segunda-feira, 22 de março de 2021

Lição 1 - E deu dons aos Homens

    













Ponto Central (Palavra-Chave)
Dom: Dádiva, presente oferecido pelo Espírito Santo aos crentes.


Texto Áureo
"Pelo que diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens" (Ef 4.8)

Verdade Prática
Os dons são dádivas divinas para a Igreja cumprir sua missão até que o Noivo venha buscá-la.

Leitura Bíblica em Classe
      Romanos 12.3-8
3 - Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.
4 - Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação,
5 - assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros.
6 - De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: se é profecia, seja ela segundo a medida da fé;
7 - Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino;
8 - ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria.                    
1 Coríntios 12.4-7
4 - Ora, há diversidades de dons, mas o Espírito é o mesmo.
5 - E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.
6 - E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.
7 - Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.
                    
Objetivos da Lição
- Conscientizar-se de que os dons espirituais são atuais e bíblicos
- Analisar os dons de serviço, espirituais e ministeriais
- Saber que a Igreja de Corinto era problemática na administração dos dons.

Introdução


I - Os Dons na Bíblia

1 - No Antigo Testamento
No Antigo Testamento há vislumbres dos dons divinos concedidos a pessoas peculiares como reis, sacerdotes, profetas e outros.
Todavia, os dons divinos não estavam acessíveis ao povo de Deus da Antiga Aliança como observamos no regime da Nova Aliança.

2 - No Novo Testamento

3 - Uma dádiva para a Igreja


II - Os Dons de Serviço, Espirituais e Ministeriais

1 - Dons relacionados ao serviço cristão

2 - Conhecendo os Dons Espirituais

Os dons espirituais fazem parte das "bênçãos espirituais" que a igreja tem recebido do Senhor.
Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (Ef 1.3).
O termo "espirituais", no grego, é "pneumáticos". Com o significado de serem bênçãos transmitidas pelo Espírito Santo.
(Revista Betel - 4T - 2017)

Dons espirituais são dotações sobrenaturais do Espírito Santo sobre o crente, capacitando-o para glorificar a Cristo e realizar a obra de Deus.
(Pr. Antonio Gilberto - Revista Lições Bíblicas - CPAD - 3T - 2006)

3 - Acerca dos Dons Ministeriais


III - Corinto: uma igreja problemática na administração dos dons espirituais 

Os crentes de Corinto tinham dons espirituais (1Co 1.7), mas muitos eram imaturos, insubmissos, ignorantes da doutrina reveladora dos dons, além de carnais. Em uma igreja é possível haver crentes fervorosos, que gostam de movimento e agitação sem, contudo, haver espiritualidade real, advinda do Espírito Santo.
Ás vezes o que parece fervor espiritual é mais emocionalismo, resultante de motivações e mecanismos externos. Tal fervor é passageiro, ao passo que a verdadeira espiritualidade está intimamente relacionada ao exercício da piedade e da vida cristã consagrada (Ef 4.17-32).
Havia abundância de dons na igreja de Corinto (1Co 1.7), todavia não eram utilizados de forma equilibrada , visando o progresso da obra do Senhor.
Os crentes exerciam os dons para demonstrar níveis de maturidade e de santificação, tornando-se assim, carnais (1Co 3.1), Ignorantes (1Co 12.1) e meninos (1Co 14.20).
Não são os atos miraculosos realizados e os diversos dons espirituais (ver Mt 17.22) exercidos que identificam os autênticos servos de Deus, mas os seus frutos. É o fruto que revela a natureza da árvore. O que atesta a autenticidade de um cristão não é primeiramente o que ele faz, mas o que ele é ante a Palavra de Deus (Mt 5.13-16). Os dons têm a ver com o que fazemos para Deus. O Caráter cristão com o que somos para Ele.
(Pr. Antonio Gilberto - Revista Liçoes Bíblicas - CPAD - 2T - 2009)

1 - Os Dons são Importantes
Um argumento utilizado pelos cessacionistas é que os crentes pentecostais tendem a se achar superiores uns aos outros por terem algum dom.
Lamentavelmente, isto é verdade em muitos lugares.
Apóstolo Paulo trata desse assunto com os crentes de Corinto.
Na próxima Lição 2, será abordado acerca dos dons espirituais, conhecendo o contexto histórico da cidade de Corinto e o contexto eclesiástico da Igreja de Corinto, bem como suas características. Portanto, o professor não precisa abordar este assunto nesta Lição 1.
Há duas cosmovisão teológica cristã acerca dos dons espirituais:
1 - Continuístas, são os cristãos que acreditam na atualidade dos dons espirituais, ou seja, creem que todos os dons do Espírito Santo que foram manifestos na igreja primitiva (Atos 2) continuam existindo e são necessários à igreja. A Assembléia de Deus é adepta da visão do continuísmo.
2 - Cessacionistas, são os cristãos que não acreditam na atualidade dos dons espirituais, para eles essas manifestações dos dons do Espirito Santo apesar de ter sido fundamental para a unidade da igreja primitiva, cessou no período da igreja primitiva. (A Igreja Batista, Luterana, Presbiteriana são adeptas desta visão)
Para o cessacionismo as manifestações dos dons espirituais não estão disponíveis para a igreja hoje, visto que elas se findaram na era apóstolica e que não são mais necessários, pois o mundo agora está convencido da verdade do cristianismo; o cânon do Novo Testamento está completo.
Com que base bíblica é possível afirmar que a manifestação dos dons espirituais cessou na Igreja ?
Não há indicação no Novo Testamento acerca da intenção de Deus em retirar os dons (Hb 13.8; Mc 16.20; Mt 28.20).
O apóstolo Paulo contava com a realidade dos dons na igreja até a "manifestação do nosso Senhor Jesus Cristo" (1Co 1.7)
(Revista Betel - 4T - 2017)

Uma corrente da teoria cessacionista afirma que os dons do Espírito são habilidades naturais, santificadas e aperfeiçoadas por Deus após a conversão do indivíduo.
Uma outra acredita que os dons espirituais não são para os tempos hodiernos, mas estiveram restritos ao período apostólico. No entanto, ao lermos as Sagradas Escrituras, não encontramos qualquer evidência de que os dons do Espírito tenham cessado com a morte dos apóstolos e muito menos de que se trata de talentos humanos santificados.
O argumento antipentecostal é fundamentado na hermenêutica naturalista, que nega qualquer elemento sobrenatural nas Escrituras. Portanto, a dedução dos cessacionistas não é possível e nem necessária como método de interpretação do Novo Testamento. A atualidade dos dons espirituais é confirmada pela Escritura e experiência cristã.
No primeiro caso, podemos citar os propósitos dos dons, especificamente, o de fortalecer a igreja (1Co 14.3,4,26). Se os dons cessaram após a morte dos apóstolos, por que Paulo escreveria a igreja de Corinto para que buscassem ardentemente os dons e zelassem por ele, sabendo que os dons não durariam mais do que 50 anos? Não há qualquer analogia plausível para sustentar tal absurdo.
A experiência pentecostal de incontáveis cristãos, em todas as épocas e lugares, é evidência complementar da atualidade dos dons conforme a verdade bíblica. (Pr. Antonio Gilberto - Revista Lições Bíblica - CPAD - 3T - 2006)


2 - Diversidades dos Dons


3 - Autossuficiência e Humildade

Interessante atentarmos para a íntima relação entre os propósitos dos dons e a Igreja sendo apresentada na Bíblia como o corpo de Cristo, com sua unidade e diversidade. (Revista Betel - 4T - 2017)


O mesmo Espírito que atua na formação do Corpo, também se manifesta distribuindo dons aos membros, visando:
1 - A Edificação
2 - O Cuidado
3 - A Unidade
4 - O Aperfeiçoamento e a Atenção de uns para com os outros
     (1Co 12.14-26; Rm 12.4-8; Ef 4.11-16)  (Revista Betel - 4T - 2017)

Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus, se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém (1Pe 4.10-11)


Conclusão
1 - O estudo dos dons de Deus aos homens é amplo e nos apresenta recursos pelos quais podemos servir ao Senhor e à sua Igreja.
2 - Esses dons são para os nossos dias ...
3 - Busquemos os dons do Espírito Santo, pois estão à nossa disposição.
4 - Os dons são um exemplo da multiforme graça de Deus ...















domingo, 21 de março de 2021

Lição 1 - Deus se revelou à humanidade

   
















Lição 1 - Deus se revelou à Humanidade
Bem-vindo ao 2º trimestre, apesar das dificuldades para nos reunirmos devido à situação atual, mas a obra de Deus continua, mesmo remotamente a Palavra de Deus precisa ser ensinada.
Inicie a aula apresentando o comentarista Pr. Valdir Alves de Oliveira, faça uma rápida leitura dos temas que serão estudados no trimestre. A lição está uma benção, muito bem explicada, os subsídios que coloquei abaixo são somente mais alguns materiais adicionais. Boa Aula!

Ponto de Partida
Deus se revelou a nós!


Texto Áureo
"Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lhe manifestou" (Rm 1.19)

Verdade Aplicada
A bênção de conhecermos o Senhor deve resultar em maior confiança, um viver agradável a Deus e uma vida frutífera para a glória de Deus.

Texto de Referência
Provérbios 9.9-10
9 - Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio; ensina ao justo, e ele crescerá em entendimento.
10 - O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e a ciência do Santo, a prudência.
Colossenses 1.9-10
9 - Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual.
10 - Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus.
Objetivos da Lição
- Explicar que Deus se revelou a nós nas Escrituras 
- Mostrar a necessidade de crescer no conhecimento
- Ressaltar a busca incessante pelo conhecimento

Introdução
As Sagradas Escrituras declaram com muita propriedade, com inspiração de grandes homens de Deus, quem Ele é, Sua natureza, as Suas criações, os Seus atributos e tudo que é peculiar ao Ser Divino.

Estimule seus alunos a expressarem o que sabem sobre Deus, por exemplo, fazendo as seguintes perguntas: "Você conhece a Deus?" "Quanto você já experimentou do poder, amor e da sabedoria de Deus?" Dê um tempo para reflexão.

Explique que nenhum ser humano jamais poderá conhecer totalmente a Deus, por que Ele é infinito e seu poder é ilimitado. Mas o Pai deseja que tenhamos com Ele um relacionamento íntimo e pessoal e continuo a cada dia.  Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor;”.(Os 6.3)


1 - A Revelação de Deus
Só é possível conhecer Deus porque Ele revelou-se a Si mesmo.
Evidentemente que não é possível ao ser humano conhecê-Lo plenamente, mas é possível conhecer o suficiente para saber que existe um relacionamento entre o ser humano e Deus.

Disseram os néscios no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem.(Sl 14.1)

Néscios: Característica de quem não possui conhecimento, capacidade, sentido ou coerência. ( www.dicio.com.br)

“Nossa maneira de compreender a Deus não deve basear-se em pressuposições a respeito dEle, ou em como gostaríamos que Ele fosse. Pelo contrário: devemos crer no Deus que existe, e que optou por se revelar a nós através das Escrituras Sagradas. O ser humano tende a criar falsos deuses, nos quais é fácil crer; deuses que se conformam com o modo de viver e com a natureza pecaminosa do homem (Rm 1.21-25). Essa é uma das características das falsas religiões. Alguns cristãos até mesmo caem na armadilha de se desconsiderar a auto-revelação divina para desenvolver um conceito de Deus que está mais de acordo com as suas fantasias pessoais do que com a Bíblia, que é a nossa fonte única de pesquisa, que nos permite saber que Deus existe e como Ele é” (HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, pp.126-7).



1.1 - A Revelação de Deus na Natureza
São vários os textos bíblicos que registram a natureza como meio de revelação da glória de Deus, de Seu poder, de Sua soberania.

Exemplo:
"Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz." (Sl 19.1-3)

Na teologia esta categoria é identificada como Revelação Geral.

Revelação geral ou natural. É aquela em que o Senhor se revela por meio da natureza e da consciência humana. No que concerne à natureza, a Bíblia nos é clara: "Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos" (Sl 19.1; Rm 1.19,20). Quanto à consciência, Deus se utiliza da comunicação não-verbal para revelar aos homens toda sua vontade, como vemos em sua Palavra"... os quais mostram a obra da lei escrita no seu coração, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os" (Rm 2.15). A revelação geral ou natural é dirigida a todos os homens, e pode ser absorvida pela razão. (Lições CPAD Jovens e Adultos 2008 » 4º Trimestre)


1.2 - Os Nomes de Deus
Normalmente, os nomes dos personagens bíblicos recebem nas Escrituras um significado específico relacionado aos acontecimentos da sua vida. Isso se torna claro quando se tratamos de Deus. Ele recebe vários nomes e cada um tem um significado para caracterizar melhor o Ser divino. [...] Elohim – “a forma plural pode ser entendida como a maneira de significar que a plenitude da deidade acha-se dentro do Único Deus verdadeiro” – Gn 1.1 (Russell E. Joyner – Teologia Sistemática – Stanley Horton); 

Iavé - A versão almeida traduz "SENHOR";
Adonai - "Senhor - expressa a ideia de governo e domínio";
El-Shaddai - "O Deus Todo-Poderoso";
El-Elyon - "O Deus Altíssimo";
El-Olam - "O Deus Eterno";
Iavé Jireh - "O Senhor proverá" [Gn 22.14]
Iavé Mecadishkem - "O Senhor que vos santifica";
Iavé Nissi - "O Senhor é minha bandeira" [Êx 17.15]
Iavé Ra'a - "O Senhor é meu pastor" [Sl 23.1]
Iavé Shalon - "O Senhor é paz" [Jz 6.24]
Iavé Tsidkenu - "O Senhor justiça nossa" [Jr 23.6]
Iavé Shamah - "O Senhor está ali" [Ex 48.35]
Iavé Elohim - "O Senhor Deus de Israel" [Is 17.6]

Então disse Moisés a Deus: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me disserem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? Disse Deus a Moisés: "Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês".(Ex3.13-14)

Eu SOU - O ‘Eu Sou’ de Êxodos 3.14 é ehyeh, em hebraico, Ehyeh Asher Ehyeh, ou seja, ‘eu sou o que sou’. A Septuaginta traduziu essa expressão por Ego Eimi ho On, ou seja, ‘Eu Sou o Ser’.[...]  ‘EU SOU O QUE SOU’ revela o caráter e a natureza de Deus como o Ser que tem existência própria, que é imutável e que causa todas as coisas, logo, o que existe por si mesmo: aquele que é, que era e o que há de vir, o Eterno. O Senhor Jesus tem esse mesmo atributo, porque Ele é Deus igual ao Pai”. (SOARES, E. Manual de apologética cristã. RJ: CPAD, 2002, pp.104-5.)


1.3 - A Revelação através de Jesus Cristo
Jesus Cristo, o Verbo. O Verbo era Deus e se fez carne [Jo 1.1, 14]. Importante conectar este texto com Hebreus 1.1 – o Deus que no passado falou de muitas maneiras, “falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho”. Assim, quando o Verbo tabernaculou (habitou) entre nós, tratava-se do supremo ato revelador de Deus. Jesus Cristo é o centro desta revelação especial. Respondendo ao pedido de Filipe, Jesus disse: “Quem me vê a mim, vê o Pai” [Jo 14.9], esclarecendo, assim, que o Filho tinha vindo ao mundo para revelar o Pai.[...]

Revelação especial. É aquela em que Deus emprega duas formas especiais para se comunicar com o homem: a Palavra escrita e Cristo.

a) Por meio da Palavra. Deus ordenou a Moisés que escrevesse sua mensagem revelada "num livro" (Êx 17.14). A revelação escrita substituiu a tradição oral, como testemunho da existência e comunicação de Deus (Êx 34.27; Jr 30.2; Ap 1.19). Essa revelação escrita é chamada de Escritura (2 Tm 3.16), ou Escrituras (Mt 22.29; 26.56).

b) Por meio Jesus Cristo.Essa revelação é sublime (Jo 1.14,18). Não se trata de uma comunicação através das palavras de um profeta, mas da revelação de Deus por meio de uma Pessoa santíssima e co-eterna com o Pai (Jo 1.1; 14.9; Hb 1.1-3). O propósito da revelação especial é conduzir o homem a Deus (Jo 14.6-11). Nela, encontramos o plano divino para a salvação de todo ser humano. A revelação especial de Deus foi dada aos homens tanto pelas Escrituras quanto pelo Verbo de Deus. Estes são os mais completos meios pelos quais Deus se revelou à humanidade (Mt 22.29; Jo 5.39). (Lições CPAD Jovens e Adultos 2008 » 4º Trimestre)


2 - A Necessidade de Crescer no Conhecimento

Não devemos permanecer como crianças, aceitando todo vento de doutrina, mas, pelo contrário, conhecer a verdade e rejeitar os falsos mestres que induzem ao erro : "Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente." (Efésios 4.13-14)


2.1 - Um Conhecimento além do Aspecto Intelectual
O termo “conhecer” nas Sagradas Escrituras muitas vezes tem um sentido que vai além de simplesmente ter conhecimento intelectual de algo ou de alguém [Os 6.3].

REVELAÇÃO AOS PEQUENINOS  Coisas ocultas aos sábios e entendidos (Mt 11.25). Jesus, elevando sua voz aos céus, dirigiu-se a Deus, e agradeceu-Lhe por haver ocultado “estas coisas aos sábios e instruídos”. “Estas coisas” a que se referia Jesus eram as profundas verdades, a “Palavra de Deus; o mistério que esteve oculto desde todos os séculos e em todas as gerações e que, agora, foi manifesto aos seus santos”, “...são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória” (Cl 1.25-27). Quando Ele falou aquelas palavras, o mundo já tinha conhecido Sócrates, Platão, e tanto outros filósofos da antiguidade, sem contar os muitos sábios, ensinadores e mestres no reino de Herodes. Entretanto, desde o nascimento de Cristo na manjedoura, até à sublimidade de sua morte, nada foi revelado aos grandes daquele tempo. Da mesma forma, hoje, as verdades do evangelho estão ocultas àqueles que se consideram grandes, sábios e entendidos. A esses, falta a condição indispensável para ter acesso aos arquivos dos céus — a humildade.[...] Agora, também, só os humildes, sejam eles pobres ou ricos; sábios ou ignorantes; só a eles, os que temem a Deus, o evangelho é revelado pelo Espírito Santo. (Lições CPAD Jovens e Adultos » Sumário Geral » 2000 » 2º Trimestre)

A presença do Espírito Santo é indispensável neste processo:

"Quatro passagens de 1 João mencionam o Espírito Santo. Duas delas lidam com a confirmação para os crentes de que Deus reside neles. 1 João 3.24 afirma: 'E nisto conhecemos que ele está em nós: pelo Espírito que nos tem dado'. De forma semelhante, 1 João 4.13 invoca a presença do Espírito na vida dos crentes como garantia do relacionamento deles com Deus. (Lições CPAD Jovens e Adultos 2009 » 3º Trimestre)

 “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (1Co 2.14).


2.2 - O Conhecimento para um Andar Digno
O conhecimento de Deus e dos Seus mandamentos ajuda no caminhar dos fiéis [Sl 25.12], numa vida de exemplo e vitórias.[...] O verdadeiro conhecimento não se manifesta na vida do crente através do discurso, mas das obras.

“Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre, pelo seu bom trato, as suas obras em mansidão de sabedoria” (Tg 3.13).

“As Ações Revelam as Origens da Sabedoria (3.13-18) Esse capítulo começa com Tiago prevenindo contra a soberba de sermos ensinadores, e pode estar ampliando esse conceito nos versos 13 e 14. A maneira mais adequada de demonstrar que alguém é ‘sábio e inteligente’ não é simplesmente colocar-se à frente dos semelhantes e discursar sobre seus conhecimentos, mas através de mostrar ‘pelo seu bom trato, as suas obras de mansidão de sabedoria’. A verdadeira sabedoria espiritual somente poderá ser demonstrada através da consistência entre palavras e obras, uma consistência que não só expressa a vontade de Deus, mas que também pratica essa vontade no mundo. Se a motivação que leva alguém a ser um ensinador for ‘amarga inveja e sentimento faccioso’, mostrará que seus desejos interiores, em seu coração, ainda estão divididos e que ela ainda não aceitou a ‘sabedoria’ como um dom de Deus. Gabar-se de sua ‘sabedoria’, como sendo uma conquista pessoal, é o mesmo que iludir a si próprio e ‘mentir contra a verdade’” (ARRINGTON, French L; STRONSTD, Roger. (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Volume 2. 4ª Edição. RJ, CPAD, 2009, p.875).



2.3 - O Conhecimento para um Viver Frutífero
O crescimento no conhecimento da vontade de Deus traz a sabedoria e uma inteligência espiritual, possibilitando, além de andar dignamente perante o Senhor, agradar-lhe em tudo, e, também, a oportunidade de ter uma vida de frutificação em toda boa obra [Cl 1.9-10].

“Se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural; porque se contempla a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de como era (1.23,24). O verbo traduzido como ‘contempla’ é katanoounti, que indica ‘um escrutínio atento’. Esta pequena alegoria descreve uma pessoa que encontra um espelho e olha intensamente para si mesma.

A alegoria depende de uma questão simples. Por que as pessoas olham-se no espelho? Embora alguns possam simplesmente desejar admirar-se, na maioria dos casos nós olhamos no espelho para guiar nossos atos. Como devo pentear o meu cabelo? Meu rosto está sujo? E nós agimos com base no que vemos. Mas o que acontece se olharmos com atenção, e nos afastarmos, simplesmente esquecendo a sujeira em nosso rosto, ou aquela mecha que fica em pé de maneira tão selvagem? Então o espelho terá provado ser totalmente irrelevante e nosso exame completamente sem significado. Da mesma maneira, Tiago argumenta que olhar para a Palavra de Deus e não agir de acordo com o que vemos ali significa que o que encontramos nas Escrituras não tem significado para nós. Não é a pessoa que conhece o que diz a Bíblia que é abençoada, mas sim a pessoa que faz o que a Bíblia diz.” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1ª Edição, RJ: CPAD, 2007, p.514).


3 - Alguns Resultados de Conhecermos a Deus
“Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor” [Os 6.3a];
“Antes, crescei na graça e conhecimento” [2Pe 3.18a].
Além do crescimento pessoal, ninguém pode ensinar o que não sabe nem dar instruções sem conhecimento. Quem ensina precisa ensinar a si mesmo, antes de ensinar aos outros[Rm 2.21].

3.1 - Crescimento Espiritual
Assim como ocorre com um recém-nascido, se espera que o nascido de novo cresça na fé, conhecimento, relacionamento com Deus [1Pe 2.1-3].
Portanto, como discípulos de Cristo, precisamos desejar e buscar crescer no conhecimento de Cristo para não sucumbirmos diante de falsas doutrinas [1Tm 4.1; 2Pe 1.5-8].

Subsídio do Professor: Bíblia de Estudo Pentecostal: “Como filhos nascidos de Deus [1Co 6.19; Gl 4.6], devemos desejar e ansiar pelo leite puro da Palavra de Deus. Um sinal seguro do nosso crescimento espiritual é um forte desejo de nos alimentar com a Palavra viva e permanente de Deus. Assim, devemos estar alerta quanto à perda de fome e sede pela Palavra de Deus, coisas estas que nossas atitudes erradas podem destruir [1Pe 2.1] e também não deixar que as preocupações, riquezas e prazeres desta vida sufoquem a vida espiritual.”

Abaixo temos algumas evidencias de um cristão que não está crescendo espiritualmente:

1. O crente por sua falta de fé, deixa de levar plenamente a sério as verdades, exortações, advertências, promessas e ensinos da Palavra de Deus (Jo 5.44,47).

2. Quando as realidades do mundo chegam a ser maiores do que as do reino de Deus, o crente deixa paulatinamente de aproximar-se de Deus através de Cristo (Hb 7.19,25).

3. Por causa da aparência enganosa do pecado, a pessoa se torna cada vez mais tolerante com ele na sua própria vida (1 Co 6.9,10).

4. Por causa da dureza do seu coração (Hb 3.8,13) e da sua rejeição dos caminhos de Deus, não faz caso da repetida voz e repreensão do Espírito Santo (1 Ts 5.19-22).

5. O Espírito Santo se entristece (Ef 4.30); seu fogo se extingue e seu templo é profanado (1 Co 3.16). Finalmente, Ele afasta-se daquele que antes era crente (Hb 13.14) (Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD, pág. 1903).


3.2- |A Confiança de quem Conhece
Quem conhece o nome de Deus pode confiar nEle [Sl 9.10]. Pode buscá-Lo nas suas necessidades, pode engrandecê-Lo. Quem não conhece não tem como confiar. Como confiar num estranho? Quem confia pode levar uma vida piedosa ao Seu lado. Quem conhece não é confundido nem destruído [Os 4.6]. Quem não conhece não sabe a quem pedir socorro [Sl 121.1].Quem conhece sabe de onde virá o socorro [Sl 121.2].[...]

Confiar em Deus é estar convicto de que Ele está no comando de todas as coisas, esta convicção adquirimos quando nos aproximamos de Deus: Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai o coração. (Tg 4.8)

Subsídio do Professor: Infelizmente, muitos dentro das igrejas só conhecem Deus de ouvir falar. Com Jó aconteceu o mesmo. Ele disse: “Com o ouvir dos meus ouvidos, ouvi, mas agora te vêem os meus olhos.” [Jó 42.5]. Quem não conhece não pode chamar para sua casa. Como você chama um estranho para entrar no seio da sua família?

Quem não conhece não tem como adorar. Jesus disse para a mulher samaritana: “Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus.” [Jo 4.22]. Não pare com o seu conhecimento de Deus, Ele ainda tem mistérios a nos revelar.


3.3- A Sabedoria adquirida com o Conhecimento
Paulo diz aos efésios: 
Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações, para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação. (Ef 1.16-17)

Subsídio do Professor: Bíblia de Estudo Pentecostal: “A oração de Paulo pelos efésios reflete o desejo máximo de Deus para todo crente em Cristo. Ele ora para que o Espírito opere neles em maior escala. A razão dessa medida maior do Espírito é que os crentes recebam mais sabedoria, revelação e conhecimento a respeito dos propósitos redentores de Deus para a salvação, presente e futura, e experimentem um “poder” mais abundante do Espírito Santo na sua vida.”
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.(Jo 14:16,17)

Conclusão
Conhecer alguém pressupõe convivência, familiaridade, trato diário. Deus se permite revelar.  Vale a pena nos aprofundarmos nos mistérios de Deus, Ele ainda tem muito a nos revelar. Agora, O conhecemos em parte, então chegará o dia em que O conhecemos como Ele é (1Co 13.12)





Lição 1 - Deus se revelou à Humanidade

Ponto de Partida
Deus se revelou a nós!


Texto Áureo
"Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lhe manifestou" (Rm 1.19)

Verdade Aplicada
A bênção de conhecermos o Senhor deve resultar em maior confiança, um viver agradável a Deus e uma vida frutífera para a glória de Deus.

Texto de Referência
Provérbios 9.9-10
9 - Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio; ensina ao justo, e ele crescerá em entendimento.
10 - O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e a ciência do Santo, a prudência.
Colossenses 1.9-10
9 - Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual.
10 - Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus.
Objetivos da Lição
- Explicar que Deus se revelou a nós nas Escrituras 
- Mostrar a necessidade de crescer no conhecimento
- Ressaltar a busca incessante pelo conhecimento

Introdução


Como cristãos, aceitamos a verdade da existência de Deus, não com uma fé cega, mas com uma fé alicerçada nas Sagradas Escrituras, na natureza e em sua revelação pessoal.
Pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou (Rm 1.19)
(Bp. Abner Ferreira - Revista Betel - 4T - 2017)

1 - A Revelação de Deus


As Escrituras sagradas afirmam que a natureza essencial de Deus não pode ser plenamente conhecida pela criatura (Êx 33.20; Jó 11.7; Is 40.28; Jo 1.18; 1Tm 6.16; 1Jo 3.2). No entanto, Deus se autorevelou por meio da criação (Revelação Geral - Sl 8; 19; 148; Rm 1.19-21; 2.16,25); através do Verbo Encarnado (Jo 1.1,14,17,18; 14.8,9; Hb 1.1-3) e pelas Escrituras (Revelação Especial - 2 Tm 3.16; Sl 119.33-40).
(Pr. Claudionor de Andrade - Lições Bíblicas - CPAD - Pág.11 - 4T - 2006).

1.1 - A Revelação de Deus na Natureza

 
A natureza inteira dá testemunho impressionante dessa criação universal maravilhosa e da maneira como está ordenada.
Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, uma noite mostra sabedoria a outra noite. Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz. (Sl 19.1-3) (Bp. Abner Ferreira - Revista Betel - 4T - 2017)

1.2 - Os Nomes de Deus


A Natureza e o caráter de Deus foram manifestados através dos seus nomes e atributos. Os nomes de Deus revelam a sua natureza singular, enquanto os seus atributos, o seu caráter santíssimo (Gn 22.14; Êx 15.26; Sl 139). 
Caro professor, na cultura hebraica, o nome revelava o caráter de quem o possuía, isto é, sua natureza íntima (1Sm 25.25; Gn 25.26; 32.28; 35.10). Da mesma forma, os nomes de Deus encontrados nas Escrituras, confirmam seus atributos e sua natureza gloriosa.
(Pr. Claudionor de Andrade - Lições Bíblicas - CPAD - Pág.11 - 4T - 2006).

1.3 - A Revelação através de Jesus Cristo


2 - A Necessidade de Crescer no Conhecimento
Sem o conhecimento estamos sujeitos a permanecer na imaturidade cristã, aceitando todo vento de doutrina :
"Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente." (Efésios 4.13-14)

Diante das atuais heresias no seio da igreja (...) os crentes fracos, pouco alimentados com a Palavra de Deus, são presas fáceis dos adeptos das seitas. Não é fácil o trigo crescer e frutificar com o joio do lado (Mt 13.30). No entanto, mediante o ensino genuíno da Bíblia Sagrada, tanto as crianças, como os adolescentes, jovens e adultos podem ser abençoados e guardados no crescimento, na graça e no conhecimento do Senhor Jesus. (Pr. Elinaldo Renovato - Lições Bíblicos - CPAD - Pág.38-39 - 3T - 2004)

As Escrituras são o menu de Deus para um crescimento espiritual saudável, equilibrado e rápido. Paulo relembrou Timóteo que, seguindo 'as palavras da fé e da boa doutrina', ele poderia alimentar os servos de Deus (1Tm 4.6). O 'leite' da Palavra é para as crianças espirituais ou cristãos recém-nascidos e o 'alimento sólido' da Palavra é para adultos espirituais ou cristãos maduros (1Co 3.1-3; Hb 5.12-14).
Tanto as crianças espirituais como os cristãos maduros devem continuar se alimentando da Palavra para crescerem. O desafio das crianças espirituais é progredir, saindo do ensino elementar e chegando ao ensino avançado das Escrituras. O desafio para aqueles que já são espiritualmente maduros é progredir do ensino bíblico avançado para patamares ainda mais altos, por entre a inexaurível amplidão e profundidade das Escrituras.
Algumas pessoas que já são cristãs há muito tempo podem pensar: 'Eu já sou um cristão bastante maduro, e portanto, não preciso receber mais da Palavra de Deus. Sei o bastante sobre as Escrituras e tenho experiências espirituais suficientes para prosseguir de maneira bastante adequada em minha vida cristã'. Certamente está é uma abordagem errada, até mesmo para o mais maduro dos cristãos, por duas razões.
A primeira elas é que, quando os cristãos diminuem sua ingestão e aplicação das Escrituras, eles diminuem ou interrompem seu processo na santificação e podem até mesmo regredir em sua vida espiritual. Então, o Pai os disciplina para encorajá-los a buscar a santificação novamente (Hb 12.5-11,14). Deus que que toda a nossa jornada espiritual seja marcada pelo crescimento contínuo em Cristo.
Nossa taxa de crescimento espiritual depende basicamente de quão rápido aprendemos e obedecemos à Palavra.
Em segundo lugar, até mesmo os cristãos mais maduros necessitam de alimento espiritual para manter sua saúde espiritual e tornarem-se ainda mais maduros. Pessoas normais alcançam seu limite de maturidade física mas continuam para manter a saúde física. Os cristãos porém, podem sempre se tornar ainda mais maduros espiritualmente e devem continuar a receber comida espiritual para sustentar seu crescimento espiritual. 
(O Poder da Santificação - CPAD - Págs. 139,140)

2.1 - Um Conhecimento além do Aspecto Intelectual



2.2 - O Conhecimento para um Andar Digno



2.3 - O Conhecimento para um Viver Frutífero


3 - Alguns Resultados de Conhecermos a Deus



É preciso que o crescimento corresponda a dois aspectos importantes:
1 - Crescer na Graça
É imitar a Cristo, conforme Paulo também prescreve (1Co 11.1; Ef 5.1; Ef 4;13). O Crescimento na graça exige atenção, disciplina e empenho (Mt 11.12; 1Co 9.24-27).
O sentido desta frase é encorajar o crescimento espiritual.
Enquanto aguardamos a segunda vinda de Cristo, devemos praticá-lo mais e mais (Ef 4.15,16; Rm 13.11-14).
O Cristão cresce na graça, também, através das tribulações, adversidades e sofrimentos; pois, nessas ocasiões, é que ele exercita a fé e a confiança, reconhecendo que o poder, a bondade e a misericórdia do Senhor estão ao seu alcance. Dessa forma, ele se aproxima mais de Cristo.
Crescer na graça é, portanto, estar continuamente vigiando e orando para manter a comunhão com Cristo.
2 - Crescer no Conhecimento
Primeiro, é ter conhecimento de Jesus conforme exposto nas Escrituras (2Pe 1.16-19; 1Jo 1.1-4). Depois, conhecê-lo por meio das experiências que Ele nos permite passar na vida terrena (2Co 5.16; Hb 6.1-3; Ef 1.17; Fp 3.10). 

Crescimento Equilibrado
O crescimento espiritual depende do conhecimento que o crente possui acerca das Escrituras. Quanto mais ele se interessa pelo conhecimento da Palavra, mais ele conhece o Senhor Jesus.
Certa vez, Jesus disse aos fariseus que eles erravam nas suas convicções por não conhecerem as Escrituras (Mt 22.19).
O crescer no conhecimento e o crescer na graça devem andar paralelamente, havendo um equilíbrio entre eles, como disse o apóstolo Tiago. Um equilíbrio entre a fé e as obras (Tg 2.14).
O primeiro significa conhecer a Palavra, lendo-a, estudando-a, analisando-a, examinando-a.
O segundo, isto é, o crescer na graça, significa colocar tal conhecimento em prática.
Um sem o outro tem valor relativo. Mas, a combinação dos dois torna-se uma arma poderosa de edificação tanto da vida do próprio cristão como das pessoas que o rodeiam e, consequentemente, da igreja.
 (Pr. Walmir Cohen - Lições da Bíblia - Central Gospel - Pág.23 - 12 - Ano 3)

Pedro deu a seguinte ordem a todos os cristãos: 'Crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo' (2Pe 3.18).
Aprender ensinamentos bíblicos básicos normalmente é fácil para os novos crentes. Porém, o crescimento dos 'princípios elementares' ou 'leite' das Escrituras rumo aos ensinos avançados ou 'alimento sólido' das Escrituras (Hb 5.12-14) é uma tarefa mais difícil.
(O Poder da Santificação - CPAD - Págs. 139,140)

3.1 - Crescimento Espiritual


No caso deste cego, mais adiante (Jo 9.35-38), Jesus tem um novo encontro com este cego, agora curado, e conduziu-o a crescer no conhecimento, este creu em Jesus Cristo e o adorou :
"(...) encontrando-o, disse-lhe: Crês tu no Filho de Deus? Ele respondeu, e disse: Quem é ele, Senhor para que nele creia? E Jesus lhe disse: Tu já o tens visto, e é aquele que fala contigo. Ele disse: creio, Senhor. E o adorou." (Jo 9.35-38)

Como se espera do recém-nascido que cresça, se espera do novo cristão que cresça espiritualmente, a saber: na fé, no conhecimento e no relacionamento com Deus.
"E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé, e à virtude a ciência, e à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, e à paciência a piedade, e à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade. Porque, se em vós houver e abundarem estas, coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo." (2 Pedro 1.5-8)

O novo nascimento é resultado de uma profunda experiência vivenciada pelo homem que inclui o arrependimento de pecados, o perdão de Deus e uma genuína conversão (Jo 1.12,13).
Só pode crescer espiritualmente quem é nascido de novo.
Jesus Cristo é o paradigma de perfeição e o único modelo a ser imitado no processo de crescimento espiritual (1Co 11.1).
O crescimento é um processo natural de todo aquele que nasce.
Porém, para que haja crescimento sadio, são necessários alguns requisitos: boa alimentação, asseio, cuidados pessoais, ajuda de outras pessoas, sono, horas de lazer, ocupar-se em algo, enfim, não viver uma vida sedentária.
O Crescimento espiritual não é diferente. Se não houver os cuidados necessários, o crente pode tornar-se raquítico, doente e até mesmo vir a morrer. (Pr. Walmir Cohen - Lições da Bíblia - Central Gospel - Pág.6 - 12 - Ano 3)

Muitos até acham que o crescimento espiritual é coisa que acontece por acaso ou naturalmente. Nem todos sabem que é possível criar-se um programa de crescimento espiritual em bases bíblicas.

Primeiro princípio - DEIXAR
Deixar as coisas que desagradam a Deus (Fp 3.13,14)

Segundo princípio - DESEJAR
Só alcança as coisas espirituais aquele que as deseja. Por isso, existem muitos crentes fracos na fé, e outros que são levados por qualquer vento de doutrina. Esses não desejam crescer. Conformam-se com os acontecimentos do dia-a-dia.
Vão à igreja, ouvem a Palavra, cantam, oram, mas estão sempre no mesmo nível espiritual. É preciso desejar, o que significa querer com insistência, procurar, correr para alcançar, firmar propósito, buscar com perseverança.
O bebê está sempre desejando o leite materno, puro, sem misturas. Da mesma forma, o cristão deve desejar o alimento espiritual, que é a Palavra de Deus.
O apóstolo Paulo, escrevendo aos coríntios, fala do mesmo assunto, quando diz que os havia criado com leite porque eram como "crentes bebês espirituais" e precisavam do rudimento da doutrina.
Quando, porém, os crentes tornaram-se adultos, recebem alimento sólido (Hb 5.14).

Terceiro Princípio - APROXIMAR-SE
Esta outra ação também de grande importância: chegar-se, aproximar-se, ficar bem perto de Jesus.
O cristão deve estar sempre procurando aproximar-se do Senhor, ficar bem perto DEle porque o mal está próximo.
O importante é que cada crente deve sentir a necessidade de abrigar-se em Cristo. Isso acontece através da oração, do jejum e da constância em estudar e praticar a Sua Palavra. (Pr. Walmir Cohen - Lições da Bíblia - Central Gospel - Pág. 33-34 - 12 - Ano 3)

3.2- |A Confiança de quem Conhece


Quem conhece não é confundido nem destruído :
"O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos." (Oséias 4.6)
Quem NÃO conhece não sabe a quem pedir socorro.
Quem conhece sabe de onde virá o socorro :
"O meu socorro vem do Senhor, que fez os Céus e a Terra." (Sl 121.2-3)


3.3- A Sabedoria adquirida com o Conhecimento



Conclusão
1 - Conhecer alguém pressupõe convivência, familiaridade, trato diário. Deus se permite revelar.
2 - Vale a pena nos aprofundarmos nos mistérios de Deus, Ele ainda tem muito a nos revelar.
3 - Agora, O conhecemos em parte, então chegará o dia em que O conhecemos como Ele é (1Co 13.12)