segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Lição 5 - Evidências Externas da Veracidade da Bíblia



                                                                                                                                                 

Aula Presencial dia 03 de Novembro de 2019

                                                                                                                                                 










                                                                                                                                                 

Hinos Sugeridos da Harpa Cristã
259 - Creio eu na Bíblia

430 - Evangelho da Salvação

499 - A Santa Bíblia


                                                                                                                                                 









A lição mostrará que algumas afirmações externas convergem para aquilo que já sabemos sobre as escrituras. O comentarista nos mostra que algumas afirmações cientificas se confirmam pelas escrituras.
“A Ciência como Apologética”
Nós ouvimos, por todos os lados, que a ciência desaprovou o cristianismo, mas hoje em dia a evidência histórica nos dá uma resposta clara: ao contrário, foi o cristianismo que possibilitou a ciência. Ao invés de nos sentirmos intimidados por ataques feitos em nome da ciência, podemos mostrar que a própria existência do método científico, e tudo o que alcançou, é um grande argumento de defesa da verdade do cristianismo.
Historicamente, muitos cristãos fizeram exatamente isso. Isaac Newton, com freqüência considerado o maior dos primeiros cientistas, era um cristão devoto, cuja procura pela ciência era fortemente motivada pelo seu desejo de defender a fé. Ele acreditava de modo convicto que o estudo científico do mundo precisaria levar diretamente ao Deus que criou o mundo. A ciência nos mostra ‘qual é a primeira causa, qual poder Ele tem sobre nós e quais benefícios nós recebemos dEle’, escreveu Newton, para que ‘o nosso dever em relação a Ele, assim como em relação aos outros, apareça em nós pela luz da natureza’. E por que a ciência nos mostra tudo isso? Porque o assunto da ciência é ‘deduzir as causas a partir dos efeitos, até que cheguemos à primeira causa, que certamente não é mecânica’. Em outras palavras, o mundo pode operar por causas mecânicas, mas quando procuramos as suas origens, deduzimos que a primeira causa deve ser um Ser inteligente e racional”.
(COLSON, C.; PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. RJ: CPAD, 2006, p.237-8.)

Texto Áureo
"Em Esperança da vida eterna, a  qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos." (Tt 1.2)

Verdade Aplicada
Como Deus não pode mentir e a Bíblia é a Palavra de Deus, então, devemos crer na exatidão das Sagradas Escrituras.
"Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão."
( Mt 24.35)

"Para sempre, SENHOR, está firmada a tua Palavra nos céus. 
Tua fidelidade dura de geração em geração: estabeleceste a terra, e ela permanece." (Sl 119.89-90)

"E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la." (Jr 1:12)


Objetivos da Lição
Estudar o valor da arqueologia e sua contribuição para o contexto bíblico;
- Mostrar que os relatos bíblicos dos grandes impérios são historicamente verificáveis;
Verificar provas biográficas da veracidade dos relatos bíblicos.

Motivo de Oração
Ore pelos projetos de alfabetização que acontecem em todo o país.



Isaías 45.1-3
1 - Assim diz o Senhor ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações diante de sua face; eu soltarei os lombos dos reis, para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão.
2 - Eu irei adiante de ti e endireitarei os caminhos tortos; quebrarei as portas de bronze e despedaçarei os ferrolhos de ferro.
3 - E te darei os tesouros das escuridades e as riquezas encobertas, para que possas saber que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que te chama pelo teu nome.

Introdução
A arqueologia bíblica, os relatos históricos e biografias de personagens importantes dão provas extremas da veracidade da Bíblia.
Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” 
(Sl 119.105).


1 - Arqueologia: Valor e Contribuição
Arqueologia é a ciência que, utilizando processos como coleta e escavação, estuda os costumes e culturas dos povos antigos através do material (fósseis, artefatos, monumentos etc.) que restou da vida dos povos. 

1.1 - Arqueologia Bíblica 
A Arqueologia Bíblica é um ramo da arqueologia especializado em estudos dos restos materiais relacionados direta ou indiretamente com os relatos bíblicos e com a história das religiões judaico-cristãs.
Os Estudos arqueológicos contribuem para confirmar a veracidade da Bíblia, pois as mensagens históricas e espirituais da Bíblia são entrelaçadas.
[...] A arqueologia pode apresentar as razões práticas que provocaram tais indiciações proféticas, revelar os lugares que eram o assunto das profecias e identificar as pessoas que fizeram ouvido de mercador para com as predições. Deste modo, a arqueologia oferece algumas evidências para a realidade da profecia em si.
No antigo Oriente Próximo, onde todas as culturas circunjacentes a Israel tinham múltiplas deidades, o contexto da fé de Israel era muitas vezes uma competição entre deuses nacionais. Nesta batalha pela crença, o deus cujas colheitas fossem abundantes, ou de cujo exército saísse vitorioso, era considerado o mais poderoso. No aspecto teológico, esta era uma das maiores ameaças ao povo de Deus e, lamentavelmente, era uma guerra espiritual que os israelitas perdiam com frequência (vide Jr 11.13). Os profetas de Israel tiveram de competir com nações que diziam aos israelitas que a inabilidade deles de resistir à imposição de pagamentos de tributo ou mesmo o exílio por potências mais fortes, era prova de que o Deus de Israel era inferior (vide 2 Rs 18.32-35; Ez 36.20)”. (PRICE, R. Arqueologia Bíblica. 5.ed. RJ: CPAD, 2006, pp.214-215)

1.2 - Arqueologia do Antigo Testamento
A vasta quantidade de provas arqueológicas a favor da Bíblia não cabe neste espaço, mas Listamos alguns exemplos:
o túnel de Ezequias - abertura e escavação feitas em pedra sólida – foi descoberto em 1880 (2Rs 20.20: 2Cr 32.30);
Hesbom - cidade mencionada 38 vezes na Bíblia, é conhecida hoje
como Hisbam, peças de cerâmica datadas de 900 a.C. foram encontradas no local (Nm 21.25; Js 13.17); Asera,Baal - ibi encontrada uma imagem de Baal, esculpida em pedra calcária, datada de cerca de 1650 a.C. As práticas moralmente depravadas associadas a esses deuses estão de acordo com as ordenações do Antigo Testamento (Jz 3.7;1Rs 18).
Abaixo sito um exemplo que também é interessante:
1. Amedrontava por seu tamanho. A Bíblia descreve a estatura de Golias com os seguintes detalhes: "Então, saiu do arraial dos filisteus um homem guerreiro, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo" (1 Sm 17.4). Golias impressionava por sua grande estatura. Pelo nosso sistema atual de pesos e medidas, isso corresponde a quase 3 metros de altura. Tal informação não é de causar espanto, pois a arqueologia tem descoberto, no Antigo Oriente, esqueletos de gigantes que confirmam o relato bíblico. Aliás, o registro bíblico apresenta outras menções de homens gigantes (Gn 6.4 ; Dt 2.10,20,21; 3.11).
Golias, confiante em sua grande estatura, desafiou e amedrontou o exército de Israel por quarenta dias (1 Sm 17.11,16). Como o gigante, muitos hoje confiam tão somente em sua "estatura" (em vários sentidos), sem cogitarem que sua derrubada está próxima.
Lições CPAD Jovens e Adultos » 2009 » 4º Trim.

1.3 - Arqueologia do Novo Testamento
Há, também, várias provas arqueológicas que confirmam os relatos do Novo Testamento: 

A sinagoga de Cafarnaum, onde Jesus curou um homem com um espírito imundo e entregou o sermão sobre o pão da vida.

A casa de Pedro em Cafarnaum, onde Jesus curou a sogra de Pedro ...

O Poço de Jacó onde Jesus falou à mulher samaritana (ainda existe, dentro de um complexo de paredes de um Mosteiro Ortodóxico Grego)

O Tanque de Betesda em Jerusalém, onde Jesus curou um homem aleijado; 
A piscina de Siloé, em Jerusalém, onde Jesus curou um cego;
O tribunal em Corinto, onde Paulo foi julgado;
O palácio de Herodes em Cesaréia, onde Paulo foi mantido sob guarda.

Amados irmãos no subsidio abaixo temos um ensinamento importante do Pr. Elinaldo Renovato de Lima. Ele não diverge daquilo que estamos estudando esta semana, vale à pena utilizá-lo.
O cristão é desafiado constantemente a responder a razão de sua fé concernente aos dilemas suscitados pela ciência (1 Pe 3.15; Jd v.3). A ciência moderna costuma distinguir e conceder pesos diferentes entre as afirmações que ela própria faz e as que o cristianismo defende. Para os cientistas, o criacionismo é um assunto que diz respeito à fé e à consciência individual e um problema da religião. E para você? A Bíblia só é digna de crédito se a ciência, a história ou a arqueologia comprovarem as doutrinas bíblicas? Lamentavelmente muitos crentes buscam comprovações científicas para os relatos bíblicos; são servos dos cientistas, não de Cristo; escravos da ciência, não das Escrituras. Lições CPAD Jovens e Adultos » 2007 » 2º Trimestre

2 - Relatos Bíblicos dos Grandes Impérios
Professor enfatize que os acontecimentos na história confirmaram tudo o que havia sido predito.
A história confirma, entre outros textos, a revelação que Daniel recebeu de Deus quanto ao sonho de Nabucodonosor e sua interpretação, como registrado em Daniel 2.

“As Quatro Bestas
Durante o primeiro ano do reinado de Belsazar, Deus revelou a Daniel um outro resumo dos impérios mundiais que estavam por vir. Por meio de um sonho e visões noturnas, Daniel viu o mar revolto (representando os povos da terra). Dele, subiam quatro grandes animais ‘diferentes uns dos outros’ (7.2-3). Os animais eram um leão, um urso, um leopardo e um outro não definido, que era ‘terrível, espantoso e sobremodo forte’ (7.7). Sobrepondo-se à profecia da estátua no sonho de Nabucodonosor, os animais representavam a Babilônia (o leão); a Medo-Pérsia (o urso); a Grécia (o leopardo), com seus quatro generais que dividiram o reino de Alexandre, o Grande, logo após sua morte; Roma (o quarto animal)” (LAHAYE, Tim; HINDSON, Ed. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.177).

[...]Leve em conta que a interpretação evangélica conservadora tende a compreender estes quatro animais como sendo os quatro impérios do mundo: Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma. Estes impérios representam o período de tempo desde Daniel até a segunda vinda de Cristo. Considere também que os muitos intérpretes de Daniel tendem a colocar a profecia do capítulo 7 e 8 como uma continuação do capítulo 2. Lembra do que trata este capítulo? Os impérios são representados por uma grande estátua com cabeça de ouro; peito e braços de prata; ventre e quadris de bronze; pés de ferro e de barro. Entretanto, a estátua é derrubada por uma pedra. Esta pedra é o Reino de Deus destruindo toda a concepção humana de imperialismo. Além do primeiro, do segundo e do terceiro, o quarto animal traz algo bastante específico: “dez chifres” e um “chifre pequeno”. Quando o professor explicar estes elementos considere que ao longo dos anos muitas especulações foram feitas a respeito dessas duas figuras. Não vá além do que menciona o texto bíblico.
No passado, muitos crentes sinceros consideraram Hitler o pequeno chifre, isto é, o Anticristo. Outros consideraram Stalin o líder mundial. Alguns disseram que o Comunismo iria gerar o Anticristo. Outros ainda compreenderam que o papa João Paulo II era o Anticristo. A história provou que todas estas especulações não se sustentaram. Não sabemos a respeito do Anticristo porque simplesmente a sua identidade não foi
ainda declarada. Ao que parece, nem saberemos. Não seremos arrebatados antes? Boa aula!
(subsidio ensinador cristão,CPAD)

A interpretação dos elementos materiais da grande estátua (2.34-45).
a) "A cabeça de ouro" (vv.32,36-38). exemplificava o reino da Babilônia. Nabucodonosor a governou por 41 anos e a transformou no império mais poderoso da época.
b) "O peito e os braços de prata" (vv. 32,39). Trata-se do império Medo-Persa. Os dois braços ligados pelo peito representam a união dos Medos e dos Persas.
c) "ventre e os quadris" (vv. 32.39). Retrata o império Grego. Foi Alexandre Magno que dominou o mundo inteiro constituindo assim um dos impérios mais extensos na história da humanidade até a sua morte prematura.
d) "Pernas de ferro" (v. 33,40-43). Refere-se ao último império da história, o romano. Os pés de ferro e barro indicam a fragilidade deste império. A mistura entre ferro e barro não ocorre. O império romano, por um lado era poderoso (ferro), mas por outro, frágil e decadente (barro)

 "A pedra cortada, sem ajuda de mãos" (2.45).
Esta "pedra" representa o reino de Cristo intervindo nos reinos do mundo. Cristo é a pedra cortada que desfará o poder mundial do Anticristo (Dn 2.45; Sl 118.22; Zc 12.3). A pedra cortada vinda do monte significa, figuradamente, a vinda do Rei esmiuçando o domínio imperial e pagão deste século (Dn 2.44,45) Cristo é quem regerá as nações para sempre! Lições CPAD Jovens e Adultos » 2014 » 4º Trimestre

2.1 - O Império Babilônico e a Bíblia Sagrada
A grande Babilônia descrita na Bíblia é comprovada pela história secular. Em 586 a.C., na terceira deportação dos judeus, os exércitos babilônicos destruíram Jerusalém e levaram os sobreviventes para a Babilônia, onde receberam um tratamento cruel (sl 137.8-9).
Em cumprimento a palavra profética de Deus (Jr 25.11; 29.10) ... justamente quando o exílio de 70 anos de Judá estava para termina: com o tempo, Babilônia se tornou um monte de ruínas - exatamente como descrito na Bíblia. Nenhum humano poderia predizer uma façanha assim, porém a Bíblia registra esses fatos com exatidão. A destruição do templo construído por Salomão ocorreu em 586 a.C., perfazendo assim 70 anos de escravidão. Datas exatas, considerando a relevância do Templo para Israel.
A Escatologia de Jeremias - “Nos capítulos 2—29, Jeremias previu a chegada de Nabucodonosor, a conquista de Judá, a destruição de Jerusalém e a deportação do povo para a Babilônia. Nos capítulos 30—33, ele previu uma era futura, quando Deus reverteria a sorte de Israel / Judá. Ao fim dos setenta anos, Deus destruiria a Babilônia (25.11-14) e reconduziria os exilados à Terra Prometida” (29.10-14)
 (LAHAYE, Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1.ed. RJ: CPAD, 2008, p.189).

2.2 - Império Medo-Persa e os Relatos Bíblicos
A Bíblia descreve que o rio Eufrates "teria de secar-se" (Jr 50.38).
historiadores ... revelam que Ciro desviou o rio Eufrates, baixando o nível da água. Os exércitos de Ciro obtiveram assim acesso à cidade através de seus portões ... 
Conforme predito, a poderosa Babilônia caiu "repentinamente", 
O império Medo-persa simbolizado por um carneiro, foi posteriormente suplantado pelo império Grego conforme a palavra do Senhor. 
3 - E levantei os meus olhos e vi, e eis que um carneiro estava diante do rio, o qual tinha duas pontas; e as duas pontas eram altas, mas uma era mais alta do que a outra; e a mais alta subiu por último.
4 - Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o meio-dia; e nenhuns animais podiam estar diante dele, nem havia quem pudesse livrar-se da sua mão; e ele fazia conforme a sua vontade e se engrandecia.
5 - E, estando eu considerando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; e aquele bode tinha uma ponta notável entre os olhos;
6 - dirigiu-se ao carneiro que tinha as duas pontas, ao qual eu tinha visto diante do rio; e correu contra ele com todo o ímpeto da sua força. (Dn 8.3-6)
  
em uma noite, e o Império Medo-Persa dominou Babilônia (Jr 51.8).
"babilônia era um copo de ouro na mão do SENHOR, o qual embriagava a toda a terra; do seu vinho beberam as nações; por isso as nações enlouqueceram. Num momento caiu babilônia, e ficou arruinada; lamentai por ela, tomai bálsamo para a sua dor, porventura sarará."
A visão do carneiro (Dn 8.3,4,20). Esse carneiro simbolizava o império medo-persa (v.20). Segundo os historiadores, no caso dos persas, os seus reis sempre levavam como emblema uma cabeça de carneiro em ouro sobre a cabeça, principalmente quando passavam em revista os seus exércitos. De acordo com a história, os medos haviam prevalecido na guerra com a Babilônia. Dario foi o primeiro governante da união entre a Média e a Pérsia. Porém, logo os persas prevaleceram em força e Ciro tornou-se o rei do império.
O carneiro identificado como o império medo-persa venceu e derrotou o império babilônico quando Belsazar estava no poder. No mesmo dia em que Belsazar zombou de Deus ao utilizar os utensílios sagrados do templo de Jerusalém, ele caiu nas mãos dos medo-persas. Nota-se que há uma repetição do predito na visão do capítulo sete sobre o segundo e o terceiro impérios, porém, Deus de maneira especial mostrou a Daniel o que estaria fazendo no futuro desses impérios e com o próprio povo de Israel. (Lições CPAD Jovens e Adultos » 2014 » 4º Trimestre)


2.3 - Império Grego e a História Bíblica
[...] a Grécia aparece nas profecias bíblicas. Além disso, o Novo Testamento traz várias referências à influência grega. 
Por exemplo, havia um grupo de dez cidades helenísticas, chamado Decápolis (Mt 4.25; Mc 5.20; 7.31) [...]
A Bíblia menciona essa região algumas vezes e sua existência é comprovada pela história e por impressionantes ruínas de teatros, anfiteatros, templos e salas de banho. (Abaixo foto Decápolis)

A visão do bode (Dn 8.5-8). A figura do bode, na mitologia do mundo de então, simbolizava o poder e a força. Na visão de Daniel, o bode arremeteu contra o carneiro com muita força, ferindo-o e quebrando os seus dois chifres. Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, “o bode representava a Grécia, e seu grande chifre refere-se a Alexandre, o Grande (8.21)”. O carneiro foi totalmente dominado e humilhado. Seus dois chifres foram quebrados e, após isso, ainda foi pisoteado sem compaixão pelo bode. Foi uma profecia de completa sujeição e derrota do império medo-persa pelos gregos. Nos versículos oito e nove, a “ponta notável” se quebra e surge em seu lugar quatro outras pontas (ou chifres). Esses quatro chifres menores representam os quatro generais que assumiram o império grego depois da morte de Alexandre, o Grande. (Lições CPAD Jov.e Adultos» 2014 » 4º Trim.)


3- Provas Biográficas dos Relatos Bíblicos
Os relatos Bíblicos de personagens importantes da história têm suas existências confirmadas pela história secular.

3.1 - Belsazar
O livro de Daniel conta que um homem chamado Belsazar foi rei em Babilônia (Dn 5.1). Porém, algumas fontes seculares diziam que Belsazar embora poderoso, nunca tinha sido rei. Será que a Bíblia estava errada?
Arqueólogo descobriram vários cilindros de argila nas ruínas de ur, na Mesopotâmia ... em um dos cilindros incluía uma oração feita pelo rei babilônico Nabonido a favor de "Bel-sar-ussur (também conhecido como Belsazar), meu filho mais velho". Descobertas posteriores confirmaram que Belsazar tinha "atuado como regente durante mais da metade do reinado de seu pai", diz New Bible Dictionary, "nesse tempo ele tinha basicamente a mesma autoridade que o rei".


“E te levantaste contra o Senhor do céu, [...] além disso, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de cobre, de ferro, de madeira e de pedra, que não veem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida e todos os teus caminhos, a ele não glorificaste” (Dn 5.23).

A queda do Império Babilônico 
“MENE, MENE, TEQUEL e PARSIM”. Era o que estava escrito na parede revestida por estuque do palácio real. Uma imagem assombrosa e amedrontadora que colocou ponto final na festa do palácio. Deus estava falando que chegara ao fim o espetáculo do deboche da fé alheia.
O capítulo cinco de Daniel retrata a imagem de uma festa no Palácio do Co-Regente da Babilônia. Belsazar havia ordenado aos seus subordinados que trouxessem os utensílios de ouro deportados do templo de Jerusalém. Com estes utensílios o rei promoveria uma festa regada a vinhos para os convivas. Era a festa do deboche! Do deboche da fé de um povo. Do deboche dos costumes e hábitos de uma nação. Do deboche da cultura religiosa de um povo. Do deboche do Deus de uma nação.

A ação divina
O quinto capítulo do livro de Daniel demonstra um Deus soberano que perscruta a motivação do coração humano. Ele fez isso com o rei Belsazar. Este caiu na mesma tentação do seu avô, Nabucodonozor. E adoeceu de alma pensando fazer com o poder imperial o que bem entendesse sem ser alvejado pelas suas escolhas. Belsazar escolheu o caminho mais sórdido e absurdo: o da profanação da identidade religiosa e cultural de um povo, e das coisas consagradas a Deus. Somente para mostrar que ele, Belsazar, era mais importante que o Deus de Israel. Entretanto, o rei mal sabia que estava sob o olhar desse Deus.
Para a motivação de Belsazar foi dado um xeque mate: MENE, MENE, TEQUEL e PARSIM. Estas palavras são a mensagem de Deus revelada a Daniel: “Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino e o acabou. TEQUEL: Pesado foste na balança e foste achado em falta. PERES: Dividido foi o teu reino e deu-se aos medos e aos persas”. Naquela noite o Deus de Israel acabara com a festa do deboche das coisas consagradas a Deus e do Seu povo. E Belsazar morreu ali mesmo.

3.2- Ciro, rei da Pérsia
Para iniciar este tópico leia:
22 - Porém, no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do Senhor, pela boca de Jeremias), despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo: 
23 - Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O senhor Deus do céu, me deu todos os reinos da terra e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá; quem há entre vós, de todo o seu povo, o Senhor, seu Deus, seja com ele, e suba.
Quase dois séculos antes de Ciro assumir o trono, a Bíblia o mencionou por nome e predisse que ele seria o conquistador de Babilônia (Is 45.1-3). Tal profecia aponta para a onisciência de Deus e Sua soberania. Ciro é chamado de "Pastor" e "ungido" [...]
A profecia assim o identificava no sentido de que se tratava de um instrumento de Deus para cumprir Seu propósito para com Israel.
Deus dá o escape. Com a ascensão do império medo-persa no ano 536 a.C, o rei Ciro, instigado por Deus, permite que um grupo de judeus retorne a Jerusalém, a fim de reconstruir os muros da cidade e reerguer o Santo Templo (Dn 8.3; Ed 1.1). O Senhor sempre dá um escape aos seus servos, quando estes o honram e lhe obedecem à Palavra. Observemos que Ciro era um rei gentio. Isso nos mostra que Deus, para cumprir o seu propósito, usa a quem Ele quer e como quer. (Lições CPAD Jovens e Adultos » 2011 » 4º Trimestre).

3.3 - Alexandre, o Grande
A Bíblia predisse com precisão a existência e as conquistas de Alexandre, o Grande, e a divisão de seu império (Dn 8.5-8). No século IV a.C., um jovem macedônio chamado Alexandre projetou a Grécia na cenário mundial.
Na realidade, ele levou a Grécia a se tornar a quinta potência mundial na história bíblica e, com o tempo, ficou conhecido como Alexandre, o Grande [...]
A Bíblia declarou de modo específico que "o grande chifre" - Alexandre, "assim que se tornasse forte", seria "quebrado" e substituído por outros quatro, acrescentando depois que nenhum deles seria descendente de Alexandre (Dn 8.8; 11.4).
Um rei valente (11.3). O rei valente que seria levantado era Alexandre Magno. A importância dessa profecia está no fato de que é Deus que dirige a história para que sua soberana vontade seja exercida especialmente em relação a Israel.
Até o versículo 35 a profecia de Daniel se concentra em revelar os reinos gentílicos. Depois, o foco principal passa a ser o povo de Deus e seus sofrimentos.
Os reis do Sul descritos no versículo cinco eram os Ptolomeus, sucessores de Ptolomeu Soter, general de Alexandre. E os reis do Norte (v.6) eram os Selêucidas, sucessores de Seleuco I, que governou parte da Ásia Menor e Síria.
A divisão do reino entre quatro generais (11.4-20). Afirma o versículo quatro que “estando ele em pé, o seu reino será quebrado”. Alexandre morreu na Babilônia aos 33 anos de idade. O seu reino, como havia sido revelado pelo Senhor, “foi repartido para os quatro ventos do céu” (v.4). Alexandre não teve um sucessor e seu reino foi dividido entre os seus quatro generais: Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu. Ainda que os historiadores neguem a questão da soberania de Deus no destino das nações, não podemos duvidar que Ele permite que reinos sejam estabelecidos e destruídos. “Os quatro ventos do céu” (v.4) lembra a profecia sobre a figura das quatro cabeças do leopardo alado (7.6) e a visão do bode com quatro chifres notáveis (8.8). As figuras são diferentes, mas as representações dessas figuras são as mesmas, porque falam do Império Grego e sua divisão, depois da morte de Alexandre. Cassandro reinou na Macedônia; Lisímaco reinou na Trácia e Ásia Menor; Ptolomeu reinou no Egito e Seleuco reinou sobre a Síria e o restante do Oriente Médio.
Nos versículos 5 a 20, temos uma sucessão de guerras entre esses quatro reis, especialmente entre Egito e Síria, entre os reinos do Norte e do Sul. O rei do Norte, Antíoco Epifânio (entre 175 e 164 a.C.) o qual tornou -se um tipo do Anticristo. 

Conclusão
Não cremos na Bíblia por causa dos fatos aqui citados. Porém, essas evidências externas a favor da Bíblia, embora somente uma parte relativamente pequena de resquícios do mundo bíblico ter sido escavada, colaboram para provar a sua veracidade e importância, ajudando a substanciar sua afirmação em ser a Palavra de Deus.


Para reflexão, achei interessante:

SUBSÍDIO 
“Pesquisas como estas nos dão a falsa impressão de que a universidade não é lugar para aqueles que professam a fé cristã. A priori, os números indicam que ao ingressar na universidade o jovem cristão fatalmente será levado a esmorecer na fé e a abandonar a igreja e as suas doutrinas primordiais. E se tais conclusões estiverem realmente corretas, não há motivos para defender e muito menos incentivar a ida dos cristãos para um lugar que os fará, mais cedo ou mais tarde, desacreditar na veracidade das Escrituras e nas doutrinas do Cristianismo. Para alguns, isso seria o mesmo que mandá-los para o campo de batalha, tendo a morte espiritual como consequência inescapável. Diante desse panorama, muitos líderes cristãos não encaram a instituição universitária com bons olhos. Além do ambiente intelectual hostil, a possibilidade do desvirtuamento moral é outro argumento invocado para apontar o risco de o cristão freqüentar um curso superior. Outros, ainda, recorrem a passagens bíblicas analisadas fora do seu contexto para suscitar uma espécie de anti-intelectualismo evangélico, afastando os seguidores de Cristo da ciência, da filosofia e do conhecimento secular” (NASCIMENTO, Valmir. O Cristão e a Universidade. 1ª Edição. RJ, CPAD)


Questionário
1) O que a Bíblia descreve sobre o rio Eufrates ?
R. Que "teria de secar-se" (Jr 50.38).

2) De onde se origina o termo Decápolis ?
R. De uma palavra grega que significa "dez cidades" (Mt 4.25; Mc 5.20; 7.31).

3) Quais impérios que sucederam ao Império da Babilônia, cumprindo Daniel 2 ?
R. Império Medo-Persa, Império Grego e Império Romano (Dn 2).

4) O que Daniel 5.1 nos conta ?
R. Que Belsazar foi rei em Babilônia (Dn 5.1).

5) Qual o nome do profeta que vaticinou (profetizou) a vinda de Ciro, duzentos anos antes de seu surgimento ?
R. Isaías (Is 45.1-3).


Fonte
Revista BETEL - Lições Bíblicas Adultos. Tema: Apologética Cristã - A Importância das Defesa da Fé diante dos Desafios da Sociedade Atual, Comentarista Pr. Joabes Rodrigues do Rosário, 4 Trimestre 2019 - Ano 19 - nro. 113.

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Estimado professor, segue abaixo alguns links como material de apoio desta lição.

Quando comecei a estudar esta lição reparei que nesta semana vamos estudar a Lição 5 - Evidências Externas da Veracidade da Bíblia e na semana que vem vamos estudar a Lição 6 - Evidências Internas da Autenticidade da Bíblia.
Logo surgiu a primeira pergunta: O que são Evidências Externas e o que são Evidência Internas quando estamos tratando sobre a Veracidade e Autenticidade da Bíblia ?
O Livro "Introdução Bíblica" de Norman L. Geisler & William E. Nix tirou esta minha duvida quando li o seguinte trecho :
"Há duas espécies de evidências que se devem levar em conta no que diz respeito à inspiração da Bíblia: a evidência que brota da própria Bíblia (chamada evidência interna), e a que surge de fora da Bíblia (conhecida como evidência externa)."
Na próxima semana estudaremos sobre as "evidências internas", todavia para não ter duvida sobre a pergunta ventilada anteriormente, segue mais um trecho do livro citado:
"A evidência interna da inspiração é, em grande parte, de natureza subjetiva. Relaciona-se àquilo que o crente vê ou sente em sua experiência pessoal com a Bíblia. Com a possível exceção da última evidência mencionada, a saber, a unidade da Bíblia, a evidência interna está disponível apenas para os que se acham dentro do cristianismo. O incrédulo não ouve a voz de Deus, tampouco sente o testemunho do Espírito de Deus e jamais sente o poder edificador das Escrituras em sua vida. Se o incrédulo não penetrar pela fé no interior do cristianismo, essa evidência pouco ou nenhum valor e persuasão terá em sua vida. É aqui, então, que a evidência externa exerce papel crucial. Funciona como balizas ou sinais que conduzem ao "interior" da verdadeira vida cristã. Trata-se  de testemunho público de algo inusitado, que serve para atrair a atenção do ser humano para a voz de Deus nas Escrituras." 
E agora esta bem claro não é mesmo ?
Pois bem, agora que temos a definição, vamos voltar ao nosso foco: "As evidências externas da veracidade da Bíblia", mesmo porque na próxima lição nosso foco será "As evidências Internas".

Gostou do trecho do Livro que citei ? Quer se aprofundar ? então segue o link abaixo da CACP - Ministério Apologético, tem mais uma parte deste conteúdo valioso que poderá enriquecer a sua aula.

Clique Aqui - Estudo da CACP - Evidências da Inspiração da Bíblia

Segue abaixo um Slide do irmão Tarcísio Picaglia relacionando muitas evidências externas da veracidade da Bíblia. Navegue abaixo clicando na seta :