quarta-feira, 17 de julho de 2019

Lição 6 - O Discípulado Diligente

Aula presencial dia 11 de Agosto de 2019 





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Lição 6 - O Discipulado Diligente

Discípulo: O discípulo não é mero aprendiz, mas alguém que segue as pisadas de seu Mestre e possui íntimo relacionamento com Ele.
Discipulado é o trabalho integrador da igreja que tem por objetivo treinar discípulos, a fim de que estes eduquem e capacitem a outros.

(Pr. Elienai Cabral)


Texto Áureo
"Portanto, estai vós também apercebidos; porque virá o Filho do homem à hora que não imaginais." Lc 12.40



Verdade Aplicada
O Senhor Jesus chama os Seus discípulos para uma vida diligente, frutífera e consciente dos desafios a enfrentar.



Objetivos da Lição
1 - Mostrar que discípulos diligentes são cuidadosos;
2 - Apontar a importância de os discípulos serem frutíferos no Reino de Deus;
3 - Falar sobre os desafios do discipulado.



Motivo de Oração
Ore para que os cristãos permaneçam firmes na fé e compartilhem com outros.




 Lucas 12.35-38 
35 - Estejam cingidos os vossos lombos, e acesas as vossas candeias.
36 - E sede vós semelhantes aos homens que esperam o seu senhor, quando houver de voltar das bodas, para que, quando vier e ater, logo possam abrir-lhe.
37 - Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar à mesa, e, chegando-se, os servirá.

38 - E, se vier na segunda vigília, e se vier na terceira vigília, e os achar assim, bem-aventurados são os tais servos



INTRODUÇÃO 
Lucas nos ensina a sermos cuidadosos, de modo a dar frutos dignos de arrependimento no Reino de Deus e, por fim, nos adverte a não cedermos quanto; à apostasia própria da nossa época.



1. DISCIPULADO CUIDADOSO 
Usando uma sábia linguagem, Jesus coloca a questão da diligência quanto à prática do discipulado.

1.1  Discípulos Vigilantes. 
Diligência refere-se ao modo cuidadoso e vigilante com que um homem responsável é capaz de fazer as coisas na ausência do seu senhor (Lc 12.35-39). Estes homens são pessoas amadurecidas, mas são pessoas de condição servil, escravos (gr. doulos). Esta é a condição que o Senhor quer encontrar os Seus servos.
Vigiar, estar alerta.
A palavra que mais aparece no Novo Testamento grego para “vigiar” é o verbo gregoréo, “vigiar, estar alerta, ser vigilante”, que aparece 22 vezes. A ideia principal dessa vigilância é escatológica (Mt 24.42,43; 25.13), e isso se mostra nas passagens paralelas de Marcos e Lucas. Mas, quando Jesus disse a Pedro, Tiago e João: “ficai aqui e vigiai comigo” (v.38), isso significa que Ele queria que seus discípulos ficassem acordados e continuassem a orar ou, talvez, se protegessem de alguma intromissão enquanto oravam. Mas gregoréo é usado para denotar uma vigilância mais geral (1Co 16.13; Cl 4.2; 1Pe 5.8). (Lições CPAD Jovens e Adultos »  2019 » 1º Trim)

1.2  Discípulos Fiéis e Prudentes. 
A dligência do personagem desta parábola é representada pela figura de um mordomo, no grego "oikonomos" (Lc 12.42-48). Este é um homem de confiança, capaz de administrar os bens de seu senhor e cuidar dos empregados, porém mesmo assim este administrador é chamado de escravo (no grego "doulos"). O mordomo que permanece na condição de fiel e prudente é bem-aventurado e receberá como recompensa mais confiança e privilégio para administrar (Lc 12.44).
Chamados para servir. Deus chamou-nos a servir. Muitos, recusando esse chamado, querem apenas ser servidos. As Sagradas Escrituras mostram que Jesus, nosso Mestre e Senhor, foi ungido pelo Espírito Santo para servir (Lc 4.18,19). Certa vez, Jesus declarou: “[...] o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mt 20.28). Se quisermos realmente servir ao Senhor com inteireza de coração, é preciso que sirvamos aos nossos irmãos (1 Jo 3.16-18). Assim agia Jesus, nosso perfeito modelo de líder servidor. Ele viveu para fazer a vontade do Pai e servir a todos (Mc 10.45). Você está disposto a servir ao Mestre? O que você tem feito — pela Igreja e pelas demais pessoas — com os dons e talentos que recebeu do Senhor? Um dia teremos que prestar contas de tudo que recebemos dEle.
(Lições CPAD Jovens e Adultos »  2011 » 2º Trim)

1.3  O Fogo e Dissensão à Terra. 
Ao lermos Lucas 12.49-53, quando Jesus diz que veio trazer fogo e dissensão à terra, parece-nos que Ele saiu do assunto geral que estava tratando. Porém, o que Ele está dizendo é que o discípulo diligente deve contar com a possibilidade de que suas atitudes acarretem que a própria família seja assolada pelo fogo das discórdias.
As dificuldades e recompensas.
[...] (Mt 10.42). O grande campo de provas seria a convivência com a família. Como o Senhor exige lealdade exclusiva, haveria desarmonia entre pais e filhos, nora e sogra, etc. Quem quiser se alinhar a Cristo e receber a vida eterna deve colocar os relacionamentos familiares nas mãos de Deus e permanecer fiel a Ele. Mas se alguém amar os seus pais, filhos, bens mais do que a Cristo é indigno dele. As recompensas aguardam os que receberem bem aos enviados em nome de Jesus
(Lições BETEL Jovens e Adultos »  2017 » 2º Trim)
“Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra;
E assim os inimigos do homem serão os seus familiares.” Mt 10.35,36 



2.  DISCIPULADO FRUTÍFERO 
Lucas sabia da importância dos seguidores de Jesus serem discípulos arrependidos, frutíferos e que demonstrassem os frutos, também, no cuidado com o próximo.

2.1  A Importância do Arrependimento. 
Duas fatalidades terríveis se abateram sobre os judeus e Jesus as aproveitou para advertir os Seus discípulos sobre a importância do arrependimento (Lc 13.1-5). Foram dois fatos que todos tomaram conhecimento, mas que hoje não temos como saber detalhes.
[...]A adversidade atinge a todos, seja por crueldade, no caso dos galileus (Lc 13.1), seja por fatalidade, no caso dos 18 judeus (Lc 13.4). Aos que assistem, em vez de ficar buscando uma causa teológica ou relacionando o infortúnio diretamente ao pecado pessoal, Jesus advertiu-os a se arrependerem para que não venham a perecer, de igual modo, em seus pecados (Lc 13.3.5).
(Lições CPAD Jovens   2015 » 3º Trim)
Lc 13.1 — E, naquele mesmo tempo, estavam presentes ali alguns que lhe falavam dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios.
Lc 13.2 — E, respondendo Jesus, disse-lhes: Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas?
Lc 13.3 — Não, vos digo: antes, se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis.
Lc 13.4 — E aqueles dezoito sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, cuidais que foram mais culpados do que todos quantos homens habitam em Jerusalém?

Lc 13.5 — Não, vos digo; antes, se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis

2.2  O Perigo da Esteriidade. 
A esterilidade na vida de um discípulo é algo antinatural e passivo de julgamento divino. O arrependimento deve ser acompanhado por frutos que o demonstrem, ou seja, tal arrependimento é evidenciado pela fidelidade, prudência, constância, bem como o amor a Deus e ao próximo. O Evangelho de Cristo é para ser compreendido, praticado e pregado.
Frutos como resposta para Deus.
Jesus Cristo disse: “vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça” (Jo 15.16). Estamos frutificando? É interessante atentar para o texto bíblico de Isaías 5.1-7, que compara Israel a uma vinha que pertence a Deus e o cuidado e providência do Senhor para com Sua vinha. A seguir, o texto diz que Deus, o Senhor da vinha, “esperava que desse uvas boas, mas deu uvas bravas.” (Is 5.1-7) Ao contar a parábola da figueira estéril (Lc 13.6-9), Jesus mencionou que, apesar de todo o cuidado, o proprietário da figueira procurava fruto e não achava.
(Lições BETEL Jovens e Adultos »  2018 » 2º Trim)
Uma vida infrutífera.
Certa vez, Jesus contou uma parábola a respeito de uma árvore estéril, uma figueira (Lc 13.6-9). A figueira sem frutos refere-se primeiramente a Israel, porém ela também pode ser aplicada aos crentes que professam a Jesus e, no entanto, insistem em viver uma vida carnal, pecaminosa. Na parábola, o agricultor investe na figueira, adubando, regando, podando, ou seja, dando todas as condições para que produza fruto. Mas caso ela não viesse a frutificar seria cortada. Deus está investindo em sua vida e dando todas as condições para que você produza bons frutos, aproveite a oportunidade.

2.3  O Fruto de Socorrer o Próximo. 
Interessante notar que o relato identifica a ação de Jesus antes da cura: "E ensinava no sábado" (Lc 13.10-17). Jesus está ensinando, porém não está indiferente aos que estão diante de Si. Que grande lição para nós: Jesus ensina, mas também vê, chama para Si, fala diretamente com o que está sofrendo, estende a mão. Ensinou por meio de parábolas, mas também ensinou por meio de ações de misericórdia para com aquela que está sofrendo.
"Respondendo, então, Jesus, disse-lhes: Ide e anunciai a João o que tendes visto e ouvido: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres anuncia-se o evangelho." Lucas 7.22
A partir da narrativa de Lucas, é fácil perceber que determinadas classes de pessoas receberam atenção especial do Mestre. Observe:
mulheres — a palavra mulher aparece dezenas de vezes em Lucas, e isso é impactante para uma cultura social e religiosa em que as mulheres não recebiam o devido valor (Lc 7.12,13; 8.1-3; 43-48; 23.27,28); pobres — muitas parábolas do Evangelho de Lucas fazem contraste entre riqueza e pobreza ou salientam necessidades econômicas (Lc 7.41-43; 11.5-8; 12.13-21; 15.8-10; 16.1-13; 16.19-31; 18.1-8); crianças (Lc 8.49-56; 9.46-48).
Lucas deixa claro que o Filho do Homem agiu como defensor dos desfavorecidos.

Fonte: Revista Lições da Palavra de Deus n° 57



3. DISCIPULADO E OS DESAFIOS  
Na sinagoga os adversários de Jesus ficaram envergonhados e o povo se alegrou por testemunhar as maravilhas operadas pelo Senhor (Lc 13.17). Neste contexto, Jesus profere duas parábolas para enfatizar a presença do Reino: grão de mostarda e fermento; anuncia a responsabilidade pessoal; e a rejeição por alguns.

3.1  A Presença do Reino. 
Não há consenso entre os estudiosos quanto ao significado dos detalhes das parábolas do grão de mostarda e do fermento (Lc 13.18-21). Contudo, considerando os termos: "cresceu, e fez-se grande árvore" e "tudo levedou . um grande número de intérpretes considera que ambas apresentam temas semelhantes.
“Jesus diz que a semente de mostarda ‘é realmente a menor de todas as sementes’. Trata-se de hipérbole, designada a enfatizar a natureza minúscula da semente. Entre os rabinos esta semente era usada proverbialmente por sua pequenez (M. Nidá 5.2). O que Jesus quer dizer é que se torna um arbusto de tamanho significativo e até proporciona abrigo para pássaros. Assim também o Reino dos Céus tem começo modesto não observado por muitos, mas eventualmente tem grande efeito. O avanço da igreja primitiva desde seu começo desanimador à transformação do império Romano fornece comentário apropriado para o significado da passagem.
A referência à árvore indica um império em expansão (e.g., Ez 17.23; 31.1-9; Dn 4.10-12); os pássaros representam as nações do império (Dn 4.20-22 [...]).

A Parábola do Fermento reforça o começo da semente de mostarda. O fermento tem imagem negativa ou má na Bíblia, como em Mateus 16.6,11: ‘Adverti e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus’. Também é usado negativamente no Antigo Testamento (e.g., Êx 12.15; Lv 2.11), embora também tenha imagem positiva (e.g., Lv 7.13; 23.15-18). Aqui Jesus usa o fermento para mostrar como um item pequeno não observado pode penetrar o todo. Muitos não reconhecem que o Reino esteja em ação, porque está escondido e é considerado insignificante por muitos. Mas não devemos menosprezar o dia das coisas pequenas. O fruto segue a fidelidade (Gl 6.9). O trabalho do discípulo mais humilde pode ter efeitos de longo alcance”
(SHELTON, James in ARRINGTON, French L.; STRONDAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2003, p.90).
3.2  O Cuidado com as Escolhas. 
A diligência no discipulado exige seriedade nas escolhas que levarão ao caminho da salvação e à permanência nele (Lc 13.23-30). O discípulo de Cristo deve ser cuidadoso para entrar pelo caminho da salvação e permanecer até o fim de sua vida, visto que muitos são os que optam pelas facilidades, por "fazer atalhos" que os levam a caminhos de morte. O caminho estreito fala do compromisso.
As nossas escolhas não podem se tomar um vilipêndio à fé diante de Deus. Vilipendiar a fé significa tomá-la vil e inaceitável para com Deus. Não basta apenas se banquetear com as palavras de Jesus Cristo. É necessário obedecê-Lo para que se possa entrar no Seu Reino (Mt 8.11).   ( revista do professor)
Porta estreita e caminho apertado.
Seguir o fluxo é o comportamento normal e corriqueiro, porém, o discípulo é convidado a tomar o caminho da justiça do Reino.
São poucos os que decidem por entrar pela porta estreita e andar pelo caminho apertado (v.14). A justiça do Reino exige renúncia. Mesmo tendo razão, abrir mão de si em favor dos outros, amar os inimigos e não retribuir o mal, ser rejeitado até mesmo pela família por causa da fé e assim por diante (Mt 5.20; Lc 14.25-27,33; Jo 15.18-21; 16.1-3, etc.). Em outras palavras, abrir mão de seguir o fluxo para tornar-se discípulo exige uma decisão radical.
(Lições CPAD Jovens   2017 » 2º Trim)

3.3  O Lamento de Jesus pela Recusa daquela Geração. 
Quando os fariseus disseram: "Sai, e retira-te daqui, porque Herodes quer matar-te", veio à mente de Jesus quantos e quantos sacrificaram as suas vidas ao serem enviados por Deus, para reuni-los consigo como uma galinha ajunta os seus pintinhos. Todavia, eles se recusaram, experimentando dessa forma o juízo de Deus. Novamente Deus visita-os e eles não reconhecem a Sua misericórdia. O lamento e a dor de Jesus foram reais pela geração de Jerusalém, Seus contemporâneos (Lc13.31-35). O castigo daquela rejeição foi predito: "Eis que a vossa casa se vos deixará deserta" (Lc 13.35).

Quando os homens desprezam a visitação e a misericórdia do Eterno Deus, o que recebem a seguir é o juízo divino. Vigiemos, portanto e não vivamos de qualquer maneira, senão seremos alvos do juízo de Deus, o Justo Juízo, juntamente com os ímpios. (revista do professor)



CONCLUSÃO
Jesus coloca diante de nós a necessidade de nos esforçarmos para entrarmos no Reino e lá permanecermos. Tudo pode ser resumido nessa palavra - diligência, visto que esta significa empenho, cuidado e amor na maneira como se faz algo. O contrário de diligência é negligência.



QUESTIONÁRIO

1. O que os servos de Deus são  ?
R.: Servos da luz e não da escuridão (Lc 12.35b).

2. O que é a esterilidade na vida de um discípulo ?
R.: É algo antinatural e passivo de julgamento divino (Lc 13.6-9).

3. Quem se alegrou por testemunhar as maravilhas operadas pelo Senhor ?
R.: O povo (Lc 13.17).

4. O que a diligência no discipulado exige ?
R.: Seriedade nas escolhas que levarão ao caminho da salvação à permanência nele  (Lc 13.23-30)

5. Quem serão jogados fora ?
R.: Os que buscam facilidades (Lc 13.27-28).



BIBLIOGRAFIA

[1] Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal - CPAD - ARC
Biblia de estudo pentecostal, Almeida revista e corrigida, Rio de Janeiro, CPAD
Bíblia do Culto - Editora Betel
Revista EBD Betel Dominical Professor - 3 trimestre 2019, ano 29, número 112 - Editora Betel


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