segunda-feira, 23 de maio de 2016

Lição 9 - A Benignidade é a disposição em fazer o bem a todos

Aula Presencial dia 29 de Maio de 2016

OBJETIVO DA LIÇÂO
1 - ENSINAR que a benignidade é o bem em ação;
2 - MOSTRAR como deve agir o servo de Deus;
3 - REVELAR como a Igreja deve se portar com benignidade.

TEXTO ÁUREO
“E, partindo ao outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, 
e disse-lhe: Cuida dele, e tudo o que de mais gastares eu 
to pagarei quando voltar.” (Lc 10.35).

VERDADE APLICADA
A benignidade nos capacita a fazer o bem sempre com candura e compaixão.

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que a manifestação da benignidade seja constante em sua vida.

LEITURAS COMPLEMENTARES

Segunda Sl 106:7-10
Terça      Jr  29:11
Quarta    At 16:24-34
Quinta    1 Co 11:1
Sexta      Ef 5:1
Sábado  Tg 4:17

TEXTO DE REFERÊNCIA
                                                                                 Lucas 10:30-33                                                                  
30 - E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.
31 - E, ocasionalmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.
32 - E, de igual modo, também um levita, chegando àquele lugar e vendo-o, passou de largo.
33 - Mas um samaritano que ia de viagem chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão.

IMPORTANTE
Apresento neste Blog a Lição Completa conforme a 
Revista Lições Bíblicas do Professor, os meus comentários 
estarão neste estudo em textos escritos em letras vermelhas.

TENHA UM BOM ESTUDO !


INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos a benignidade, uma característica do fruto do Espírito Santo que expõe o sentimento de quem expressa o verdadeiro amor de Cristo. Benignidade é o amor sem medida pelo próximo.
                                                               
 1- BENIGNIDADE: O AMOR SEM MEDIDA.
Assim como a malignidade é uma característica de quem engendra o mal, a benignidade é uma característica de quem engendra o bem, isto é, o benigno não consegue pensar em fazer mal a ninguém e muito menos praticar tal afronta (Sl 103.8).

1.1. Benignidade livra da condenação. 
Quando começamos a desenvolver a benignidade, passamos a olhar os que estão a nossa volta de maneira diferente, pois começamos a aumentar em nós o que chamamos de capacidade de pensar sempre no que é melhor para o próximo (Cl 3.12). Isto quer dizer que aquele que é benigno não magoa e nem provoca dor em seu semelhante, pois não consegue conviver com o sofrimento alheio sem tomar uma atitude, visando o bem-estar do próximo. O benigno age. Ele não espera que o pior aconteça (Lc 10.33-34). Ao relatar a parábola do bom samaritano, Jesus mostrou ao seu inquiridor que nem sempre aqueles que devem fazer o bem o fazem (Lc 10.25-32), cometendo assim pecado grave (Tg 4.17).

        SUBSÍDIO DIDÁTICO
Explique para os alunos que toda forma de negação em fazer o bem designa um  tipo de pecado. No capítulo quatro de sua carta, o apóstolo Tiago adverte que a vida é como vapor, que pode se esvanecer a qualquer momento. Por esta razão, sermos presunçosos, demonstrando que, por nossas qualidades, alcançamos vitória, pois tal postura é característica do maligno (Tg 4.14-16). Comente com os alunos que fazer o bem é atributo divino adquirido através do amadurecimento do fruto do Espírito Santo (2Co 6.4-6).

1.2. Vivendo contrário ao mundo. 
Hoje temos visto através dos meios de comunicações todo tipo de informação. Têm como objetivo nos afastar da centralidade da Palavra de Deus, nos levando em direção ao que o mundo apresenta como sendo o modo de vida ideal (Rm 12.2). Contudo, quando percebemos que não podemos pensar em nada que nos será vantajoso com o prejuízo de outrem, estamos nos aproximando de uma vida onde o fruto do Espírito está amadurecendo. Mesmo sabendo que podemos ter algum prejuízo pessoal, não podemos prejudicar a coletividade. Devemos sempre assumir o prejuízo produzido por nossas ações negativas (Jn 1.11-12).
                                                                      SUBSÍDIO DIDÁTICO
Explique para os alunos que ser benigno em muitas ocasiões irá exigir de nós uma posição ao lado da verdade. Como já estudamos na lição oito, esta seção do fruto do Espírito nos apresenta três características cada vez mais difíceis de serem encontradas no mundo: longanimidade, benignidade e bondade. Ser fiel, justo e verdadeiro tem se rotulado sinônimo de tolo. Destaque para os alunos que muitos cristãos são incentivados a agirem de forma maliciosa e até mesmo inescrupulosa, causando o prejuízo de muitos (1Pe 2.1). Este tipo de atitude não é nada benigno.

1.3. Agindo de forma benigna. 
Em Atos 16.24-34, observamos uma expressão da benignidade quando Paulo apresenta ao carcereiro uma oportunidade de salvação. Enquanto o homem queria se matar, o apóstolo lhe apresentou a vida (At 16.28,31). Não uma vida passageira, mas a vida eterna em Cristo. Toda vez que nos prestamos a pregar o Evangelho, estamos agindo de forma benigna, pois o Evangelho para o homem é uma oportunidade de mudança para uma vida melhor (2Co 5.17). Estar com Jesus proporciona ao indivíduo uma experiência diferente de tudo o que ele já viveu, inclusive, desenvolvendo em si os atributos de Deus que foram perdidos no ato do pecado (Rm 3.23).

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Explique para os alunos que muitos pensam que ter uma situação financeira equilibrada já é o suficiente para ser feliz, mas nem sempre isso é verdade. Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? (Mc 8.36). Sabendo disso, o cristão, cujo fruto do Espírito está nele, não pode deixar de apresentar a oportunidade de salvação para todos os homens, independente da posição social a qual tal indivíduo se encontre (Mc 16.15). Destaque para os alunos que o servo benigno deve afirmar que sem Jesus não dá para viver, pois uma vida sem Cristo, ainda que com muito dinheiro, é completamente insossa (Mc 8.36).

2- AGINDO COMO SERVO DE DEUS.
As características do fruto do Espírito representam os atributos divinos. A benignidade é expressa pelo Criador e precisamos saber como deve agir o servo de deus com o fruto amadurecido.

2.1. A fidelidade de Deus o torna benigno. 
Em todo o tempo que o Senhor se relacionou com o povo de Israel, Ele agiu com benignidade para com eles. Sempre que podia, parte do povo transgredia em relação a Jeová, entretanto, Deus não cessou de cuidar do Seu povo. Mesmo o povo desobedecendo, não sofreu com o abandono por parte do Senhor (Sl 106.43-45). No Salmo 106, o salmista nos mostra o quanto dura a benignidade do Senhor: para sempre. Em nenhum momento, o Senhor irá deixar de estender a Sua mão para os Seus (Sl 106.7-10). Este fato se dá devido à Sua fidelidade, pois não pode negar-se a si mesmo (2Tm 2.13). Se temos em nós o fruto, devemos imitá-lo em tudo (Ef 5.1), expressando a nossa benignidade.

                                                                     SUBSÍDIO DIDÁTICO
Explique para os alunos que quando começarmos a buscar o amadurecimento do fruto do Espírito devemos estar preparados para lidar com a ingratidão de muitos, pois nem sempre aqueles a quem ajudarmos, isto é, usarmos de benignidade, estarão prontos a reconhecer o favos recebido de nós (Lc 17.17-19). Comente com os alunos que muitos, sem dúvida, nos abandonarão em tempos difíceis (Mt 26.34, 69-74).

2.2. Deus sempre quer o melhor para nós.
Um dos atributos de Deus em relação a Ele mesmo, isto é, que não pode ser adquirido pela humanidade através de Cristo, é a Onisciência. Isto deveria tornar muito mais difícil para Ele ser benigno para com o homem, pois o fato de ser Onisciente faz com que conheça os pensamentos e os sentimentos do coração da Sua criatura (Sl 39). Mesmo assim, o Senhor está sempre agindo de benignidade para com o indivíduo. Podemos dizer que ser benigno é estar sempre disposto a fazer o bem. Este é e sempre será um posicionamento a ser tomado pelo Senhor em relação à humanidade. Os pensamentos de Deus em relação ao homem sempre serão os melhores possíveis (Jr 29.11).

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Comente com os alunos que, ao aceitarmos Jesus como Salvador, passamos a ser participantes da natureza de Cristo e, através d’Ele, automaticamente da natureza de Deus. Se formos participantes da natureza do Pai, temos por obrigação buscar o amadurecimento do fruto e passar a expressar benignidade pelo próximo, independente do que ele pensa a nosso respeito (2Ts 3.13). Expressar benignidade é uma característica exigida daquele que recebe o fruto do Espírito Santo, pois fazer o bem aos que nos fazem bem não é mérito algum, pois os ímpios também agem assim (Lc 6.33).

2.3. Um plano de redenção através da benignidade. 
O texto de Lucas 19.10 nos mostra que a vinda do Filho do Homem se deu para que Ele alcançasse quem havia se perdido. O homem se perdeu por escolha própria, mas ainda assim o Criador, por Sua infinita benignidade, projetou um plano para que a humanidade tivesse uma nova chance de salvação (Jo 3.16). Este plano demonstra o tamanho amor de Deus expresso pela Sua tremenda benignidade. Ao entregar Seu único Filho para morrer pelos pecados de toda humanidade, o Senhor demonstrou o quanto é benigno para com o homem e o quanto está disposto a fazer para tê-lo de volta à comunhão com Ele (Jo 3.16-17). O projeto de Deus nunca é condenar, mas sempre salvar (Jr 29.11).

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Explique para os alunos que ser benigno exige do indivíduo uma posição de brandura em relação ao próximo. Muitas vezes não sabemos o que os outros estão pensando a nosso respeito, ou até mesmo se estão tramando algo contra nós. Entretanto, devemos sempre estar dispostos a perdoar qualquer tipo de ação negativa que possa vir em nossa direção (Mt 6.12). Ser benigno é também ter o cuidado em relação aos julgamentos que fazemos dos outros, pois da mesma maneira que julgarmos poderemos ser julgados (Mt 7.2). Reforce para os alunos que, assim como Cristo não veio para julgar, nós devemos sempre estar prontos a oferecer uma oportunidade ao próximo.

                                                                       3- LIÇÔES PRÁTICAS
O fruto do Espírito foi entregue à Igreja para que essa fosse educada e orientada acerca do seu posicionamento em relação à sociedade. Sendo assim, a Igreja não pode se deixar influenciar por pseudoverdades apresentadas pelo diabo (Jo 10.10).

3.1. A Igreja, distribuidora do fruto. 
A Igreja de Cristo, através de seus membros, deve ser um canal, isto é, um instrumento de Deus na face da Terra, para que todas as características do fruto do Espírito sejam expressas em favor da sociedade. Por mais perseguida que seja, a Igreja deve estar sempre aberta aos que perseguem (Rm 12.14). A nossa glorificação depende da nossa capacidade de expressarmos as características do fruto em sua totalidade (2Tm 2.11).
SUBSÍDIO DIDÁTICO
Explique para os alunos que não basta ser membro da igreja, é necessário estar integrado ao Corpo (1Co 12.27). Se uma postura é exigida da Igreja, que é o Corpo de Cristo, nenhum membro deste Corpo pode ir de encontro a esta postura exigida por Ele. Ressalte para os alunos que a busca pelo amadurecimento do fruto é imprescindível para nos tornarmos membros do Corpo (Ef 4.12).

3.2 Uma boa arvore dá bons frutos.
A benignidade é uma característica de quem deseja o bem. Ela é um sentimento profundo que habita o interior do servo fiel. Sempre que um servo do Senhor for confrontado, ele deve demonstrar a essência de seus sentimentos. No Sermão do Monte, vemos Jesus ensinando que não existe a menor possibilidade de uma árvore boa produzir frutos maus e uma árvore má produzir frutos bons (Mt 7.18). Logo, se recebemos o fruto do Espírito, cabe a nós buscar o seu amadurecimento para que possamos fornecer o que existe de melhor da parte do Senhor para a humanidade (Ef 4.12-13). Amadurecer o fruto não é uma tarefa fácil, por isso devemos cada vez mais estreitar a nossa comunhão com o Criador através da oração e da leitura da Palavra de Deus.

                                                                      SUBSÍDIO DIDÁTICO
Ressalte para os alunos que o uso descontrolado dos meios de comunicação tem afastado muitos da prática salutar da oração e da leitura bíblica. É necessário que sejamos observantes em relação ao nosso posicionamento enquanto Igreja acerca de assuntos polêmicos e contraditórios que têm invadido as igrejas, trazidos por informações veiculadas pela Internet  e outros meios de comunicação (Mt 11.6). Em muitos casos tiramos conclusões precipitadas de fatos sem nenhuma comprovação. Lembre aos alunos que a benignidade também é expressa quando não fazemos juízo temerário sobre ninguém (Mt 7.1).

3.3 A manifestação do caráter de Deus.
Ao recebermos o fruto do Espírito, passamos a ter compromisso em relação à sociedade (2Ts 3.13). O fruto do espírito no cristão é a manifestação do caráter de Deus. Sendo assim, quando nos apresentarmos publicamente, principalmente diante dos indivíduos que ainda não se decidiram em seguir a Cristo, devemos expressar toda a magnitude do fruto através de nossos atos, presenteando a todos com essa maravilhosa dádiva do Criador (1Jo 3.18).                                                                                                      
                                                                    SUBSÍDIO DIDÁTICO
Destaque para os alunos que algo que não pode ser desprezado é a oportunidade de mostrar a transformação promovida pelo amadurecimento do fruto na vida do cristão. Ao escrever para a igreja na cidade de Corinto, o apóstolo Paulo os encorajou que fossem seus imitadores como ele era de Cristo (1Co 11.1). Reforce para os alunos que as características do fruto devem ser desenvolvidas a ponto de causar desejo em todo cristão de tê-las maduras em sua vida (Ef 5.22-23).

CONCLUSÃO
Ser benigno é ter a capacidade de entender o momento do próximo sem agir com intolerância. É saber que em muitas situações o indivíduo não está bem e sujeito a atitudes extremas. Entretanto, a postura do cristão deve ser sempre digna de admiração, assim como Jesus disse que deveria ser (Mt 5.16).

Questionário.
1. O que podemos observar em Atos 16.24-34?
R: Uma expressão da benignidade (At 16.24-34).

2. O que Lucas 19.10 nos mostra?
R: Que a vinda do Filho do Homem se deu para que Ele alcançasse quem havia se perdido (Lc 19.10).

3. Qual é o projeto de Deus?
R: Nunca condenar, mas sempre salvar (Jr 29.11).

4. O que a Igreja é na Terra?
R: Um instrumento de Deus (2Tm 2.11).

5. O que Jesus ensina no Sermão do Monte?
R: Que não existe a menor possibilidade de uma árvore boa produzir frutos maus e uma árvore má produzir frutos bons (Mt 7.18).

terça-feira, 17 de maio de 2016

Lição 8 - Desprezando ofensas através da longanimidade.

Aula Presencial dia 22 de Maio de 2016

OBJETIVO DA LIÇÂO
1 - Ensinar como abrir mão de nossas vontades para nos tornarmos longânimes;
2 - Apresentar Cristo como o verdadeiro exemplo de longanimidade;
3 - Mostrar aos alunos que uma postura longânime nos tornará bons evangelistas.

TEXTO ÁUREO
"Rogo-vos, pois, eu o preso do Senhor, que andeis
como é digno da vocação com que fostes chamados" 
(Efesios 4:1)

VERDADE APLICADA
A longanimidade nos capacita a sermos generosos e pacientes,
mesmo em momentos de grande adversidade.

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que a prática da longanimidade seja uma constante em sua vida.

LEITURAS COMPLEMENTARES
Segunda Nm 4.18
Terça      Pv 16.32
Quarta    Mt 5.11
Quinta    Ef 6.18
Sexta     1Tm 2.8
Sábado  1Pe 3.15

TEXTO DE REFERÊNCIA
                                                                                 Isaias 53:7,9                                                                       
7 - Ele foi oprimido, mas não abriu a boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a sua boca.
9 - E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico, na sua morte; porquanto nunca fez injustiça, nem houve engano na sua boca.
                                                                                 Efésios 4:1-2                                                                      
1 - Rogo-vos, pois eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados.
2 - Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor.


IMPORTANTE
Apresento neste Blog a Lição Completa conforme a 
Revista Lições Bíblicas do Professor, os meus comentários 
estarão neste estudo em textos escritos em letras vermelhas.

TENHA UM BOM ESTUDO !


INTRODUÇÃO
Difíceis de serem encontradas nos dias atuais, a longanimidade, benignidade e bondade são características que envolvem posicionamentos, em muitos casos, contrários à nossa personalidades.
                                                               
 1- RESISTINDO AO NOSSO EGO.
Ao estudarmos esta nova seção do fruto do Espírito, descobriremos o quanto é difícil para o homem desenvolver meios para o amadurecimento do fruto. As três características em questão nos mostram que em muitas situações que poderão, em algum momento, ferir o nosso ego. Sendo assim, descobriremos que não é nada fácil negar o nosso eu em favor dos outros (Mc 8:34).


1.1. Desenvolvendo a longanimidade.Aqueles que desenvolvem a longanimidade recebe de Deus  a capacidade de pensar antes de qualquer tomada de atitude, ou seja, desenvolvem a paciência e a perseverança como forma de suportar as adversidades (Rm 5:4). A longanimidade também é responsável pela capacidade que o servo de Deus tem de prosseguir em direção ao seu objetivo, mesmo quanto tudo parece conspirar ao contrário. Ser longâmine produz no indivíduo a capacidade de desprezar as ofensas. Ainda que esteja sendo perseguido por causa do amor de Cristo, ele não desiste de permanecer fiel ao seu Salvador (Mt 5:11); 

        SUBSÍDIO DIDÁTICO
Explique para os alunos que, ao ser longâmine, o servo de Deus terá garantia de ser abençoado, pois tal característica do fruto do Espírito Santo faz com que seja confrontado, o indivíduo não altera a sua postura de homem de Deus. Comente com os alunos que o próprio Cristo nos advertiu acerca da perseguição que sofreríamos enquanto estivéssemos no mundo (Jo 16:33b). Sendo assim, devemos estar preparados para exercer a longanimidade, mesmo diante das adversidades.

1.2. A Bênção da longanimidade Enquanto o mundo oferece, através da mídia e apelos tecnológicos , oportunidades de crescimento social  rápido e ilícito, o salvo em Cristo nunca abre mão dos princípios verdadeiros da Palavra de Deus (2 Pe 1:10), pois tem a plena certeza de que será abençoado através da sua fidelidade e que nada poderá o afligir, uma vez que tem a completa cobertura fornecida pela presença do Espírito Santo em sua vida. Ser longânime proporciona ao indivíduo a oportunidade de conviver em qualquer ambiente e em companhia de qualquer tipo de pessoa sem prejuízo algum para si ou para os outros.

                                                                      SUBSÍDIO DIDÁTICO
Explique para os alunos que a longanimidade produz no homem a capacidade de se posicionar em meio a todo tipo de acontecimento, mesmo que todos estejam aflitos com as notícias e acontecimentos noticiados pela mídia. Reforce para os alunos que o homem longâmine sempre supera as aflições, portando-se de forma segura diante dos acontecimentos. Aqueles que desenvolve esta característica do fruto do Espírito Santo atrai para si outras pessoas, pois transmite sempre uma postura de segurança em relação aos fatos e demostra sempre estar descansando à sombra do Onipotente (Sl 91:1).

1.3. A longanimidade produz a credibilidade. 
A longanimidade não só produz uma defesa para o indivíduo como coloca no mesmo o desejo incontido de interceder em prol daqueles que notoriamente necessitam de oração, fazendo com que o servo longânime se transforme numa coluna de oração. Em sua carta aos Efésios, o apóstolo Paulo determina que a Igreja do Senhor deve orar o tempo todo uns pelos outros (Ef 6:18). Sempre que um membro do corpo é identificado como longânime, este se destaca nesta função, pois tem uma postura que dá credibilidade à sua oração. A oração do longânime tem credibilidade, por este nunca ter uma postura de ira e contenda (1 Tm 2:8).

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Comente com os alunos que a palavra de Deus nos dá a garantia de que na Igreja do Senhor está a solução para qualquer tipo de problema. Através da oração, alcançamos vitória sobre qualquer tipo de situação pela qual pode o homem passar. Enfatize para os alunos que a oração tem poder para debelar a aflição, tem poder para salvar, para curar, para perdoar pecado e, sobretudo, tem poder para fortalecer a comunhão entre os irmãos. O indivíduo quando amadurece a longanimidade do fruto do Espírito Santo em sua vida acaba por se tornar um exemplo de homem justificado. Logo, a sua oração será identificada como uma oração de poderes benéficos à coletividade (Tg 5:13-16).

                                                 2- O VERDADEIRO EXEMPLO DE LONGANIMIDADE.
A profecia acerca do Messias proferida pelo profeta Isaías deixou claro o tamanho do sofrimento pelo qual Ele havia de passar. O Messias deveria ser amado, entretanto, foi oprimido e afligido, provando ser longânime por amor à humanidade (Is 53:7).

2.1. Longanimidade é amar sem ser amado. 
Jesus Cristo se entregou ao sofrimento por amor. A sua trajetória terrena culminou com Sua morte e ressurreição. Em nossa trajetória terrena não teremos como superar o que por nós sofreu o Senhor, entretanto, uma das exigências que nos é imposta pela palavra de Deus é que, para alcançarmos a ressurreição em Cristo, devemos suportar uns aos outros em mansidão e sobretudo em longanimidade (2 Pe 1:5,7). Jesus escolheu sofrer por nós para que alcançássemos a salvação. Logo, teremos que passar por algum tipo de sofrimento para sermos glorificados com Ele. Que sofrimento é este? Amar sem ser amador (Efésios 4:2).

                                                                     SUBSÍDIO DIDÁTICO
Comente com os alunos que às vezes em nossos relacionamentos interpessoais na igreja somos tratados sem o mínimo de cortesia, muitos são se dão bem a menos ao cuidado de serem amáveis. Destaque para os alunos que este tipo de comportamento em nossos irmãos pode nos causar um sentimento de tristeza, contudo, se cuidarmos do amadurecimento do fruto que nos foi dado pelo Espírito Santo, alcançaremos longanimidade suficiente para suportar tais comportamentos em nossos irmãos (Cl 4:6).

2.2. Ser longânime garante salvação.
Muitas vezes nos questionamentos porque devemos suportar tanto os outros se a recíproca não acontece. Somos escolhidos para darmos exemplos de Cristo, isto é, através de nós a longanimidade de Jesus Cristo é mostrada de maneira mais enfática para que outros possam ser alcançados pela salvação (1 Tm 1:16). Ao examinarmos este texto da primeira carta a Timóteo fica claro para nós o que o Senhor espera de seus servos fiéis (1 Tm 4:12b). Não interessa o que está sendo apresentado pelos meios de comunicações que dizem que se doar é falta de inteligência. Para os cristãos importa o que ensina a Palavra. Ser longâmine garante a salvação.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Comente com os alunos que a sociedade está cada vez mais impregnada de informações que visam mostrar o contrário do que ensina a palavra de Deus. A Igreja de Cristo tem como dever manter firmes os ensinamentos trazidos ao homem através da Bíblia Sagrada, que foi inspirada pelo Espírito Santo (2 pe 1:21). Ressalte para os alunos que cabe aqui também dizer que o Espírito Santo que inspirou as Sagradas Escrituras é o mesmo que doa o Seu fruto ao homem. Logo, entendemos que a Bíblia e o fruto do Espírito concordam em dizer que aquele que buscar viver uma vida baseada na verdade, não se deixando influenciar pelos apelos midiáticos e tecnológicos e vivendo o fruto do Espírito, alcançará a salvação (Ef 5:8-9).

2.3. A loganimidade opera a paciência. Tanto o cristão imaturo quanto o homem sem Deus não conseguem entender como se desenvolve o amadurecimento do fruto do Espírito Santo. Por este motivo é que aprendemos que uma da principais maneiras que a longanimidade tem de se manifestar é através do exercício da paciência (Rm 5:3-5). O exercício da paciência capacita o servo de Deus a ter o equilíbrio necessário para esperar que o entendimento daqueles que não compreendem o agir do Senhor possa ser tocado pela ação do poder de Deus. Precisamos saber que como ministros de Deus devemos ser recomendáveis em tudo (2 Co 6:4). Se recebemos a paciência de Cristo por nós, temos que exercitá-la para com os outros (2 Ts 3:5).

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Comente com os alunos que ser paciente, em muitos casos não é nada agradável. Mas coloque-se no lugar de Jesus que em tudo amou a humanidade e em muitas situações tem que ver o homem se deixar levar por conselhos ministrados por instrumentos do maligno, que têm como único plano destruir a imagem de Deus no homem (Jo 10:10). Merece ser especialmente destacado para os alunos que tais conselhos surgem quando é oferecida ao indivíduo toda sorte de degradação moral e espiritual. Ainda assim, mesmo o homem lhe virando as costas, o Senhor com toda paciência lhe oferece a possibilidade de arrependimento(Lc 5:32).

                                                                       3- LIÇÔES PRÁTICAS
A longanimidade nos faz chegar à conclusão de que todos devem ser alcançados por Cristo. Ser longâmine é entender que não temos nenhum mérito a mais do que o outro diante de Deus. Somos todos iguais, pois Deus não faz acepção de pessoas (At 10:34).



3.1. Longanimidade é controlar impulsos. Longanimidade é ter o espírito controlado por longo tempo, isto é, ser tardio em irar-se. Viver em grupo é sempre complicado, pois devemos procurar compreender o limite dos outros membros do grupo. Ser longâmine é saber controlar seus impulsos. O indivíduo que se ira facilmente sempre sai perdendo (Pv 16:32).

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Explique para os alunos que o agir de maneira impulsiva leva sempre ao prejuízo. Saber esperar para tomar uma decisão, mesmo que em situação de aparente derrota, é melhor do que avançar precipitadamente. Comente com os alunos que devemos seguir na posição de longânimes, sempre observando a posição do Senhor (Nm 14:18).

3.2 O bom evangelista tem que ser longâmine.
Ao orientar a Timóteo acerca da postura que ele deveria tomar em relação à pregação da Palavra, Paulo foi enfático em dizer que o jovem pastor deveria ser insistente quando estivesse evangelizando. Entretanto, o apóstolo destacou que, mesmo quando estamos ávidos pelo desejo de ganhar almas (Mc 16:15), devemos nos posicionar com longanimidade, pois temos em muitas situações, que ter paciência para alcançar alguns corações (2 Tm 4:2). Existem pessoas que ao ouvirem poucas palavras acerca do Evangelho já se sentem tocadas pelo Espírito. No entanto, existem outras que necessitam de algum tempo para serem convencidas de que servir ao Senhor é o melhor caminho. O bom evangelista deve saber produzir o amadurecimento do fruto para alcançar êxito em sua tarefa de ganhar almas.

                                                                      SUBSÍDIO DIDÁTICO
Explique para os alunos que a tarefa de evangelizar, por si só, não é fácil. Imaginemos então o quanto deve ser difícil evangelizar uma pessoa questionadora, cheia de dúvidas e pronta a confrontar tudo o que o evangelista tenta passar a ela (2 Tm 2:25). Reforce para os alunos que, neste momento, devemos estar preparados para saber lidar com a situação. Só através do amadurecimento do fruto do Espírito Santo que alcançaremos o temperamento ideal para saber lidar com este tipo de situação (2 Tm 2:24).

3.3 Aprendendo a ser longâmine.
O ser humano tem em si uma característica que lhe é peculiar: esperar que todos o compreendam em suas questões pessoais. Mas é muito difícil encontrarmos alguém que está disposto a compreender o próximo como este espera ser compreendido. A Palavra de Deus nos mostra que a nossa salvação é a longanimidade do Senhor. Se Ele não fosse longâmine, toda a humanidade estaria perdida (Rm 2:4; 1 Pe 3:15).                                                                                                               

                                   SUBSÍDIO DIDÁTICO
Comente com os alunos que, para o homem, ser longâmine é uma tarefa extremamente difícil, é difícil mudar o caráter do indivíduo. Ressalte para os alunos que ser temperamental é ser o inverso de longâmine, então busquemos controlar o nosso temperamento forte, permitindo a ação do Espírito Santo em nós, para que ocorra o amadurecimento do fruto do Espírito (2 Tm 2:22-26).

CONCLUSÃO
Através do estudo da longanimidade, pudemos perceber que o amadurecimento dessa característica do fruto do Espírito Santo fará com que venhamos a nos sentir muito melhor diante das adversidades da vida.

COMENTÁRIO DO NOSSO BLOG




QUESTIONÁRIO

1) Qula é a orientação de Paulo em Efésios 6:18 ?
     R. Que a Igreja do Senhor deve orar o tempo todo uns pelos outros (Ef. 6:18).

2) O que tem a oração do longâmine ?
     R. Tem credibilidade (1 Tm 2:8)

3) O que aprendemos em 2 Coríntios 6:4 ?
     R. Que devemos ser recomendáveis em tudo (2 Co 6:4)

4) O que acontece com o indíviduo que se ira facilmente ?
     R. Ele sempre sai perdendo (Pv 16:32)

5) O que a palavra de Deus nos mostra ?
     R. Que a nossa salvação é a longanimidade do Senhor (Rm 2:4)

Referências Utilizadas no Estudo
Bíblia Sagrada - Thompson - Edição Contemporânea - Editora VIDA, 2000
Revista Jovens e  Adultos - 2 Trimestre 2016 - Editora BETEL, 2016, ano 26, n.99