quarta-feira, 20 de julho de 2016

Lição 11 - Jesus e o preço do discipulado

Aula presencial dia 11 de setembro de 2016

Objetivos da Lição
1 - Mostrar que Jesus escolhe discípulos para trabalhar consigo;
2 - Revelar o exemplo ministerial do Senhor Jesus;
3 - Apresentar os diferentes tipos de atividades de Jesus.

 Texto Áureo
Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após 
mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me; (Mt 16.24)

Verdade Aplicada
O discípulo não é de graça, tem um preço, e é preço de renúncia: 
é tomar a cruz sobre si.
  
Motivo de Oração
Clame para que corações sejam incomodados e que vidas encontrem Jesus.

Hinos sugeridos.
83, 89, 255

Glossário
Covil: Cova de feras, toca, refúgio;
Êxito: Resultado feliz, sucesso final;
Míngua: Diminuição, carência, escassez, falta do necessário.

Leituras complementares
Segunda Mt 8.23
Terça Mt 10.38
Quarta Mc 2.14
Quinta Lc 5.27
Sexta Lc 14.27
Sábado Jo 8.12

TEXTO DE REFERÊNCIA
                                                                          Mateus 8:19-22                                                                
19 E, aproximando-se dele um escriba, disse-lhe: Mestre, aonde quer que fores, eu te seguirei.
20 E disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.
21 E outro de seus discípulos lhe disse: Senhor, permite-me que, primeiramente, vá sepultar meu pai.
22 Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me e deixa aos mortos sepultar os seus mortos.


IMPORTANTE
Apresento neste Blog a Lição Completa conforme a 
Revista Lições Bíblicas do Professor, os meus comentários 
estarão no final deste estudo em textos escritos em letras vermelhas.

TENHA UM BOM ESTUDO !


ESBOÇO DA LIÇÃO
Introdução
1. O mestre seleciona discípulos.
2. O mestre e Seu exemplo ministerial.
3. O mestre e o seu desafio evangelístico.
Conclusão

Introdução
A autoridade de Jesus é um assunto presente não só no evangelho de Mateus, mas em todos os evangelhos, pois esta é a base para que se possa respeitá-Lo como legítimo Filho de Deus e Salvador

1. O mestre seleciona discípulos.
Apesar da grande popularidade e de ter muitos discípulos (Mt 9), Jesus sabia que não deveria apoiar o Seu trabalho nas multidões que vinham para ouvi-lo. Certo é que já estavam com Eles alguns, porém o Mestre via a necessidade de completar doze, que aponta para às tribos de Israel.

1.1. Um escriba recusado.
Certo escriba, cujo nome não se sabe, queria acompanhar a Jesus. Este ofereceu para segui-lo onde quer que fosse (Mt 8.19). Era comum homens se oferecerem para seguirem determinado mestre e eles procuravam aprender tudo o que podiam sobre as palavras e atitudes desse mestre. Agora, porém, com o Mestre era diferente, pois Ele mesmo era quem fazia questão de escolher Seus discípulos (Mt 10.1; Jo 15.16). Quanto ao escriba, o Senhor já o conhecia e não tinha o conforto que ele cogitou alcançar pelo ministério. Os animais tinham sua morada, ninhos e covis, mas naquele momento o Mestre não. Se quisermos seguir a Jesus, não devemos priorizar conforto, e sim o estra com Ele.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Explique para os alunos que o que o Senhor Jesus buscava não era fama, nem seguidores ou uma forma interessante de se passar o tempo. Comente com os alunos que Ele estava atrás de discípulos capazes de assimilar a Sua visão amorosa pelas almas, o Seu senso de urgência e o aprendizado a ser recebido. Enfatize para os alunos que quem está em busca de conforto, de fama ou de seguidores não poderá seguir a Jesus no ministério, porque o que Ele quer são discípulos resignados como Ele, que tudo deixou.

1.2. Outro discípulo recusado.
Este outro era também seguidor de Jesus, menos ilustre que o escriba, e o caso dele foi mais dramático. Ele manifestou um forte desejo de acompanhar Jesus em Seu ministério, mas o Mestre o julgou a partir de suas próprias palavras. Ele se ofereceu, porém pediu que fosse sepultar primeiro a seu pai que acabara de falecer. Com esta palavra, o Senhor o dispensou: “deixa aos mortos sepultar os seus mortos” (Mt 8.22). Seguir a Jesus deve estar acima dos deveres familiares. O nosso coração deve estar apenas nEle. Ele exige essa exclusividade (Mt 10.37; Lc 14.26).

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Explique para os alunos que seguir a Jesus é renunciar a si mesmo. É necessário colocar os vínculos familiares nas mãos de Deus, renunciar o lugar de conforto e seguir a Jesus sem olhar para trás. Ressalte para os alunos que o Reino dos céus é tomado a força e apenas os que se esforçam e renunciam a tudo entram de fato no Reino.  Comente com os alunos que o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo não é barato e nunca entra em promoção, portanto é necessário renunciar seus vínculos mais caros, tais como pai, mãe, irmãos, filhos e bens.

1.3. O publicano Mateus, o vocacionado.
Jesus recusou dois discípulos para estar em Sua companhia: um mais ilustre, que era escriba, e outro que não sabemos. Dias depois, o Mestre passa a recebedoria e chama a Mateus para segui-lo. Mateus imediatamente levanta-se e o acompanha (Mt 9.9). Parecia haver algum equívoco no modo de selecionar os discípulos. Embora Mateus estivesse ocupado como coletor de impostos, fica implícito que desejava ser útil a Cristo e ao Reino de Deus. Sua escolha e companhia trouxeram pesadas críticas ao Senhor pelos de fora, pelo fato de Mateus receber a seus amigos publicanos e Jesus estar com eles. O Mestre sabiamente justifica a Sua missão entre publicanos, enquanto defende também a Mateus. Quando nos entregamos inteiramente ao Senhor, Ele fala por nós e nos defende, como aconteceu com Mateus. 
SUBSÍDIO DIDÁTICO
Mostre para os alunos a pronta disposição de Mateus em seguir ao Mestre Jesus. Ele não questionou, nem perguntou os motivos de Jesus para que fosse escolhido, apenas se levantou e o seguiu. Observe que Mateus era querido entre seus colegas e eles foram estar com ele, Jesus e Seus outros discípulos.

2. O Mestre e Seu exemplo ministerial.
Os trabalhos ministeriais de Jesus se intensificaram e o desafio de alcançar aquelas preciosas almas com as boas novas era grandioso. O Senhor já se acompanhara de alguns discípulos e estava chegando o momento de prepará-los e enviá-los.

2.1. O Mestre percorria cidades.
A Galileia era grande, com muitas cidades e povoados, mas Jesus a circulava com todo o vigor. Ele andou também pela Pereia, Samaria e Judeia, mas concentrou Seus esforços estrategicamente na Galileia. Ele ia de cidade em cidade, de povoado em povoado e de sinagoga em sinagoga (Mt 9.35). Quando não era mais possível, fazia Suas reuniões ao ar livre. Não pense que Ele andava à toa e errante. Ele deixou a carpintaria e Seus familiares para estar nas mãos de Deus. Que possamos nos deter no exemplo do Senhor Jesus e nos inspirar a percorrer pelos lugares que Ele assim desejar que andemos.
 SUBSÍDIO DIDÁTICO
Apresente para os alunos um Jesus vivo e dinâmico, que não olhava para as dificuldades. Ele não se preocupava se chovia ou fazia sol, ou se havia segurança ou não por aqueles caminhos, como nós fazemos. Comente com os alunos que Jesus simplesmente ia, caminhava e contatava as pessoas, através de Seu senso de urgência com a mensagem do Reino.

2.2. O Mestre pregava o Evangelho do Reino.
Jesus por onde andava levava consigo a Sua mensagem e Seus discípulos o acompanhavam. A Sua mensagem eram as boas novas do Reino dos céus. Era a continuação da pregação de João Batista (Mt 3.2; 4.17). Todos os homens pecaram e vivem sob a tolerância de Deus, mas o Reino de Deus está próximo e é necessário que os homens entrem nele já. A única oportunidade de se entrar no Reino é através do arrependimento, ou seja, pela completa mudança de pensamentos, atitudes e sentimentos (Gl 2.20).
 SUBSÍDIO DIDÁTICO
Explique para os alunos a seriedade desta mensagem: “está próximo o Reino”. Comente com os alunos que esta expressão fala que está chegando o domínio absoluto de Deus aos homens e isso significa que os homens devem se preparar e viver dentro do Reino já. Reforce para os alunos que o único meio de entrada no Reino de Deus é pelo arrependimento, pela morte de si mesmo, ou seja, pela renúncia.

2.3. O mestre curava todas as enfermidades e moléstias do povo.
O quadro doentio do povo daquela época se resumia em duas palavras: enfermidades e moléstias. Num tempo em que não havia disponíveis médicos e lugares de atendimento, a não ser para quem tinha dinheiro, sobravam males físicos. Muitos deles causados por infestações de demônios. Os dois termos “enfermidades e moléstias”, embora pareçam redundantes ou enfáticos, na verdade, são distintos no grego. Enfermidades “nosos” significa “doenças”; e moléstias “malakia” tem o sentido de fraqueza, moleza, debilidade. Da para perceber que entre o povo havia muito abatimento físico e espiritual como hoje também. Porém, ali estava Jesus, manifestando o poder curador de Deus.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Mostre para os alunos que, apesar dos avanços da medicina, construção de hospitais e quantidade de médicos e enfermeiros, mesmo assim, há muitos que são curados pela manifestação do poder curativo de Deus. Até porque há enfermidades e fraquezas que são resultados do agir das trevas e a medicina tem sido exercida por pessoas com critérios tanto arreligiosos (que não professam uma religião; que não se interessa por nenhuma religião; que é neutro em assuntos religiosos) quanto irreligiosos (que não é religioso, ímpio, ateu). Comente com os alunos que muitos por causa da ciência têm se recusado a buscar a Deus, mas o Senhor Jesus Cristo é o mesmo que sempre surpreende com Seu poder curador. Insista com os alunos sobre a necessidade do Corpo de Cristo de buscar ao Senhor enquanto se pode achar e invoca-lo enquanto há tempo (Is 55.6).

3. O Mestre e o desfio evangelístico.
Jesus desenvolveu simultaneamente dois ministérios: o de treinar Seus discípulos e o de levar as boas novas do Reino. Vejamos a seguir três coisas que o empurravam nesse sentido:

3.1. Sua compaixão pelas almas.
A visão que Jesus tinha das almas era chocante diante da grandeza do desafio que tinha. Ele olhava e via pessoas “cansadas e desgarradas como ovelhas que não tem pastor”(Mt 9.36). Um povo sem liderança espiritual morrerá à mingua. Ninguém estava de fato pastoreando o povo de Deus para Deus. O serviço religioso era farto, mas a liderança espiritual que os salvasse não havia. Isso despertava um sentimento de entranhável compaixão em Jesus que Ele compartilhava com Seus discípulos e lhes pedia que orassem a respeito. Ainda hoje, Ele faz o mesmo conosco.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Mostre para os alunos o profundo amor que o Senhor Jesus tinha pelas almas. O quanto Ele amou o Seu próprio povo que dali a dias O rejeitaria. Destaque para os alunos que o Seu afeto era tão real e entranhável que O fazia trabalhar, conversar com Seus discípulos e conscientizá-los a respeito. Seja essa a nossa oração sincera: “Oh, Jesus, inunda-nos com teu amor”.

3.2. Sua visão compartilhada com os discípulos.
Os discípulos viam nos olhos de Jesus o amor puro que tinha por eles e pelo Seu povo. Eles também ouviam as orações agoniadas, sofridas e insistentes ao Pai em favor deles. Eles ouviram também as palavras de Seu coração que ardia em amor: “A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros”. Diante da eternidade aquela seara logo passaria, mas aquelas pobres almas se não fossem alcançadas estariam perdidas para sempre. Que sejamos sensíveis o suficiente para internalizarmos a visão e o entranhável afeto de Jesus em favor dos perdidos do nosso Brasil.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Ore bastante acerca do compartilhar este determinado ponto da petição. Que você, professor, possa refletir se ama profundamente os alunos e de que maneira tem sido a sua influência sobre a vida deles. Você, junto com a direção da igreja, é uma ferramenta preciosa e poderosa para influenciar a classe de Jovens e Adultos da Escola Bíblica Dominical. Neste momento da aula, faça um clamor ao Eterno Deus, baseado no motivo de oração, citado na primeira página desta lição. Queira Deus que, após esta aula, muitos alunos sintam-se motivados em participar dos programas de evangelização da igreja. Queira Deus que, depois desta ministração, muitos deles peçam para que sejam feitos cultos em seus lares, de maneira a alcançar cada vez mais vidas para o Reino de Deus, conforme orientado pela Palavra de Deus (Mc 16.15). Seja um instrumento nas mãos de Deus e que o Espírito Santo tenha liberdade de conduzir a sua vida e as ministrações das aulas da Escola Dominical de sua igreja.

3.3. Sua convocação aos discípulos.
A profunda visão e compaixão de Jesus do estado espiritual dos filhos de Israel em Seus dias, fez com que Ele convocasse a Seus discípulos. Dentre tantos discípulos, chamou a si doze, para que estivessem com Ele e pudessem receber treinamento. Este é um grande princípio multiplicador utilizado por Jesus, pois, ao formar seis duplas e espalhá-las pelas cidades e povoados com a mesma mensagem que pregava, dava mais oportunidade às pessoas de ouvi-la (Lc 9.1-9). O envio dessa missão teve grande êxito, porém a necessidade era de que enviasse mais pessoas. Posteriormente, Jesus preparou setenta discípulos e os enviou. Com isso aprendemos quão sábio e estratégico era o Senhor Jesus!

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Ressalte para os alunos que este tópico é uma preparação para a próxima e última lição deste trimestre. Logo, convém falar para os alunos da convocação do Senhor Jesus Cristo, mostrando a necessidade daqueles dias. Se naqueles dias foi tão necessário ser estratégico, imagine hoje, quando o Brasil precisa urgente de uma restauração espiritual? Comente com os alunos que, infelizmente, está em andamento uma cultura contra os evangélicos, protestantes e contra a Palavra de Deus, sobretudo.

 COMENTÁRIO DO BLOGUEIRO

                                                     Comentado pelo Prof. Éder Tomé                                                        

                                                                                                                                                                   

Questionário
1. Qual foi o primeiro candidato que desejou acompanhar o Senhor Jesus?
R: Um certo escriba (Mt 8.19).

2. O que significa: “deixa aos mortos sepultar os seus mortos”?
R: Que seguir a Jesus deve estar acima do0s deveres familiares (Mt 8.22).

3. Como pode ser entendida a prontidão de Mateus?
R: Que ele desejava ser útil a Cristo e ao Reino de Deus (Mt 9.9).

4. Cite um dos exemplos do trabalho ministerial de Jesus?
R: Ele percorria cidades e povoados (Mt (.35).

5. O que acontece com um povo sem liderança espiritual?
R: Morre à míngua (Mt 9.36).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Edição Histórica, Jovens e Adultos, edição do professor, 3º trimestre de 2016, ano 26, Nº 100, Mateus uma visão panorâmica do Evangelho do Rei.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Lição 10 - A autoridade do Mestre Jesus Cristo

Aula Presencial dia 4 de setembro de 2016

OBJETIVO DA LIÇÂO
1 - Revelar os diferentes tipos de autoridade de Jesus;
2 - Ensinar de onde procede toda a autoridade de Jesus;
3 - Mostrar os diferentes tipos de milagres de Jesus.

TEXTO ÁUREO
Porquanto os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.” (Mt 7:29)

VERDADE APLICADA
Ninguém jamais falou e agiu com a autoridade de Jesus e é por isso que Sua influência cresce no mundo.

MOTIVO DE ORAÇÃO
Peça a Deus para que transforme o coração das nossas autoridades governamentais.

LEITURAS COMPLEMENTARES
Segunda Mt 7.28
Terça Mt 8.10
Quarta Mt 8.13
Quinta Mt 8.17
Sexta Mt 8.27
Sábado Mt 9.8

                                                                             GLOSSÁRIO
Arguir: Argumentar, disputar, demonstrar, provar;
Categórico: Claro, definido, resposta categórica;
Vanguarda: Dianteira, frente.

                                                                     HINOS SUGERIDOS
3, 145, 577
                                                                          
TEXTO DE REFERÊNCIA
                                                                          Mateus 8:2-3,8-9                                                                       
2 E eis que veio um leproso e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo.
3 E Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. E logo ficou purificado da lepra.
8 E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar.
9 Pois também eu sou homem sob autoridade e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu criado: faze isto, e ele o faz.

IMPORTANTE
Apresento neste Blog a Lição Completa conforme a 
Revista Lições Bíblicas do Professor, os meus comentários 
estarão no final deste estudo em textos escritos em letras vermelhas.

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ESBOÇO DA LIÇÃO
Introdução
1. Diferentes tipos de autoridade.
2. O que Lhe conferia autoridade.
3. Demonstrações de autoridade.
Conclusão

INTRODUÇÃO
A autoridade de Jesus é um assunto presente não só no evangelho de Mateus, mas em todos os evangelhos, pois esta é a base para que se possa respeitá-Lo como legítimo Filho de Deus e Salvador.
                                                               
1. Diferentes tipos de autoridade.
No ministério terreno de Jesus, notamos três diferentes tipos de autoridade: autoridade para ensinar, para curar e para perdoar pecados.

1.1. Autoridade para ensinar.
Ao término do Sermão do Monte, as multidões estavam maravilhadas da Sua doutrina (Mt 7.28-29). Na verdade, a exposição de vários assuntos não era novidade para os ouvintes, porém a forma convicta, categórica e ungida fazia toda a diferença. Além disso, há outra característica no Senhor Jesus que também lhe conferia autoridade: a Sua conduta exemplar (Jo 8.46). As Suas palavras eram tão cheias de autoridade e sabedoria que até os oponentes também se maravilhavam (Jo 7.46). Devemos entender que não era apenas eloquência, mas, sobretudo o exemplo de Jesus. Ora, se alguém ensina, deve antes praticar aquilo que se ensina, o contrário disso é hipocrisia, que o Mestre condena.

                                                                     SUBSÍDIO DIDÁTICO
É importante enfatizar para os alunos que, desde a genealogia do nosso Senhor Jesus Cristo, já se pode identificar o interesse de Mateus em mostrar de onde vem a autoridade de Jesus. Aponte para os alunos a retomada do assunto acerca da autoridade do Senhor Jesus Cristo por Mateus. Nada no evangelho de Mateus é por acaso e ele mostra a autoridade de Jesus sob vários aspectos, a começar pela doutrina. Mostre para os alunos que as comparações são inevitáveis e o povo logo concluiu que Jesus era diferente dos outros mestres, escribas e fariseus. Comente com os alunos que aqueles atores da religião colocavam peso sobre os outros que fingiam seguir, mas eles mesmos não seguiam nada, por isso foram censurados (Mt 23.4).

1.2. Autoridade para curar.
Fatos interessantes envolvendo curas são apresentados para mostrar a autoridade de Jesus sobre as enfermidades como cumprimento profético: a cura de um leproso que se prostra diante dEle (Mt 8.2-4); a cura do criado do centurião que jazia violentamente enfermo em casa (Mt 8.5-10); a cura da sogra de Pedro que estava acamada com febre (Mt 8.14-15); a libertação de endemoninhados, que naquela época era vista como enfermidade (Mt 8.16). Veja que a narrativa de Mateus procura intencionalmente nos mostrar a autoridade de Jesus nestes aspectos para aumentar a nossa fé.

                                                                      SUBSÍDIO DIDÁTICO
Ensine para os alunos que os dois fatos iniciais por si só já seriam suficientes para convencer da autoridade do Senhor Jesus para curar e libertar os endemoninhados. Comente com os alunos que o escritor, porém, narra também a cura da sogra de Pedro (Mt 8.14-15). Ressalte para os alunos que a s curas confirmavam as profecias acerca dEle como o Messias que haveria de vir e levaria as enfermidades e dores (Mt 8.17; Is 53.4). Destaque para os alunos que tanto o leproso quanto o centurião tocam a questão de autoridade de Jesus de forma maravilhosa. Este é o Jesus amoroso que servimos.

1.3. Autoridade para curar.
Ao trazer a Jesus um paralítico, estava claro que queriam que o homem fosse curado de sua paralisia (Mt 9.1-6). Ele, porém, carinhosamente, diz ao paralítico: “Filho, tem bom ânimo, perdoados são os teus pecados” (Mt 9.2). Esse procedimento gerou murmúrios entre os escribas, afinal quem pode pecados senão Deus?! Este era o pensamento deles. Ele então argui: “O que é mais fácil dizer: perdoados são os teus pecados, ou dizer: Levanta-te e anda?” (Mt 9.5. Notemos que Mateus não economiza nem palavra e nem ênfase: “Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados (disse então ao paralítico): Levanta-te, toma a tua cama e vai para tua casa” (Mt 9.6).
                                                                      SUBSÍDIO DIDÁTICO
Mostre para os alunos, ao longo da narrativa do livro de Mateus, o propósito perdoador e salvador do nosso Senhor Jesus Cristo, Podemos mostrar declarações importantes no próprio livro que Ele é: aquele que tem poder para perdoar pecados (Mt 9.6); que Ele veio para buscar e salvar o que se havia perdido (Mt 18.11); que Ele salvará o Seu povo dos Seus pecados (Mt 1.21).

2. O que lhe conferia autoridade.
A forma como Jesus ensinava, curava e libertava vidas demonstrava claramente uma autoridade. Mas o que ou quem lhe conferia tal autoridade, tal direito e tal poder?

2.1. As Escrituras Sagradas.
A autoridade do Senhor Jesus Cristo repousa sobre uma sólida base escriturística. Isso significa que várias profecias anteviram e legitimaram a autoridade do Messias que haveria de vir, por isso foram usadas para demonstrá-la. Tomemos por base as citações feitas por Mateus: Sua autoridade vem do fato de ser Filho de Deus através de uma virgem (Mt 1.22-23); Sua autoridade como Rei de Israel (Mt 2.6); Sua autoridade curadora e libertadora (Mt 4.14-15); Jesus como autoridade nomeada e escolhida pelo Pai Celestial (Mt 12.17-21); a realeza humilde de Jesus (Mt 21.4-5). A partir das Escrituras é demonstrado de modo inequívoco quem e o quê conferiu a Jesus Cristo tal autoridade, por isso devemos-lhe obediência.

Mostre apara os alunos que as Sagradas Escrituras são um, sólido documento que legitima a autoridade do Senhor Jesus. Comente com os alunos que qualquer indivíduo que arrogasse para si o direito messiânico sem comprovação escriturística deveria ser desprezado e julgado como blasfemo. Porém, o que aconteceu com Jesus foi que, mesmo sendo legítimo, por causa da inveja o crucificaram (Mt 27.18).

2.2. A Sua identidade de Filho de Deus.
Ser Filho de Deus significa que Cristo Jesus é da mesma natureza divina do Pai, quer ambos são eternos, porém distintos. A identidade de Filho de Deus é o aspecto principal que lhe confere autoridade para agir, falar e operar milagres em nome do Pai (Mt 16.16). Essas três coisas em verdade funcionaram ao mesmo tempo para comprovar a perfeita salvação alcançada pela fé nEle. Por ser filho de Deus, como cristãos e servos dEle, cremos que Ele nasceu de uma virgem, que Ele perdoa nossos pecados, que Ele cumpriu todas as profecias, que tem toda autoridade no céu e na terra e que Ele voltará para nos buscar (Mt 28.18).

Ensine para os alunos que o Senhor Jesus Cristo, como Filho de Deus, é da mesma natureza que Deus-Pai. Consequentemente, Ele pode salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus. Merece ser especialmente destacado para os alunos que a fé nEle traz o perdão de Deus e paz interior, enquanto a filosofia e o ateísmo promovem a descrença e o desespero velado.

2.3. A Sua obediência.
Jesus Cristo veio submisso, como um servo exemplar, manso como um cordeiro, capaz de inspirar os corações a servirem a Deus. Ele não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos (Mt 20.28). Ele veio para levar as dores e os sofrimentos dos que creem (Mt 8.17). Ele teve que se submeter a Deus até a morte e sofrer a morte de cruz, o pior tipo de execução. Porém, foi exaltado incomparavelmente (Fp 2.5-11).

Explique para os alunos que o que trouxe a nossa salvação foi a obediência de Jesus Cristo ao Pai. Segundo as Sagradas Escrituras, Ele é Eterno, Criador e Sustentar de todas as coisas com Seu poder, mas a salvação foi consequência de Sua submissão ao plano da salvação. Ele era adorado na eternidade como Criador, não porém como Salvador. Comente com os alunos que, para se tornar nosso Salvador, Ele teve que esvaziar-se, tornando-se um bebê, e desenvolver-se, sendo obediente em tudo, até sofrer a morte de cruz. E tudo por quê? Porque Ele nos amou com um amor que excede todo o entendimento (Jo 3.16). Creia e sinta-se amado.

3. Demonstração de autoridade.
O povo de Israel aguardava um Messias guerreiro, como Davi, que os libertasse do jugo de Roma. Eles esperavam que Jesus demonstrasse a Sua autoridade resolvendo seus problemas políticos e, assim, os pusesse na vanguarda. Porém, a Sua autoridade foi exercida contra o pecado, os demônios, as doenças e em favor dos homens.

3.1. A tempestade no mar.
O evento em que Jesus cessa a tempestade revela a Sua autoridade sobre a natureza (Mt 8.23-27). Cansado de Seus afazeres, Jesus dorme profundamente no barco. Quando então se levanta uma enorme tempestade, Seus discípulos apavorados despertam-no pedindo socorro. Ele se levanta e repreende a tempestade, deixando Seus discípulos boquiabertos.

Lembre aos alunos que o Senhor Jesus Cristo tem autoridade sobre as forças da natureza. Reforce para os alunos que quem faz cessar a tempestade no mar é capaz de cessar qualquer tipo de dificuldade, ou causar, se necessário for, um terremoto para libertar os Seus servos de uma prisão (At 16.23-34). Comente com os alunos que a oração “Senhor, aumenta–nos a fé”, deve sempre fazer parte das nossas petições diárias. Talvez nunca conheceremos a fraqueza da nossa fé, enquanto não formos postos na fornalha da tribulação e da ansiedade. É importante frisar para os alunos que felizes são os que descobrem. Por experiência, que a sua fé é capaz de resistir ao fogo, e que podem, como Jó, dizer: “Ainda que ele me mate, nele esperarei” (Jó 13.15).

3.2. A libertação dos endemoninhados de Gadara.
O acontecimento envolvendo a libertação de dois endemoninhados em Gadara revela a autoridade de Jesus sobre os demônios (Mt 8.28-34). Este foi um dia de desafios para o Mestre. Há pouco, Ele acalmara uma tempestades e depois enfrentaria a fúria de dois homens terrivelmente endemoninhados. Os demônios identificam a Jesus e reclamam por se sentirem atormentados antes do tempo do juízo final. A seguir, eles pedem permissão para que entrem nos porcos e o Senhor o consente, mas os porcos se precipitam no lago e se afogam, causando grande prejuízo aos porqueiros, que temeram. Contudo, eles pediram que Jesus se retirasse de seus termos. Com isso aprendemos que a libertação de vidas ou de um lugar pode trazer a ruína sobre uma economia estruturada na desobediência a Deus.
                                                                       SUBSÍDIO DIDÁTICO
Explique para os alunos que, assim como nosso Senhor Jesus Cristo libertava, hoje a Igreja trabalha trazendo libertação do cativeiro de demônios a muitas pessoas. Enfatize para os alunos que a Igreja expulsa os espíritos imundos em nome de Jesus Cristo através da fé nEle. Comente com os alunos que não se trata de um pequeno alívio, mas de libertação completa para viver em saúde e liberdade, pois há muitos que não descansam, não dormem, vão a psiquiatras e outros estão se submetendo a cirurgias, o que uma oração e um trabalho de libertação resolveriam.

3.3. A cura do paralítico.
Embora não se possa dizer que todas as deformidades físicas (Lc 13.10-13), as enfermidades e problemas psicológicos (Mt 17.14-21), são ação do demônio ou porque alguém pecou seriamente (Jo 5.13-14), ao analisarmos a Bíblia, verificamos que tudo é consequência do pecado original. No caso do paralítico (Mt 9.1-8), Jesus trata primeiro do perdão ao declarar: “perdoados te são os teus pecados”. Embora o perdão oferecido tenha gerado polêmica, o Senhor Jesus vai mais além, para provar que tem autoridade sobre a enfermidade e o pecado. A seguir, ordena que o homem pegue a sua cama e ande, o que causa grande espanto em todos que ali estavam. Jesus Cristo é o mesmo que cura e salva! Que verdade maravilhosa!

Mostre para os alunos que, no caso deste paralítico em particular, o nosso Senhor Jesus Cristo tratou primeiro da sua situação pecaminosa. Comente com os alunos que ele recebeu o perdão de Jesus Cristo para depois receber a cura de sua paralisia. Destaque para os alunos que, às vezes, para alguém ser curado precisa ser perdoado primeiramente. Perdoado do pecado e liberto da ação demoníaca, a consequência disso é boa saúde.
CONCLUSÃO
Nesta lição, tivemos uma rápida visão da autoridade do Senhor Jesus Cristo nos capítulos oito e nove do evangelho de Mateus. Também aprendemos que os milagres são testemunhos que ilustram esta verdade, para que se possa respeitá-Lo como legítimo Filho de Deus e Salvador.

COMENTÁRIO DO BLOGUEIRO

                                                     Comentado pelo Prof. Éder Tomé                                                                

                                                                                                                                                                            

Questionário
1. No final do Sermão do Monte, por que as multidões estavam maravilhadas?
R: Porque Jesus falava com autoridade (Mt 7.28-29).

2. Quais os três diferentes tipos de autoridade apresentados na lição?
R: Autoridade para ensinar, para curar e perdoar pecados (Mt 7.28).

3. Qual aspecto principal conferia a Jesus autoridade para agir, falar e operar milagres em nome do Pai?
R: A identidade de Filho de Deus (Mt 16.16).

4. Qual evento revela a autoridade de Jesus sobre a natureza?
R: O milagre de cessar a tempestade (Mt 8.23-27).

5. No caso do paralítico, o que Jesus tratou primeiro?
R: Do perdão (Mt 9.1-8).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Edição Histórica, Jovens e Adultos, edição do professor, 3º trimestre de 2016, ano 26, Nº 100, Mateus uma visão panorâmica do Evangelho do Rei.