiro dia da semana, à tarde, os discípulos estavam reunidos com portas trancadas por medo dos judeus. Jesus aparece no meio deles e diz: "Paz seja convosco". Jesus mostra as mãos e o lado para que reconhecessem que era Ele mesmo, ressuscitado em corpo real.

3.3 - Jesus aparece aos Onze Discípulos
Esse episódio é registrado em João 20:24-29, Jesus apareceu aos onze discípulos, desta vez incluindo Tomé, que havia duvidado da ressurreição.
Tomé coloca o dedo em Jesus e crê que Ele ressuscitou dizendo: "Senhor meu e Deus meu", Jesus conclui: "Porque me viste, creste; bem-aventurados os que não viram e creram".
Nesse episódio aprendemos alguns pontos teológicos:

1. A Ressurreição foi comprovada 
Jesus permite que Tomé toque suas feridas, mostrando que Ele ressuscitou com corpo físico.

2. Vimos O Valor da Fé e da dúvida
A duvida de Tomé representa as dúvidas humanas. Jesus não condena Tomé; Ele oferece prova para conduzir à fé, mostrando que a fé é um encontro com a realidade de Cristo.

3. Vimos a Bem-aventurança da fé sem ver
Jesus declara que aqueles que crerem sem ver são bem-aventurados. Destaca que a fé cristã é baseada na confiança na palavra e nas testemunhas. Jesus ensina que a fé é possível e abençoada mesmo sem ver diretamente, estabelecendo fundamento para todos os crentes posteriores.


Comentário 
Pr. Éder Tomé

Referências

[1] Bíblia Sagrada (ARC) – Sociedade Bíblica do Brasil - 4° edição - 2009
[2] Bíblia Sagrada King Jones – Atualizada – Fiel aos Originais
[3] Bíblia Sagrada (NTLH) - Linguagem de Hoje
[4] Revista Betel Dominical Adultos - 3T - 2025 

sábado, 30 de agosto de 2025

Lição 10 - O Exemplo de Humildade - Jesus Lava os Pés dos seus Discípulos

 

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Introdução
Texto de Referência : 

João 13.1,3-7
1 - Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim.
3 - Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus e ia para Deus,
4 - Levantou-se da ceia, tirou os vestidos e, tomando uma toalha, cingiu-se.
5 - Depois deitou água em uma bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido.
6 - Aoroximou-se, pois, de Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, tu lavas-me os pés a mim?
7 - Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que faço, não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois.

1 - Jesus Amou Seus Discípulos até o Fim

Evangelho de João - Capítulos 1 ao 12
Os capítulos de 1 ao 12 do Evangelho de João, de forma geral, podem ser resumidos no cenário em que Jesus pregou, ensinou, operou milagres e ministrou a uma variedade de pessoas, tanto em multidões quanto em encontros individuais.
Na teologia bíblica, especialmente nos estudos do Evangelho de João, os estudiosos usam a expressão "Livro dos Sinais" para se referirem à primeira grande seção do Evangelho de João (Capítulo 1 ao 12). O "Livro dos Sinais" mostra quem Jesus é, sua identidade messiânica e divina. Esse nome se deve ao fato desses capítulos focar nos sete milagres (ou sinais) realizados por Jesus :
1. Transformação da água em vinho (João 2:1-11)
2. Cura do filho de um oficial em Cafarnaum (João 4:46-54)
3. Cura do paralítico no tanque de Betesda (João 5:1-18)
4. Multiplicação dos pães e peixes (João 6:1-15)
5. Jesus anda sobre o mar (João 6:16-21)
6. Cura do cego de nascença (João 9:1-41)
7. Ressurreição de Lázaro (João 11:1-44)

Evangelho de João - Capítulos 13 ao 21
Do capítulo 13 em diante, é a segunda grande parte do Evangelho de João, muitos chamam de "Livro da Glória", porque foca na paixão, morte e ressurreição de Cristo, a revelação suprema da glória de Deus.
Portanto, o "Livro da Glória" mostra como Jesus manifesta plenamente a glória de Deus em sua paixão, morte e ressurreição.

O Ato de Jesus relatado no Capítulo 13
Nesta lição vamos estudar o ato de Jesus ter lavado os pés dos seus discípulos no cenáculo e suas preciosas lições.
O episódio de João 13:1-20 é um dos momentos mais fortes em que Jesus revela o amor em sua forma prática e externa.
O Evangelista João abre o capítulo dizendo: "... tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim" (João 13:1).
A expressão "até o fim" significa plenitude ou até o limite máximo, isto é, um amor completo, sem reservas.

1.1 - Amor na Prática

O Ato de Lavor os pés 
O ato de lavar os pés dos convidados na cultura judaica, como descrito em João 13, era um costume comum, mas tinha um significado muito mais profundo do que simplesmente higiene. O simbolismo por trás desse gesto, especialmente no contexto da época de Jesus, revela várias camadas de significado social, cultural e espiritual.

1. Hospitalidade e Serviço
Na cultura do Oriente Médio antigo, onde as pessoas usavam sandálias e caminhavam por estradas empoeiradas, lavar os pés dos convidados era um ato essencial de hospitalidade. Era a primeira coisa que um anfitrião oferecia ao visitante, geralmente um servo ou escravo realizava essa tarefa.
Era um Ato de Submissão, um trabalho humilde e, por isso, era delegado à posição mais baixa da casa. Ao lavar os pés de seus convidados, o anfitrião demonstrava que a sujidade da viagem havia sido removida e que o visitante era bem-vindo e honrado.

2. O Exemplo de Jesus
Quando Jesus, em João 13, se levanta, tira sua túnica e começa a lavar os pés de seus discípulos, Ele subverte completamente a hierarquia social e cultural da época. Jesus, o Mestre, o Senhor, assume a posição de servo.
Ato de Humildade: Jesus não estava apenas seguindo um costume; Ele estava ensinando uma lição radical sobre humildade e serviço. Ao fazer o trabalho que um escravo faria, Jesus mostra que o verdadeiro líder não é aquele que é servido, mas aquele que serve. Ele se torna o modelo do que é a liderança cristã.
Significado Espiritual: O ato também tem uma dimensão espiritual. Jesus diz a Pedro que, se ele não tiver seus pés lavados, não terá parte com Ele (João 13:8). Isso sugere uma purificação simbólica. Enquanto o banho completo se refere à salvação inicial, lavar os pés se refere à purificação diária necessária da "poeira" do mundo para manter a comunhão com Cristo.

Em resumo, o ato de lavar os pés, que culturalmente era um sinal de hospitalidade e um trabalho de servo, foi transformado por Jesus em uma lição eterna sobre o significado de liderar, amar e servir com humildade.

1.2 - Um Amor sem Limites
Foi na Última Ceia, ao lavar os pés de Seus discípulos,  que Jesus deu o maior exemplo de humildade, e mostrou ter um Amor sem limites, o lava-pés apontou para a entrega maior que viria, a morte de Jesus, a expressão suprema do seu amor.
O gesto de Jesus não excluiu ninguém: Jesus lavou até os pés de Judas, que estava prestes a traí-lo (João 13:11). Isso mostra que o amor de Cristo não é seletivo, mas alcança até os que o rejeitam. Jesus revelou que amar é servir, e que esse amor se consumaria na cruz.

"Ora, antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim" (João 13:1).
Este versículo apresenta a introdução teológica da Paixão de Cristo: Jesus, consciente da sua hora, entrega-se voluntariamente em obediência ao Pai e em amor profundo pelos seus discípulos, amando-os até o fim, amor que culmina na cruz.

1.3 - A Extensão do Amor de Cristo
"Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crerem no seu nome" (João 1:11-12).
O versículo deixa claro que Jesus veio ao mundo especialmente ao povo de Israel, como Messias prometido, e foi rejeitado pela maioria (Jo 7.5; Jo 12.37), mesmo em meio à rejeição, Jesus cuida dos que creram nele, ou seja, deixa claro que veio para todos. Quanto a extensão do Amor de Cristo relato em João 15 :
a) A medida do amor de Cristo é o amor eterno e perfeito do Pai.
b) Jesus nos ama com a mesma profundidade, fidelidade e intensidade com que o Pai O ama.
c) O amor de Cristo não é apenas sentimento, mas uma aliança que chama ao compromisso.
d) Assim como Ele permaneceu no amor do Pai obedecendo até a cruz, seus discípulos são chamados a viver nesse amor pela obediência.
e) A extensão máxima do amor de Cristo é a entrega da sua vida pelos discípulos. Jesus não apenas falou de amor, mas demonstrou-o na cruz.
f) O Amor de Jesus transformou a relação (Jo 15:14-15), Jesus chama os discípulos de amigos e não apenas servos.
g) O Amor de Jesus não é passageiro, é frutífero e permanente, gera resultados eternos.

2 - Jesus, o Servo Humilde
O Ato de humildade, servidão e amor de Jesus é, sim, um modelo obrigatório a ser imitado por todos os cristãos. Veremos nesse tópico que as Escrituras Sagradas mostram essa verdade de forma clara e consistente.

2.1 - A Verdade Humildade
Em João 13, Jesus lava os pés dos seus discípulos, um ato que era considerado o trabalho mais humilde da época. Após realizar o ato, ele explica o significado: "Portanto, se eu, o Senhor e o Mestre, lavei os pés de vocês, também vocês devem lavar os pés uns dos outros. Pois eu lhes dei o exemplo, para que, como eu fiz, vocês também façam" (João 13:14-15 - NAA).

Jesus, mesmo sendo Deus, assumiu a forma de servo e se humilhou até a morte de cruz. O apóstolo Paulo destaca esse ponto : "Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar de Cristo Jesus, que, mesmo existindo na forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus algo a que devesse se apegar; pelo contrário, ele se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante a seres humanos. E, quando na forma de homem, ele se humilhou, sendo obediente até a morte, e morte de cruz" (Fp 2:5-8 - NAA).
Esta passagem não apenas narra a humildade de Cristo, mas também exorta os cristãos a terem o mesmo modo de pensar, ou seja, a imitar a sua atitude.

2.2 - O Amor que se expressa no servir ao Próximo
"Portanto, se eu, o Senhor e o Mestre, lavei os pés de vocês, também vocês devem lavar os pés uns dos outros. Pois eu lhes dei o exemplo, para que, como eu fiz, vocês também façam" (João 13:14-15 - NAA).
Aqui, Jesus não apenas demonstra servidão, mas também ordena que seus seguidores sigam o seu exemplo, servindo uns aos outros com humildade.

Lucas apresenta Jesus não como um Líder que domina, mas como um servo que serve : "Pois quem é o maior: o que está à mesa ou o que serve? Não é o que está à mesa? No entanto, eu estou entre vocês como quem serve" (Lc 22:27).
Esse versículo está no contexto da Última Ceia. Momentos após Jesus instituir a Ceia do Senhor, os discípulos começam uma discussão acalorada sobre qual deles seria o maior (Lc 22:24).
Essa atitude revela a mentalidade dos discípulos daquela época. Eles esperavam um Messias que estabelecia um reino político e glorioso, e queriam saber quem ocupará os postos mais altos nesse novo governo. A humildade não era a prioridade, e sim a posição e o poder. Aqui aprendemos duas lógicas :

1. A Lógica do Mundo
Jesus começa fazendo uma pergunta retórica: "Pois quem é o maior: o que está à mesa ou o que serve?". A resposta óbvia para qualquer pessoa daquele tempo seria: "o que está à mesa". O maior era aquele que recebia o serviço, não o que o prestava. Estar à mesa, reclinado, era um sinal de status e honra, enquanto servir era um trabalho de escravos e servos de menor valor.

2. A Lógica do Reino de Deus
Em seguida, Jesus se apresenta como a prova viva de que a lógica de Deus é diferente. A frase "No entanto, eu estou entre vocês como quem serve" é o ponto central da exposição. Jesus, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o Messias esperado, não veio para ser servido, mas para servir. Ele é o exemplo máximo da humildade e da servidão.

Essa mensagem de Lucas 22:27 é um chamado radical à humildade e ao serviço para todos os seguidores de Cristo
Para Jesus, a verdadeira liderança não se mede pelo poder, pelo status ou pela autoridade, mas pela disposição de servir  os outros. O líder cristão deve ser o primeiro a abaixar-se, a lavar os pés (João 13), e a cuidar das necessidades dos outros, assim como Cristo fez.
Esse versículo nos lembra que o Reino de Deus opera com valores opostos aos do mundo. Enquanto o mundo busca a fama, a riqueza e a autoridade, os cristãos devem buscar a humildade, o sacrifício e o serviço desinteressado.

2.3 - O Senhor Jesus: Exemplo de Humildade

"Se Eu Me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; quem me glorifica é meu Pai" (João 8:54)

1. "Se Eu Me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada"
Aqui, Jesus usa uma hipérbole para destacar um princípio fundamental: a sua glória não é de origem humana ou egoísta. Se ele estivesse buscando a própria exaltação, a sua glória seria vazia e sem valor espiritual. Essa frase mostra a humildade de Jesus, que não busca a honra para si mesmo, mas direciona toda a glória de volta ao Pai. Ele não estava tentando construir um nome para si. Ele estava revelando o nome de Deus.

2. "Quem me glorifica é meu Pai"
Esta é a afirmação central do versículo. Jesus esclarece que sua autoridade, seu poder e sua glória vêm diretamente de Deus Pai. A palavra "glorificar" (do grego doxazõ) significa "dar honra", "exaltar" ou "revelar a verdadeira natureza de alguém". O Pai estava revelando e honrando Jesus como seu Filho e Messias. A missão de Jesus não era buscar a sua própria fama, mas ser o canal através do qual a glória do Pai seria manifestada na Terra.

"Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração" (Mt 11:29)
Ser discípulo é mais que absorver conhecimento: é imitar o Mestre, seguir seus passos e adotar seu caráter (Jo 13:15).
Todo cristão não deve ser arrogante nem dominador, mas acessível, compassivo e sensível às necessidades do próximo.
Todo cristão deve ser manso e humilde, não orgulhoso nem agressivo.

3 - Jesus praticava Humildade
"Pois quem é o maior: o que está à mesa ou o que serve? Não é o que está à mesa? No entanto, eu estou entre vocês como quem serve" (Lc 22:27).
Nesse tópico, novamente o texto de Lucas 22:27 ganha uma ressonância ainda mais profunda quando a compararmos com a realidade da nossa sociedade moderna, que vive em uma busca incessante por status, poder e sucesso a qualquer custo.
A atitude dos discípulos, que discutiam sobre quem era o maior, reflete o nosso tempo de maneira assustadora. Vivemos em uma cultura de "vencer a qualquer custo", onde a competição se sobrepõe à cooperação.
Busca por Status: Nas empresas (e até nas igrejas), a busca por cargos mais altos e salários maiores pode levar a um ambiente tóxico, onde a colaboração é substituída pela rivalidade.
Humilhação: No ambiente digital, a cultura do cancelamento e o cyberbullying são exemplos extremos de como a humilhação do outro é usada para afirmar uma suposta superioridade moral ou intelectual.
Meios para um Fim: A frase "atuar de todas as formas para alcançar os objetivos" descreve perfeitamente a ética utilitarista que domina muitas áreas, onde os fins justificam os meios, e a ética é sacrificada em nome do sucesso pessoal.

Veremos nesse tópico que Jesus praticou e ensinou seus discípulos a praticar a humildade, Ele fez isso até o final de seu ministério terreno.

3.1 - Jesus Serviu com Humildade
"pelo contrário, ele se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante a seres humanos" (Fp 2:7).
Paulo escreveu esse texto a igreja dos Filipenses. Ele estava exortando os cristãos a terem a mesma mentalidade de Jesus, abandonando o egoísmo e a busca por glória pessoal, e buscando o bem uns dos outros.
O exemplo que ele usa para ilustrar esse princípio é a trajetória de Cristo, que vai da preexistência divina à humilhação extrema e, finalmente, à exaltação suprema.
Jesus "esvaziou" (do grego ekenõsen), essa palavra não significa que Jesus abandonou a natureza divina ou suas qualidades divinas, mas que Ele voluntariamente abriu mão de seus privilégios e direitos divinos de estar no trono de glória para estar aqui na terra. O "esvaziamento" foi um ato de renúncia voluntária. Jesus não deixou de ser Deus; ele se restringiu para cumprir a missão de servir e morrer pela humanidade.
Jesus não apenas "esvaziou-se", mas também tomou para si uma nova "forma": a de servo. Ele se tornou um servo de Deus Pai, obediente até a morte, e um servo da humanidade, servindo a todos em seu ministério tornando-se semelhante aos seres humanos.

3.2 - Jesus Liderava mesmo sob Pressão
Ao analisar os dois textos mencionados pelo comentarista da lição, João 5:17 e João 13:14-15, podemos concluir que Jesus liderava sob pressão mas não na forma como a sociedade humana entende a pressão. Jesus não se submeteu a uma pressão externa de ansiedade ou busca por aprovação, Jesus estava seguro da sua autoridade e identidade, portanto, Ele operou sob uma pressão intrínseca de seu propósito divino, lidando com ela através da humildade e do serviço.

"Mas Jesus lhes respondeu: O meu Pai trabalha até agora, e eu também trabalho" (1João 5:17).
Este versículo é o resposta de Jesus aos judeus que o criticavam por curar no sábado, quebrando suas tradições. A frase "O meu Pai trabalha até agora, e eu também trabalho" revela a fonte da "pressão" sob a qual Jesus operava. Ele estava alinhado com o plano contínuo e ativo do Pai.
A declaração de Jesus sugere que sua missão não era limitada por regras humanas ou dias da semana. Ele estava sob a "pressão" constante de cumprir a vontade do Pai, que é um trabalho de redenção e provisão que nunca cessa.

"Portanto, se eu, o Senhor e o Mestre, lavei os pés de vocês, também vocês devem lavar os pés uns dos outros. Pois eu lhes dei a exemplo, para que, como eu fiz, vocês também façam" (João 13:14-15).
Este versículo mostra a resposta de Jesus à pressão por um tipo de liderança dominadora e hierárquico. Em vez de exercer poder de forma vertical (de cima para baixo), ele o exerceu de forma horizontal, através do serviço.
Juntando as duas passagens, em vez de Jesus usar seu poder para se impor e aliviar a pressão através da dominação, Ele escolheu o caminho do serviço e da humildade.

3.3 - O Senhor Jesus: Obediente
"Ele mesmo levou os nossos pecados no seu corpo sobre o madeiro, a fim de que, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; e pelas suas feridas vocês foram curados" (1Pedro 2:24)
Essa passagem exorta os cristãos, que estavam sofrendo perseguição e injustiça, a seguir o exemplo de Jesus. É nesse contexto que Pedro apresenta Jesus não apenas como um modelo de paciência, mas como o Cordeiro que se ofereceu em sacrifício para redimir a humanidade em obediência ao Pai, cumprido a profecia de Isaías 53, demonstrando o amor pela humanidade.


Comentário 
Pr. Éder Tomé

Referências

[1] Bíblia Sagrada (ARC) – Sociedade Bíblica do Brasil - 4° edição - 2009
[2] Bíblia Sagrada King Jones – Atualizada – Fiel aos Originais
[3] Bíblia Sagrada (NTLH) - Linguagem de Hoje
[4] Revista Betel Dominical Adultos - 3T - 2025