quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Lição 12 - A Crucificação mais Impactante do Mundo

Aula presencial dia 22 de Setembro de 2019 





Hinos sugeridos para essa Aula

15 - Conversão

89 - Sublime e Grande Amor

328 - O Pão da Vida











                                       

Lição 12 - A Crucificação mais Impactante do mundo


A crucificação de Jesus em todos os aspectos foi realmente impactante, a começar pelo fato de um justo ser condenado. As autoridades judaicas já haviam decidido, em concílio, pela sua morte, e esperavam apenas o momento oportuno para isso. Jesus foi submetido a um julgamento que o condenou previamente. Jesus foi entregue para ser crucificado! Pregado na cruz, Jesus, levou sobre si os nossos pecados.  A cruz era minha, era sua, mas como um cordeiro morreu em nosso lugar. Cristo nos resgatou da maldição da Lei, fazendo-se maldição por nós, morrendo na cruz (Gl 3.13). Paulo ao escrever aos gálatas faz uma referência á Deuteronômio 21.23.
"Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;" (Gl 3:13)
"O seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto o pendurado é maldito de Deus; assim não contaminarás a tua terra, que o Senhor teu Deus te dá em herança." (Dt 21.23)



Texto Áureo
"E, quando chegaram ao lugar chamado Caveira, ali o crucificaram e aos malfeitores, um à direita, e outro, à esquerda." (Lc 23.33)



Verdade Aplicada
Nenhuma morte causou tanto impacto no mundo presente e porvir do que a morte de Jesus Cristo.



Objetivos da Lição
• Refletir os momentos principais que anteciparam a crucificação de Jesus;
• Relembrar os julgamentos aos quais Jesus foi submetido;

• Visualizar a morte de Jesus como algo que impactou o mundo, mas trouxe salvação.



Motivo de Oração
Ore para que aqueles que perseguem os cristãos sejam alcançados pelo amor de Cristo.





 Lucas 23.33-37 
Lc 23.33 - E, quando chegaram ao lugar chamado Caveira, ali o crucificaram e aos malfeitores, um à direita, e outro, à esquerda.
Lc 23.34 - E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo os seus vestidos, lançaram sortes.
Lc 23.35 - E o povo estava olhando. E também os príncipes zombavam dele, dizendo: Aos outros salvou; salve-se a si mesmo, se este é o Cristo, o escolhido de Deus.
Lc 23.36 - E também os soldados escarneciam dele, chegando-se a ele, e apresentando-lhe vinagre,
Lc 23.37 - E dizendo: Se tu és o Rei dos judeus, salva-te a t i mesmo.



INTRODUÇÃO 
A morte de Jesus foi um evento que impactou o mundo. Até hoje, Sua morte é lembrada, anunciada, cantada pelo seu aspecto revelador e por fazer parte dos atos redentores de Deus ' para a humanidade, [...]



1. MOMENTOS PRELIMINARES À CRUCIFICAÇÃO 
Embora traído por um de Seus apóstolos, Jesus não resistiu à prisão.

"A morte de Cristo foi voluntária
Jesus não foi forçado à cruz. Nada fez contra a sua vontade. Submeteu-se à aflição espontaneamente. Humilhou-se até à morte, e morte de cruz. Deixou-se crucificar. Que graça espantosa por parte daquEle que tudo podia fazer para evitar tamanho suplício. Ele tinha o poder de entregar a sua vida e tornar a tomá-la - e de fato fez isso. Sim, eterno Salvador não foi forçado ao Calvário, mas atraído para ele, por amor a Deus e à humanidade perdida.
Sua morte foi vicária e sem dúvida, o profeta Isaías tinha em mente o cordeiro pascal, oferecido em lugar dos israelitas pecadores. Sobre a cabeça do cordeiro sem mancha realizava-se uma transferência dupla. Primeiro, assegurava-se o perdão divino mediante o santo cordeiro, oferecido e morto. Segundo, o animal, sendo assado, servia de alimentação para o povo eleito. O sacrifício de Cristo foi duplo: morreu para nos salvar, e ressuscitou para nossa justificação. Cristo também é o Pão da vida, o nosso 'alimento diário'.
Sua morte foi cruel. Ele foi levado ao matadouro, esta palavra sugere brutalidade. Não é de admirar que a natureza envolvesse a cruz em um manto de trevas, cobrindo, assim, a maldade dos seres humanos" (SILVA, Severino Pedro da. Teologia Sistemática Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p. 156).

1.1  Momentos de Agonia e Oração. 
Jesus sentiu-se angustiado diante da morte e por isso orou ao Pai Celestial que se possível o livrasse daquela hora (Lc 22.39-46). Era ne- cessário que Ele tomasse daquele cálice de sofrimentos. Por esse mo- tivo, Jesus ora mais intensamente, o Seu suor se transformou em gotas de sangue e o um anjo do céu O confortava.
Quando Jesus orava ao Pai ele visualizava todo o sofrimento que havia de passar. Abaixo um resumo de como ocorria a crucificação, faça uma síntese em sua classe:

A expressão máxima do ódio
A morte por crucificação — um dos métodos mais antigos de execução, que foi aplicado na Pérsia e em Roma, inclusive — era considerada maldição nos tempos bíblicos (Dt 21.22,23; Gl 3.13). A fim de compreender a fúria e o desprezo direcionados a Jesus em Seus últimos dias, observe os aspectos envolvidos no ato da crucificação:
a crucificação deveria acontecer do lado de fora da cidade — além de seus muros —, e a vítima deveria carregar a própria cruz (gr. stauros) até o local da execução — este ato, em si, era uma tortura humilhante; a vítima era deitada sobre a parte horizontal da cruz (patibulum ou antenna), e, enquanto o patibulum estivesse apoiado no solo, suas mãos (pulso ou metacarpo) eram cravadas nele — primeiro, a direita e, em seguida, a esquerda;
em seguida, a vítima e o patibulum eram erguidos por cordas e fixados no poste vertical — ou então a cruz era montada no chão, e a vítima e a cruz (inteira) eram erguidas e deixadas cair em uma perfuração; os pés poderiam ser pregados separados — ou juntos, unidos por um só cravo (pelo espaço do segundo metatarsiano, possivelmente);
as pernas poderiam ser cruzadas para dar maior sustentação ao corpo, ou seja, para que não se rasgassem as mãos da vítima, fazendo-a cair. Isso provocava uma morte lenta e dolorosa.
O crucificado sentia dores excruciantes: os cravos nas mãos e nos pés, que são concentrações de nervos e tendões, perdiam pouco sangue, fazendo com que o corpo do supliciado sofresse aguda tensão. Em pouco tempo, as artérias cerebrais e esofágicas ficavam regurgitadas de sangue, provocando lancinantes dores na cabeça. Devido à dificuldade de manter o corpo ereto na cruz, as complicações respiratórias aumentavam o sofrimento da vítima, fazendo-a agonizar por longo período de tempo.
São Méliton de Sardes, que morreu no fim do segundo século (180 d.C.), escreveu: “Os padecimentos físicos já tão violentos ao fincar os pregos, em órgãos extremamente sensíveis e delicados, faziam-se ainda mais intensos pelo peso do corpo suspenso pelos pregos, pela forçada imobilidade do paciente, pela intensa febre que sobrevinha, pela ardente sede produzida por esta febre, pelas convulsões e espasmos, e também pelas moscas que o sangue e as chagas atraíam”.
Esta cena desumana revela-nos que a crucificação foi, de fato, a mais cruel exteriorização de ódio destilada contra o Filho de Deus por Seus perseguidores e algozes. 
(Fonte: Revista Lições da Palavra de Deus n° 57)

1.2  Momento da Prisão. 
O momento da prisão ocorreu ainda de madrugada, enquanto Jesus advertia os discípulos quanto à oração (Lc 22.47-53). Judas conduziu a guarda do templo, os anciãos e os principais dos sacerdotes até o lugar em que Jesus estava (Lc 22.52;Jo 18.3).

JESUS É TRAÍDO E PRESO

A ambição. A traição de Jesus é um dos relatos mais dramáticos e tristes que o Novo Testamento registra. Jesus foi traído por alguém que compartilhava da sua intimidade (Sl 41.9). Judas, conforme relata Lucas, foi escolhido pelo próprio Cristo para ser um dos seus apóstolos (Lc 6.16).
O que levou, portanto, Judas a agir dessa forma? Os textos paralelos sobre o relato da traição mostram que Judas era avarento, amava o dinheiro e a ambição o levou a entregar o Senhor (Jo 12.4-6).
A negociação. Há muito, os líderes religiosos procuravam uma oportunidade para matar Jesus, mas além de não encontrá-la, eles ainda temiam o povo (Mt 26.3-5; Lc 22.2). Lucas mostra que o Diabo entra em cena para afastar esse obstáculo (Lc 22.3-6). O terceiro Evangelho já havia mostrado, por ocasião da tentação, que o Diabo tinha se apartado de Jesus até o momento oportuno (Lc 4.13). Sabendo que Judas estava dominado pela ambição, Satanás incita-o a procurar os líderes religiosos para vender Jesus (Lc 22.2-6). O preço foi acertado em 30 moedas de prata (Mt 26.15). Quando o responsabiliza por seu ato, a Escritura mostra que Judas não estava predestinado a ser o traidor de Jesus (Mc 14.21). Ele o fez porque não vigiou (Lc 6.13; 22.40). Quem não vigia termina vendendo ou negociando a sua fé.
(Lições CPAD Jovens e Adultos » 2015 » 2º Trimestre)


1.3  A Negação de Pedro. 
Pedro, muito desejoso de saber como tudo aquilo terminaria, seguiu a Jesus de longe (Lc 22.54-62). Mesmo distante, ao ser interrogado por uma criada do sumo sacerdote, negou que conhecesse a Jesus. Depois, negou diante de dois outros homens, totalizando três vezes. Na terceira negação, o galo cantou, Jesus de longe olhou para Pedro e este retirou-se e chorou amargamente.
Professor utilize este tópico para esclarecer que o Espírito santo muda o caráter do homem e com Pedro não foi diferente, após o revestimento de poder ele foi um novo Pedro que segundo os estudiosos ele morreu por amor ao evangelho.
“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17).

“Pastoreando suas ovelhas (Jo 21.17)
Muita coisa tem sido feita da pergunta que Jesus fez a Pedro três vezes: ‘Amas-me?’ Alguns pastores e professores falam sobre como essa pergunta cria intencionalmente um paralelo com as três negações de Pedro sobre Cristo. Outros enfatizam as diferentes palavras gregas traduzidas por amor nessa passagem. Quase esquecida em todas essas discussões está a ênfase que Jesus colocou sobre ministrar aos outros.
‘Pastoreia as minha ovelhas’, Jesus disse cada vez que Pedro afirmou seu amor por Ele. ‘Se você realmente me ama, cuidará daqueles que me pertencem’. Observe que em nenhuma vez Jesus perguntou se Pedro amava as ovelhas. A motivação fundamental para o ministério era e é o amor por Jesus Cristo e uma disposição para agir. Há outra mensagem aqui também. ‘Mesmo que você tenha fracassado’, Jesus parece estar dizendo, ‘Eu ainda posso usá-lo na vida dos outros’.
E quanto à sua vida? Você ama Jesus? Está provando seu amor por Ele servindo aos outros? Sua motivação em ministrar é para demonstrar seu amor por Cristo? Qualquer coisa menor não vai ‘agüentar’.
Será que os fracassos do passado estão perseguindo você e impedindo-o de buscar a Cristo? Olhe para a lição de Pedro e descubra que Deus ainda deseja que você seja um servo frutífero para Ele. Se amamos a Jesus, ministraremos aos outros”.
(KENDRICK, M. 365 lições de vida extraída de personagens da Bíblia. RJ: CPAD, 1999, p.276.)



2. JULGAMENTO PARA A CRUCIFICAÇÃO 
Jesus foi submetido a três julgamentos: o do Sinédrio, o de Pilatos e o de Herodes. Em nenhum deles, Jesus foi julgado corretamente, tendo em vista a Sua inocência e a ausência de provas. Contudo, era desígnio de Deus que assim acontecesse, para o cumprimento das Escrituras.

2.1  O Julgamento do Sinédrio. 
Muitos dos escribas e sacerdotes devem ter sido surpreendidos com uma convocação de última hora para um concilio (Lc 22.66-71). O propósito da reunião era procurar algum testemunho falso contra Jesus, para que fosse condenado à morte (Mt 26.59). Caso admitisse, seria condenado por blasfêmia, por se autodenominar o Cristo; se o negasse, talvez ficasse livre. A pretensão da maioria dos sacerdotes era a condenação definitiva de Jesus, pois a partir daí poderiam encaminhá-lo para a coorte herodiana ou romana para terem a sua execução consumada. Admitir diante de um Tribunal Supremo ser o Cristo era assinar sentença de morte. Como Jesus não negou a Sua identidade e filiação divina, foi condenado e enviado para Pilatos.

Tensão política. A tensão política e a instabilidade social pairavam no ar. O poder de Roma era contrastado por agitações, inquietação popular e também pelos diversos interesses dos grupos político-religiosos judeus. Apesar da ocupação, os israelitas tinham permissão para manter seus costumes e tradições religiosas, enquanto não conflitassem diretamente os interesses do Império. Desse modo, a política era caracterizada pelo domínio romano, mas o poder interno era exercido pelo Sinédrio (Mt 27.1), o tribunal para julgamento e aplicação das leis judaicas. Cada cidade poderia ter um Sinédrio Local (Mt 10.17; Mc 13.9) formado por 23 membros. O Grande Sinédrio, composto por 70 ou 71 membros, era a mais elevada corte judaica. Reunia-se em Jerusalém e tinha o poder de resolver todas as questões que estavam além da competência das cortes locais. O processo e o julgamento de Jesus evidenciam a complexidade do sistema político e legal existente naquele início de século, caracterizado pela confusão entre a autoridade romana e a jurisdição religiosa judaica. (Lições CPAD Jovens » 2015 » 2º Trimestre)

2.2  Jesus diante de Pilatos e Herodes. 
O Sinédrio, após ter a confissão de Jesus de Nazaré de que Ele era o Cristo, o Filho de Deus, O encaminhou para Pilatos, que o examinou a seguir (Lc 23.1-6). Então, não achando culpa alguma em Jesus e sabendo Pilatos que Ele era da Galileia remeteu-o para Herodes (Lc 23.7).
Não há nada que esteja excluído do campo da soberania de Deus, incluindo até mesmo os atos ímpios dos homens. Embora Deus não aprove esses atos de impiedade, Ele os permite, governa e usa para os seus próprios objetivos e glória. A crucificação, o crime mais hediondo de todos os tempos, estava comprometida dentro dos limites ‘do determinado conselho e presciência de Deus’ (At 3.23). O Senhor Jesus disse a Pilatos que crucificar o Filho de Deus não era uma atitude que estava dentro dos limites do poder humano, mas aquele poder só poderia vir de Deus (Jo 19.11).[...] (Dicionário Bíblico Wycliffe. RJ: CPAD, 2006, pp.1844-45)

2.3  O Julgamento de Pilatos. 
Quanto à pena de execução, ela não poderia ser aplicada pelo Sinédrio. Então, o Sinédrio fez de tudo para que Jesus fosse condenado com a pena máxima, tanto junto a Herodes quanto junto a Pilatos (Lc 23.13-25). Segundo as leis romanas, Pilatos não viu qualquer coisa para que Jesus merecesse tal condenação (Lc 23.4). Ao recebê-lo de volta da parte de Herodes, tentou livrá-lo da condenação, dizendo, dizendo: "Eis que, examinando-o na vossa presença, nenhuma culpa, das de que o acusais, acho nesse homem". Porém, a multidão gritava: "Crucifica-o! Crucifica-o!". Como era costume soltar um preso, Pilatos fê-los decidir entre Barrabás e Jesus. A multidão escolheu  soltar Barrabás.

“último subterfúgio”, como a intenção de Pilatos era de soltar a Jesus ele então apresentou o pior prisioneiro, um homem que era temido até mesmo pelos judeus, para Pilatos não teria cabimento eles preferirem soltar Barrabás, um ladrão e assassino.
- “lavou as mãos”, até hoje a expressão “lavar as mãos” é usada em todo o mundo para dizer que a pessoa não tem envolvimento com determinada situação.
- “caia sobre nós e sobre nossos filhos”, de fato a cidade de Jerusalém foi destruída 37 anos depois pelos romanos, e foi feita uma verdadeira carnificina no meio dos judeus. Sofreram eles e seus filhos.
- Da destruição de Jerusalém que ocorreu no ano 70 da era cristã, só restou uma parte do muro que cercava o templo de Jerusalém, essa parte do muro está até hoje em Jerusalém e se chama muro das lamentações.
(Lições Central Gospel, nº 37)

“Ao lavar as mãos Pilatos teria sido inocentado diante de Deus”?

O maior pecado de Pilatos foi transigir no que ele sabia que era verdadeiro e correto, por causa do seu cargo, nível social e proveito pessoal.
Pilatos sabia que Cristo era inocente , isto ele declarou varias vezes ( Mt 27.18; Jo 19.4-6).
(Biblia de estudo pentecostal,CPAD, pg. 1448)

Mesmo sabendo que Jesus era inocente ele mandou açoitá-lo. (Mt 27.26). Pilatos em todo tempo deixou bem claro suas intenções, que eram bem políticas e pessoais.



3. A CRUCIFICAÇÃO 
Jesus obedeceu a vontade do Pai Celestial. Por Seu amor para com o homem, Ele escolheu morrer. Ele “suportou a cruz” e deu vida e luz aos homens (Hb 12.2).

3.1  A Caminho da Crucificação. 
Depois de ver Jesus castigado com um terrível açoite, o que foi uma tentativa infrutífera de Pilatos em soltá-lo, os sacerdotes e a multidão ainda assim vociferavam: “Crucifica-o!” (Lc 23.23). Jesus foi condenado à crucificação. Puseram a cruz sobre Ele, mas, esgotado do espancamento e das dores dos açoites, Ele já não tinha forças para carrega-la. Então, Simão de Cirene, que vinha do campo, foi quem carregou a cruz até o Calvário. A caminho do Calvário, muitas mulheres lamentavam, choravam e batiam no peito o triste destino de Jesus. Mesmo sangrando, ferido, cansado e sofrendo, ainda assim, transmite admoestações proféticas às mulheres (Lc 23.28-31). Cumpriu integralmente Sua missão profética.
Os flagelos e escárnios no caminho do Gólgota.
O caminho para a cruz foi um caminho de dor e tristeza, onde Jesus teve que enfrentar a zombaria e o escárnio. O sarcasmo a respeito da realeza de Jesus começou com os principais líderes religiosos (Mt 26.67; 27.39-44), continuou com os soldados e oficiais romanos, após a condenação à morte por Pilatos (Mt 27.27-31). A caminhada até o monte da crucificação foi marcada por atos de violência e opressão. Diante da fragilidade física de Jesus, devido aos maus tratos, Simão, o Cirineu, é obrigado a ajudar Jesus a carregar a cruz. 
Ao chegarem ao lugar da crucificação é oferecido a Jesus vinho misturado com fel; tal mistura tinha um efeito entorpecente, mas, Jesus ao prová-lo, não quis beber. Mateus é o único evangelista que registra que antes de recusar, Jesus o prova.(Lições CPAD Jovens » 2018 » 1º Trim.)

3.2  A Crucificação que dividiu a história. 
A crucificação de Jesus transpira amor (Lc 23.33-46). Jesus foi colocado entre dois criminosos e Suas dores eram terríveis. Os chefes do povo e os ladrões zombavam, os soldados escarneciam, mas Ele orava: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Um dos ladrões se arrepende e lhe diz: “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino”. E Jesus lhe diz: “Hoje estarás comigo no Paraíso”. A crucificação de Jesus nos revela ao máximo o amor divino para salvar e transformar os corações cansados, angustiados e traumatizados.

Tem-se conhecimento de ao menos três tipos de cruzes, utilizados nos tempos de Jesus, a saber:
a cruz na forma de “X” (crux decussata ou cruz de Santo André);
a cruz semelhante à letra “T” (comissa ou cruz de Santo Antônio);
a cruz latina (crux immissa), cujo formato é o mais conhecido e aceito como sendo o utilizado na execução de Cristo.

A expressão máxima do amor
O mais perverso e cruel instrumento de execução transformou-se no símbolo do cristianismo, pois, sobre o lenho da cruz, Jesus carregou em Seu corpo os nossos pecados (1 Pe 2.24).
O que para o mundo representava a expressão máxima do ódio, para os cristãos representa a expressão máxima do amor de Deus (Jo 3.16).
A partir do Novo Testamento, observamos que o vocábulo cruz é usado como referência ao evangelho da salvação. A pregação do evangelho é a palavra da cruz; é o Cristo crucificado; parece loucura para os que perecem, mas, para os salvos, é o poder de Deus (1 Co 1.18 KJA).

Há muitos significados figurados na cruz de Cristo:
nela, fomos crucificados para o mundo (Gl 6.14); no sangue da cruz, recebemos paz e somos reconciliados com Deus (Cl 1.20); na cruz, fomos
justificados (2 Co 5.21); na cruz, além de reconciliados, fomos salvos (Rm 5.10); na cruz, recebemos nova vida (Gl 2.20).
(Fonte: Revista Lições da Palavra de Deus n° 57)


3.3  A Morte de Jesus. 
Jesus ficou pendurado na cruz diante de todos em meio a dois criminosos. Houve trevas desde o meio dia até a hora do sacrifício, ou seja, até às três da tarde. Quando o véu do templo rasgou de alto abaixo, Jesus, reunindo forças que ainda tinha, clamou com grande voz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espirito” (Lc 23.46). Dito isto, expirou. E o centurião ali presente exclamou: “Este homem era justo” (Lc 23.47). A multidão que assistia a todo aquele espetáculo, agora comovida, batia no peito enquanto regressava para casa (Lc 23.48).

ESTÁ CONSUMADO Então [...] exclamou Jesus: “Está consumado!”. E, inclinando a cabeça, entregou seu espírito (Jo 19.30 KJA).
Este versículo expressa a perfeita obediência do Filho ao Pai, pois condensa em si todo o plano de redenção da humanidade — predito nas profecias e figuras do Antigo Testamento. O Filho de Deus cumpriu Sua missão, ponto a ponto, desde que entrou no mundo (Jo 1.14), até o último momento de Sua vida terrena.
Se a manjedoura foi a porta de entrada do Redentor no mundo, a cruz foi a porta de saída; e, no espaço de tempo entre a manjedoura e a cruz, Ele cumpriu todo o propósito divino. (Adaptado de: FILLION, L. Central Gospel, 2008. p. 982).

Tetelestai, o preço foi pagoO vocábulo grego tetelestai era comumente usado por pessoas dos mais diferentes segmentos sociais (sacerdotes, servos, comerciantes, artistas etc.) para confirmar que o preço requerido por determinado serviço ou bem (material ou imaterial) fora pago. Cristo, o Filho de Deus, ao entregar-se na cruz, cumpriu inteiramente os requisitos justos de uma lei santa, pagando definitivamente o escrito de dívida, que era contra nós (Cl 2.14 ARA) (Adaptado de: WIERSBE, W. W. Central Gospel, 2008. p. 288).

Não lhe quebraram as pernas
Na execução pela cruz, costumava-se desferir um golpe de misericórdia (crurifragium) contra o supliciado, apressando-lhe a morte, isto é, quebravam-se os ossos das pernas do condenado, como aconteceu com os ladrões que estavam ao lado de Jesus (Jo 19.32). Isso, no entanto, não foi feito ao nosso Salvador, pelo fato de já estar morto (Jo 19.33).
Sendo testemunha ocular dos fatos, João convida seus leitores a olharem para o Cristo transpassado, que cumpria, naquele momento, a profecia de Zacarias: 
(Fonte: Revista Lições da Palavra de Deus n° 57)

Termine sua aula lendo este versículo:
E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram (Zc 12.10).




 CONCLUSÃO 
A crucificação de Jesus dividiu a história. Não foi um “acidente de percurso”, mas plano de Deus desde a fundação do mundo (Ap 13.8). Disse Martinho Lutero: “A doutrina cristã distingue-se de qualquer outra, pois é a doutrina da cruz. Quem compreende perfeitamente a cruz, compreende a Cristo e a Bíblia”.



QUESTIONÁRIO

1.    Quando ocorreu a prisão de Jesus ?
R.: De Madrugada (Lc 22.47-53)

2. Quantas vezes Pedro negou a Jesus ?
R.: Três vezes (Lc 22.54-62)

3. A quantos julgamentos Jesus foi submetido ?
R.: A três: o do Sinédrio, o de Pilatos e o de Herodes (Lc 22.66-71)

4. O que a crucificação de Jesus transpira ?
R.: Amor (Lc 23.33-46)

5. O que a crucificação de Jesus nos revela ao máximo ?
R.: O amor divino para salvar e transformar os corações cansados, angustiados e traumatizados (Jo 3.16).



BIBLIOGRAFIA

[1] Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal - CPAD - ARC
Biblia de estudo pentecostal, Almeida revista e corrigida, Rio de Janeiro, CPAD
Bíblia do Culto - Editora Betel
Revista EBD Betel Dominical Professor - 3 trimestre 2019, ano 29, número 112 - Editora Betel


                              AGORA VAMOS A VÍDEO AULA SOBRE ESTA LIÇÃO.  TENHA BOM ESTUDO !                             
    
   







                                                                                                                                                                              
[     

Olá Estimado Professor, segue abaixo o material de apoio, Bom Estudo.

(CLIQUE AQUI) JESUS FOI CRUCIFICADO NAS MÃOS OU PULSO ?


                                                                                                                                                                              



15 comentários:

  1. O título da lição 12 está diferente da revista.

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  2. A paz do senhor o título está errado

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  3. Título contrário. Mas o conteúdo é exatamente o mesmo da revista????

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  4. Não está entrando imagens da web

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  5. Muito bom esse estudo aprendi ais ainda sobre a crucificação do nosso senhor

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  6. Boa tarde meus irmãos, o questionário complementar vai ser disponibilizado?

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    1. Acabei de postar o Questionário Complementar da Lição 12

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  7. Glória a Deus pela aula que foi ministrada.
    Devemos reconhecer e guardar na tábua do coração que o sacrifício de nosso Senhor e Salvador não foi em vão.
    Deus abençoe abundantemente todos.

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. A crucificacao de Cristo foi um episódio um tanto paradoxo, na mente daqueles que não entenderam o propósito da obra de Deus em Cristo; ou seja, para eles a morte de Cristo, pôs o fim a esperança de um rei que eles esperavam, mas na verdade Jesus é a nossa esperança; Para eles a liberdade foi sepultada por causa de sua morte; mas ELE é a verdade que liberta, mesmo em terra estranha; e em resumo sem esperança, e vivendo uma escravidão, e sem ter um patria, restaria uma morte inevitável para eles, mas
    na verdade este sacrifício vicário de Cristo, trouxe a oportunidade de ter uma vida, e uma vida com abundância, se passarmos a crer Nele sem restrição, por isso que a crucificação de Cristo foi impactante, porque muitos foram crucificados, mas continuaram na sepultura, mas só Cristo ressuscitou e influenciou tanto o céu, e a terra, até o dia de hoje, através do Espírito Santo. Para muitos Ele é procurado, mas para outros Ele é uma relíquia ao encontrá-lo. Oh!Glória!

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