terça-feira, 4 de setembro de 2018

Lição 11 - O Cativeiro Babilônico

Aula presencial dia 9 de setembro de 2018 



Estimado professor,   acredito que já tenha percebido que nosso SLIDE semanal traz uma abordagem DETALHADA de todos os pontos abordados na lição. É um resumo da lição fazendo uso de uma metodologia moderna de ensino,  tornando-o mais eficiente e efetivo. Aplica-se ao conteúdo da lição, ilustrações com figuras relacionadas com cada tópico a ser ensinado.  Faça bom uso !  Baixe o Slide no formato desejado, Tenha liberdade de cortar, alterar e adicionar conteúdo. Não deixe de Divulgar e Compartilhar nas Redes Sociais !

1 - Mostrar que a transgressão aos mandamentos de Deus trouxe sérias consequências;
2 - Informar questão históricas do cativeiro;
3 - Evidenciar que o cativeiro babilônico, apesar da humilhação da nação, teve o seu valor pedagógico;


 Texto Áureo
"Caiu a coroa da nossa cabeça; ai de nós, porque pecamos." (Lm 5.16)

Verdade Aplicada
Deus é poderoso para usar as circunstâncias
no cumprimento de Seus propósitos na vida do Seu povo. 

Motivo de Oração
Ore para que o Senhor conforte as famílias
e amigos de todos os presos por causa da sua fé.

Hinos sugeridos.

36 - O Exilado

125 - Quem Dera Hoje Vir

187 - Mais perto quero estar






 2 Crônicas 36.15-17 
15 - E o Senhor, Deus de seus pais, lhes enviou a sua palavra pelos seus mensageiros, madrugando e enviando-lhos, porque se compadeceu de seu povo e da sua habitação.
16 - Porém zombaram dos mensageiros de Deus, e desprezaram as suas palavras, e mofaram dos seus profetas, até que o furor do Senhor subiu tanto, contra o seu povo, que mais nenhum remédio houve.
17 - Porque fez subir contra eles o rei dos caldeus, o qual matou os seus mancebos à espada, na casa do seu santuário; e não teve piedade nem dos mancebos, nem dos donzelas, nem dos velhos, nem dos decrépitos; a todos os deu na sua mão.



IMPORTANTE
Apresento neste BLOG o Esboço da Lição e os comentários como 
professor de EBD em cima do PAE - PLANO DE AULA EXPOSITIVA 
NÃO APRESENTO O CONTEÚDO COMPLETO DIGITALIZADO DAS REVISTAS
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ESBOÇO DA LIÇÃO
Introdução
1. A invasão Babilônica
2. A vida no Cativeiro Babilônico
3. A importância do Cativeiro para Israel
Conclusão
Clique aqui para Visualizar o PAE (Plano de Aula Expositiva) da Editora Betel



                   


Lição 11 - O Cativeiro Babilônico

TEXTO ÁUREO

"Caiu a coroa da nossa cabeça; ai de nós, porque pecamos." (Lm 5.16)
A situação de Israel era tão precária que o Senhor proíbe a intercessão do profeta Jeremias.
Proibido Interceder
“Era necessário uma coragem incomum para uma pessoa sensível como Jeremias proclamar uma mensagem tão devastadora. Ele involuntariamente começa a clamar em oração em favor da sua amada nação, mas Deus o proíbe de interceder (7.16). Deus ainda não tinha acabado com a sua acusação contra o seu povo, e a revelação também não tinha terminado (Jr 7.17). ‘Os filhos [...] os pais [...] as mulheres amassam a farinha, para fazerem bolos à deusa chamada Rainha dos Céus’ (Jr 7.18). O povo tinha se tornado completamente descarado em seu pecado, a ponto de estar oferecendo sacrifícios a outros deuses abertamente nas ruas. A Rainha dos Céus evidentemente refere-se a Ishtar, a deusa de um ritual de fertilidade babilônico, que havia sido importada por Judá. Ela é mencionada aqui para indicar a profundidade do pecado em que o povo havia caído. O ponto a que o povo havia chegado marca o início do fim dessa nação. Deus declarou: ‘Eis que a minha ira e o meu furor se derramarão sobre este lugar’; uma perversidade como essa não pode passar impune. Em seguida, Jeremias ataca o uso errado do ritual religioso. Ele deixa claro que a cerimônia religiosa sem o conteúdo ético é vazia. Se os sacrifícios não reforçavam ou fortaleciam a moralidade da nação, não tinham valor algum. Isso vale para todo ritualismo na religião. A menos que a cerimônia religiosa formal (ou informal) reforce a moralidade e o viver santo, ela é um esforço despendido em vão”
(Comentário Bíblico Beacon. Vol. 4: Isaías a Daniel. RJ: CPAD, 2005, p. 285) 

VERDADE APLICADA

        Deus é poderoso para usar as circunstâncias no cumprimento de Seus propósitos na vida do Seu povo.
      

OBJETIVOS DA LIÇÃO
1 - Mostrar que a transgressão aos mandamentos de Deus trouxe sérias consequências;
2 - Informar questão históricas do cativeiro;
3 - Evidenciar que o cativeiro babilônico, apesar da humilhação da nação, teve o seu valor pedagógico;

TEXTO REFERÊNCIA
 2 Crônicas 36.15-17 
15 - E o Senhor, Deus de seus pais, lhes enviou a sua palavra pelos seus mensageiros, madrugando e enviando-lhos, porque se compadeceu de seu povo e da sua habitação.
16 - Porém zombaram dos mensageiros de Deus, e desprezaram as suas palavras, e mofaram dos seus profetas, até que o furor do Senhor subiu tanto, contra o seu povo, que mais nenhum remédio houve.
17 - Porque fez subir contra eles o rei dos caldeus, o qual matou os seus mancebos à espada, na casa do seu santuário; e não teve piedade nem dos mancebos, nem dos donzelas, nem dos velhos, nem dos decrépitos; a todos os deu na sua mão.

INTRODUÇÃO
O povo pediu um rei e o Senhor Deus permitiu que os filhos de Israel tivessem uma liderança como as demais nações. Aproximadamente quinhentos anos depois, o governo monárquico fracassou.
Professor comente que Israel novamente se tornou escravo, porque se afastou de Deus e sua situação se tornou pior que na época que eram escravos no Egito. Certamente Deus não projetou esta nova escravidão,todavia a desobediência e falta de temor foi a causa de toda destruição que estaremos estudando nos próximos tópicos.

1. A Invasão Babilônica.
Após diversos avisos divinos a respeito dos seus pecados e desobediência, e não haver arrependimento por causa da sua dureza de coração, o reino de Judá foi invadido pela Babilônia, que levou os judeus cativos. O cativeiro babilônico durou setenta anos (Jr 25.11-12).
A Escatologia de Jeremias - “Nos capítulos 2—29, Jeremias previu a chegada de Nabucodonosor, a conquista de Judá, a destruição de Jerusalém e a deportação do povo para a Babilônia. Nos capítulos 30—33, ele previu uma era futura, quando Deus reverteria a sorte de Israel / Judá. Ao fim dos setenta anos, Deus destruiria a Babilônia (25.11-14) e reconduziria os exilados à Terra Prometida” (29.10-14)
 (LAHAYE, Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1.ed. RJ: CPAD, 2008, p.189).
Os filhos de Judá caíram na apostasia. Desviaram-se do Senhor. A Palavra de Deus alerta-nos:
“Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1 Tm 4.1).
Vigiemos, e que nada nos desvie dos caminhos do Senhor Jesus Cristo. Em breve Ele virá buscar a sua Igreja. Se não estivermos preparados, como subsistiremos nesse grande dia?

1.1. A Primeira Invasão.
Este evento aconteceu quando o rei Nabucodonosor lutou contra o rei Jeoaquim (2Rs 24.1-4). O livro de Daniel corrobora com essa informação, datando o evento no terceiro ano do reinado de Jeoaquim (Dn 1.1). Nesta ocasião, foram levados os nobres de Judá, entre eles Daniel, Ananias, Misael e Azarias; além dos vasos sagrados retirados do templo de Jerusalém. Mais tarde, o uso destes vasos indevidamente causaria a ruína do reino da babilônia.
1 - No ano terceiro do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei da Babilônia, a Jerusalém e a sitiou.
2 - E o Senhor entregou nas suas mãos a Jeoaquim, rei de Judá, e uma parte dos utensílios da Casa de Deus, e ele os levou para a terra de Sinar, para a casa do seu deus, e pôs os utensílios na casa do tesouro do seu deus.(Dn1.1)
Professor, faça uma síntese das três invasões (1.1,1.2,1.3) utilizando o texto abaixo.Utilize os recursos disponíveis,como slides ou um simples cartaz ou quadro para dividir e explicar estas três etapas:
O império babilônico arrasa o reino de Judá. A sequência do texto do primeiro versículo diz: “veio Nabucodonosor, rei da Babilônia, a Jerusalém e a sitiou” (v.1). Houve três incursões do rei da Babilônia contra Judá. 
Na primeira, o império babilônico levou os tesouros da casa do Senhor. Isto ocorreu no terceiro ano do reinado de Jeoaquim (ano 606 a.C.). 
Na segunda incursão, no oitavo ano do reinado de Jeoaquim, Nabucodonosor deportou os nobres da casa real (ano 597 a.C.).
A última incursão deu-se no ano 586 a.C., quando o templo de Jerusalém foi saqueado, destruído e queimado, bem como os muros da cidade santa, derrubados (2Rs 25.8-21). Nabucodonosor levou os utensílios da Casa de Deus para o santuário da divindade babilônica, Marduque, chamado também de Bel, a quem o rei babilônico atribuía todas as conquistas imperiais.

1.2. A Segunda Invasão.
Aproximadamente nove anos depois da primeira invasão, aconteceu a segunda invasão babilônica contra o reino do sul, Judá (2Rs 24.10-14). A nação estava completamente vulnerável e fragilizada. Nesta segunda invasão, foram levados como cativos o rei Joaquim, sua mãe, seus servos, seus príncipes e seus eunucos (2Rs 24.12).
Então Joaquim, rei de Judá, sua mãe, seus conselheiros, seus nobres e seus oficiais se entregaram; todos se renderam a ele. No oitavo ano do reinado do rei da Babilônia, ele levou Joaquim como prisioneiro (2 Reis 24:12).

1.3. A Terceira Invasão.
No verão de 586 a.C., o exército babilônico fez uma brecha nas muralhas. O rei Zedequias e suas tropas tentaram fugir, mas foram capturados e presos pelo exército de Nabucodonosor. Nesta época, o templo de Salomão e vários outros edifícios foram reduzidas a cinzas e monturos. Todos os habitantes de Jerusalém foram levados cativos para Babilônia, excetuando os mais pobres, que ficaram para servir como fazendeiros e vinhateiros (2Rs 25.12). Nesta terceira e última invasão, o reino de Judá foi destruído por completo. Nesta época, o rei Zedequias foi deportado, os seus filhos foram mortos e os seus olhos foram vazados. A história da monarquia nos ensina que todo o rei humano falha, somente o Filho do homem terá um reino eterno, no qual haverá paz e justiça.
Incendiou o templo do Senhor, o palácio real, todas as casas de Jerusalém e todos os edifícios importantes.
Todo o exército babilônio, que acompanhava Nebuzaradã derrubou os muros de Jerusalém.(2 Reis 25:9,10)

2. A Vida no Cativeiro Babilônico.
Num primeiro momento, a dificuldade enfrentada pelos cativos foi a adaptação ao novo ambiente. As condições de vida variavam conforme a condição social dos judeus. Alguns podem ter sofrido tratamento mais severo, como parece indicar o texto de Isaías 47.6, enquanto outros, como Daniel, Hananias, Misael e Azarias, chegaram a exercer importantes funções junto ao governo babilônico.

2.1. Conhecendo um pouco da Babilônia.
A Babilônia na época do cativeiro ocupava um espaço de treze quilômetros quadrados atravessado pelo rio Eufrates e rodeado por uma muralha de vinte cinco metros de altura; era uma verdadeira fortaleza.
Tinha oito portões que davam acesso à cidade e as portas eram conhecidas como Porta de Adad, Porta de Lugalgirra, Porta de Minurta, Porta de Urash, Porta de Marduk, Porta de Zabara, Porta de Sin e Porta de Ushtar; todas em homenagem a deuses regionais. Os templos palácios, praças e ruas se destacavam por uma arquitetura excelente, fora dos padrões da época.


























2.2. A Vida Social do Povo na Babilônia.
Na segunda invasão, foram levados alguns nobres, comerciantes, políticos, artesãos, um grupo seleto, que tinha algum preparo a ser aproveitado na Babilônia. Na Babilônia, gradualmente foram conquistando espaços e se tornando pessoas mais ricas, construindo casas e praticando o comércio. Embora estivessem com o orgulho ferido, e a saudade da pátria era algo presente em suas vidas, tinham plena convicção de que a causa de estarem em momentos adversos foi a desobediência a Deus.
As conseqüências do pecado abrangeu toda a nação não poupando ninguém, inclusive os que eram obedientes ao Senhor (também foram afetados).
Habacuque
“Habacuque profetizou a Judá entre a derrota dos assírios, em Nínive, e a invasão de Jerusalém pelos babilônios (605 — 597 a.C.). O livro é o único no seu gênero por não ser uma profecia dirigida diretamente a Israel, mas sim a um diálogo entre o profeta e Deus. Habacuque queria saber por que Deus não fazia algo a respeito da iniquidade que predominava em Judá. Deus lhe responde, então, que enviaria os babilônios para castigar a Judá. Esta resposta deixou o profeta ainda mais confuso: ‘Por que Deus castigaria o seu povo através de uma nação mais ímpia do que ele?’. No fim, Habacuque aprende a confiar em Deus, e a viver pela fé da maneira como Deus o requer: independentemente das circunstâncias”. ( Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1336.)
o profeta Habacuque, que viveu e ministrou em Judá, questionou a Deus a respeito da crise que seu povo estava enfrentando. O profeta estava em meio a uma sociedade agonizante, e por isso, desejava algumas respostas de Deus. Muitas vezes, como Habacuque, diante do caos também nos perguntamos: “Por que Senhor?”. O profeta ficou perturbado ao ver que os ímpios prosperavam e os justos iam mal. Deus, entretanto, ouviu os questionamentos do profeta. Ele ouve e responde nossas indagações, embora nem sempre tenhamos as respostas no momento em que queremos. O Senhor não deixou Habacuque sem resposta (Hc 2.1,2). O Senhor falou que o seu julgamento viria sobre Judá. Deus não tolera o pecado. Para disciplinar seu povo, Ele usaria os babilônios (Hc 1.5-12).
Habacuque questiona a Deus, porém ele era um homem de fé. Suas indagações não eram resultado de dúvida ou incredulidade. Ele confiava que Deus poderia suprir as necessidades do seu povo mesmo não florescendo a figueira e não havendo fruto na vide (Hc 3.17). Mesmo que não houvesse provisão, ele continuaria confiando na fidelidade do Senhor. Confiar em Deus em tempos de abundância é relativamente fácil; difícil é continuar confiando na provisão em meio à escassez.(Lições CPAD Jovens e Adultos »  2014 » 4º Trimestre)

2.3. Os Exilados e a Sua Vida Religiosa.
Embora vivendo em um ambiente politeísta, na qual imperava as práticas do paganismo, a maioria dos judeus ficou para sempre livre das praticas idólatras. Por outro lado, havia a noção de que o deus da nação vencedora, em tese, seria mais poderoso do que o da nação perdedora. Trabalhar isto na mente do povo demandaria tempo. Por isso, o ministério do profeta Ezequiel foi preponderante neste período.
Ezequiel 1.1 relata que o profeta estava às margens do rio Quebar, junto aos judeus que haviam sido levados prisioneiros. A mensagem de Ezequiel primava por mostrar que o cativeiro era consequência de uma vida de rebeldia da nação, mas, também anunciava que Deus restauraria o Seu povo.
Professor comente com seus alunos que a visão do vale de ossos secos é a forma mais clara para entendermos como o povo se encontrava espiritualmente diante de Deus.

Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós mesmos estamos cortados.
Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.
E sabereis que eu sou o Senhor, quando eu abrir os vossos sepulcros, e vos fizer subir das vossas sepulturas, ó povo meu.(Ez 37:11-13)

3. A Importância do Cativeiro para Israel.
O cativeiro babilônico foi um marco na vida do povo de Deus, pois foi um período de reflexão sobre suas atitudes para com Deus. Setenta anos imersos em uma pátria politeísta fizeram o povo valorizar a adoração ao verdadeiro Deus.
Professor enfatize para seus alunos que Israel somente valorizou o culto ao Senhor no cativeiro. Leia com a classe:

Junto aos rios da Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião.
Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.
Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião.
Como cantaremos a canção do Senhor em terra estranha?

(Salmos 137:1-4)

3.1. Os profetas do reino do Norte.
Com o estudo sistemático da Lei, os judeus começavam a encontrar as profecias que faziam alusão ao Messias. Um dos pontos de partida foi a palavra predita por Moisés em Deuteronômio 18.15: "O Senhor, teu Deus, te despertará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis".
Outro ponto que veio à tona diz respeito à dinastia do trono de Davi, conforme descrito em Jeremias 33.17: "Porque assim diz o Senhor: Nunca faltará a Davi varão que se assente sobre o trono da casa de Israel". Os judeus começaram a atentar para as profecias messiânicas, esperando a restauração do povo, infelizmente, criaram um protótipo de rei terreno, enquanto as profecias apontavam para um rei eterno e um reino espiritual.
Cristo, o Renovo Justo  
No início do capítulo 23 do livro de Jeremias, Deus fala sobre “os pastores que apascentam o meu povo” (Jr 23.2), que agiram com maldade e não cuidaram, como deviam, do rebanho do Senhor (o povo de Israel). Porém, a história do povo de Deus não terminará em destruição e dispersão, pois “...Vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo” (Jr 23.5). Virá um Pastor, Jesus Cristo (Jo 10), que agregará as ovelhas, fazendo-as voltar ao aprisco, e “frutificarão e se multiplicarão” e, assim, “haverá um rebanho e um pastor” (Jr 23.3; Jo 10.16)..(Lições BETEL Jovens e Adultos »  2017 » 2º Trimestre)

3.2. O Surgimento das Sinagogas.
Através do cativeiro, o povo de Israel teve que se adaptar em uma nova forma rde cultuar e estudar a Lei. Foi neste período que surgiram as sinagogas, para que o estudo da Lei fosse transmitido às novas gerações. A sinagoga era um centro social, onde semanalmente os judeus se reuniram para estudar a Lei (Mc 5.22). Era uma instituição de educação para conservar a Lei diante do povo e para instruir as crianças acerca da fé ancestral. A sinagoga substituía o culto do templo, que estava impedindo por causa da distância e da destruição.
A SINAGOGA 
“Depois do templo de Salomão ter sido destruído e enquanto os judeus estavam no exílio, eles sobreviveram reunindo-se aos sábados para aprender sobre a lei e as tradições do seu povo. Essa prática mostrou-se tão útil que, ao voltarem, os judeus quiseram continuá-la e começaram a construir lugares onde pudessem ‘reunir-se’. Esses lugares, conhecidos como sinagogas (que significa literalmente lugares de reunião), começaram a ser construídos onde quer que houvesse pelo menos dez homens adultos na comunidade. Na época de Jesus, as sinagogas já eram conhecidas em todo o território. Não havia dificuldade em achá-las, visto que se não estivessem no centro da comunidade, eram construídas no ponto mais alto, ou se tornavam o prédio mais alto, por meio de alguma característica arquitetônica, tal como um domo ou base ampliada” (GOWER, Ralph. Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos. 1ª Edição. RJ: CPAD. 2002, p.345).

3.3. A Diáspora.
A expressão "diáspora", palavra grega que significa "dispersão" que equivale ao vocábulo hebraico "golah", foi caracterizada pela saída dos habitantes de Judá procurando se estabelecer em outras nações por vários motivos, porém sem se esquecer o vínculo com a terra natal, mormente no quesito religioso. A Diáspora teve um valor inestimável, pois preservou os preceitos de Deus como base da religião, abrindo assim, mais tarde, caminho para o cristianismo. A Diáspora foi preponderante para reconstruir a nação com aquilo que sobrou. Através da Diáspora, a fé dos hebreus contribuiu para a propagação do cristianismo, pois preparou caminho para a nova fé. A presença das comunidades judaicas em várias regiões da terra propiciou o acesso do apóstolo Paulo na pregação do Evangelho. Outro ponto importante, que veio como fruto da Diáspora, foi da Septuaginta (versão do Antigo Testamento no idioma grego, que era o idioma universal da época).
 A segurança do povo de Israel residia na sua obediência a Deus; uma vez rompida esta aliança, o povo estaria vulnerável diante das nações. A diáspora (ou dispersão) ser-lhe-ia uma ameaça constante (Lv 26.36-37; Dt 28.25,36,37).
A primeira diáspora ocorreu nos dias de Nabucodonosor, rei de Babilônia (2Rs 24.10-16). A segunda diáspora dos judeus, veio com a destruição de Jerusalém, em 70 d.C, e deu-se por causa de sua incredulidade — rejeitaram o seu Messias (Lc 21.24; 23.28-31)..(Lições CPAD Jovens e Adultos »  1998 » 2º Trimestre)

CONCLUSÃO
O cativeiro babilônico é uma prova inconteste de que o Senhor Deus não tolera os erros do Seu povo. O objetivo de Deus não era apenas punir a nação de Israel, mas, principalmente, resgatar o valor da Sua aliança na vida de cada um deles, para assim viverem um novo ciclo na sua história.

Bibliografia
[1] Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal - CPAD - ARC
Biblia de estudo pentecostal, Almeida revista e corrigida, Rio de Janeiro, CPAD
Bíblia do Culto - Editora Betel
Revista EBD Betel Dominical Professor - 3 trimestre 2018, ano 28, número 108 - Editora Betel
PAE - Plano de Aula Expositiva - Auxílio EBD - http://editorabetel.com.br/auxilio/beteldominical/

1. Quantos anos durou o cativeiro babilônico  ?
R: Setenta anos (Jr 25.11-12)

2. Quando ocorreu a primeira invasão ?
R: No terceiro ano do reinado de Jeoaquim (Dn 1.1)

3. Qual era o rei de Judá na segunda invasão ?
R: Joaquim (2Rs 24.10-14).

4. O que a mensagem de Ezequiel primava por mostrar ?
R: Que o cativeiro era consequência de uma vida de rebeldia da nação, mas, também anunciava que Deus restauração o Seu povo (Ez 1.1)

5.  O que era a sinagoga ?
R: Um centro social, onde semanalmente os judeus se reuniam para estudar a Lei (Mc 5.22).

                              AGORA VAMOS A VÍDEO AULA SOBRE ESTA LIÇÃO.  TENHA BOM ESTUDO !                             




                                                                                                                                                                              
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Cativeiro Babilônico
Rodrigo Silva - Teólogo e Arqueólogo
                                                   
                                                                                                                                                                              

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