terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Lição 12 - O testemunho dos evangelhos sobre a existência de Jesus



                                                                                                                                                 

Aula Presencial dia 22 de dezembro de 2019

                                                                                                                                                 









                                                                                                                                                 

Hinos Sugeridos da Harpa Cristã
182 - Jesus no Getsêmane

291 - A Mensagem da Cruz

465 - Ele Sofreu Já por Mim


                                                                                                                                                 









Texto Áureo
"o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. ( Jo 1:14 )
Professor inicie sua aula fazendo uma síntese da explicação abaixo:
 "E o Verbo se fez carne" (Jo 1.14a).

“Jesus Cristo não somente era pleno Deus, como pleno ser humano. Ele não era em parte Deus e em parte homem. Antes, era cem por cento Deus, e, ao mesmo tempo, cem por cento homem. Em outras palavras, Ele exibia um conjunto pleno tanto de qualidades divinas quanto de qualidades humanas, numa mesma Pessoa, de tal modo que essas qualidades não interferiram uma com a outra. Ele há de retornar como ‘esse mesmo Jesus’ (At 1.11). Numerosas passagens ensinam claramente que Jesus de Nazaré tinha um corpo verdadeiramente humano e uma alma racional. Eram características de seres humanos não-caídos (isto é, Adão e Eva), que nEle podiam ser encontradas. Ele foi, verdadeiramente, o Segundo Adão (1Co 15.45,47). As narrativas dos evangelhos aceitam automaticamente a humanidade de Cristo. Ele é descrito como um bebê, na manjedoura, e sujeito às leis humanas do crescimento. Ele aprendeu, sentia fome, sentia sede e se cansava (Mc 2.15; Jo 4.6). Ele também sofreu ansiedade e desapontamentos (Mc 9.19); sofreu dor física e mental, e sucumbiu diante da morte (Mc 14.33,37). Na epístola aos Hebreus há grande cuidado em se mostrar sua plena identificação com a humanidade (2.9,17; 4.15; 5.7,8 e 12.2).A verdade, pois, é que na pessoa única do Senhor Jesus Cristo habitam uma natureza plenamente divina e outra plenamente humana, sem se confundirem. Ele é, verdadeiramente, pleno Deus e pleno ser humano, Céu e Terra juntos na mais admirável de todas as pessoas” (MENZIES, William; HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblica: Os fundamentos da nossa fé. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2010, p.51).

Verdade Aplicada
Jesus foi um homem real, não um fantasma ou um simples espírito, ao ponto de conviver entre os homens.

Objetivos da Lição
Estudar o evangelho de Jesus escrito por Mateus;
Aprender sobre a historicidade de Jesus Cristo no evangelho de Lucas;
Verificar como o evangelista Marcos apresenta Jesus

Motivo de Oração
Ore a Deus pelas segurança da comunidade cristã em todo o mundo durante o Natal.


Mateus 16.13-17
13 E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem?
14 E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas.
15 Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?
16 E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
17 E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus.

Introdução
principal testemunho cristão sobre Jesus são os evangelhos.Resumem, cada um à sua maneira, a catequese oral dos primeiros decênios do cristianismo sobre a pessoa, as palavras e as obras de Jesus.


1 - Mateus e o seu Evangelho
O conteúdo do evangelho de Mateus mostra a intenção de provar que o surgimento de Jesus não foi por acaso, foi vaticinado nos escritos que os judeus tanto veneravam.

1.1 - A Genealogia de Jesus em Mateus
Mateus, ao escrever para os judeus, mostrou uma linhagem segundo os padrões judaicos, através dos ancestrais do pai da criança. Isto foi feito porque seria essencial demonstrar que Jesus era descendente tanto do rei Davi como do patriarca Abraão.
A genealogia para um judeu sempre foi considerada de vital importância, porque sem uma árvore genealógica eles não poderiam provar que faziam parte de determinada tribo e não teriam direito de possuir qualquer herança. Mateus apresenta tanto a linhagem humana de Jesus (Mt 1.1-17), quanto a divina (Mt 1.18-25). (Ebd betel 1 trim. 2017)
Professor destaque para seus alunos que o motivo principal de Mateus ter iniciado o seu livro com a genealogia de Jesus foi autenticá-lo como sendo o Messias.
Outros diziam: Este é o Cristo; mas diziam outros: Vem, pois, o Cristo da Galiléia?
Não diz a Escritura que o Cristo vem da descendência de Davi, e de Belém, da aldeia de onde era Davi? (Jo7: 41,42).
Para os homens José era o pai biológico de Jesus, como sabemos, Jesus foi gerado por obra do Espírito santo quando Maria se encontrava desposada com José. 
Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Que estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo. (Mt1.18).
José era da genealogia de Davi:
E Eliúde gerou a Eleazar; e Eleazar gerou a Matã; e Matã gerou a Jacó;
E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama o Cristo.

De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e desde Davi até a deportação para a babilônia, catorze gerações; e desde a deportação para a babilônia até Cristo, catorze gerações.( Mateus 1:15,16) 

1.2 - Jesus o Messias Prometido no Antigo Testamento
Os judeus sabiam que o Messias seria da família real. Outro fator importante é o vínculo de Jesus com Abraão, o pai do povo judaico.Os judeus não aceitariam um Messias que não fosse descendente de Abraão e de Davi, por isso era mister que Mateus incluísse esse fato na genealogia de Jesus Cristo. Mateus,então, comprova que Jesus é um legítimo judeu. E, mais do que isto,é o Messias (Messias em hebraico e Cristo em grego têm o mesmo significado em português: "Ungido")
O “silêncio profético”, que já durava quatrocentos anos, finaliza. A plenitude dos tempos havia chegado e o Messias agora seria revelado!
Disse a mulher: "Eu sei que o Messias ( chamado Cristo ) está para vir. Quando ele vier, explicará tudo para nós".
Então Jesus declarou: "Eu sou o Messias! Eu, que estou falando com você".
João 4:25,26
Aguardando a promessa do Messias. Todo o Israel tinha conhecimento dessa profecia e aguardava o seu cumprimento. Paulo e Barnabé, na sinagoga de Antioquia da Pisídia, trouxeram o assunto à tona lembrando aos judeus da Diáspora a promessa feita a Davi: “Da descendência deste, conforme a promessa, levantou Deus a Jesus para Salvador de Israel” (At 13.23). Mateus inicia o seu relato sobre o nascimento do Salvador descrevendo a sua genealogia. Ele vincula o Senhor Jesus à casa de Davi (Mt 1.1). O evangelista queria provar aos judeus que Jesus era o Messias esperado que governaria eternamente o seu povo (Is 11.1-5). Os israelitas, por seu turno, estavam cientes da promessa divina de que o Messias seria um descendente legal da família de Davi (2Sm 7.12-19; Jr 23.5).(Lições CPAD Jovens e Adultos» 2008 » 1º Trim.).

1.3 - Jesus é o Rei dos Judeus
Um dos intuitos de Mateus ao escrever sua versão da pessoa de Cristo é mostrar que a promessa de Deus feita ao rei Davi (2Sm 7.12,16) se cumpriu com o nascimento de Jesus Cristo. O evangelho do Rei, Mateus, menciona claramente que os magos do Oriente procuravam um rei: "E, tendo nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do Oriente a Jerusalém, dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus?
Triunfo sobre o reino das trevas
Mateus começa e termina o seu Evangelho descrevendo Jesus como Rei. No relato da crucificação, o evangelista enfatiza que por sobre a cabeça do Salvador, na cruz, havia uma placa em que se podia ler (em letras gregas, romanas e hebraicas; conf. Lucas 23.38): ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS (Mt 27.37). Os algozes do bendito Senhor pensavam tratar-se apenas de outra zombaria; no mundo espiritual, todavia, esta era uma declaração insuspeita, efetiva e fundamentada. Na cruz, o Filho de Deus venceu o reino das trevas para estabelecer entre os homens o Seu Reino eterno (Cl 2.14,15).
Lições Bíblicas nº 57


2 - Lucas e a Historicidade de Jesus Cristo
Segundo diversos comentaristas,provavelmente o Evangelho de Lucas foi destinado aos gregos. Sua narrativa é mais compreensiva, mais detalhada. Seu propósito é firmar a historicidade da vida de Jesus. Cristo é mostrado como o Homem Perfeito.
O Evangelho segundo Lucas 
Ao longo da História da Igreja, algumas indagações acerca dos Evangelhos foram feitas por cristãos sinceros: (1) Como os Evangelhos surgiram? (2) Como obra literária, de que maneira devemos entender os Evangelhos? (3) O que os Evangelhos nos contam sobre Jesus?
Sabemos que pessoas, inspiradas pelo Espírito Santo, escreveram os quatro primeiros livros do Novo Testamento. Entretanto, de acordo com as perguntas acima, queremos saber como os autores dos Evangelhos obtiveram as informações sobre a vida e o ministério de Jesus; Por que os Evangelhos são tão parecidos e, ao mesmo tempo, tão diferentes?
Sem a pretensão de respondermos essas questões no presente espaço (é impossível tal empreendimento), podemos perceber que o Evangelho de Lucas, dentre os quatro, tem uma particular contribuição para compreendermos a formação dos Evangelhos que falam do nosso Senhor. Leia o seguinte texto:
“Tendo, pois, muito empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram, segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio e foram ministros da palavra, pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelentíssimo Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio, para que conheças a certeza das coisas que já estás informado” (Lc 1.1-4). Agora correlacione essa passagem com a de Atos 1.1,3:
“Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar, [...] aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias e falando do que respeita ao Reino de Deus”.
Podemos dizer que o evangelista Lucas é o autor sacro que dá as pistas da história das origens cristãs, pois as introduções do seu Evangelho e do Livro de Atos revelam que: (1) Lucas selecionou e pôs em ordem os fatos narrados no Evangelho; (2) Esses fatos foram transmitidos pelas testemunhas oculares de Cristo e pelos ministros, os apóstolos, da palavra que “transmitiam” verdades sobre Jesus; (3) Haviam outros escritos sobre Jesus, mas coube a Lucas organizar e relatar o dele.

Com isso, fica claro que o médico amado, doutor Lucas, é o autor do Evangelho considerado o mais histórico e cronológico dentre os quatro Evangelhos. Um tratado extraordinário sobre Jesus e a sua obra!(SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO)

2.1 - A Genealogia de Jesus em Lucas
Lucas, ao narrar a genealogia a de Jesus, volta até Adão, o primeiro homem, para ressaltar a humanidade de Jesus, para assim apresentá-Lo com o Filho do Homem. Outro fato importante é que, diferente de Mateus, que traça a linhagem de Jesus através do rei Salomão (Mt 1.6-7),Lucas traçou a linhagem de Jesus através de  Natã, filho de e Davi (Lc 3.31).
E Heli de Matã, e Matã de Levi, e Levi de Melqui, e Melqui de Janai, e Janai de José,
E José de Matatias, e Matatias de Amós, e Amós de Naum, e Naum de Esli, e Esli de Nagaí,
E Nagaí de Máate, e Máate de Matatias, e Matatias de Semei, e Semei de José, e José de Jodá,
E Jodá de Joanã, e Joanã de Resá, e Resá de Zorobabel, e Zorobabel de Salatiel, e Salatiel de Neri,
E Neri de Melqui, e Melqui de Adi, e Adi de Cosã, e Cosã de Elmadã, e Elmadã de Er,
E Er de Josué, e Josué de Eliézer, e Eliézer de Jorim, e Jorim de Matã, e Matã de Levi,
E Levi de Simeão, e Simeão de Judá, e Judá de José, e José de Jonã, e Jonã de Eliaquim,
E Eliaquim de Meleá, e Meleá de Mená, e Mená de Matatá, e Matatá de Natã, e Natã de Davi,
E Davi de Jessé, e Jessé de Obede, e Obede de Boaz, e Boaz de Salá, e Salá de Naassom,
E Naassom de Aminadabe, e Aminadabe de Arão, e Arão de Esrom, e Esrom Perez, e Perez de Judá,
E Judá de Jacó, e Jacó de Isaque, e Isaque de Abraão, e Abraão de Terá, e Terá de Nacor,
E Nacor de Seruque, e Seruque de Ragaú, e Ragaú de Fáleque, e Fáleque de Eber, e Eber de Salá,
E Salá de Cainã, e Cainã de Arfaxade, e Arfaxade de Sem, e Sem de Noé, e Noé de Lameque,
E Lameque de Matusalém, e Matusalém de Enoque, e Enoque de Jarete, e Jarete de Maleleel, e Maleleel de Cainã,
E Cainã de Enos, e Enos de Sete, e Sete de Adão, e Adão de Deus.

 (Lucas 3:24-38)

2.2 - Jesus e a Promessa de um Salvador
Para Lucas, Jesus foi homem verdadeiro, nascido de mulher, com credenciais genealógicas que comprovam a sua autenticidade e por isso sentiu no seu corpo o que todo ser humano sente e, assim, identificou-se plenamente com todos os homens. Em Gênesis 3.15 temos a promessa do surgimento de Jesus Cristo, o Salvador da humanidade(não só dos judeus).

“Quando na plenitude dos tempos (Gl 4.4), o anjo Gabriel comunicou a Maria que ela seria o instrumento da encarnação de Jesus, disse-lhe: ‘Em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus’ (Lc 1.31). [...] Jesus, o ‘Deus bendito eternamente’ (Rm 9.5), fez-se homem. Esse mistério chama-se encarnação. A Bíblia diz: ‘grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne’ (1Tm 3.16). A doutrina da encarnação de Jesus excede tudo o que o entendimento humano possa compreender; porém, desse milagre depende a substância do Evangelho da salvação e a doutrina da redenção.’ Para conhecer mais leia Teologia Sistemática, de Eurico Bergsten, CPAD, pp.48-49

2.3 - O Antigo Testamento pré-anunciava o Surgimento de Jesus Cristo
Quando Lucas registra o episódio ocorrido no "Caminho de Emaús", com dois discípulos, onde Jesus os repreendeu dizendo que eles eram néscios e tardios de coração para crer no que os profetas disseram, e, "começando por Moisés e por todos os profetas". Ele explicou-lhes' 'o que dele se achava em todas as Escrituras" (Lc 24.25-27).

Os profetas, inspirados pelo Espírito Santo, descreveram a vinda de Cristo detalhadamente. Isaías profetizou acerca de sua concepção virginal e de seu sofrimento vicário (Is 7.14; 53.1-12). Jeremias falou da Nova Aliança que o Senhor, por intermédio do Israel Messiânico, haveria de estabelecer com toda a humanidade (Jr 31.31-33). Miqueias mostrou o lugar do nascimento de Cristo, e Daniel revelou a sua soberania (Mq 5.2; Dn 7.13.14). (Lições CPAD Jovens e Adultos» 2016 » 3º Trim.).


3 - A Visão de Marcos sobre Jesus
Diferente dos evangelistas Mateus e Lucas, Marcos omite todas as genealogias judaicas de Jesus. De acordo com diversos estudiosos, Marcos escreveu seu evangelho, primeiramente, tendo como destino  os romanos, que não nutriam nenhuma expectativa  do surgimento de um Messias ou de um rei judeu.

3.1 - Jesus como Filho do Homem
Diferente da mitologia grega e seus deuses fantasiosos, Jesus é Deus que se fez carne, se fez homem, (Fp 2.7) e habitou entre os mortais (Jo 1.14). Em Marcos 2.10, 28, o próprio Senhor Jesus identificou-se como "o Filho do Homem" ao falar de Sua autoridade para perdoar e sobre o sábado. O dicionário VINE comenta sobre esse título em relação a Jesus: Ele não é apenas homem, mas é "o Filho do Homem", não pela geração humana, mas de acordo com o uso semítico da expressão, participando das características (exceto o pecado) da humanidade que pertence à categoria do gênero humano.
“O Filho do Homem
A Daniel foi concedida a visão celestial do Filho do Homem perante o tremendo e resplandecente trono do Deus Todo-Poderoso, o Ancião de Dias (Dn 7.9-14). Durante suas palavras no cenáculo, o Senhor Jesus disse a seus discípulos que Ele (o Filho do Homem) retornaria ao seio de seu Pai celestial, que o enviara para morrer pela humanidade (Jo 14.1-6,28; 16.28). Na verdade, sua volta para a glória foi testemunhada por aqueles fiéis discípulos. Os anjos lhe disseram: ‘Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir’ (At 1.11). Daniel pode ter testemunhado a ascensão do Senhor e sua entrada diante do trono de Deus, depois de morrer pelos pecados da humanidade. Daniel viu: ‘[...] eis que vinha com as nuvens do céu um como o filho do homem, e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele’ (Dn 7.13). Tanto a divindade como a humanidade de Cristo são vistas nas palavras que o identificam. Era o Filho de Deus (Sl 2.7) e o Filho do Homem que havia sido profetizado. Ser chamado de Filho do Homem mostra que Cristo não era apenas uma divindade, mas também um ser humano.

Ao Filho do Homem, ‘foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído’ (Dn 7.14). Trata-se, na verdade, de um quinto reino cuja duração será de mil anos na história da terra (Ap 20.4-9). Este reino, contudo, prosseguirá pela eternidade com a Nova Jerusalém e novos céus e nova terra, onde a paz e a justiça prevalecerão (Ap 21-22)” (LAHAYE, Tim; HINDSON, Ed. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.177).

3.2- Jesus, "O Servo Sofredor"
Marcos apresenta Jesus vivendo no meio dos marginalizados, tocando em leprosos (Mc 1.41), comendo com pescadores (Mc 2.15) e acolhendo a mulher impura (Mc 5.25-34). Marcos narra um Deus que reincorpora os marginalizados na vida social em vez de excluí-los, prática comum dos "deuses mitológicos". Marcos mostra a atitude de Jesus, que tira a imagem de um Deus inatingível, vingativo e punitivo, como mestre e guardião da Lei, por quem os fariseus e os essênios esperavam (Mc 7.1-7). Marcos vê em Jesus um Deus que não explora as pessoas nem domina, diferentes dos deuses então venerados, mas que veio para servi-las (Mc 10.45).
 O SERVO É APRESENTADO
Marcos não descreve a genealogia do Messias, tampouco fala sobre o Seu nascimento. Isto é significativo, pois Jesus está sendo apresentado como servo — um rei precisa ser identificado dentro de uma genealogia — assim fez Mateus —, entretanto, um servo, não.
O primeiro evangelista mostra Jesus sempre em atitude de serviço a Deus e aos homens em suas mais prementes necessidades (Mc 9.35; 10.44,45,51). Com retratos curtos, claros e poderosos, Marcos apresenta-nos o fiel Servo de Deus, o único a quem devemos imitar. Nesse Evangelho, lê-se a maravilhosa história Daquele que deixou a glória celestial para ser o fiel Servo de Deus. Para os que desejam servir ao Senhor com afinco, Marcos funciona como um rico manual.(
Fonte: Revista Lições da Palavra de Deus n° 57)
Isaias já havia profetizado sobre Jesus como um servo
Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se apraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele; ele trará justiça aos gentios.
Isaías 42:1,2
Jesus agiu como um servo
Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.(Mateus 20:28)
A fidelidade do Servo do Senhor
Evidencia-se em Sua oração no Getsêmani: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres (Mc 14.36).
Texto interessante para fechar o topico:
5- De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,

6 - que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.
7 - Mas aniquilou-se a si mesmo,
tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;

3.3 - Quem é Jesus ?
evangelho escrito por Marcos insere a pergunta sobre a identidade de Jesus: "Quem dizem os homens que eu sou?" (Mc 8.27b). A questão proposta não tem um única resposta - até hoje as pessoas continuam tentando responder quem é Jesus: personagem original (não tem êmulo em nenhuma literatura); personagem perfeito (nunca peca, nunca erra); personagem de caráter perfeito (nunca sofre alteração); personagem de caráter singular (virtudes sem precedentes); personagem de caráter universal ( nEle nada há de local ou temporal). Jesus é narrado de forma tão clara que possui sinais inequívocos de realidade
“Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1Co 3.11).

Jesus, o fundamento da Igreja. Jesus Cristo é apresentado como sendo o fundamento da Igreja. Foi Ele quem morreu por ela, derramando o seu sangue, e não qualquer outro homem. Paulo fala aos efésios que fomos “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina” (Ef 2.20), e aos Coríntios lembra que “beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo” (1Co 10.4). A Bíblia, então, não deixa dúvidas de que Jesus é o fundamento de sua Igreja. Jesus é o único fundador da Igreja. Ele amou a Igreja a ponto de entregar sua própria vida por ela, para que pudesse existir. (Lições CPAD Jovens e Adultos» 2008 » 1º Trim.).

Conclusão
As narrativas do Novo Testamento sobre Jesus estão além da capacidade que o homem tem de inventar. Todos os esforços para dar à história de Jesus o caráter de mito têm-se esboroado contra a poderosa realidade do Seu caráter e da Sua influência por, aproximadamente, dois mil anos. 

Questionário
1) Qual o principal testemunho cristão sobre Jesus ?
R. Os Evangelhos.

2) O que temos em Gênesis 3.15 ?
R. A promessa do surgimento de Jesus Cristo, o Salvador da humanidade (não só de judeus) (Gn 3.15).

3) Em Marcos 2;10,28 como o próprio Jesus se identificou  ?
R. Como "o Filho do homem" ao falar de Sua autoridade para perdoar pecados e sobre o sábado (Mc 2.10,28).

4) Qual dos evangelistas apresenta Jesus como "o Servo Sofredor" ?
R. Marcos (Mc 10.45).

5) Por que Jesus é um personagem perfeito ?
R. Porque Ele nunca peca, nunca erra.

Fonte
Revista BETEL - Lições Bíblicas Adultos. Tema: Apologética Cristã - A Importância das Defesa da Fé diante dos Desafios da Sociedade Atual, Comentarista Pr. Joabes Rodrigues do Rosário, 4 Trimestre 2019 - Ano 19 - nro. 113.

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Estimado professor, segue abaixo alguns links como material de apoio desta lição.

Clique Aqui - Lição Betel 2017 - Os Antepassados de Jesus

                                                                                                                                                 

11 comentários:

  1. Meu caro irmão em Cristo Graça e paz!!
    muito bom o material que vc disponibiliza, somente Deus pode te recompensar tamanha excelência, um trabalho que tem nos ajudado muito, Que Deus te recompense com muitas bençãos; Um Fraterno abraço!

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    1. Irmão Emerson, a paz do Senhor, Amém ! Deus abençoe pelo retorno ! Abraço !

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  2. A excelência divina da personalidade de Cristo, não põem em dúvida que Deus foi muito bem representado por Ele aqui na terra,, em obediencia e santidade, soube Ele se posicionar como completo, como Deus, e como homem, e os evangelistas que foram discipulados, evidenciaram a sua perfeição e a sua verdade, que culminaram em atos de petfeito equilíbrio, tanto no poder de neutralizar o pecado, e também na graça, oferencendo-nos a oportunidade de ser novas criaturas pela fé em seu nome, e acima de tudo, tendo os seus atos confirmados por si mesmo, sem falhas, sem injustiça, em amor, em perdão, em altruísmo, enfim o que Ele fez por nós como obra vicária, não o fez pensando Nele, mas o fez pensando em todos nós, oferendo-nos um redenção imaculada, pagando assim um alto preço. E para Ele (Jesus), não só merece que tiramos o nosso chapéu (linguagem pop), como também tem o nosso respeito para a glória de Deus Pai. Filipenes 2: 8,9,10. Oh!Glória! A excelência divina da personalidade de Cristo, não põem em dúvida que Deus foi muito bem representado por Ele aqui na terra,, em obediencia e santidade, soube Ele se posicionar como completo, como Deus, e como homem, e os evangelistas que foram discipulados, evidenciaram a sua perfeição e a sua verdade, que culminaram em atos de petfeito equilíbrio, tanto no poder de neutralizar o pecado, e também na graça, oferencendo-nos a oportunidade de ser novas criaturas pela fé em seu nome, e acima de tudo, tendo os seus atos confirmados por si mesmo, sem falhas, sem injustiça, em amor, em perdão, em altruísmo, enfim o que Ele fez por nós como obra vicária, não o fez pensando Nele, mas o fez pensando em todos nós, oferendo-nos um redenção imaculada, pagando assim um alto preço. E para Ele (Jesus), não só merece que tiramos o nosso chapéu (linguagem pop), como também tem o nosso respeito para a glória de Deus Pai. Filipenes 2: 8,9,10. Oh!Glória!

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Irmão Robson, só Deus pode retribuir vossa rica participação no Blog. Que Deus continue abençoando vossa vida, continue sempre nesse propósito de ensinar a Palavra de Deus !

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  3. Muito bom ter essa base para nossa aula.

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    1. Marcia, a paz do Senhor Jesus, obrigado pela retorno, é muito importante, as palavras incentivadoras dão ânimo para a continuidade deste trabalho.

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  4. Agradeço a Deus por colocar vcs no meu caminho, pois, sou professora de Escola Biblica Dominical e tenho aprendido muito com vcs!!! Que em 2020, Deus continue abençoando a todos!!! A paz do senhor Jesus!!

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    1. Eva, a paz do Senhor, 2020 está ai batendo as portas, e estaremos juntos aprendendo a Palavra de Deus neste canal. Prometo que vamos melhorar ainda mais, ore por nós, pela equipe ! Deus abençoe palavras incentivadoras, sempre precisamos delas ! Que Deus continue abençoando ricamente vosso ministério, o mais nobre !

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