Total de visualizações de página

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Lição 13 - O Filho de Deus e a Vida Eterna - A Eterna Promessa da Salvação

 

                                    CLIQUE AQUI - BAIXAR SLIDE E SUBSÍDIOS DESTA LIÇÃO 



Lei 9.610/98 (Direitos Autorais)

Nosso subsídio (comentário da lição) não é o mesmo conteúdo da revista Betel Dominical Adultos, é apenas um texto de auxílio complementar referente aos tópicos e subtópicos da lição

Introdução
Texto de Referência :  

João 17.1-5,11
1 - Jesus falou assim, e, levantando seus olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti,
2 - Assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste.
3 - E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste.
4 - Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer.
5 - E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.
11 - E eu já não estou no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós.

1 - No Filho de Deus está a Vida
Podemos dizer que a VIDA é um dos grandes temas centrais dos Evangelhos de João, o propósito do evangelho é que o leitor alcance vida em Cristo.

1.1 - Sentido da Palavra Vida no NT
João começa com a vida em Cristo como essência (Jo 1:4) e conclui que toda sua narrativa foi escrita para que tenhamos vida eterna por meio da fé (Jo 20:31).
Isso mostra que a "Vida" não é apenas biológica, mais espiritual, eterna, vinda de Deus em Cristo.


1.2 - O Efeito do Pecado
O pecado não é apenas um erro moral, mas uma rebelião contra Deus. Desde Gênesis 3, vemos que o pecado trouxe consequências devastadoras sobre o homem e toda a criação.

1. Morte Física
"... pois tu és pó e ao pó tornarás" (Gn 3:19)
A entrada do pecado trouxe corrupção ao corpo humano, sujeitando-o à doença, envelhecimento e morte.
Todos os homens, justos ou ímpios, passam pela morte física como consequência do pecado original.

2. Morte Espiritual (Separação de Deus)
Morte espiritual é a incapacidade de se relacionar com Deus, mesmo estando vivo fisicamente: "As vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus" (Is 59:2).
O homem sem Cristo vive alienado da vida de Deus, escravizado e morto pelo pecado: "Ele vos vivificou, estando vós mortos em delitos e pecados" (Ef 2:1).
O pecado cria uma barreira, impedindo o homem de ter acesso à presença de Deus. Sem reconciliação, o destino final é a separação eterna de Deus (2Ts 1:9).

3. Rompimento da Comunhão com Deus
Adão e Eva se esconderam de Deus após pecarem (Gn 3:8-9).
O pecado gera vergonha, medo e afastamento da intimidade com o Criador. Mesmo o crente, quando peca, perde a alegria e a paz da comunhão (Sl 51:11-12).

1.3 - O Filho de Deus veio para dar Vida
Jesus veio exatamente para restaurar o que o pecado destruiu:
(a) Jesus venceu a morte física com a ressurreição (Jo 11:25)
(b) Jesus dá VIDA nova àquele que estava em morte espiritual (Jo 5:24)
(c) Jesus remove a barreira da separação, reconciliando-nos com o Pai (2Co 5.18-19)
(d) Jesus restaura a comunhão, dando-nos acesso direto a Deus (Hb 10:19-22)

2 - A Vida Eterna com Cristo
O pecado trouxe a pior tragédia da humanidade: morte, separação e ruptura da comunhão com Deus.
Apóstolo João mostra que em Cristo temos redenção, vida eterna e reconciliação e também mostra que cada pessoa tem a sua escolha de forma clara: continuar na morte pelo pecado ou receber a vida que há em Jesus.

2.1 - Crer em Jesus Cristo
O apóstolo João explica em seu evangelho que a vida eterna é uma realidade presente e futura para aqueles que creem em Jesus Cristo. Ele ensina que para ter a vida eterna é necessário crer em Jesus, pois "quem crê tem a vida eterna" (Jo 6:47).
A vida eterna não é apenas a promessa de vida para sempre depois da morte, mas também uma qualidade de vida que começa aqui e agora, caracterizada pela comunhão e conhecimento de Deus e Jesus Cristo (João 17:25) e que quem crê nele, mesmo que morra, viverá para sempre (João 11:26). Esta vida eterna envolve participação no reino de Deus e união com Ele, um estado que se inicia pela fé em Cristo (João 3:16; 17:3).

2.2 - Receber a Palavra de Deus
Segundo o Evangelho de João, existe uma conexão direta entre crer em Jesus e receber a Palavra de Deus.
Crer em Jesus, portanto, significa reconhecer e aceitar que Jesus é a Palavra de Deus feita carne, a revelação perfeita do pai. Quem crê em Jesus não apenas recebe o testemunho da Palavra de Deus, mas a incorpora em sua vida, obedecendo e confiando plenamente na obra redentora de Cristo (João 3:16).
Os textos do Evangelho de João que vinculam crer e receber a Palavra de Deus mostram que crer em Jesus é o meio para receber e viver pela Palavra divina. Destacam-se:
João 11:1-13, onde o Verbo (a Palavra) está com Deus desde o princípio e fez todas as coisas. Aqueles que creem no Verbo, ou seja, em Jesus, recebem o poder de se tornarem filhos de Deus, mostrando a ligação entre crer e receber a Palavra que é vida e luz (João 1:12-13).
João 5:24 afirma que quem ouve a Palavra de Jesus e crê nEle tem a vida eterna e a filiação divina, passa da morte para a vida, estabelecendo a fé como resposta para acolher a Palavra de Deus.
João 3:16, embora mais conhecido por enfatizar a fé em Jesus para a vida eterna, implica também a recepção da Palavra divina por meio da crença nEle, o Filho enviado por Deus.
João 6:29 destaca que a obra de Deus é crer naquele que Ele enviou, apontando que a fé em Jesus é a resposta humana à revelação de Deus, ou seja, à Sua Palavra.

2.3 - A Relevância de Praticar a Palavra de Deus
Praticar a Palavra de Deus segundo João é essencial para a fé cristã porque implica acolher Jesus como Salvador, permitir que Ele ilumine e transforme a vida, e viver como filhos de Deus com a promessa de vida eterna.
Viver a Bíblia na prática é fundamental para que o conhecimento e os ensinamentos extraídos da meditação se manifestem em ações concretas, refletindo a vontade de Deus no cotidiano. Isso transforma o cristão em uma pessoa íntegra, que atua com amor, justiça e sabedoria, testemunhando a fé através do comportamento e influenciando positivamente seu entorno.

3 - A Esperança dos Salvos
Podemos pontuar a realidade futura dos que creem em Jesus :

1 - A morte física 
A Morte física é vista como um passo para a vida eterna, não o fim definitivo, pois há a promessa da ressurreição (João 11:25-26).

2 - A Vida Eterna 
A Vida eterna é garantia de salvação irrevogável, com acesso à comunhão eterna com Deus (João 3:16; João 5:24).
A Vida eterna é tanto um dom presente quanto uma promessa de futuro, caracterizando a qualidade da vida em união com Cristo (João 6:47; João 17:3).

3 - Estado Glorificado
Os crentes viverão em um estado glorificado e eterno, em plena comunhão com Deus, livres da condenação e do pecado (João 10:27-28; 1 João 5:13).

3.1 - A Esperança que impulsiona o Discípulo
Biblicamente, as dores e sofrimentos enfrentados pelo cristão são considerados pequenos e momentâneos quando comparados aos bens eternos que Deus promete, e é isso que impulsiona os discípulos de Cristo.
O apóstolo Paulo expressa essa ideia claramente em 2 Coríntios 4:17-18, onde ele diz que "os nossos sofrimentos leves e momentâneos produzem para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles". Isso indica que o sofrimento presente tem um propósito e será superado pela glória eterna que aguarda os que creem.
O sofrimento é uma realidade na vida cristã, mas é temporário, enquanto os bens eternos são permanentes e incomparáveis.
A Bíblia ensina que as dificuldades e provações são oportunidades para crescimento espiritual e perseverança, preparando o crente para a glória futura que será revelada (Romanos 8:18). Portanto, a perspectiva bíblica é de esperança e vitória sobre o sofrimento, apoiada na promessa da vida eterna e da comunhão plena com Deus.

3.2 - A Dimensão Futura da Vida Eterna
A dimensão futura da vida eterna é entendida como a realidade após a morte e a promessa da ressurreição, onde o crente viverá perpetuamente na presença de Deus em um estado glorificado e imortal.
Essa vida eterna não deve ser vista apenas como uma extensão infinita de tempo, mas como uma qualidade de vida em comunhão plena com Deus, além das limitações temporais e físicas da existência atual.
Paulo, em Filipenses 1:23, expressa essa esperança intensa, dizendo que deseja partir e estar com Cristo, o que é "muito melhor". Isso indica a consciência de que a dimensão futura (o estar com Cristo na eternidade) é para o crente uma realidade desejada e superior à vida eterna. A vida futura é um peso eterno de glória, indescritivelmente superior à leve e momentâneo tribulação presente (2Co 4:17-18).

3.3 - Estar onde Jesus Cristo está
No discurso de despedida antes da ascensão, Jesus prometeu enviar o Espírito Santo, o Consolador, que permanecerá com os discípulos para sempre, dando poder para prosseguir na missão (João 14:16,17,26 e João 16:13-14) e também prometeu voltar para buscar os seus seguidores para estar com ele eternamente.
Essas promessas anunciadas no discurso de despedida representam o cuidado constante de Jesus pelos seus seguidores, o fortalecimento espiritual que receberiam e a garantia da presença divina mesmo após a Sua partida física. Esse discurso fundamentam a esperança cristã na segunda vinda de Cristo e na comunhão eterna com Ele.


Comentário 
Pr. Éder Tomé

Referências

[1] Bíblia Sagrada (ARC) – Sociedade Bíblica do Brasil - 4° edição - 2009
[2] Bíblia Sagrada King Jones – Atualizada – Fiel aos Originais
[3] Bíblia Sagrada (NTLH) - Linguagem de Hoje
[4] Revista Betel Dominical Adultos - 3T - 2025 

sábado, 13 de setembro de 2025

Lição 12 - A Redenção em Cristo - O Sacrifício Vicário do Filho de Deus


                                    CLIQUE AQUI - BAIXAR SLIDE E SUBSÍDIOS DESTA LIÇÃO 



Lei 9.610/98 (Direitos Autorais)

Nosso subsídio (comentário da lição) não é o mesmo conteúdo da revista Betel Dominical Adultos, é apenas um texto de auxílio complementar referente aos tópicos e subtópicos da lição

Introdução
Texto de Referência :  

João 1.12,28
12 - Mas, a todos quantos o receberam, aos que creêm no seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.
28 - No dia seguinte, João viu Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo,

João 3.14-16
14 - E, como Moisés levantou a serpente no deserto , assim importa que o Filho do Homem seja levantado,
15 - Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
16 - Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

1 - A Promessa de um Redentor se Cumpre
"... sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados... mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mácula, o qual, na verdade, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto nos últimos tempos por amor de vós" (1 Pedro 1:18-20).
Como podemos ver, biblicamente, Jesus e o plano de redenção já existiam antes da fundação do mundo. Isso é um ponto muito importante da teologia cristã: a salvação não foi um "plano de emergência" depois da queda de Adão e Eva, mas já estava no coração de Deus desde a eternidade. Jesus Cristo já estava destinado a ser o Redentor antes da criação. A obra de Cristo já estava determinada no plano eterno de Deus: "... o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo" (Ap 13.8).
O plano da salvação já incluia a escolha de um povo redimido em Cristo antes mesmo da criação: "Assim como nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dEle em amor; e nos predestinou para filhos de Deus por Jesus Cristo..." (Ef 1:4-5).
A graça da redenção em Cristo é eterna, revelada no tempo, mas planejada antes de tudo existir: "... nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos, e que agora se manifestou..." (2Tm 1:9-10).

Protoevangelho
"E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e o seu Descendente; este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gn 3:15).
Este versículo é chamado de Protoevangelho (primeiro anúncio do Evangelho). É a promessa de Deus logo após a queda, de que viria alguém para esmagar a cabeça da serpente (Satanás), ainda que fosse ferido no calcanhar.
O cumprimento se deu em Jesus Cristo, especialmente em dois momento centrais :

1. Na Cruz do Calvário
Ali a serpente (Satanás) feriu o "calcanhar" de Cristo, ou seja, causou-lhe sofrimento e morte física. Mas, ao mesmo tempo, foi na cruz que Jesus esmagou a cabeça da serpente, derrotando de forma decisiva o poder do pecado e da morte.
"... para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o poder da morte, isto é, o diabo" (Hb 2.14). 
"E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou na cruz" (Cl 2:15).

2. Na Ressurreição
A vitória de Cristo foi confirmada quando Ele ressuscitou, provando que Satanás não tinha mais domínio: "Onde está, ó morte a tua vitória? ... Mas graças a Deus que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (1Co 15:55-57)

O cumprimento PLENO de Gênesis 3:15 se dará no fim, quando Satanás for lançado no lago de fogo: "E o diabo... foi lançado no lago de fogo e enxofre... e será atormentado de dia e de noite, para todo o sempre" (Ap 20:10). Assim, o que começou na cruz será definitivamente concluído na eternidade.

1.1 - O Grande Plano de Redenção
"a alma que pecar, essa morrerá..." (Ez 18:20)
Aqui vemos a sentença da justiça de Deus: o pecado traz morte fisica e espiritual (separação de Deus). Paulo escreveu aos romanos: "O salário do pecado é a morte" (Rm 3:23).
Mas Cristo levou sobre si a condenação que era nossa (2Co 5:21), revertendo a sentença para todo aquele que crê.
A sentença de Ezequiel 18 pode ser revertida quando o pecador se arrepende e se volta a Deus : "Mas, se o ímpio se converter de todos os pecados... certamente viverá, não morrerá. De todas as transgressões ... não haverá lembranças" (Ez 18:21-22).
Jesus veio cumprir o Plano de Redenção do Pai : "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3:16).
A sentença é revertida, porque Jesus já sofreu a pena em nosso lugar : "Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus..." (Rm 8:1).

1.2 - Redenção só em Jesus
"Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação. Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados... De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo... rogamos-vos, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus" (2Co 5:18-20).
Esse texto ensina quatro pontos fundamentais da nossa redenção, a saber :

1. A reconciliação vem de Deus
Não é iniciativa humana, mas divina (2Co 5:18)

2. O meio é Cristo
Deus nos reconciliou por meio de Jesus Cristo (2Co 5:18)

3. Sem Cristo não há reconciliação
O mundo só pode voltar a ter comunhão com o Pai por causa da obra de Cristo na cruz (2Co 5:19)

4. A igreja é portadora dessa mensagem
Somos embaixadores, chamados a anunciar esse único caminho de paz com Deus (2Co 5:20)

Temos outros versículos bíblicos que afirma que nossa Redenção só pode ocorrer através de Cristo, vejamos :
"Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14:6)
"E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (At 4:12)
"... fomos reconciliados com Deus pela morte do seu Filho" (Rm 5:10-11).

1.3 - A Obra Redentora
"Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse. E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus" (Cl 1:19,20).
Este texto é central para entendermos a obra redentora de Cristo. Jesus não é apenas um profeta ou líder religioso, mas o próprio Deus encarnado, só alguém pleno em divindade e humanidade poderia ser o mediador perfeito.
O sangue derramado garante a reconciliação, perdão e acesso a Deus (Hb 9:22; Rm 5:1). A Cruz é o centro da obra redentora !
O pecado afetou toda a criação (Rm 8:20-22), mas Cristo restaura a ordem do universo, Ele "reconciliou consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus".

2 - A Suficiente e Perfeita Obra Redentora
Jesus e o plano da redenção estavam presentes antes da fundação do mundo. Deus em Sua presciência e soberania, já havia preparado o Cordeiro (Cristo) para redimir a humanidade. A cruz não foi improviso, mas o cumprimento de um plano eterno de amor, a Suficiente e Perfeita Obra Redentora.

2.1 - A Preciosa Redenção
"Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação" (2Co 5.19)
Esse versículo é central para o entendimento do evangelho da reconciliação. Esse versículo mostra que Deus tomou a iniciativa, Cristo executou a obra da reconciliação, e a Igreja tem a missão de anunciar essa reconciliação. Podemos destacar alguns pontos:

1. "Deus estava em Cristo"
Mostra que a obra da cruz não foi apenas iniciativa de Jesus, mas do próprio Deus. O Pai não é um juiz distante; Ele mesmo, em Cristo, tomou a iniciativa de restaurar o relacionamento quebrado pelo pecado.

2. "Reconciliando consigo o mundo"
O pecado havia criado separação entre Deus e a humanidade (Is 59:2). Em Cristo, Deus remove essa barreira e abre o caminho de volta para a comunhão com Ele.
"Mundo" aqui não significa salvação automática de todos, mas a suficiência universal da obra de Cristo: todos podem ser reconciliados, mas a reconciliação só se aplica a quem crê (Jo 3:16).

3. "Não lhes imputando os seus pecados"
O que o homem não podia pagar, Cristo pagou. O perdão não é uma simples anulação de dívida, mas o resultado da justiça de Cristo sendo creditada a nós (Rm 4:7-8).

4. "Pôs em nós a Palavra da reconciliação"
A Igreja recebeu a responsabilidade de anunciar essa mensagem. O evangelho não é só para ser vivido, mas proclamado. Nós somos embaixadores que representam a paz oferecida por Deus.

O Preço da Salvação
"Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, transmitida de vosso pai, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro incontaminado e irrepreensível" (1Pe 1:18-19). "Sem derramamento de sangue não há remissão" (Hb 9.22)
Essas passagens ressaltam que o sacrifício de Jesus, por meio da morte na cruz, foi o preço pago para a redenção da humanidade, oferecendo perdão e acesso à salvação.
A Salvação paga por Jesus Cristo na Cruz é uma graça (favor imerecido) a todos os que creêm em Jesus como Senhor e Salvador. A Bíblia ensina que a salvação não pode ser comprada ou conquistada por obras obras ou sacrifícios humanos, mas através da fé em Jesus.

2.2 - O Nosso Redentor Vive

Significado Bíblico de Redenção
No Antigo Testamento, o temor usado é Ga'al ou padah, que significa resgatar, libertar, comprar de volta (Êx 6:6; Dt 8:8).
No Novo Testamento, os termos lutron, apolýtrõsis e agorazõ carregam a ideia de pagar um preço para libertar alguém da escravidão (Ef 1:7).
Ou seja, redenção envolve pagamento de um preço para libertar alguém que estava preso, escravizado ou condenado.

Nosso Redentor
Jesus, com o seu sangue derramado, pagou o preço da nossa liberdade espiritual. Essa redenção implica
(a) Libertação da escravidão do pecado (Jo 8:34-36; Rm 6:18)
(b) Cancelamento da dívida espiritual (Cl 2:14)
(c) Perdão dos pecados (Ef 1:7)
(d) Adoção como filhos de Deus (Gl 4:4-5)
(e) Esperança da redenção final do corpo na ressurreição (Rm 8:23)

2.3 - A Necessidade de Redenção
O Pecado cria uma separação entre o pecador e Deus, e a redenção é o caminho para restaurar essa amizade.
A Bíblia ensina que o pecado não é apenas um erro ou uma falha, mas um estado de rebelião que nos coloca em oposição a Deus. O pecado nos torna inimigos de Deus: "Porque se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida" (Rm 5:10).
"E a vós, que outrora éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora, contudo, vos reconciliou" (Cl 1:21).
Para que essa inimizade seja superada e a amizade com Deus seja restaurada, a Bíblia aponta para a necessidade de Redenção através de Jesus Cristo. A redenção é o ato de ser resgatado, libertado ou comprado de volta. No contexto bíblico, significa que fomos libertos da escravidão do pecado e de sua consequência (a morte) por meio do sacrifício de Cristo: "E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; isto é, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação" (2Co 5:18,19).

3 - Resultados do Plano Divino da Redenção
De acordo com a Bíblia, Os resultados da redenção envolve: Adoção, ser habitação do Espírito Santo e ter Paz com Deus (reconciliação) e ter Paz de Deus (Paz interior) que trataremos nesse tópico.
Esses três resultados: Adoção, presença do Espírito Santo e paz são interligados e se complementam. A redenção nos torna filhos, a habitação do Espírito nos dá a certeza dessa filiação e nos capacita a viver uma vida em paz, tanto com Deus quanto em nosso interior.

3.1 - Filhos de Adoção
Um dos resultados mais profundos da redenção é a adoção. O pecado nos separou de Deus, mas através de Jesus, somos reintegrados em Sua família.
"Mas a todos quantos o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus" (Jo 1:12)
"Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho... para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai" (Gl 4:4-7).
"Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai" (Rm 8:15).
Essa passagens mostram que a redenção nos tira da condição de inimigos ou estranhos para nos colocar na posição de filhos amados, com todos os direitos e privilégios que isso implica.

3.2 - A Presença do Espírito Santo
Outro resultado fundamental é a habitação do Espírito Santo. Ele é a garantia, o selo e o guia da nossa nova vida: "Em que também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória" (Ef 1:13-14).
Em João 14:16-17: Jesus promete que o Pai enviará o "Consolador", o Espírito da verdade, para estar para sempre com os Seus seguidores.
Em Gálatas 5:22-23: O Espírito Santo produz em nós o Fruto do Espírito, que inclui amor, alegria, paz, paciência, bondade, entre outros, que são manifestações de uma vida transformada.
A presença do Espírito Santo não é um bônus, mas uma parte essencial da redenção, que nos capacita a viver uma vida que agrada a Deus e nos dá a certeza da nossa salvação.

3.3 - Paz com Deus e Paz de Deus
A paz é um duplo resultado da redenção, abordando tanto a nossa relação com Deus quanto o nosso estado interior.

Paz com Deus
"Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo" (Rm 5:1).
"(Deus) reconciliou consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus, fazendo a paz pelo sangue da sua cruz" (Cl 1:20).
A redenção remove a inimizade e a condenação que existiam, estabelecendo uma relação de paz e amizade com Deus.

Paz de Deus (Interior)
"E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus" (Fp 4:7).
Jesus disse: "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá" (Jo 14:27).


Comentário 
Pr. Éder Tomé

Referências

[1] Bíblia Sagrada (ARC) – Sociedade Bíblica do Brasil - 4° edição - 2009
[2] Bíblia Sagrada King Jones – Atualizada – Fiel aos Originais
[3] Bíblia Sagrada (NTLH) - Linguagem de Hoje
[4] Revista Betel Dominical Adultos - 3T - 2025