quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Lição 9 - A oração como adoração

Aula presencial dia 27 de novembro de 2016


1 - Resgatar a oração como adoração;
2 - Compreender que oração e louvor também se completam;
3 - Incentivar a prática da oração como adoração.

 Texto Áureo
Contudo, o Senhor mandará de dia a sua misericórdia, e de noite a sua
 canção estará comigo: a oração ao Deus da minha vida.” (Sl 42:8)

Verdade Aplicada
A oração é um dos ingredientes essenciais de uma verdadeira adoração.
  
Motivo de Oração
Ore por mais desejo e vontade de buscar a Deus.

Hinos sugeridos.
88, 151, 296


Salmos 42:1-4
1 Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!
 A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?
3 As minhas lágrimas servem-me de mantimento de dia e de noite, porquanto me dizem constantemente: Onde está o teu Deus?
4 Quando me lembro disto, dentro de mim derramo a minha alma; pois eu havia ido com a multidão; fui com eles à casa de Deus, com voz de alegria e louvor, com a multidão que festejava.



Segunda-FeiraNeemias 1:5-11
1:5 E disse: Ah! SENHOR Deus dos céus, Deus grande e terrível! Que guarda a aliança e a benignidade para com aqueles que o amam e guardam os seus mandamentos; 
1:6 Estejam, pois, atentos os teus ouvidos e os teus olhos abertos, para ouvires a oração do teu servo, que eu hoje faço perante ti, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, que temos cometido contra ti; também eu e a casa de meu pai temos pecado. 
1:7 De todo nos corrompemos contra ti, e não guardamos os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos, que ordenaste a Moisés, teu servo. 
1:8 Lembra-te, pois, da palavra que ordenaste a Moisés, teu servo, dizendo: Vós transgredireis, e eu vos espalharei entre os povos. 
1:9 E vós vos convertereis a mim, e guardareis os meus mandamentos, e os cumprireis; então, ainda que os vossos rejeitados estejam na extremidade do céu, de lá os ajuntarei e os trarei ao lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o meu nome. 
1:10 Eles são teus servos e o teu povo que resgataste com a tua grande força e com a tua forte mão. 
1:11 Ah! Senhor, estejam, pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo, e à oração dos teus servos que desejam temer o teu nome; e faze prosperar hoje o teu servo, e dá-lhe graça perante este homem. Então era eu copeiro do rei.

Terça-FeiraAtos 2:42-47
2:42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. 
2:43 E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. 
2:44 E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. 
2:45 E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. 
2:46 E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, 
2:47 Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.

Quarta-FeiraRomanos 12:9-12 12
12:9 O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. 
12:10 Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. 
12:11 Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor; 
12:12 Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração; 
  
Quinta-FeiraEfésios 6:10-18
6:10 No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. 
6:11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. 
6:12 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. 
6:13 Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. 
6:14 Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; 
6:15 E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; 
6:16 Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. 
6:17 Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; 
6:18 Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos,

Sexta-FeiraColossenses 4:2-6
4:2 Perseverai em oração, velando nela com ação de graças;
4:3 Orando também juntamente por nós, para que Deus nos abra a porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou também preso; 
4:4 Para que o manifeste, como me convém falar. 
4:5 Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo. 
4:6 A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um.

SábadoApocalipse 5:1-8
5:1 E VI na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos.
5:2 E vi um anjo forte, bradando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos? 
5:3 E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele. 
5:4 E eu chorava muito, porque ninguém fora achado digno de abrir o livro, nem de o ler, nem de olhar para ele. 
5:5 E disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos. 
5:6 E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra. 
5:7 E veio, e tomou o livro da destra do que estava assentado no trono. 
5:8 E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.


IMPORTANTE
Apresento neste Blog a Lição Completa conforme a 
Revista Lições Bíblicas do Professor, os meus comentários 
estarão no final deste estudo em textos escritos em letras vermelhas.

TENHA UM BOM ESTUDO !



ESBOÇO DA LIÇÃO
Introdução
1. A oração no século da indiferença.
2. Desfrutando da intimidade com Deus.
3. A oração que louva.
Conclusão

Introdução
Nossa alma carece da oração. Orar é muito mais do que apresentar a Deus uma lista interminável de petições. Os adoradores genuínos amam a oração, pois dela tiram tudo que são e que oferecem ao Senhor (Lc 18.1-8).

1. A oração no século da indiferença.
A atualidade é marcada por ser a era da indiferença. Em tempos assim, orar é revolucionário, pois, se a oração revela nossas preocupações com os outros, quando oramos por nossos irmãos, quebramos as garras da indiferença e afirmamos pertencer ao Corpo de Cristo.

1.1. Três qualidades essenciais na oração.
Existem três qualidades essenciais para a experiência da oração. Primeiro, amor uns pelos outros. A natureza do amor de Cristo é sua segurança de ser amado pelo Pai, que o torna livre para amar os homens sem medo e sem reservas. Segundo, o desprendimento das coisas terrenas. Quando oramos “seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu”, desejamos desde já experimentar as realidades eternas aqui. Nossos afetos são transformados. Desejamos mais as coisas que refletem a imagem de Cristo em nós. Terceiro, o exercício da verdadeira humildade. A humildade nasce das duas compreensões básicas. A primeira diz respeito a Deus e a segunda a nós mesmos. É fundamental compreender diante de quem estamos e a quem dirigimos nossas orações, e quem somos nós diante de Deus. A humildade nos faz reconhecer que não temos nada de nós mesmos e que tudo o que temos são dádivas de Deus (Rm 8.32).

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Se a indiferença se transforma em regra, o conceito de comunidade agoniza. A oração destrói o edifício da indiferença porque nos coloca no lugar: dependentes de Deus e dos outros. Quando nossos afetos se mostram desordenados, a oração também se nos mostra confusa. A carência nos afetos torna-nos egocêntricos na oração. Não há receitas para a oração. Uma das armas responsáveis pelo declínio da oração nos nossos dias é a tentação da receita. Muitos livros são lançados sobre “como orar”, “sete passos para a oração que Deus responde”, “faça a oração que move a mão de Deus”, e muitos outros nessa infeliz linha. Influenciados pelas lógicas do comércio, esquecemos que orar é conversar com Deus, não comprar um produto qualquer.

1.2. A oração como confronto.
O homem pós-moderno julga-se seu próprio deus. Quando tudo é feito para o meu próprio prazer, então sou o deus de minha própria vontade. Contudo, ao orar, estou enfatizando a verdade de que não sou um deus – tenho necessidades, carências. Dirijo-me a um ser maior do que eu. Esse confronto que a oração propõe ao meu ego quebra a arrogância e me torna – ou devolve – a condição original. Como o homem, no século da indiferença, não consegue existir por conta própria, a oração despedaça seu mundo autoconfiante. Esse confronto é um passo para a consciência do quebrantamento.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Quando a adoração tem esses elementos: quebrantamento, contrição e carência honesta, transforma-se numa melodia da graça de Deus nesses tempos de distâncias dos corações.

1.3. A oração e a luta contra o tempo.
Atualmente, a correria tem afastado muita gente do lugar da oração. Influenciados pela sociedade da pressa, muitos perderam a maravilha de passar tempo em oração. O relógio da pós-modernidade não suporta esperar. As pessoas acham que se perderem algum tempo, diminuirão seus ganho, perderão oportunidades. O sucesso vem antes da espiritualidade. A oração de Moisés precisa ser feita pela massa pós-moderna: “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.” (Sl 90.12). Se perdermos essa certeza em relação à vida de oração, estaremos condenados a uma vida insana de correrias e cansaço. Quando aprendermos a dádiva da oração como ingrediente indispensável para a existência feliz e segura, poderemos descansar.

                                                            SUBSÍDIO DIDÁTICO
Quando oramos, evoluímos da simples expressão de nossa vontade para a abertura mais profunda de nossa dimensão íntima, secreta, discreta e particular. Ser adorador sem oração é como ser pescador e odiar o mar.

2. Desfrutando da intimidade com Deus.
Intimidade é privilégio de poucos. Uma das grandes tragédias da atualidade é a distância entre nós e Deus. Falta-nos a dimensão do quarto fechado (Mt 6.6). Se perdermos a intimidade com Deus, também perderemos o senso daquilo que O machuca. Resgatar a maravilha de estar em Sua Presença é resgatar a alegria de adorá-Lo pelo que Ele é.

2.1. Uma santa amizade.
Intimidade é produto do tempo. Não pode ser produzida por arranjos técnicos. É uma santa amizade com Deus. Numa época onde a carência de verdadeiros amigos corrói relacionamentos, a oração nos auxilia na construção de uma relação honesta e segura com o Senhor. Ficamos inquietos quando o dia se arrasta em afazeres (Marta) e o tempo vai dizendo que não conseguiremos desfrutar da presença de Deus (Maria). A oração que adora é a oração que ora!

SUBSÍDIO DIDÁTICO
A oração que adora é a oração que ora! É quando sei que posso perder tudo, mas jamais perderei a graça de desfrutar do Amigo por excelência.

2.2. Liberdade no mundo dos cativos.
A oração nos propicia uma adoração liberta. Chegamos a Deus em absoluta leveza, com coração puro (Hb 10.22). Desfrutar da intimidade com Deus é ter a garantia da verdadeira liberdade. Podemos orar honestamente, permitindo que a alma fale com seu Criador. Não há carrascos da culpa, nem carcereiros da religiosidade. Quando a alma ora e adora, é livre para encontrar-se com seu Senhor em absoluto enlace de amor – em êxtase.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
É importante destacar que os efeitos da ausência de intimidade com Deus são muitos: ver adoração como um negócio; transformar a pregação em uma performance; desenvolver uma espiritualidade positiva barata; entre outros.

2.3. A alegria do relacionamento pessoal.
Uma das grandes verdades fundamentais da teologia é que Deus é uma pessoa! A oração que adora é aquela que compreende e ama essa verdade. Quando isso acontece, oramos não buscando as dádivas de Deus, mas o Deus acima de qualquer provável benefício. Amamos a pessoa. Não ficamos confundindo Deus com um mágico celestial, mas O respeitamos como ser de relação, ser que abraça e ama. Deus chora por relacionamentos legítimos. Chega de orações interesseiras, pretensiosas e ofensivas ao coração do Pai.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
O Eterno Senhor Deus escolheu se revelar ao homem utilizando uma imagem de relação: Pai. Infelizmente, muitos enxergam o Pai apenas como provedor, mantenedor de vontades infantis. Essa não deve ser a tônica no nosso relacionamento com Deus. A oração que adora é aquela que desembaça a visão das coisas e fixa nosso olhar no Pai. A passagem bíblica de Mateus 7.7-8 nos aconselha para pedir, buscar e bater. O mesmo texto garante que a porta se abre, o adjetivo da busca é alcançado e o da petição também, mas não diz quando! Muitos, tentando encurtar o tempo da espera, investem na quantidade da reza desvirtuando a oração. Deus não presta atenção à pompa das palavras ou à variedade de expressões, mas à sinceridade e a devoção do coração. É importante lembrar que a chave abre a porta não porque se encaixa na fechadura.

3. A oração que louva.
Muitos dos Salmos são orações cantadas. Alguns dos belos hinos de nossa Harpa Cristã são orações cantadas. Essa atitude de cantar orações cantadas. Essa atitude de cantar orações é uma das práticas mais antigas da espiritualidade cristã. Ela evoca dimensões profundas do envolvimento entre o ser que ora e o ser que ora e o ser que adora – sem distinções – pois orar, cantar e adorar podem ser três acordes de uma mesma sinfonia da alma.

3.1. Louvando ao Deus que caminha conosco.
Um fato interessante no livro de Salmos é a forte presença da salvação como elemento da oração. Os salmistas apresentam uma situação de crise e a oração; dentro desse contexto aparecem a graça e a salvação. Alguns Salmos chegam a trabalhar, na mesma frase, a dor e o louvor: “Salva-nos, Senhor, porque faltam homens benignos; porque são poucos os fiéis entre os filhos dos homens.” (Sl 12.1). Orações como essas cantam uma certeza inabalável: há um Deus que caminha conosco na fúria da história. Esse é um dos grandes motivos que temos para orar e louvar: não andamos sozinhos.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
É importante lembrar que não somos condenados à solidão. Precisamos redescobrir a oração que louva ao Deus companheiro de caminhada. É a oração que se alimenta de um coração que arde pelo caminho (Lc 24.32). O Eterno Deus não reconhece fórmulas. É perniciosa a ideia de que Deus só responde orações que tenham determinadas marcas, fórmulas. Deus não leva em consideração a reza de um robô treinado para elaborar orações trezentas vezes mais bonitas que a sua. A oração genuína é uma conversa entre Pai e filho. Deus responde a toda e qualquer oração que venha honesta, da alma. O problema é que não entendemos (ou não queremos entender) Suas formas de responder. Muitas são as orações que Deus responde em silêncio, apenas com Seu olhar. Conseguimos realmente discernir o silêncio de Deus? O problema ainda maior é que, imersos num tempo de velocidade, achamos que Deus é obrigado a nos responder objetivamente o mais rápido possível. Assim, distorcemos versículos para a nossa própria tragédia hermenêutica. 

3.2. Sempre há motivos para orar e louvar.
Todos temos motivos para a oração e para o louvor. Motivos para essas práticas nunca vão faltar. Tanto os bons motivos quanto aqueles que trazem dor são todos elementos de uma mesma fé. Oramos e louvamos pelas bênçãos e pelas crises. Oramos e louvamos na festa e no luto. Por quê? Porque nossa composição espiritual é assim. Essa é a nossa natureza. Encontramos forças para orar e certezas para louvar.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Encontramos o alívio na oração e a gratidão no louvor. Essas dimensões vão se encontrando em nossa vida cristã todos os dias. Assim, em qualquer circunstância, devemos orar, e, quando a oração for se tornando nossa respiração (1Ts 5.17), então o louvor fluirá livre, leve, pleno e cheio da alegria de nos tornarmos motivos de louvor. Não deve haver contradição entre o ser que ora e o que vive. Algumas pessoas, no momento da oração, parecem completamente outra. Mudam de voz, de personalidade. A oração genuína é aquela que parte de quem sou. Deus não ama as palavras que sei dizer – Ele ama a mim! Não é a beleza ou a correção teológica que legitimam a oração e adoração, mas sim, a integridade da alma. Orações são falas da alma. Enquanto essa verdade não for amada por mim, não orarei de verdade. É contradição mortal orar aquilo que não sou. É amordaçar a alma para que a verdade de quem sou não me machuque. Quando destruímos a contradição entre o ser que ora e o ser que vive, a adoração pode fluir. Deus é Deus de honestos.

3.3. A oração preenche de conteúdo nosso louvor.
A crise do louvor na atualidade é basicamente uma crise de conteúdo. A cura para a doença da falta de qualidade está na oração. Ao invés de fazermos uma reunião para avaliar de forma fria e marqueteira onde estamos errando, voltemos à oração. O cenáculo ainda é o ponto de partida para o poder (At 1.12-13). Quando oro, minha alma se deleita em Deus – e isso produz o estado de espírito ideal para o louvor. Não é legítimo o “louvor” que obriga a Deus a fazer uma série de coisas para mim, mas sim, aquele destrona meu ego: “Seja feita a sua vontade”. O caminho de Cristo – esvaziar-se – precisa ser nosso caminho.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Quando chegamos à presença de Deus esvaziados do ego e da arrogância, através da oração honesta, ganhamos o conteúdo para louvar, e aí sim temos um novo cântico e uma nova vida. Quando temos a oração como desejo sincero da alma, temos o conteúdo ideal da adoração e podemos viver com a segurança de um filho que pode conversar com seu Pai a qualquer momento.
Conclusão
A oração genuína é uma das mais incríveis formas de adoração. Ela nos ajuda na tarefa bela de chegar a Deus em certeza de fé. Abençoados pelo privilégio de chegar à presença de Deus, temos a alegria de abrir nossas almas e com isso redescobrirmos motivos para louvar.



                                                           Comentado pelo Prof. Éder Tomé                                                          

Alinhando a reflexão do comentarista da Lição,  aprendemos que :

ORAÇÃO
     1)    A Oração é muito mais que apresentar nossas petições à Deus.
     2)    A Oração nos coloca no lugar devido: Somos dependentes de Deus.
     3)    Para ter uma Existência Feliz e Segura: Dedique tempo a Oração.
     4)    Não há receitas de “como orar”, não seja influenciado pela lógica do comércio que     
          vende fórmulas prontas ensinando a orar.
     5)    Quando Oramos para os irmãos,  estamos afirmando pertencer ao corpo de Cristo.
     6)    Orar é conversar com Deus, despejamos nossas necessidades e carências a um ser 
          maior, quebramos nossa arrogância.
     7)    Peça, busque, bata na porta. A Bíblia garante que a porta se abrirá, mas não diz 
          quando. Investir em quantidade de rezas (repetição da petição) desvirtuando a oração, 
          não encurtará o tempo da espera.

ORAÇÃO  E  ADORAÇÃO
     1)    A Oração e Adoração se completam. Pratique a Oração como Adoração.
     2)    A Oração que Adora é a oração que ora.
     3)    A Oração que Adora é aquele que compreende Deus como uma pessoa, e amamos a 
          Ele acima de qualquer provável benefício, sem dirigir-lhe orações interesseiras, 
          pretenciosas e ofensivas ao coração ao Pai.
     4)    A Oração que Adora é aquela que desembaça a visão das coisas e fixa nosso olhar no 
          Pai.
     5)    A oração genuína é uma das mais incríveis formas de adoração.
     6)    A Oração é um dos ingredientes essenciais da verdadeira adoração.
     7)    Quando a Adoração tem os elementos: quebrantamento, contrição e carência honesta, 
          transforma-se numa melodia da graça de Deus.
     8)    Jamais seremos Adoradores genuínos sem amor e pratica da Oração
     9)    Ser Adorador sem oração é como ser pescador e odiar o mar.
   10)    Salmos e alguns hinos da Harpa Cristã. São Orações Cantadas. Ela evoca dimensões 
          profundas do envolvimento entre o ser que ora e o ser que adora sem distinções.
   11)    Orar, Cantar e adorar podem ser três acordes de uma mesma sinfonia da alma.
   12)   Todos temos motivos para a oração e para o louvor. Independente da situação, 
          encontramos em Deus forçar para orar e certezas para louvar.
   13)    Encontramos o alívio na oração e a gratidão no louvor.
   14)   Não preciso alterar minha voz, minha personalidade, falar palavras bonitas para 
          legitimar minha oração e adoração.
   15)  Quando temos a oração como desejo sincero da alma, temos o conteúdo ideal da 
          adoração.
   16)   Através da oração, a alma deleita em Deus, produzindo o espírito ideal do louvor.

ORAÇÃO  E  INTIMIDADE COM DEUS
     1)    Não vamos conseguir ter Intimidade com Deus através da produção de arranjos 
          técnicos, através de uma receita ou fórmula pronta.
     2)    Intimidade com Deus vem através da oração. Somente a Oração é capaz de construir 
          nossa relação honesta e segura com Deus.
     3)    Intimidade é produto do tempo. É uma santa amizade com Deus.
     4)    Não deixe que a correria do dia-a-dia lhe tire os momentos de passar tempo em 
          oração. Não pode nos faltar a dimensão do quarto fechado, pois é lá que entramos no 
          secreto e no particular, é lá que estreitamos nossa intimidade com Deus.

TRAGÉDIA  DA  HUMANIDADE
     1)    Distância entre Deus e Nós. É uma tragédia viver com ausência de intimidade com 
          Deus. São muitos os efeitos danosos.
     2)    A atualidade é marcada por ser a era da indiferença.
3)    Não é legitimo entoar louvores obrigando Deus a fazer um série de coisas  para mim.

                                                                                                                                                                           



1. O que a humildade nos faz reconhecer?
R: Que não temos nada de nós mesmos e que tudo o que temos são dádivas de Deus (Rm 8.32).

2. Qual a oração precisa ser feita pela massa pós-moderna?
R: A oração de Moisés (Sl 90.12).

3. Qual é uma das grandes tragédias da atualidade?
R: A distância entre nós e Deus (Mt 6.6).

4. Cite um Salmo que trabalhe na mesma frase, a dor e o louvor?
R: “Salva-nos, Senhor, porque faltam os homens benignos; porque são poucos os fiéis entre os filhos dos homens.” (Sl 12.1).

5. O que ainda é o ponto de partida para o poder?
R: O cenáculo (At 1.12-13).



                                                                                                                                                                           

Fonte: Revista de Escola Bíblica Dominical, Betel, Adoração e Louvor, A excelência e o propósito de uma vida inteiramente dedicada a Deus, Jovens e Adultos, edição do professor, 4º trimestre de 2016, ano 26, Nº 101.

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