domingo, 25 de setembro de 2016

Lição 6 - O amor que adora a Deus

Aula presencial dia 06 de novembro de 2016

Objetivos da Lição
1 - Aprofundar o entendimento das dimensões do genuíno amor;
2 - Despertar o entendimento sobre a inversão do amor na atualidade;
3 - Evidenciar o verdadeiro amor que adora a Deus.

 Texto Áureo
“E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, 
e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, 
e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria.” (1 Co 13:3)

Verdade Aplicada
O amor que adora a Deus vai além do discurso e 
se configura em atitudes cotidianas.
  
Motivo de Oração
Ore para que o amor triunfe sobre o ódio.

Hinos sugeridos.
35, 156, 315

Glossário
Cisões: Divergência de opiniões, separação de interesses; dissensões, dissidências;
Gongos: Instrumentos de percussão;
Passional: Motivado pela paixão.

Leituras complementares
Segunda   Pv 10.12
Terça         Mt 22.37-39
Quarta      Jo 21.15-17
Quinta      Rm 12.9-10
Sexta       Cl 3.14
Sábado    1Jo 4.19-20

        TEXTO DE REFERÊNCIA
                                                                            1 Coríntios 13:1-2;4-5                                                                    
1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
2  E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria.
4 A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece.
5  Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal.


IMPORTANTE
Apresento neste Blog a Lição Completa conforme a 
Revista Lições Bíblicas do Professor, os meus comentários 
estarão no final deste estudo em textos escritos em letras vermelhas.

TENHA UM BOM ESTUDO !


ESBOÇO DA LIÇÃO
Introdução
1. O que é o amor?
2. Declarações sobre a ausência do amor.
3. Evidências do amor que adora a Deus.
Conclusão

Introdução
Nesta lição, descreveremos sobre a distância entre o amor teórico e o prático. Estamos inseridos num contexto de grandes discursos, grandes tratados sobre o amor, mas, ao mesmo tempo, a grande maioria está em sequidão de amor.

1. O que é o amor?
Alguns o consideram uma emoção. Outros dizem que é um sentimento romântico, platônico, poético. Para outros, é uma atração ou um impulso passional. Hoje, com o degaste da palavra amor, essa passou a significar uma atividade sexual antes, durante e fora do casamento. Esse amor tem trazido ódio, desgraças, divisões, lares arruinados e enfermidades. O amor ágape é muito mais do que emoção. É atitude. É ação. É amaro indigno. É amar até as últimas consequências. Jesus Cristo nos amou e a Si mesmo se deu por nós. Esse é o tipo de amor que adora a Deus (Rm 12.9-10).

1.1. Características do amor que não adora a Deus.  
Amor sectarista, que se configura em amor faccionado. Amor formalista, o congelamento do amor. Amor ativista, o verdadeiro desvio do amor. Amor ideologizado, uma farsa do amor. Amor secularista, a perversão do amor. Amor legalista, a antítese do amor. Essas são apenas algumas atitudes de movimentos ou indivíduos que não adoram a Deus, embora nenhum deles negue que O adore. Porém, são as atitudes que falam mais alto (1Jo 4.20).

                                                            SUBSÍDIO DIDÁTICO
O céu é a celebração suprema do amor. No céu, o amor será a realidade mais forte. Lá não haverá profecia, pois tudo já é real. Não vai haver esperança, pois tudo no céu já é. No céu, não vai haver ciência, pois do átomo a Deus tudo estará revelado. A dimensão do mistério estará às claras, todo o encanto e toda a beleza reinarão nessa celebração esplêndida do amor.

1.2. O amor que adora a Deus
O amor é superior a todos os dons extraordinários (1Co 13). O amor é melhor do que o dom de línguas (1Co 13.1). É melhor do que o dom de profecia e conhecimento (1Co 13.2). É melhor do que o dom de milagres (1Co 13.2). As maiores de caridade são de nenhum valor sem amor (1Co 13.3). O amor é melhor por causa da sua excelência intrínseca e também por causa da sua perpetuidade. Todos os dons mais dramáticos e mais maravilhosos que podemos imaginar são inúteis, se não há amor. O exercício mais generoso dos dons espirituais não pode compensar a falta de amor. O apóstolo Paulo menciona cinco dons espirituais: línguas, profecia, conhecimento, fé e contribuição sacrificial (dinheiro e vida). Mas ele diz que o exercício desses dons, sem o amor, não tem nenhum valor. 
                                                            SUBSÍDIO DIDÁTICO
O amor não é simplesmente um conceito neotestamentário. Antes, é um conceito eterno, relacionado com a própria existência de Deus. Quando o apóstolo João procurou uma expressão para descrever Deus, disse duas vezes: “Deus é amor” (1Jo 4.8, 16). O apóstolo não quis dizer com isto que Deus seja uma força imaterial chamada “amor”, algum princípio eterno que esteja operando em nosso universo, como alguns querem fazer-nos crer. Antes, João quis dizer que a natureza essencial de Deus, o Deus vivo e pessoal, é o amor. Assim como Ele é “luz” (1Jo 2.9). Isto, naturalmente, não foi apenas um ato de amor. O próprio Deus tornou-se homem para que pudéssemos ter vida eterna (2Co 5.18-19).

1.3. A ausência do amor distancia a Igreja da verdadeira adoração.
A igreja de Corinto estava cheia de rachaduras, cisões e divisões por causa dos dons (1Co 1.12; 3.3-5; 12.12-31). O apóstolo Paulo, porém, disse que aos dons não eram para a divisão do Corpo de Cristo (1Co 12.25). Ali estava a igreja mais cheia de dons do Novo Testamento, mas também a igreja mais imatura e mais carnal, porque lhe faltava amor. A igreja de Corinto buscava os dons do Espírito, mas não o fruto do Espírito Santo.

                                                            SUBSÍDIO DIDÁTICO
Vale a pena ressaltar que a igreja de Corinto claramente se esqueceu de imitar Jesus, o Filho de Deus, conforme reforça o apóstolo Paulo: “Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo”. (1Co 11.1). Todas as atitudes de Jesus Cristo eram atitudes de amor. Seu ministério evidenciou o amor prático. Desde o início de Sua jornada ministerial até o último momento, enquanto estava na cruz prestes a dar o último suspiro, Jesus Cristo, o Verbo de Deus, exerceu o Seu amor, inclusive consolando e resgatando um perdido que estava também morrendo ao Seu lado: “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.” (Lc 23.43).

2. Declarações sobre a ausência do amor.
A palavra “amor” em 1 Coríntios 13 é a tradução da palavra grega “ágape”. Este é o amor que flui diretamente de Deus (Rm 5.5). É um amor de tamanha profundidade que levou Deus a dar Seu único Filho como sacrifício pelos nossos pecados (Jo 3.16). É o amor de Jesus por nós. Conhecemos o amor nisto: que Ele deu a Sua vida por nós e nós devemos dar a nossa pelos irmãos (Jo 3,16; 15.2-14).

2.1. Sem amor, eu ofendo os outros.
Em 1 Coríntios 8.1 Paulo já havia ensinado que o amor edifica. Quando os dons são exercidos em amor, eles edificam a igreja. Mas quando não são usados com amor. Magoamos as pessoas (1Co 13.1). Paulo expõe esse assunto por meio de uma referência indireta aos devotos dos cultos de mistérios gregos em Corinto, que adoravam Dionísio (deus do vinho) e Cibele (deusa dos animais selvagens). Nas ruas de Corinto, ecoavam o toque dos gongos barulhentos e dos címbalos estridentes, instrumentos que caracterizavam estes adoradores. Esse som monótono e pesado incomodava as pessoas como o latido constante de um cão. Apenas um metal que tine nas ruas, nada mais.

                                                            SUBSÍDIO DIDÁTICO
Infelizmente, estamos, nos dias de hoje, literalmente ouvindo o barulho de muitos “metais que soam”, conforme escreveu o apóstolo Paulo em 1 Coríntios 13.1, e nada mais: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse a caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.” Contudo, apesar desse aparente amor, podemos visualizar os focos do verdadeiro amor, isto é, do amor que adora a Deus em espírito e em verdade (Jo 4.23-24).

2.2. Sem amor, eu nada sou.
Os coríntios pensavam que os possuidores de certos dons eram pessoas extremamente importantes. Mas sem amor essas pessoas eram totalmente insignificantes (1Co 13,2). A ausência de amor faz com que o cristão perca o seu significado diante de Deus. Ele se transforma em uma nulidade, num zero. Deus não pode usar, para a Sua glória, um cristão sem amor. Igualmente desagradáveis são aqueles que usam o dom de falar em línguas, mas sem a motivação controlada pelo amor. Não importa se as línguas são humanas ou angelicais. Sem amor, tornamo-nos desagradáveis e rudes. O homem que se deixa levar pelo falar, antes que pelo fazer, vem a ser nada mais do que mero som. Sem amor, até a melhor linguagem do céu ou da terra se torna apenas barulho.

                                                            SUBSÍDIO DIDÁTICO
Evidentemente que é muito fácil amar os nossos entes queridos, como os pais, filhos, cônjuge, parentes, amigos, companheiros de trabalho, etc., mas, somente pela ação portentosa do Espírito Santo de Deus, somos capazes de dedicar o amor aos nossos inimigos, de tal forma que lhes desejemos o bem e perdoemos as suas ofensas, de todo o coração, para jamais nos lembrarmos delas.

2.3. Sem amor, eu não ganho nada.
Do conhecimento e dos feitos poderosos, o apóstolo Paulo se volta para os atos de misericórdia e dedicação. Paulo agora menciona dois atos de sacrifício pessoal (contribuição sacrificial e martírio). Será que tais atos não são inerentes valiosos aos olhos de Deus? Não são meritórios. Tais atos podem ser motivados por uma teologia errada e por um propósito errado. Sem amor, todo o sacrifício se perde e nada se ganha (1Co 13.3).

                                                            SUBSÍDIO DIDÁTICO
O amor não é inconveniente. Ele tem simplesmente a consciência de evitar o que é vergonhoso. Essa é uma das razões pela qual o pai do filho pródigo, ao vê-lo em estado lastimável quando retorna, primeiro lhe veste com roupas novas e lhe põe o anel no dedo, para depois leva-lo à festa: “Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa o melhor vestido, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e alparcas nos pés, e trazei o bezerro cevado e matai-o; e comamos e alegremo-nos.” (Lc 15.22-23). Ele é um pai que não expõe o filho à vergonha. Ele não mostra o filho na festa da forma como ele chegou (transtornado), mas sim do mesmo modo como ele saiu (belo e bem vestido).

3. Evidências do amor que adora a Deus.
O maior e incomparável amor é o amor de Deus (Jo 3.16). O amor que veio até nós, resgatando-nos de nossa prisão e condenação eterna. Em Jesus Cristo temos a perfeita e completa ação do amor.

3.1. Exemplos práticos do amor que adora.
Na parábola do bom samaritano (Lc 10.25-37), os religiosos passam de largo e não dão a mínima atenção ao ferido do caminho, mas aquele que respira o amor desiste de suas urgências e reserva toda a atenção a esse desconhecido que ali desfalecia. Além disso, coloca toda sua estrutura a serviço deste necessitado e encerra com recomendações e pagamento adiantado pelo tratamento. Esse “amor” adora a Deus, porque é o “amor prático”. 
                                                            SUBSÍDIO DIDÁTICO
Muitas vezes pensamos que o próximo só é aquele que é mendigo, ou aquele que foi acidentado, ou assaltado. No entanto, perto de nós, pode existir um próximo com depressão profunda; alguém necessitando urgentemente de Jesus Cristo; de salvação; alguém muito angustiado; alguém extremamente perturbado; alguém que esteja acabando na bebida, no cigarro, nas drogas; alguém totalmente entregue aos vícios. O próximo não é só aquele que nos pede socorro ou aquele que vem pedir a nossa ajuda. O próximo é alguém muito carente de uma palavra de conforto, de esperança, de alívio, de salvação, de restauração, de uma mão acolhedora, de uma mão amiga.

3.2. O amor de Jesus pela mulher pecadora.
Segundo a Lei, a mulher apanhada em adultério deveria ser apedrejada (Jo 8.1-11). Era natural o apedrejamento nessas circunstâncias e ainda com um tom de “suposta adoração”. Jesus Cristo igualou esse pecado com os pecados dos seus acusadores. Se esta deveria ser apedrejada, todos deveriam ser apedrejados. O amor de Jesus não condenou, não acusou. Ao contrário, libertou essa pobre mulher. Ela, juntamente com os acusadores, representa o mundo em que vivemos. Somente o amor prático evidencia a verdadeira libertação e consequentemente adora a Deus.

                                                            SUBSÍDIO DIDÁTICO
Citemos como exemplo o amor e perdão de José por seus irmãos, que é algo realmente fantástico. A história de José só é superada pela história de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Seu amor, dedicação espiritualidade, ética e perdão são exemplos para todas as épocas (Gn 45.4-14; 50.20-21). Que saibamos exercer esse amor que glorifica a Deus e deixa incríveis marcas para as futuras gerações.

3.3. Davi e o seu amor prático por Mefibosete.
O Rei mandou trazer Mefibosete, filho de Jônatas e neto do rei Saul, de Lo-Debar (2Sm 9.1-8). Ele estava esquecido na história e sem perspectivas, mas o amor prático foi em sua busca. Davi pode dizer a Mefibosete: “Lo-Debar nunca mais!”. Mefibosete pôde confirmar isso através do tempo, mesmo tendo que suportar as mentiras de Ziba (2Sm 9.1-13); 16.1-4). Logicamente, houve diversas atitudes semelhantes a essa na vida de Davi, a tal ponto de ser conhecido como um homem segundo o coração de Deus (At 13.22). 
                                                            SUBSÍDIO DIDÁTICO
Praticamos esse amor quando honramos o nosso próximo. Pode ser um parente dentro de casa, ou mais distante, um irmão da igreja com o qual nós convivemos, um vizinho de nossa casa, um colega de trabalho ou de escola. Pode ser qualquer pessoa que encontremos em nosso caminho. É extremamente importante que o cristão entenda o seu papel como servo de Deus e como representante de Deus neste mundo. Todo cristão se depara com o próximo no seu dia a dia. Mesmo que no nosso dia a dia não pareça existir um próximo, ele existe e muitas vezes nem o enxergamos.

Conclusão
Todas as vezes que encontrarmos alguém que amou verdadeiramente com atitudes fica um legado, uma história de bênçãos e de honra ao nosso Deus. Jamais podemos abandonar esta prática, pois ela nos torna conhecidos como discípulos de Jesus Cristo (Jo 13.34-35).

 COMENTÁRIO DO BLOGUEIRO
                                                        Comentado pelo Prof. Éder Tomé                                                             

1 - O que é o Amor
Existe vários tipos de amor: Amor Phileo (Ocorre entre os Amigos), Amor Eros (Ocorre entre um homem e uma mulher), Amor Stergein (age no campo das relações familiares), Amor Ágape (sempre associado ao amor de Deus)
O Amor que adora a Deus é Ágape. Ágape é uma palavra de origem grega que significa Amor. Ágape pode ser o amor que se doa, o amor incondicional, o amor que se entrega, amor que ama até as últimas consequências. Jesus nos amou com amor Ágape, se entregou e morreu na cruz por amor a humanidade.

2 -  O que são os Dons do Espírito, Frutos do Espírito e Obras da Carne

Dons do Espírito são as aptidões concedidas pelo Espírito Santo a cada membro da igreja para realização da obra de Deus. Os Dons do Espírito vem de Deus (Exterior) para o Crente (Interior). Com as manifestações dos dons do Espírito, a igreja deixa de ser uma organização humana e religiosa para ser um organismo vivo e poderoso. Paulo disse “Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes” (1 Co 12:1). Paulo relaciona nove dons Espirituais: sabedoria, palavra da ciência, fé, cura, operação de milagres, profecia, discernimento de espíritos, variedade de línguas, interpretação de línguas (1 Co 12:7-11).

Frutos do Espírito são resultados da ação do Espírito Santo na vida do crente. Os frutos do Espírito vem do Crente (Interior) para o (Exterior). Paulo disse: “Mas o fruto do Espírito é amor, gozo, paz, longanimidade,  benignidade,  bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gálatas 5:22). Só produz frutos do Espírito quem deixa Jesus falar ao coração (interior) e o deixa mudar a sua vida. Os frutos do Espírito indica que a Graça está sobre nossa vida.

Obras da Carne são atitudes pela qual o homem opta e se opõe contra Deus, a vontade do homem torna-se suprema. Seus desejos têm que ser atendidos acima de todas as coisas e satisfeitos a qualquer custo. Paulo disse: “As obras da carne são conhecidas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, ciúmes, iras, pelejas, dissensões, facções, invejas, bebedices, orgias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos preveni, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gálatas 5:19-21).



3 – Qual é o mais importante na vida do crente: os dons do Espírito ou os frutos do Espírito ?
Jesus disse: Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome?  e em teu nome não expulsamos demônios?  e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade (Mt 7:22,23).
Paulo disse : “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse amor, seria como o metal que soa, ou como o sino que tine. Ainda que eu tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que eu tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria” (1 Co 13:1-2)
Portanto,  Jesus e Paulo nos ensina que os dons do Espírito não nos dá garantia de salvação, portanto o mais importante do que ter “os dons do Espírito” é produzir os “frutos do Espírito”.
Como salvos pela graça de Deus, precisamos produzir frutos, Paulo disse: “Assim, meus irmãos, também vós estais mortos pela lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos frutos para Deus (Rm 7:4). 

4 – No geral, os crentes da Igreja de Corinto não produziam “os frutos do Espírito”
É muito fácil falar para praticar o Amor em um sermão teórico na Igreja, todavia, viver o Amor na prática do dia-a-dia é difícil para quem não produz os frutos do Espírito e vive praticando as obras da carne. Era justamente este o problema dos crentes da Igreja de Corinto, eles estavam capacitados pelos dons do Espírito Santo, todavia, não praticavam o “Amor” porque não estavam produzindo os frutos do Espírito, mas estavam vivendo segundo as obras da carne. Os irmãos da Igreja de Corinto falavam em Línguas, profetizavam, todavia, não existia a pratica do “Amor”, ao contrário, havia intrigas, ódio, egoísmo, arrogância, divisões entre os irmãos desta igreja.  Está bem claro, que os irmãos da Igreja do Corinto tinham “os dons do Espírito”, mas lhe faltava produzir “os frutos do Espírito”. É perceptível no texto que embora os irmãos da igreja de Corinto fossem capacitados pelos “dons do Espírito” eles estavam vivendo segundo as obras da carne.  Que Perigo para a salvação, não acha ?

                                                                                                                                                                           

Questionário
1. A quem o amor é superior?
R: A todos os dons extraordinários (1Co 13).

2. Do que a igreja de Corinto estava cheia por causa dos dons?
R: DE rachaduras, cisões e divisões (1Co 1.12; 3.3-5; 12.12-31).

3. O que Paulo ensina em 1 Coríntios 8.1?
R: Que o amor edifica (1Co 8.1).

4. Qual é o maior e incomparável amor?
R: O amor de Deus (Jo 3.16).

5. Como Davi era conhecido?
R: Como um homem segundo o coração de Deus (At 13.22).

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Adoração e Louvor, A excelência e o propósito de uma vida inteiramente dedicada a Deus, Jovens e Adultos, edição do professor, 4º trimestre de 2016, ano 26, Nº 101, publicação trimestral, ISSN 2448-184X.

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