terça-feira, 1 de outubro de 2019

Lição 1 - Preparados para Responder sobre a Fé Cristã



                                                                                                                                                 

Aula Presencial dia 6 de Outubro de 2019

                                                                                                                                                 










                                                                                                                                                 

Hinos Sugeridos da Harpa Cristã
126 - Bem-Aventurança do Crente

330 - A Fé dos Santos

459 - As Firmes Promessas



                                                                                                                                                 








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Professor, bem vindo ao 4 Trimestre, lições muito ricas e abençoadas.
Para iniciarmos o estudo apresente o comentarista do trimestre, que será o Pr. Joabes Rodrigues do Rosário. Apresente também os temas que estudaremos no trimestre. Um excelente e abençoado trimestre a todos !

Texto Áureo
"Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós" (1 Pe 3.15).


Verdade Aplicada
O discípulo de Cristo precisa buscar continuamente estar preparado para responder aos questionamentos acerca da fé e da esperança professadas.



Objetivos da Lição
- Estudar a importância da Apologética Cristã;
- Ensinar sobre o uso da Apologética na Refutação; 
- Mostrar o uso da Apologética na Defesa.



Motivo de Oração
Ore por aqueles que ensinam e lideram nas escolas cristãs.



Atos 17.16-19
16 - E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria.
17 - De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos, e todos os dias na praça com os que se apresentavam.
18 - E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele; e uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição.
19 - E tpmando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas?


Introdução
Apologética, do grego "apologia", designa, segundo o Dicionário VINE, "defesa verbal, discurso em defesa. Assim, trata da defesa acerca das verdades afirmadas pela fé cristã, buscando esclarecer e responder aos que questionam.


1 - A Importância da Apologética Cristã
A Apologética tem como principal objetivo defender o cristianismo contra os ataques de adversários à essência e natureza de suas doutrinas, de suas fontes e de seu história. Alguns críticos da apologética cristã argumentam que ninguém vem a Cristo por meio da apologética, porém é de suma importância levar em consideração alguns aspectos que envolvem esta questão.

1.1 - Coração e Mente Comprometidos com a Fé 
O texto áureo menciona "corações" e "preparados para responder", num contexto no qual os discípulos de Cristo estão sendo exortados quanto a lidar com o padecimento, mas não serem dominados pelo medo ou turbação (1Pe 3.14); o correto é (1Pe 3.15)
"Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós" (1Pe 3:15)
Neste primeiro tópico enfatize que coração e mente comprometido com a fé é o mesmo que estar comprometido e perseverante nas doutrinas bíblicas. Somente poderemos defender a santíssima fé se nos dedicarmos com afinco ao estudo da doutrina bíblica, como na igreja primitiva: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações."(At 2.42).

Doutrina Bíblica
1.advertência bíblica. 
A Bíblia dá grande enfoque à doutrina como a substância da fé, e dele provém o material para o seu conteúdo. Ela é enfática em sua condenação contra o que é falso. Adverte, contra a 'doutrina dos homens' (Cl 2.2); contra a 'doutrina dos fariseus' (Mt 16.12); contra 'os ensinos de demônios' (1Tm 4.1); contra aqueles que ensinam 'doutrinas que são preceitos de homens' (Mc 7.7); contra os que são 'levados ao redor por todo vento de doutrina' (Ef 4.14).
2. A verdadeira doutrina. 
Entretanto,se por um lado a Bíblia condena o que é falso, de igual modo exorta e recomenda a verdadeira doutrina. Entre outas coisas é para estabelecer a doutrina que 'toda Escritura é... útil para o ensino' (2Tm 3.16). Nas Escrituras a doutrina é reputada como 'boa' (1Tm 4.6); 'sã' (1Tm 1.10); 'segundo a piedade' (1Tm 6.3); 'de Deus' (Tt 2.10); e de 'Cristo' (2Jo v.9).
3. Necessidade da doutrina. 
Em face do perigo espiritual que ronda o rebanho do Senhor na terra, hoje em dia, é mister não apenas doutrinar nossas igrejas; convém fazê-lo usando todo o potencial das Escrituras. A ausência do ensino de doutrinas específicas, têm feito as nossas igrejas espiritualmente pobres e as debaixo à mercê dos falsos mestres que infestam o mundo hoje.
(OLIVEIRA,R. As grandes doutrinas da Bíblia. 7.ed., RJ:CPAD,2003, p.9-10).
"Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem" (1Tm 4:16).

1.2 - O Fortalecimento da Fé Cristã
Nas escolas seculares, nas universidades e no trabalho, os cristãos são acaroados todos os dias com argumentos seculares (a filosofia, a ciência, a história, a sociologia e as outras mais), na intenção clara de minar a fé cristã. Daí a importância da apologética[...]
Secularismo — [Do lat. seculu + ismo]. Doutrina que ignora os princípios espirituais na condução dos negócios humanos. O secularismo, ou materialismo, tem o homem, e somente o homem, como a medida de todas as coisas. Pode ser considerado sinônimo de humanismo” (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Bíblico Teológico. 8ª Edição. RJ: CPAD, 1999, pp.45,253,261).
Segundo o pastor Claudionor de Andrade o secularismo é a “doutrina que ignora os princípios espirituais na condução dos negócios humanos”. Essa doutrina também perverte os nossos valores cristãos. Ela corrompe as verdades bíblicas para perverter a igreja e desviá-la da fé cristã, pois o secularismo valoriza a forma em detrimento do conteúdo.
E rejeita as questões loucas, e sem instrução, sabendo que produzem contendas.
E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor;
Instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade,
E tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em que à vontade dele estão presos. ( 2 Tim. 2:23-26 )
Dependendo da classe que você esta ministrando, você pode comentar o trecho do livro abaixo, por exemplo, na classe de obreiros seria interessante:
“Da Cosmovisão Centrada em Deus para a Cosmovisão Centrada no Homem
Duzentos anos depois da Reforma do século XVI, a Europa conheceu o iluminismo. O iluminismo não era contra a religião; apenas declarava que nosso conhecimento de Deus não deveria vir da Bíblia, mas pela luz universal da natureza. Como tais, todas as religiões do mundo eram essencialmente iguais, fundamentadas como estavam na observação natural e na experiência. A Bíblia foi vista como um livro proveitoso, mas não considerada a revelação de um Deus pessoal. A razão humana foi elevada acima da revelação.
O iluminismo foi uma bênção mesclada. Por um lado, enfatizou a liberdade religiosa e a tolerância no melhor sentido da palavra. Dois séculos antes, a Reforma tinha inspirado nova vida espiritual em religiões da Europa. Esta luz. porém, era frequentemente oculta, senão extinta, pelas controvérsias religiosas que se seguiram anos mais tarde. Podemos entender por que as pessoas foram alimentadas com a intolerância da era. Ele deu ênfase muito necessária na liberdade de aprendizagem e na liberdade da consciência.

Infelizmente, o iluminismo também introduziu densas trevas” (LUTZER, Erwin E. Cristo Entre Outros Deuses: Uma defesa da fé cristã numa era de tolerância. 1ª Edição. RJ: CPAD. 2000, pp. 34-35).

1.3 - Apologética e Evangelização
Há pessoas que utilizam conhecimentos seculares para confrontar a fé cristã, outras fazem questionamentos sobre a veracidade dos fatos históricos relatados na Bíblia ou acerca do aspecto da pluralidade das religiões no mundo, considerando o cristianismo apenas mais uma vertente religiosa como tantas outras. Nestes casos será de grande utilidade a apologética cristã,[...]  

“A Nova Apologética e o diálogo inter-religioso
[...] A Nova Apologética Cristã precisa estar disposta a dialogar no atual contexto do pluralismo religioso. Diálogo inter-religioso, missão evangelizadora e Anúncio são diferentes. O diálogo inter-religioso como o conjunto das relações inter-religiosas, positivas e construtivas, com pessoas e comunidades de outros credos para um conhecimento mútuo e um recíproco enriquecimento não impede a missão evangelizadora e o Anúncio, isto é, a comunicação do mistério de salvação realizado por Deus para todos em Jesus Cristo. O diálogo representa um desafio, mas não um impedimento à missão evangelizadora. Deste modo, o diálogo não deve substituir o Anúncio, pois se constitui a tarefa primordial da Igreja fazer crescer o Reino de nosso Senhor e do seu Cristo [...]. A Igreja entra em diálogo de salvação com todos, mas a natureza de seu diálogo não é meramente antropológico, mas teológico. O diálogo da Igreja é um diálogo de salvação, embora não esteja excluído o diálogo da vida, das obras e da experiência religiosa” (BENTHO, Esdras C. Como Identificar uma Seita. Mensageiro da Paz, 2014).
Conforme nos explica o comentarista:
[...] com suas informações seguras e consistentes, visando preparar a pessoa para apresentar-lhe o plano divino de salvação. Note que Paulo iniciou o famoso sermão em Atenas, não utilizando um texto bíblico, como seria de se esperar se estivesse em uma sinagoga, mas fazendo menção a um altar feito pelos atenienses e citando um dos seus poetas (At 14.23-28).


2 - O Uso da Apologética na Refutação
Encontramos na Palavra de Deus exemplos de verdades que são reveladas e ensinadas, mas, também, refutação de crenças e práticas contrárias à revelação divina. O uso da Apologética cristã na refutação também é encontrado no testemunho da história da Igreja. 

2.1 - Refutar os Falsos Mestres
O apóstolo Paulo escrevendo a Tito destaca o aspecto de por “em boa ordem” a igreja local em Creta (Tt 1.5-11). Para tanto, uma das ações seria nomear presbíteros, relacionando as qualidades necessárias deles, entre as quais; “... que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes".
Podemos notar também no primeiro versículo deTito 2 uma idéia daquilo que Paulo desejava ensinar a Tito:

“Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina”. (Tito 2:1)  

2.2 - A Refutação e os Últimos Dias
A Palavra de Deus revela que os Últimos dias da Igreja na terra seriam caracterizados, também, pelo surgimento de falsos profetas (Mt 24.11), espíritos enganadores e doutrinas de demônios (1Tm 4.1), falsos doutores e heresias (2Pe 2.1). Evidentemente, muitos destes erros não são facilmente identificados. É preciso, pois, como Igreja, estarmos firmados e convictos quanto ao conteúdo da fé bíblica e buscarmos a indispensável ação do Espírito Santo no discernimento e na capacitação necessária para refutarmos os enganos que vão surgindo, além da proclamação do Evangelho.

Combatendo pela defesa da fé. Como a Igreja pôde combater o neopaganismo nos primeiros séculos de sua existência? Certamente, pela defesa da fé que “uma vez foi dada aos santos” (Jd v.3). Do lado humano, foram os apologistas que garantiram a vitória da Igreja em meio às ferozes perseguições do Império Romano. Eles se utilizaram de fortes e seguros argumentos baseados nas Escrituras. De igual modo, hoje a Igreja precisa de homens que se dediquem ao confronto de todo tipo de heresias que se infiltram sorrateiramente no meio do povo de Deus (2 Pe 2.1). Assim como o apóstolo Paulo, devemos nos considerar convocados para a defesa do evangelho (Fp 1.16)

2.3 - Mansidão e Temor
A Palavra de Deus também esclarece que a ação apologética do discípulo de Cristo deve ser com “mansidão e temor” (1Pe 3.15). Em outras versões encontramos: "educação e respeito” (NTLH); “humildade e respeito” (BKJ). Portanto, não se trata apenas de defender o Evangelho ou refutar um erro, mas faze-lo, sem arrogância ou altivez, em oração e buscando ser conduzido pelo Espirito, com o propósito de contribuir para que a pessoa seja levada à verdade do Evangelho, abandone o erro e se volte para o Senhor (2Tm 2.24-26; Jd 22-23).
Segundo o Pr. Elinaldo Renovato de Lima (2014), é preciso desfazer a idéia propagada ao longo de décadas acerca do preparo intelectual do crente. Não é verdade que necessariamente ele esfriará na fé se estudar. Se fosse assim Paulo seria o mais frio dos apóstolos do Novo Testamento, pois não havia obreiro mais bem preparado que ele (At 17.15-34; Tt 1.12). Este, no entanto, soube conjugar preparo intelectual e poder do alto. É disso que as nossas igrejas precisam: homens cheios do Espírito, mas do mesmo modo, com a mente iluminada para responder, com mansidão e temor, a razão da nossa esperança (1Pe 3.15).


3- O Uso da Apologética na Defesa
A apologética defensiva é aquela que apresenta respostas aos críticos das verdades afirmadas pela fé cristã, bem como àqueles que demonstram dúvidas sinceras a respeito das verdades fundamentais reveladas nas Escrituras Sagradas, procurando ajudá-los esclarecendo o posicionamento bíblico e cristão. 

3.1 - A Defesa do Cristianismo ante os Ataques do Judaísmo
As primeiras defesas da fé cristã ocorreram logo no início por intermédio dos apóstolos, que procuravam mostrar aos judeus que a vinda do Senhor Jesus Cristo, Sua morte e ressurreição, a descida do Espírito Santo e a Igreja, reunindo judeus e gentios para formar um só povo, eram cumprimento do plano divino revelado nas Escrituras Sagradas (At 2.14-36; 3.12-26; 9.19-22; 15.13-17).

Movimento Judaizante
Perigoso desvio tem levado alguns irmãos a uma postura para com Israel que chega à idolatria. Não é um toque de shofar (instrumento musical) ou a presença de uma menorah (candelabro de sete lâmpadas) que torna uma igreja judaizante. Também as festas, quando tomadas como recurso que possa propiciar ao povo um ensino da simbologia veterotestamentária e sua aplicação à experiência cristã, não constituem um problema em si mesmas. Ainda parece melhor realizar uma celebração sob inspiração bíblica, seja uma ‘Festa da grande pesca’ ou ‘Festa do filho pródigo’, do que adotar costumes pagãos, transportando-os para o seio da igreja. O cuidado especial que se deve ter é jamais desviar o foco das verdadeiras e mais significativas de nossas celebrações: o Batismo e a Santa Ceia.
a) Ritual religioso. O problema do uso de objetos como kippar (cobertura para a cabeça) e o talid (manto para oração), além das festas judaicas, é que, por trás do uso, se esconde a substituição da graça pelo ritual religioso. A ênfase cerimonial do culto disfarça a prevalência da forma. A forma tende a substituir a essência, principalmente quando se alcança status salvífico.
b) Festas judaicas. Grupos há que iniciaram por estabelecer as festas judaicas como eventos isolados, como eventos estratégicos para o ensino e a evangelização. A prática, quando não administrada com sabedoria, leva ao que aconteceu com tais grupos: o que era eventual tornou-se calendário eclesiástico; outras práticas foram acrescentadas; chegaram à obrigatoriedade da circuncisão. Existem mesmo os que julgam que para invocar Deus é mister fazer uso de seus nomes em hebraico. Proíbem o uso do nome de Jesus, exigindo sua forma hebraica Yeshua.
c) Coisas procedentes de Israel. Ainda é necessário dizer que as águas do Jordão não lavam pecados e que o óleo vindo de Israel não tem mais poder do que um óleo de outra procedência, sendo um símbolo da unção de Deus, derramada do alto. O apego à forma era a prática farisaica nos dias de Jesus. Mesmo entre os nascidos de novo houve aqueles que se apegaram às antigas práticas e deram trabalho a Paulo em seu ministério aos gentios. O grupo de judaizantes, desde então, tem provocado polêmica. Pior do que isso, tem despertado no coração de líderes zelosos aversão por tudo que diga respeito aos judeus, com prejuízo do que se poderia adquirir num contato equilibrado e firme com a sua ortodoxia.
Quer no anti-semitismo, quer na idolatria aos costumes judeus, percebe-se a ação das trevas. Desvia-se do amor e caem no ódio aos judeus, desviados da prática sucumbem aos costumes que não salvam.
Talvez alguém defenda a aproximação às práticas judaicas como prova de amor a Sião. E o que ocorre é que dificilmente aquele que diz que ama aos judeus sabe que a ação desse amor é a evangelização mundial. Uma igreja que ama os judeus não pretende ser uma igreja judaica. Ela evangeliza, faz missões, para que o tempo dos gentios se cumpra, e o Senhor nos arrebate e volte a tratar diretamente com a nação de Israel" (CAVALCANTI, S. A. O anti-semita e o judaizante: pólos que devemos evitar. In Revista Resposta Fiel. RJ: CPAD, Ano 5, n° 18, p.9, dezembro / fevereiro de 2006).

3.2- Defesa do Cristianismo ante o Paganismo
Outro grande desafio enfrentado pelos cristãos vinha dos pagãos, que, opostamente aos judeus, não faziam objeções ao cristianismo, desde que ele reconhecesse as demais religiões como verdadeiras. Não havia nenhum problema em aceitar o Deus do cristianismo, pois era apenas mais um no panteão dos deuses greco-romanos. Por esta razão, o apóstolo Paulo se propõe a anunciar não mais um deus, mas o “Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens” (At 17.24).
Apesar de a igreja em Pérgamo, como um todo, ser fiel a Cristo e às verdades do Evangelho, alguns dentre eles faziam-se passíveis da repreensão do Senhor. Os tais estavam comprometendo sua fé com os baixos padrões morais e costumes pagãos daqueles dias. Tinham um comportamento idêntico aos dos israelitas nos dias de Moisés. Seguindo os conselhos de Balaão, um vidente e falso profeta, Balaque, rei de Moabe, usou belas jovens de seu reino para seduzir os israelitas, e induzi-los a participarem de suas festas idólatras, nas quais a imoralidade era praticada em nome da religião (ver Número 25.1-5; 31.15,16). Jesus chama a isto de prostituição (Ap 2.14). Deus não aceita ritos e cerimônias como desculpa para se quebrar os seus mandamentos (Ver 2 Pedro 2.15,16, onde por dinheiro, Balaão tenta manipular Deus para que amaldiçoasse a Israel).

Alguns estudiosos vêem no nome hebreu de Balaão (Ap 2.14) um equivalente no grego Nikolaos, identificando os balaamitas como os nicolaítas do versículo 15. Entretanto, pelo contexto parecem ser dois grupos diferentes. Pode ser que os nicolaítas encorajassem o mesmo tipo de desregramento desenfreado que os balaamitas, mas sem envolver idolatria. É claro que ambos os grupos possuíam perspectivas erradas acerca do amor e da liberdade do cristão” (HORTON, S. M. Apocalipse: As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed., RJ: CPAD, 2001. pp.35,36).

3.3 - A Defesa do Cristianismo perante a Filosofia Grega
As boas novas do Evangelho chegaram também, nos primeiros anos do cristianismo, em Alexandria, um dos principais centros acadêmicos da Antiguidade. Em virtude da influência filosófica e cultural presente nessa cidade, iniciou-se um debate sobre o que seria superior; a fé cristã ou a filosofia grega? Os chamados pais da Igreja, diante de tal discussão, recorreram ao pensamento racional, nos moldes da filosofia grega, e procuraram dar consistência lógica à doutrina cristã.
Gnosticismo. Os gnósticos deram muito trabalho às igrejas dos tempos apostólicos. Seu pior período ocorreu em 135-160 d.C. Seus ensinamentos não passavam de enxertos das filosofias pagãs nas doutrinas cristãs mais importantes. Eles negavam o cristianismo histórico, afirmando que o Senhor Jesus jamais teve um corpo como o nosso. Segundo eles, o corpo de Cristo existia apenas aparentemente.
A Bíblia é incisiva: “O Verbo se fez carne” (Jo 1.14); “todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus” (1 Jo 4.3). É bom lembrar que os escritos de João são do final do primeiro século e compostos na cidade de Éfeso, então capital da Ásia Menor, onde surgiu o gnosticismo. (Lições CPAD Jovens e Adultos » 2008 » 1º Trim.)



Conclusão
O ser humano deve estar envolvido por completo na conversão: mente, emoções e vontade. É de Jesus a ordem: “Amarás o Senhor, teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mt 22.37). Paulo diz que ele é incumbido da defesa do Evangelho (Fp 1.16). Tudo isso implica em uma mensagem de boas novas claramente assimilada, a qual pode ser racionalmente compreendida e defendida.


Questionário
1) O Que a Bíblia menciona em Romanos 12.2?
R. A renovação da mente (Rm 12.2).

2) Quem, em seu sermão, fez menção a um altar feito pelo atenienses e citou um dos seus poetas?
R. Paulo (At 14.23-28)

3) O que Apolo fazia?
R. Refutava os judeus coríntios provando pelo Antigo Testamento que Jesus era o Cristo (At 18.28).

4) Como deve ser a ação apologética do discípulo de Cristo?
R. Com "mansidão temor" (1Pe 3.15).

5) O que é apologética defensiva?
R. É aquela que apresenta respostas aos críticos das verdades afirmadas pela fé cristã.


Fonte
Revista BETEL - Lições Bíblicas Adultos. Tema: Apologética Cristã - A Importância das Defesa da Fé diante dos Desafios da Sociedade Atual, Comentarista Pr. Joabes Rodrigues do Rosário, 4 Trimestre 2019 - Ano 19 - nro. 113.

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Estimado professor, segue abaixo alguns links como material de apoio desta lição;


                                                                                                                                                 

17 comentários:

  1. muito muito enriquecedor estes comentários como eu queria que em nossas igrejas tivesse mais estudo da palavra de Deus .....

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    1. E verdade mas fico muito feliz em saber que há irmão que também se preocupam com o ensinamento da palavra de Deus.Vai nessa força o Senhor é contigo!
      Oremos em favor desta causa.Um forte abraço
      Pb Gerson Tomé

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  2. Quando entendemos que precisamos crescer na graça e no conhecimento, visamos particularmente a ser, e estar resolvido em que se baseia a nossa fé em Cristo, porque só poderão passar informações a respeito disso, aqueles que tiveren convicções em si mesmo, porque a apologética Cristã não convence ninguém, mas abre um leque para aqueles que andam duvidosos em relação à salvação em Cristo Jesus, e terão a oportunidade de estar livres de qualquer vento de doutrina doentia, criado por homens que cochiam em dois pensamentos, e até mesmo de doutrinas de demônios. E digo em resumo, que não podemos negligenciar a explicação do caminho de Deus há ninguém, a não ser que ainda andam duvidosos em relacao a sua fé, coisa que eu prefiro não acreditar nisso, mas sin acredito que os tais irão colocar em prática a Apologética Cristã, porque a negligência de tais assuntos relacionados a fé Cristã, podem gerar à morte, por não saberem qual é o caminho da vida por meio de Jesus ressureto. Obs. Negar informações sobre a fé, gera a morte. Mas trazer as informações necessárias sobre as boas novas, e vive-las, gera a vida. Oh! Glória!

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    1. Robson, muito obrigado por sua interação com o blog.Certamente milhares de irmãos são edificados por vossa reflexão.Um forte abraço.
      Pb Gerson Tomé

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  3. graça e paz!
    Sou professora da sala de Jovens e vejo que muito se aplicam para os subsídios dos adultos,o que de fato e extremamente enriquecedor,porem gostaria muito de ver algo para acrescentar nos também a nossa aula com os jovens. Ja procurei muito e acabei não encontrando nada, claro que faco meus estudos, mas poder compartilhar com outros professores e muito enriquecedor. Deus abençoe.

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    1. Sei bem como é, também sou professora em uma sala de jovens. Tente abordar os tópicos ao que esses jovens vivem em seu dia a dia na escola, com os pais e no trabalho para alguns. No caso da lição acima pergunte como eles responderiam se alguém perguntasse por exemplo pq Deus permite a maldade no mundo. Quando eles leem os versiculos eu sempre peço que eles expliquem o que entenderam e gosto quando eles discutem sobre alguma divergência de idéias, isso abre a oportunidade para aplicar a verdadeira doutrina e retirar falsos ensino.

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  4. Paz do Senhor Jesus Cristo quero agradecer a vocêis irmãos, por está lição maravilhosa e os comentários. Obs por aumentar as letras. Kkk Deus abençoe a vocêis.

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    1. Eu também achei que ficou melhor as letras maiores.Se possível não se esqueça de nos incluir em vossas orações.

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  5. A Paz do Senhor Lição muito boa. Parabéns pelo trabalho Deus o Abençoe.

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    1. Cinthya a paz do Senhor,
      Muito obrigado por suas palavras incentivadoras,rogamos vossas orações na continuidade deste projeto.
      Pb. Gerson Tomé

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  6. A paz do Senhor, podiam colocar o slide a disposição já na segunda, hj é quarta-feira e a lição no slide não está disponível.

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  7. Favor não estou conseguindo acessar o sistema da lição de número 2 o que está acontecendo

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    1. Acabei de Postar .... Estamos correndo contra o tempo ... vamos resolver !

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  8. Deus continue o abençoando Pb. Gerson Tomé, pouco a pouco vamos incorporando e expandindo os estudos bíblicos nas igrejas. Abs.

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